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Não souberam daquele homem masoquista, que em pleno domingo desligou o celular e correu para o shopping, e pôs-se a gritar incessantemente: procuro a dor! Procuro a dor! - E como lá se encontravam muitos que não acreditavam mais na dor, ele despertou em todos uma grande gargalhada. Então ela está extinta? Perguntou um deles. Ela se retraiu? Disse outro. Se desenraizou de nós? Se extraviou na plenitude? Saiu de férias num cruzeiro? Sublimou? Gritavam e riam uns para os outros. O homem masoquista se lançou para o meio deles e trespassou-os com seu olhar. ''Para onde foi a dor?'', gritou ele, ''já lhes direi! Nós a matamos - vocês e eu. Somos todos seus assassinos! Mas como fizemos isso? Como conseguimos exilar os deuses? Quem nos deu a terra para soterrar o abismo? Que fizemos nós, ao desatar a vida da morte? Para onde se move ela agora? Para onde nos movemos nós? Para longe de toda ausência? Não nos divertimos compulsivamente? Bebemos, jogamos, transamos e mais todas as diversões? Existem ainda morte e vida? Não vagamos como que através de um gozo infinito? Não sentimos na pele o sopro da solidão? Não se tornou ela mais gélida? Não entedia-se eternamente? Não temos que ligar celulares de manhã? Não ouvimos o barulho das próteses a tamponar a dor? Não sentem o cheiro do narcótico terreno? – também o sensível ludibria! A dor está morta! A dor continua morta! E nós a matamos! Como nos consolar, a nós, hedonistas entre os hedonistas? O mais próprio e sagrado que nós até então possuímos gozou inteiro sob as nossas seringas – quem nos limpará essa endorfina? Com que sangue poderíamos nos lavar? Que ritos masoquistas, que peças trágicas teremos de resgatar? O prazer desse gozo não é demasiado excruciante para nós? Não deveríamos nós mesmos nos tornar imortais, para ao menos parecer dignos dele? Nunca houve ato mais inebriante – e quem vier depois de nós pertencerá, por causa desse ato, à uma história do fim da história!” Nesse momento silenciou o homem masoquista, e novamente olhou para os clientes: alguns fofocavam entre si, outros voltavam para as lojas para continuar comprando. “Eu venho cedo demais”, disse então, “não é ainda o outro início. Esse acontecimento enorme está a caminho, ainda transita: não chegou ainda às entranhas dos homens. O último deus precisa de tempo, o abismo precisa de tempo, a ação, enquanto o consumar, precisa de tempo para ser resguardada e correspondida. Esse acontecimento ainda lhes é mais distante que o mais retido silêncio – e no entanto eles

gozam! – Conta-se também que no mesmo dia o homem masoquista irrompeu em vários shoppings, e em cada um entoou o seu Réquiem aeternaum dolor. Levado para a praça de alimentação e alimentado, limitava-se a responder: “O que são ainda os shoppings, se não desertos e mausoléus da dor?”.

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