4. BULGULAR VE TARTIŞMA
4.1. Tane Fiziksel Özellikleri
4.1.4. Un Randımanı
06.12.2010 Helena Geraldes
É preciso acelerar as negociações técnicas e abandonar a defesa excessiva das posições nacionais. Este foi o repto e a crítica com que arrancou a segunda semana de negociações climáticas na cimeira de Cancún. Os ministros começam amanhã a trabalhar um pacote de medidas que, hoje, ainda não está pronto.
“Estão reunidas as condições para alcançarmos um pacote de decisões amplo e equilibrado, que conduza a uma acção mais eficaz contra as alterações climáticas”, considerou ontem numa reunião plenária informal a ministra mexicana dos Negócios Estrangeiros, Patricia Espinosa Cantellano, que preside à COP16 (16ª Conferência das Partes da Convenção Quadro da ONU para as Alterações Climáticas). Esse pacote inclui tomar decisões sobre a desflorestação, criação do Fundo Climático e ainda sobre o controlo das acções prometidas de redução de emissão de gases com efeito de estufa.
Ainda assim, “o sucesso que nos é exigido ainda não está completo. Acredito que podemos concluir o pacote de decisões antes da terça-feira à tarde, quando começarão os trabalhos do segmento ministerial”, que inclui cerca de 190 representantes ministeriais, da cimeira, avançou. “Estou optimista em como vamos avançar muito rapidamente nos próximos dois dias”.
Este acelerar do ritmo das negociações nos vários grupos de trabalho, reunidos há uma semana em Cancún, foi pedido pelos representantes de várias delegações. Connie Hedegaard, comissária europeia para a Acção
Climática, admitiu estar preocupada e pediu uma maior rapidez “nas negociações técnicas”, nomeadamente sobre o futuro do Protocolo de Quioto e as medidas de mitigação (que incluem as metas de redução de emissões poluentes). “Os documentos que estão agora na mesa ainda não estão prontos para serem usados pelos ministros”, lembrou.
A delegação da Malásia lamentou que, nesta semana de trabalhos, aquilo que “foi defendido não foram os princípios da Convenção Quadro climática mas sim as posições nacionais”. A Venezuela, actualmente em estado de emergência por causa de inundações, também lembrou que “todas as cartas de interesses nacionais estão em cima da mesa” e apelou aos negociadores que privilegiem antes “aquilo que todos temos em comum: a
humanidade, os nossos povos. Isso temos em comum e não é pouco”. “Se fracassarmos será apenas por falta de imaginação.”
Uma das questões que mais tem preocupado as delegações é a transparência das negociações, algo que foi muito criticado na COP anterior, em Dezembro de 2009 em Copenhaga. Mas Patricia Espinosa Cantellano garantiu que “todas as delegações serão consultadas e tidas em conta” e que “não haverá duplicação de negociações nem negociações secretas”.
As negociações em Cancún seguem dois processos paralelos: o prolongamento do Protocolo de Quioto – para os 35 países desenvolvidos que já estão comprometidos, de forma vinculativa - e o novo documento Acção Cooperativa a Longo Prazo (LCA, sigla em inglês) – para os países que não são abrangidos por Quioto, nomeadamente os países em desenvolvimento.
A ambição de Cancún, que termina a 10 de Dezembro, é modesta mas considerada crucial. Daqui não se espera a adopção de um substituto de Quioto mas as fundações de um acordo na próxima COP, em Durban, na África do Sul, em 2011. Terá de ser uma “fórmula que satisfaça todo o mundo”, nas palavras de um negociador europeu.
Portugal passa de "moderado" para “bom” em
desempenho climático
06.12.2010 Helena Geraldes
O desempenho climático de Portugal valeu-lhe a entrada para o grupo dos onze países com boa classificação. Ainda assim, em relação ao ano passado, caiu duas posições, para a 14ª, revela hoje o índice dos 57 países industrializados.
Portugal desceu duas posições na análise global da “Climate Change Performance Índex 2011”, a lista de quem está a fazer o quê nas alterações climáticas, elaborada pela organização não governamental GermanWatch e Rede Europeia de Acção Climática. Ainda assim passou da classe de desempenho “moderado” para “bom”, atingindo a terceira melhor posição desde que o índice é publicado. Neste grupo estão o Brasil, Suécia, Noruega, Alemanha, Reino Unido França, Índia, México, Malta, Suíça e Portugal.
