4.1. Moleküler Orbital Teorisi
4.1.1. LCAO (Linear combination of atomic orbitals) yöntemi
177 As Tapadas de Mafra e da Ajuda tiveram inventários autónomos dos paços respetivos, pois tinham já
na Monarquia Constitucional administrações por almoxarifados diferentes.
178Por exemplo, no Palácio Nacional das Necessidades o almoxarife Mariano Marçal da Silva Reis, foi
afastado e substituído por António Júlio de Castro em janeiro de 1911. MONGE, Maria de Jesus, A
República e os Paços Reais, 2010, p. 113.
179 No caso do Palácio das Necessidades, surgem algumas situações de alguma dificuldade de destrinça
entre a Comissão de Arrolamento dos bens existentes nos Paços Reais e a Comissão de arrolamento do próprio palácio.
180 O Governo Provisório da República Portuguesa procurou nas leis liberais uma base de legalidade para
desenvolver a legislação que permitisse efetuar a distinção de propriedade dos bens. Na sequência da implantação do regime liberal em Portugal no século XIX, surgiu a necessidade de distinguir os bens que eram propriedade da Coroa (Fazenda Real) e da Casa Real. Pela lei de 16 de julho de 1855, tinha ficado definido que os bens anteriormente existentes pertenciam à Coroa, com exceção daqueles que tivessem proveniência de ofertas ou de heranças. A partir de então, a lei de 1855 definia que os bens adquiridos pelo Erário Público pertenceriam à Coroa e os que fossem adquiridos por fundos próprios ou com verbas da dotação da Casa Real seriam pertença da Casa Real. MONGE, Maria de Jesus, A República e os Paços
que eram efetuados todos os argumentos e pareceres dos membros da comissão de arrolamento181.
O novo Governo Provisório, logo em 1910 e através do decreto, com força de lei, de 19 de novembro182, estabeleceu regras “providenciando no sentido de evitar a deterioração e a saída para o estrangeiro de objectos de valor artistico e histórico”. Estas regras passaram naturalmente a estar na base da análise da importância dos bens reclamados pela Família Real. Em alguns casos a comissão recorria a pareceres de especialistas externos, no sentido de melhor argumentar as pretensões do Estado de impedir a devolução de determinados objetos. De entre estes especialistas, verificamos que a comissão recorria a nomes próximos da Casa Real, como por exemplo Albert Girard183 e Francisco Hygino dos Santos184. Por outro lado, também recorria a pareceres de reconhecidos especialistas em assuntos de arte, dos quais destacamos, por exemplo, Joaquim de Vasconcelos185. Os restantes pareceres eram efetuados pelos próprios membros da comissão. Este processo de apresentação de razões para a não permissão de
181 Exemplos de listas de objetos reclamados pela Família Real, considerados pertença do Estado, e de
objetos considerados com valor artístico. “Parecer sobre a propriedade de objectos reclamados por D. Amélia e D. Manuel nas relações n.º2 e n.º3”, PT/PNA/DGFP/0003/0001/00042, acedido em 9 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4684592.
“Objectos pertencentes ao Estado, relação n.º5”, PT/PNA/DGFP/0003/0001/00053, acedido em 9 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4684603.
“Objectos tidos como de valor artistico, "relação n.º8", PT/PNA/DGFP/0003/0001/00083, acedido em 9 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4684633.
182 Decreto, com força de lei, de 19 de novembro de 1910, Diário do Governo, n.º 41, de 22 de novembro
de 1910.
183 “Declarações sobre a propriedade de objectos da biblioteca particular de D. Carlos, pedidos por D.
Manuel”, PT/PNA/DGFP/0003/0001/00049, acedido em 9 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4684599.
