BÖLÜM 4. LOJİSTİK REGRESYON İÇİN LİU KESTİRİMİ
4.3. LİU LOJİSTİK KESTİRİCİSİ İLE RİDGE KESTİRİCİSİNİN
A governança nas organizações iniciou-se há cerca de 150 anos, principalmente, com o fortalecimento da industrialização. Seguindo essa tendência, a estratificação das atividades operacionais e o constante crescimento dos empreendimentos realizados nas ferrovias e nas empresas nacionais de telégrafos impuseram procedimentos de especialização para as funções de gestão dos administradores. Em paralelo a tais desenvolvimentos, tornava-se importante uma estrutura de governança corporativa aplicada a empresas (McCRAW, 1998).
Acompanhando a crescente evolução dos mercados e dos avanços das grandes empresas, as relações comerciais alcançaram uma nova ordem que se apresenta mais complexa, oscilante e volátil.
Segundo Álvares et al. (2008), a questão da governança não é recente e já preocupava Adam Smith no século XVIII, quando este argumentava em seu livro A riqueza das nações, que não se pode esperar que os gestores de empresas preservem o dinheiro de outras pessoas da mesma maneira que fariam com o seu.
Para Tarantino (2008), a origem latina da palavra governança refere-se à direção, à autoridade legal, às normas regulamentares e do uso de recursos institucionais para gerir organizações. O autor relata que, na área econômica, se estudam questões relacionadas com controle e propriedade. O autor apresenta a governança corporativa como um processo pelo qual uma organização defende os interesses dos stakeholders. Assim, governança refere-se à relação entre aqueles que governam e aqueles que são governados.
Com o tempo, essa preocupação foi se tornando cada vez mais forte. Direcionada ao propósito de alavancar seu crescimento, as empresas abriram seu capital, financiando-se via emissão de títulos no mercado acionário, dando a seus acionistas o direito a voto nas decisões. Por sua vez, a crescente profissionalização da gestão levou a uma segregação entre a propriedade e o
controle da corporação, e isso constitui-se em aspecto crítico da governança corporativa (SHLEIFER e VISHNY, 1997).
Berle e Means (1932), citados por Álvares et al. (2008, p. 5) estabeleceu três conceitos distintos entre: propriedade ou interesse, controle ou poder e gestão ou ação. Nesse contexto, um grupo de indivíduos tem a propriedade da empresa e exerce o seu controle por meio do conselho de administração, que dá as diretrizes que pautam a gestão da empresa. No entanto, o controle efetivo pode ser praticado apenas por um pequeno grupo de proprietários desde que tenham poder para eleger os membros do conselho de administração.
Desse modo, muitas vezes o espírito capitalista concorre com posturas oportunistas de propriedade ou interesse, controle ou poder e gestão ou ação dentro do quadro social empresarial. Existem, ainda, aqueles que adotam uma lógica utilitarista e um conjunto de regras, associando-se pelo menor custo de suas operações ou pela dificuldade que têm em conseguir alcançar suas necessidades financeiras em outro local (AMESS e HOWCROFT, 2001).
Richez-Battesti (2006) investigou o contraponto entre a aplicação da governança corporativa e a identidade de uma entidade financeira banco cooperativo na França. Em seu estudo, apontou um empecilho entre o trabalho individual (sustentabilidade do negócio) e o trabalho coletivo (cooperativismo). Concluiu que os bancos cooperativos na França enfrentam tensões entre as atividades cooperativistas e a necessidade de acompanhamento no mercado financeiro, daí o duelo entre a identidade organizacional e a governança corporativa. Portanto, do ponto de vista estratégico, os bancos cooperativos adotam uma postura pelo gerenciamento de recursos mantendo como base estrutural um compromisso gerencial e democrático, no qual os executivos ocupam uma posição central de forma a mobilizar as partes interessadas, de modo a reduzir a assimetria informacional, a incerteza e o risco em relação à atividade bancária
Burger (2012) realizou pesquisa sobre bancos cooperativos na Hungria. Analisou 99 bancos cooperativos, representando uma amostra de 73% do total. O estudo mostrou que um banco cooperativo com pouca quantidade de associados e um valor elevado de capital social
integralizado pode correr o risco de uma evasão de quotistas caso não haja uma política de pagamento e distribuição de dividendos elevados. Surgem então as questões de estrutura e propriedade, a administração procurando manter bons relacionamentos com as partes interessadas e os proprietários exigindo retorno mais elevados. Assim, o trabalho sinalizou um alerta quanto à questão da governança corporativa. Por um lado, observaram-se a concentração de capital nas mãos de poucos associados, a ausência de novas inversões de recursos financeiros e a pouca perspectiva de sustentabildade financeira ao longo prazo. Por outro lado, grande montante de capital social integralizado necessário para manter saúde financeira do banco cooperativo.
