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LETRAC (Language Engineering for Translator Curricula) Projesi

BÖLÜM 3: ÇEVİRİ EĞİTİMİ VE YERELLEŞTİRME

3.4. LETRAC (Language Engineering for Translator Curricula) Projesi

Para que o formato jigsaw fosse adotado, procuramos inicialmente o professor responsável pela disciplina e enunciamos as bases da proposta de trabalho, salientando que a aplicação da mesma exigiria a adoção do trabalho cooperativo e o uso do AVA CoL em horário extraclasse. Após o aceite da proposta

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97 por parte do docente, elaboramos um questionário de caracterização, com 24 questões, dividido em três blocos, que foi preenchido pelos alunos no primeiro dia de aula. O referido questionário encontra-se no APÊNDICE A desta dissertação e foi aplicado com o intuito de nos fornecer subsídios para a construção de grupos de trabalhos cooperativos heterogêneos, sugeridos como recomendáveis por Johnson, Johnson e Holubec (1999) para a plena aplicação do método cooperativo jigsaw.

Para a formação dos grupos cooperativos, foram selecionados os 48 alunos que responderam ao questionário de caracterização no primeiro dia de aula. Cabe salientar que os demais alunos não fizeram parte dessa formação, pois iniciaram suas atividades no semestre letivo em períodos diferentes (nas chamadas posteriores à primeira chamada do vestibular), impossibilitando a formação de grupos heterogêneos. Esses alunos – 18 no total – foram distribuídos em grupos aleatórios e fizeram uso do AVA no seguimento do curso, logo, também avaliaram o AVA no final da disciplina. Desta forma, 61 alunos foram tomados como sujeitos da pesquisa sobre o uso e aceitação do AVA, no entanto, apenas 48 alunos foram tomados como sujeitos da pesquisa sobre a investigação das interações estabelecidas nas atividades cooperativas realizadas com o auxílio do AVA CoL. Destes alunos, 26 são do sexo masculino e 22 são do sexo feminino, com uma média de idade de 19 anos. Estes foram distribuídos em dez grupos, nomeados de 1A a 5A e de 1B a 5B. Cada um dos grupos A possuía cinco membros. Para os alunos dos grupos B tivemos a seguinte formação: três grupos com cinco membros e dois grupos com quatro membros. Vale salientar que estes grupos foram formados a partir dos seguintes critérios: formação estudantil dos alunos; habilidade em escrita, interesse e motivação pela leitura.

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98 Para a definição do primeiro critério lançamos mão da seguinte solicitação, presente no questionário de caracterização: “Comente sobre sua vida estudantil”.

Para a definição do segundo critério examinamos primeiramente todos os textos produzidos pelos alunos na resolução do questionário e selecionamos os que possuíam uma boa escrita, que pode ser caracterizada como a escrita clara, legível, rápida, elegante e com liberdade de execução (VIDAL, 1998). Em paralelo a este procedimento, procuramos observar entre os alunos quais tinham maior interesse e motivação pela leitura, considerando as respostas dadas aos seguintes questionamentos: “Quantos livros você lê, em média, por ano?”; “Na maioria das vezes, com que finalidade você lê?”; “Quando vai estudar como é a sua relação com a leitura?”; “Quando lê com outro propósito o faz da mesma maneira?”.

Conforme mencionamos anteriormente, a disciplina tem, entre outros objetivos, o intuito de discutir as diversas formas de comunicação científica e os principais componentes dos textos científicos, assim assumimos que os alunos com formação estudantil que englobasse cursos técnicos profissionalizantes e curso superior (completo ou incompleto) poderiam direcionar as atividades auxiliando seus companheiros de forma mais efetiva. Alunos com este perfil foram classificados em um grupo constituído por 12 componentes (GRUPO X) e os demais em um segundo grupo de 37 componentes (GRUPO Y), conforme ilustra a Figura 4.2. Cada um dos dez grupos mencionados anteriormente recebeu pelo menos um aluno proveniente do grupo X.

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Figura 4.2 - Esquema para a formação dos grupos cooperativos.

Após a realização desta primeira distribuição, dividimos os alunos do grupo Y, em dois subgrupos: Y’ e Y’’. No subgrupo Y’ foram alocados 20 alunos que atenderam o segundo critério: boa habilidade de escrita, interesse, motivação e contato assíduo com a leitura. No subgrupo Y’’ foram alocados 17 alunos que não atendiam a nenhum dos critérios anteriormente mencionados. Uma vez que a disciplina trata das peculiaridades de diversos documentos científicos, assumimos que os alunos do grupo Y’ poderiam auxiliar os demais na elaboração e redação das atividades. Cada um dos dez grupos mencionados anteriormente recebeu pelo menos dois alunos do subgrupo Y’ e um aluno do subgrupo Y’’. Nesta perspectiva, a partir da análise das informações contidas no questionário de caracterização, foi possível a construção de grupos cooperativos heterogêneos.

Uma vez concluída a construção dos grupos, os alunos iniciaram as atividades no formato jigsaw. Em uma primeira etapa, em seus respectivos grupos de base, realizaram a tarefa de identificação das principais características de cinco

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100 tipos de documentos empregados para divulgar o conhecimento científico – artigo original de pesquisa, de revisão, de divulgação científica, de educação em química, teses, dissertações e monografias –, e estabeleceram critérios de distinção entre eles (APÊNDICE B). A Figura 4.3 ilustra o esquema da distribuição da atividade nos grupos cooperativos de base no formato jigsaw.

Figura 4.3 – Esquema de divisão dos temas entre os alunos nos grupos cooperativos de base no formato jigsaw.

Em uma segunda etapa, em período extraclasse, os alunos que possuíam o mesmo tipo de documento científico deveriam se reunir e fazer uma caracterização mais aprofundada do mesmo (grupos de especialistas). Esta atividade foi realizada com o apoio do AVA CoL a partir da ferramenta “Fórum”. Para a realização deste procedimento foram criados fóruns para cada um dos tipos de documentos citados anteriormente. Cada aluno foi direcionado ao fórum característico de seu documento, com o intuito de encontrar respostas para as questões apresentadas pelo professor (APÊNDICES C, D, E, F e G). Após uma semana de discussões pautadas na resolução das questões, os alunos redigiram um relatório escrito referente ao que foi discutido em seu respectivo fórum e o disponibilizaram no CoL para que o professor e os demais colegas tivessem conhecimento do seu conteúdo. Vale salientar que todas as discussões dos alunos e os comentários do professor nos fóruns foram registrados e armazenados pelo ambiente na forma de tabelas e podem ser

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101 acessados a qualquer momento na forma de relatórios. A Figura 4.4 ilustra o esquema do fórum de especialistas responsável pelos artigos de divulgação científica.

Figura 4.4 – Esquema de um dos fóruns de especialistas (artigos de divulgação científica).

Em uma terceira etapa, os alunos retornaram ao seu grupo de base, e cada especialista compartilhou com os demais colegas do grupo todas as informações obtidas nos grupos de especialistas. Este procedimento foi realizado em sala de aula e os alunos do grupo de base receberam todo o material utilizado na primeira tarefa – realizada em sala sobre os documentos pesquisados –, o qual poderia ser novamente consultado para um maior aprofundamento do assunto. Desta forma, os especialistas poderiam compartilhar o que aprenderam nas discussões dos fóruns e corrigir impressões iniciais errôneas sobre o tipo de documento científico que haviam estudado. O professor auxiliou no esclarecimento, controle e fechamento da discussão entre os alunos dos grupos de base.

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