De acordo com dados mais detalhados do índice climático, apresentado hoje durante a cimeira climática de Cancún, no México, Portugal conseguiu a 19ª posição quanto à tendência de emissões poluentes – nos sectores da energia eléctrica, transportes, residencial e indústria. Quanto ao nível de emissões – integrando variáveis como o produto interno bruto (PIB) e as emissões per capita – e políticas climáticas, ficou em 15º lugar. A Quercus – que faz parte da Rede Europeia de Acção Climática – explica este resultado com o “nível de
emissões per capitarelativamente baixas” e com o “conjunto de medidas consignadas (mesmo que algumas ainda não implementadas) para reduzir as emissões”. Portugal melhorou a sua pontuação no sector do uso da
electricidade e das energias renováveis mas piorou no transporte aéreo e no uso ineficiente da energia nos sectores residencial e industrial.
Brasil, o líder do índice climático
Os três primeiros lugares da lista - que compara o desempenho dos 57 países responsáveis por mais de 90 por cento das emissões de dióxido de carbono associadas à energia - não estão preenchidos. Estes lugares estão
reservados aos países que reduziram as suas emissões per capita de forma a manter o aumento da temperatura média do planeta nos 2ºC.
Assim, o líder do índice nas três categorias, o Brasil, surge em quarto lugar, à semelhança do que aconteceu no ano passado. Os esforços diplomáticos de preparação para a Cimeira Rio+20 em 2012 – que fez melhorar o desempenho ao nível das políticas climáticas - e o decréscimo da desflorestação terão pesado na decisão de destacar o Brasil. Segundo dados revelados no início do mês, entre Agosto de 2009 e Julho de 2010 foram desflorestados 6451 quilómetros quadrados na Amazónia brasileira, um número que significa uma redução recorde de 14 por cento em relação aos doze meses anteriores.
A seguir ao Brasil surgem a Suécia, Noruega e Alemanha. Espanha ficou em 35º lugar, os Estados Unidos em 54º e o pior país foi a Arábia Saudita.
Mas nem o grupo dos países com “bom” desempenho pode descansar, alerta o índice. “Mesmo que todos os [57] países estivessem tão comprometidos como os líderes da lista, os esforços ainda seriam insuficientes para evitar alterações climáticas perigosas.” É especialmente “alarmante” o fraco desempenho dos dez países que mais emitem CO2: Alemanha, Reino Unido, Índia, Coreia do Sul, Japão, Rússia, Irão, Estados Unidos, China e Canadá. Estes países são responsáveis por mais de 60 por cento das emissões mundiais de CO2.
O desempenho de alguns países
China: o seu desempenho é contraditório. Por um lado, a China continua a ser o país que mais emite dióxido de
carbono (CO2) no mundo. Mas por outro, tem intensificado a sua política de redução de emissões, através de metas nacionais vinculativas de redução da intensidade energética e da meta de três por cento de fontes
renováveis. A China está a instalar cerca de metade da nova capacidade global de energia renovável, por exemplo.
Alemanha: pela primeira vez há um plano nacional para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa entre
80 e 95 por cento, em relação aos níveis de 1990, bem como uma calendarização para a redução das emissões. Mas o país não subiu no índice devido à integração da energia nuclear nos planos para reduzir emissões, algo que não convenceu os ambientalistas. Além disso, o país ainda não definiu os instrumentos políticos necessários para cumprir as metas.
Estados Unidos: Graças ao Presidente Barack Obama, as políticas climáticas receberam um forte impulso,
passando nomeadamente pelo investimento em eficiência energética e renováveis. Mas, a incapacidade de acordo no Congresso e as metas propostas pelo país não permitem uma evolução favorável.
Estados europeus: Há países líderes, nomeadamente a Noruega, Suécia, Alemanha, França e Reino Unido.
Mas no espaço europeu também existem países colocados nos últimos lugares, como a Polónia, Itália e Turquia. Os dois primeiros países lideraram o bloqueio no seio da União Europeia à meta de redução de 30 por cento das emissões, até 2020.
07th December.