A governança corporativa, ao longo de todos esses anos, vem criando alternativas às propostas de salvaguardar os interesses das entidades relacionadas às organizações, de maneira que seus processos possam assegurar, de forma adequada, a perenidade, principalmente, das grandes corporações. Salienta-se, entretanto, que pesquisas empíricas como a de Grossman e Hart (1980) apresentaram desvantagens do ponto de vista da governança corporativa das empresas.
Para Catapan (2012), um grande fator que contribuiu para o avanço dos estudos da governança corporativa foram os processos de privatizações, fusões e aquisições de grandes organizações. Tal processo provocou mudanças nas legislações de diversos paises, de forma a tornar mais clara e transparente suas regras e procurar proteger os investidores, criando um ambiente propício e alinhado aos interesses dos stakeholders.
Sob o aspecto geral, a governança corporativa está interligada com a mitigação das consequências advindas dos conflitos de agência indicados por Berle e Means (1932); com a redução dos custos de gerenciamento dos recursos organizacionais, conforme Coase (1937); com a redução de ocorrência de comportamentos oportunistas, como apresentam Alchian e Demsetz (1972) e, por fim, com o aumento do controle dos ativos de acordo com Williamson (1975).
Já, na visão de Lameira (2007), o aperfeiçoamento das práticas de governança corporativa está relacionado com o desenvolvimento de melhores estruturas organizacionais e à busca de uma melhor performance no seu funcionamento. Tais mecanismos devem proporcionar
aumento da eficiência das empresas, redução dos riscos operacionais e melhoria na avaliação da empresa por parte do mercado.
Para Brandão (2004), apesar de o conceito ser mais antigo, a expressão governança
corporativa passou a ser utilizada a partir dos anos sessenta, para referir-se às diretrizes de
funcionamento das empresas. Uma etapa importante de mudança ocorreu nos anos oitenta, quando começou, nos EUA, uma reação dos grandes investidores institucionais, que se organizaram para exigir melhores práticas de governança corporativa na gestão das grandes corporações. Nos anos noventa, os processos por melhores práticas de governança corporativa se difundiram por todo o mundo por meio de criação e aplicação de códigos das melhores práticas de governança corporativa (ANEXO B), conforme apontado por Carvalhal-Da-Silva e Leal (2007).
Constata-se que as boas práticas de governança corporativa proporcionam um fortalecimento, reforçam competência e projetam a organização para outros e novos níveis de complexidade operacional, gerando alternativas e estratégias de desempenho e criação de valor, tendo como referência a harmonização entre os interesses das pessoas ao se relacionarem na organização. Prova disso foi a melhora da performance dos mercados no período de 2001-2006, quando as práticas de governança corporativa começaram a ser implantadas pelas empresas, sendo a variação no período de 283% no IBOVESPA e de 427% no IGC (ANDRADE e ROSSETTI, 2006).
Nesse contexto, vários autores pesquisaram formas de como avaliar a influência da governança corporativa sobre o desempenho e o valor das empresas: (KAPPLER e LOVE, 2002; GOMPERS; ISHII; METRICK, 2003; OKIMURA, 2003; BROWN; CAYLOR, 2004; LEAL e CARVALHAL-DA-SILVA, 2004; DEL BRIO; MAIA-RAMIRES, 2006).
Com o passar do tempo e com início dos processos de globalização dos mercados financeiros e de capitais, várias empresas brasileiras promoveram melhoria das suas práticas de governança corporativa de forma a captarem recursos nos mercados de crédito e capitais internacionais. Assim, tiveram como foco a internacionalização de suas operações comerciais, o aumento dos recursos em investimentos e, consequentemente, o crescimento nas vendas, além da alavancagem da capacidade operacional, podendo, então, competir no âmbito das economias brasileira e global (LAMEIRA, 2007).
