5. TEİS’nin Tarihsel Gelişimi Açısından SEİS
5.1. Liberal Çalışma İlişkileri Dönemi (1920-46) *
configuração urbana de toda a sua história, as consequências desse processo se mostram pela acelerada degradação da biosfera com consequente detrimento da qualidade de vida. Esse contexto tem ocasionado uma maior ocupação territorial tanto para moradia como para a produção de bens de consumo e alimentos, necessitando de uma crescente utilização de matérias-primas para transformá-las em produtos acabados.
A ocupação do espaço na Terra, segundo Tucci (2002), para que seja de forma planejada e desenvolvida, necessita de uma visão mais ampla sobre os recursos terrestres e aquáticos disponíveis, assim como conhecer o comportamento dos processos naturais na bacia hidrográfica para que as necessidades crescentes do homem possam ser compatibilizadas racionalmente.
Um dos principais responsáveis pela degradação ambiental é a disposição no solo de resíduos sólidos urbanos sem qualquer forma de tratamento ou mesmo com tratamento inadequado, que sob a influência de agentes naturais como a chuva e microrganismos originam um processo de degradação dos
compostos orgânicos e inorgânicos, iniciando o processo de formação de lixiviados e biogás.
A falta de interesse demonstrada pelas autoridades políticas dos países em desenvolvimento, seja em nível nacional, estadual ou local, em fazer investimentos na área do saneamento, procurar soluções adequadas e sustentáveis de gestão dos resíduos sólidos urbanos é um dos problemas apontados por Idris, Inanc e Hassan (2004).
Os governantes não levam em conta que com o desenvolvimento e o crescimento populacional há um aumento substancial de resíduos produzidos e, quase sempre se encontram despreparados para lidar com os problemas gerados por estes resíduos.
Assim, os impactos da geração de resíduos sólidos de várias naturezas, têm sido tratados com descaso pela esmagadora maioria dos administradores públicos brasileiros, pois são inadequadamente depositados comprometendo a qualidade de vida e a sustentabilidade ambiental, com contaminação de solos e recursos hídricos (Sissino & Moreira 1996, Barbosa & Otero 1999, Abu-Rukah & Al- Kofahi 2001, Mazini 2003, Lopez et al 2007 entre outros).
Por muito tempo a questão dos resíduos sólidos ocupou uma condição terciária na discussão sobre saneamento básico, sendo que o debate principal sempre focou a distribuição de água potável, seguido pela coleta de esgoto.
O Plano Nacional de Saneamento (PLANASA), instituído no Brasil pelo extinto Banco Nacional da Habitação de maneira formal na década de 1970, conseguiu no prazo de quinze anos alcançar 80% da população abastecida de água potável e num resultado mais modesto, 35% de esgoto coletado, enfatizando a ampliação destes serviços em claro prejuízo a investimentos na área dos resíduos sólidos.
A falta de investimentos na gestão de resíduos ocorrida nas décadas de 1970 e 1980 desencadeou no aparecimento de lixões espalhados na maioria dos municípios brasileiros. O IBGE realizou a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico em 1989 e constatou que 75% do lixo produzido no país era lançado a céu aberto.
A proliferação dos lixões, com consequente agravamento dos problemas socioambientais, ocorridos com a destinação inadequada dos resíduos sólidos contribuiu para que a temática dos resíduos sólidos passasse a integrar as discussões sobre o saneamento básico no Brasil (DEMAJOROVIC et al., 2006).
Pela primeira vez no Brasil a questão dos resíduos sólidos passa a ser inserida em uma linha de financiamento com o surgimento em 1985 do Programa de Saneamento Básico para População de Baixa Renda, que ficou conhecido como Prosanear (SERRANO, 2001).
Este programa, financiado 50% pelo Banco Mundial, tinha como objetivo atender a população de baixa renda das cidades com os serviços de água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos.
Após a promulgação da Constituição Federal em 1988, o tema resíduos sólidos ganha destaque nos anos de 1990 e assim, o país buscou a regulamentação sobre o tema e, por mais de duas décadas o Congresso Nacional debateu os Projetos de Lei 354/1989 e 203/1991, que originalmente estabeleceram discussões somente sobre os resíduos de serviços de saúde.
No final da década de 1990 com a criação das resoluções contendo o Princípio da Responsabilidade Pós-Consumo, editadas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), o gerenciamento dos resíduos sólidos passou a ser discutido de forma mais emblemática no Congresso Nacional (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA, 2008).