Outro fato importante também foi a implementação da Lei Sarbanes-Oxley, introduzida nos Estados Unidos, em julho de 2002, também conhecida pela abreviatura SOX. Assim, a governança corporativa deixou de ser uma prática adotada apenas por empresas responsáveis e preocupadas com os princípios éticos de gestão e com o fundamento da moral em suas transações e passou a ser uma obrigação normativa para todas as empresas, cujas ações são negociadas nas bolsas de valores norte-americanas. Essa normatização legal repercutiu, consecutivamente, em muitas empresas brasileiras, tanto no mercado acionário, quanto no mercado de balcão, principalmente quanto ao nível I, nível II e ao novo mercado criados pela BM&FBOVESPA, todos relacionados à transparência das atividades operacionais voltadas para a governança corporativa das empresas.
Para Novkovic (2013), a pesquisa realizada entre os participantes do Simpósio Internacional sobre Governança das Cooperativas, na Universidade de St. Mary, em Halifax (Nova Scotia, Canadá), em setembro de 2013, levantou muitas questões importantes e forneceu algumas soluções interessantes para os problemas específicos para as cooperativas como forma democrática de propriedade e empresas controladas. Um ponto claro surgiu aos quais as cooperativas são muito diversas entre suas atividades e também entre seus associados. Parece, porém, haver um consenso entre os pesquisadores de cooperativas e os profissionais que a governança em cooperativas atua sobre comunicação e identidade, relacionamentos, transparência e tomada de decisões descentralizada. Atentou-se também para a definição de regras, regulamentos e prestação de contas para os membros (conselhos de administração e fiscal). Assim sendo, a governança permeia toda a organização cooperativa, mas não se restringe apenas aos conselhos de diretores (conselho de administração e diretoria executiva). No entanto, nas discussões sobre essas regras e procedimentos, os gestores cooperativos parecem restringir os seus discursos para as competências habituais e corriqueiras, negligenciando outros elementos-chave essenciais para o modelo cooperativo. Portanto, os conselhos precisam ter visão e envolver-se em estratégia, pois eles precisam contratar gestores eficientes e responsabilizá-los. Diretores eleitos também têm deveres fiduciários e precisam de formação adequada para lidar com as suas responsabilidades.
Um ponto a ser observado, com importância, são os relatos de Tylecote e Visintin (2008), em que muito se debate sobre governança corporativa, principalmente de forma a incentivar o crescimento econômico. Entretanto, um fato a relatar é como isso ocorre em períodos de
mudanças tecnológicas. Nesse contexto, os autores levantam uma discussão que relaciona governança corporativa e finanças com o campo da inovação e tecnologia, analisando de que forma a governança corporativa pode afetar a capacidade das empresas em enfrentar os desafios tecnológicos. Para tal, os autores realizaram estudos empíricos nos EUA, Europa, Sudeste da Ásia e China, concluindo, que para alguns setores da economia, a mudança tecnológica exige uma inovação em governança corporativa e finanças. Portanto, caso não haja um avanço nas práticas de governança corporativa, isso poderá provocar uma retração no desenvolvimento tecnológico.
De acordo com Périlleux (2008), a pesquisa mostrou os mecanismos de dualidade entre a governança e o crescimento das cooperativas. Assim, a pesquisa apontou quatro grandes desafios: 1) o crescimento – os associados podem ser mais heterogêneos e ocorrer o risco de mudança da missão da cooperativa em função de novos objetivos diferentes, surgindo um dilema entre a abertura para novos grupos de cooperados ou expansão para novas áreas geográficas; 2) tamanho do conselho de administração – com o aumento da participação de novos associados (seja em novas atividades econômicas ou área geográfica) deve-se manter um representante de cada área. Tal procedimento se faz por mais um membro no conselho de administração. Assim, pode ocorrer a formação de clusters em que surgirá formação de grupos de poder, disvirtuando o objetivo da cooperativa em detrimento a determinados membros no controle; 3) complexidade das operações – com o aumento do tamanho da cooperativa surge a necessidade de inovar em novas modalidades operacionais para suprir seus custos operacionais. Nesse nomento, pode ocorrer risco do negócio e a ausência da governança; 4) capacitação técnica – em função de novo nível de produto surgem os problemas de falta de experiência profissional e de mercado por parte dos dirigentes e funcionários. Nesse contexto, combinar crescimento e boa governança coooperativa sem comprometer os princípios do cooperativismo passa a ser um grande desafio enfrentado pelas cooperativas, ou seja, manter a raiz do cooperativismo e apresentar crescimento econômico- financeiro e patrimonial sem perder de vista a governança cooperativista.
a) Conceitos
A definição da governança corporativa busca o alinhamento entre gestão e estrutura de propriedade, admitindo que a governança corporativa estimula a eficiência por meio de políticas de gerenciamento que levem à competitividade organizacional. Quanto a isso, realçam-se os trabalhos a seguir.