Neste contexto, o governo procurou adotar práticas de gestão eficientes dos serviços públicos de saneamento básico com vistas à proteção da qualidade ambiental, prevenção e controle da poluição e à promoção da saúde.
Atualmente o Brasil dispõe de um conjunto de políticas públicas, estabelecidas por novos marcos regulatórios de gestão dos resíduos sólidos. Dentre eles estão a Lei de Educação Ambiental (Lei Federal nº 9.795/1999), o Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), de Parceria Público-Privada (Lei nº 11.079/2004), a Lei de Consórcios Públicos (Lei nº 11.107/2005), a Política Nacional de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007), a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº
12.305/2010) e no Estado de São Paulo a Política Estadual de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo (Lei Estadual nº 12.300/2006).
A Política Nacional de Saneamento Básico define por saneamento básico o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais do abastecimento de água potável, do esgotamento sanitário, da limpeza urbana, do manejo de resíduos sólidos e da drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
A Lei dos Consórcios Públicos disciplina as relações de cooperação federativa com a união entre dois ou mais entes da federação, sem fins lucrativos, para a prestação de serviços e desenvolver ações conjuntas, que visem o interesse coletivo e benefícios públicos.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) institui diretrizes e instrumentos para a gestão dos resíduos sólidos, define termos, classifica os resíduos, estabelece responsabilidade compartilhada envolvendo governos, sociedade, empresas e cidadãos na gestão dos resíduos sólidos e determina que os entes federados terão que elaborar seus Planos de Gestão de Resíduos.
Essa Lei reúne vários dispositivos legais que estavam esparsos em uma série de instrumentos normativos e lhe dão força de lei federal, apesar de ser uma norma de eficácia contida, pois possibilita complementos e concorrência de leis estaduais e municipais para o seu funcionamento pleno.
Neste contexto, a PNRS articula-se com diversas políticas públicas estabelecidas por novos marcos regulatórios de gestão dos resíduos sólidos. Dentre eles estão a Lei de Educação Ambiental (Lei Federal nº 9.795/1999), o Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), de Parceria Público-Privada (Lei nº 11.079/2004), a Lei de Consórcios Públicos (Lei nº 11.107/2005), a Política Nacional de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010).
A Política Estadual de Resíduos Sólidos aponta responsabilidades dos fabricantes, distribuidores ou importadores, consumidores e administradores públicos no consumo e pós-consumo de produtos que venham a gerar quaisquer resíduos de significativo impacto ambiental, bem como a gestão integrada e
compartilhada dos resíduos sólidos, e ainda a mitigação dos efeitos nocivos que tais resíduos causem ao meio ambiente ou à saúde pública.
O Governo do Estado de São Paulo promulgou em 28 de fevereiro de 2012 o Decreto nº 57.817, instituindo o Programa Estadual de Implementação de Projetos de Resíduos Sólidos, que consiste em projetos de apoio a gestão municipal de resíduos sólidos e às atividades de reciclagem, coleta seletiva, melhoria na destinação final dos resíduos sólidos, educação ambiental e na elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos.
Nesse contexto, este estudo procura gerar informações que possam constituir-se em instrumento de planejamento, informação e auxílio, contribuindo com a elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo e ao desenvolvimento da gestão dos resíduos sólidos.
Após as discussões introdutórias deste capítulo, esta tese está estruturada e apresentada em seis capítulos subsequentes a saber:
Capítulo 2: apresenta o objetivo principal e os objetivos específicos estabelecidos;
Capítulo 3: contém a revisão bibliográfica, integrada por subseções, as quais encontram-se informações gerais sobre a área de pesquisa, conceitos voltados à gestão e ao gerenciamento de resíduos sólidos, modelos europeus de gestão, aspectos legais normativos, históricos e características de consórcios intermunicipais;
Capítulo 4: descreve a metodologia da pesquisa e os parâmetros utilizados no estudo de regionalização para constituição de consórcios e para a gestão e manejo dos resíduos sólidos no Estado de São Paulo;
Capítulo 5: apresenta os resultados e discussões da pesquisa às contribuições ao Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Estado
de São Paulo e o resultado do estudo da regionalização para constituição de consórcios;
Capítulo 6: traz as conclusões do trabalho, bem como suas contribuições e limitações;
Capítulo 7: indica sugestões para futuras pesquisas.