Jensen e Meckling (1976) apontam que a segregação entre propriedade e controle por meio de uma estrutura ótima de capital é favorável para a organização. Já Morck, Shleifer e Vishny (1988) indicam que a concentração de propriedade acresce valor das organizações, uma vez que grandes investidores controlam os administradores. Entretanto, apontam também para o custos dessa concentração.
Já Lethbridge (1997) define governança corporativa como sendo: “[...] conjunto de instituições, regulamentos e convenções culturais, que rege a relação entre as administrações das empresas e os acionistas ou outros grupos às quais as administrações, de acordo com o tipo de modelo, devem prestar contas.”
A OCDE expõe o conceito da seguinte forma.
A governança corporativa é o sistema segundo o qual as corporações de negócio são dirigidas e controladas. A sua estrutura especifica a distribuição dos direitos e responsabilidades entre os diferentes participantes da corporação, tais como o conselho de administração, os Diretores Executivos, os acionistas e outros interessados, além de definir as regras e procedimentos para a tomada de decisão em relação a questões corporativas. (OCDE, 2011)
Nesse contexto, a governança corporativa compõe-se de um conjunto de procedimentos e características em que as partes relacionadas possam conhecer os mecanismos de gerenciamento e acompanhar os atos de administração organizacional de modo a alcançar a eficiência corporativa.
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC3) define a governança corporativa como
3 O IBGC é uma organização dedicada à promoção da governança corporativa no Brasil e o principal fomentador das práticas e discussões sobre o tema no País, tendo alcançado reconhecimento nacional e internacional. Fundado em 27/11/1995, tem seu propósito de “[...] ser a principal referência nacional em governança
[...] o conjunto de práticas que visam otimizar o desempenho de uma companhia ao proteger todas as partes interessadas: investidores, empregados, credores etc. As boas práticas de governança têm como propósito ampliar o valor da sociedade, criar mecanismos para facilitar acesso ao capital e contribuir para o bom funcionamento (IBGC, 2009).
Shleifer e Vishny (1997) definem como um mecanismo de averiguação e controle de modo a certificar que os recursos financeiros injetados nas organizações possam ser protegidos na obtenção de retornos com segurança.
Já o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa explica os procedimentos de gestão como [...] um sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo o relacionamento entre Conselho, equipe executiva e demais órgãos de controle. As boas práticas de governança convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar a reputação da organização e otimizar seu valor social, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para sua longevidade (IBGC, 2009, p. 19).
Portanto, trata-se de uma combinação de procedimentos dispostos de forma a obter um resultado determinado dentro da organização almejando a transparência. Juntamente com a eficácia, a governança corporativa desempenha um papel gerencial relevante contribuindo para o aprimoramento ético da organização de modo a apoiar a ação estratégica dos gestores e o inter-relacionamento com os investidores.
Segundo Slomski (2007, p. 129)
[...] a governança corporativa definida pelo IBGC, em empresas do terceiro setor, difere apenas quanto à figura do acionista/cotista para o doador de recursos. E, desta maneira, as boas práticas de governança corporativa, nestas entidades, têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade em termos de reconhecimento dos trabalhos prestados, bem como pelo seu resultado econômico produzido, facilitar seu acesso ao capital para a manutenção vias doações, subvenções etc. e, assim, contribuir para sua perenidade, para o atendimento de necessidades das gerações futuras.
O conceito de governança corporativa que melhor se aplica às cooperativas de crédito é o proposto pelo autor acima citado, pois, no caso das cooperativas de crédito, constituem boa governança condutas para assegurar a atualização tecnológica, a competitividade e o respeito a regras de governança corporativa, sobretudo à regra de responsabilidade (accountability) com relação aos associados. Portanto, torna-se essencial garantir a divulgação adequada de toda informação relevante, inclusive dos honorários da diretoria, assim como da composição corporativa; desenvolver e difundir os melhores conceitos e práticas no Brasil, contribuindo para o melhor desempenho das organizações e, consequentemente, para uma sociedade mais justa, responsável e transparente”.
do conselho de administração e da relação da empresa com as demais partes interessadas
(stakeholders). Contudo, a divulgação e a transparência da gestão correspondem à melhor
forma de estruturação da alta administração da empresa em divulgar seu processo de execução dos atos administrativos. Nesse contexto, a governança corporativa permeia esse processo de maneira que a alta administração atue adequadamente para gerar aumento de valor para as cooperativas de crédito.
b) Objetivos
A governança corporativa tem como objetivo orientar nas questões que possam influenciar as relações entre os stakeholders (partes interessadas) de maneira a proporcionar maior transparência nos atos e fatos adotados pelos gestores nas organizações, tendo como meta o aumento das relações entre a administração e a gestão, sob o enfoque da responsabilidade social corporativa.
Para delinear conceitos e metodologias de forma a nortear a responsabilidade e os processos de tomada de decisões das organizações, Andrade e Rossetti (2006, p. 107) apontam que o foco tem sido na análise dos objetivos das companhias, tendo em vista suas interfaces com as demandas e os direitos de outros constituintes organizacionais, definidos entre as partes relacionadas.
Com base no prisma de Silva (2006a, p. 23) “[...] responsabilidade corporativa, transparência, equidade e prestação de contas com responsabilidade contribuem para o desenvolvimento e a difusão de boas práticas de governança”.
A aplicação da prática da governança corporativa visa obter transparência da administração, melhorar o desenvolvimento dos negócios, melhorar a competitividade das operações, atuar com a autogestão de forma ordenada e adequada, objetivar melhores resultados econômico- financeiros e obter melhoria de qualidade dos produtos e serviços.
Nesse sentido, Paula (2008, p.106) define autogestão como sendo “[...] uma organização da produção em bases democráticas e cooperativistas pelos próprios trabalhadores”. No caso das cooperativas de crédito, a Lei Complementar nº 130, de 17/04/2009 (BRASIL, 2009) dispõe
que a cogestão se refere a administração temporária pela respectiva cooperativa central ou confederação de centrais com o intuito de regularizar procedimentos operacionais.
Tendo em vista que o objetivo maior dos gestores é agregar valor para os acionistas, a governança corporativa torna-se uma ferramenta de gestão de análise de desempenho das organizações, o que tem incentivado estudos no Brasil e no mundo (SILVA JR., JUNQUEIRA e BERTUCCI, 2009).
Dessa forma, as regras definidas pelo IBGC, (ANEXO A) contribuem para o conjunto de diretrizes fundamentais para o sucesso e a longevidade organizacional (SILVA, 2006a).
Assim, os maiores objetivos da governança corporativa correspondem à agregação de valor para os acionistas e investidores, melhoria no desempenho das atividades operacionais, bem como maior abertura para captação de recursos com redução de custos e maior perpetuidade. c) Valores
A governança corporativa cria oportunidades, mas também apresenta desafios, sobretudo num mundo em que se depara com o fenômeno da globalização. A globalização dos padrões de consumo e produção obriga os governos a reconsiderarem suas políticas: a comercial e de investimento. Aproxima, cada vez mais, realidades econômicas, culturas empresariais distintas e sociedades com valores e prioridades diferentes. Esse fenômeno, embora mais próximo de um consenso sobre procedimentos mais eficazes de organização social e econômica devido à concorrência e competitividade de mercado, tem gerado preocupações diversas, porém, complementares.
Portanto, é necessário que haja a disponibilização de informações básicas para proporcionar uma integração entre os associados, mesmo sabendo que no momento da deliberação, todos têm o mesmo poder, conforme disposto na Lei nº 5.764/71 (BRASIL, 1971). Ao procurar a eficiência e buscar o máximo retorno sobre o capital em benefício dos associados, os gestores devem levar em conta as dimensões social, ambiental e ética de suas atividades.
Nesse sentido, o valor torna-se uma medição mais completa levando em consideração a gestão operacional, retorno esperado, diminuição considerável dos riscos, aumento do poder de ganho e continuidade do negócio. Steinberg (2003) aponta que há procedimentos
responsáveis por todas as partes envolvidas na organização, tais como, gestores, empregados, clientes, fornecedores e a comunidade, pois é mais uma questão de ética do que de prosperidade. Afirma ainda que uma empresa responsável social e economicamente viável