Albert Arthur Alexandre Girard (1860-1914). Formado em Engenharia, começou o seu percurso na História Natural, no Museu de Zoologia da Escola Politécnica de Lisboa. Foi membro da Comissão de Pescas e Conservador das coleções reais no Palácio das Necessidades. Participou em todas as campanhas oceanográficas com o Rei D. Carlos I e era o responsável pelo estudo, exposição e divulgação do material recolhido. Publicou diversos estudos científicos. CHOFFAT, Paul, Albert Arthur Alexandre Girard:
memória apresentada à Academia das Sciencias de Lisboa, 1916. Albert Girard, diretor do Gabinete de Numismática desde 1909, depois da implantação da república, queixa-se de não ter recebido nem informações nem salário e que o servente do mesmo gabinete recebeu um salário menor. Em janeiro de 1911 Girard seria despedido. Cartas de 28 de dezembro de 1910 e de 15 de fevereiro de 1911, TT, AHMF, Caixa 7836.
184 Francisco Hygino dos Santos, responsável pela Armaria do Paço Real das Necessidades nos últimos
vinte anos da Monarquia Constitucional. “Auto de declarações acerca dos bens reclamados na Requisição 7”, PT/PNA/DGFP/0003/0003/00003/00006, acedido em 9 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4684763.
185 Joaquim de Vasconcelos (1849-1936), historiador e crítico de arte. Como exemplo, referimos algumas
das suas declarações acerca do valor de alguns objetos artísticos existentes no Palácio das Necessidades. “Declarações relativas à propriedade de quadros e medalhões”, PT/PNA/DGFP/0003/0001/00066, acedido em 9 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4684616.
Acerca de Joaquim de Vasconcelos, ver: LEANDRO, Sandra, Joaquim de Vasconcelos: [1849-1936]:
saída do país de alguns objetos implicou, de facto, que algumas peças emblemáticas186permanecessem em Portugal, muitas delas integradas nos principais museus portugueses de então, com destaque para o recém-instituído Museu Nacional de Arte Antiga187.
Como já foi referido, todo o processo de arrolamento dos bens existentes nos Paços Reais teve como principal objetivo a determinação da propriedade dos objetos que neles se encontravam, de modo a sustentar uma legalidade de restituição, ou de estatização, procurada pelas novas autoridades políticas republicanas portuguesas. Por outro lado, os membros da Família Real Portuguesa, agora no exílio, começaram a reclamar ao Governo Provisório, através dos seus representantes legais, a devolução dos seus bens. Se numa primeira fase as reclamações incidiam sobre os objetos considerados mais íntimos e mais necessários, numa segunda fase essas reclamações foram sendo alargadas a outros bens móveis, em parte porque os procuradores das pessoas reais começaram entretanto a trabalhar diretamente com a Comissão de arrolamento dos bens existentes nos Paços Reais, tendo então um acesso mais completo às listas de inventário realizadas nos diversos edifícios.
Sem nos querermos alongar nesta questão das requisições e das entregas de bens à Família Real, parece-nos contudo importante fixar aqui alguns dados, importantes para entender o destino de diversos objetos da Casa Real e que poderão abrir pistas para um melhor e mais detalhado conhecimento acerca dos percursos das coleções reais.
À época da mudança de regime político em Portugal a Família Real era composta apenas por quatro elementos – Rei D. Manuel II, Rainha D. Amélia, Rainha
186 Nas palavras de António dos Santos Lucas, presidente da comissão de arrolamento aquando da
dissolução da mesma, dizia-se que “Orgulha-se a Comissão de ter reivindicado para o Estado a posse de
algumas obras de arte de altíssimo valôr, como, entre outras, o celebre quadro de Holbein, o notabilissimo triptico de Mett de Bless, um dos paineis do poliptico de Santa Auta, da Igreja da Madre de Deus”. “Dissolução da Comissão de arrolamento dos bens do Palácio das Necessidades”, PT/PNA/DGFP/0006/0001/00131, acedido em 4 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4685251.
Numa carta de 3 de novembro de 1919, o diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, José de Figueiredo, membro da Comissão de arrolamento dos bens dos Paços Reais, escreve: “A atitude do Estado não pode
de resto ser logicamente outra, desde que se provou iniludivelmente que o painel de Holbein, o velho, “Fons Vitae”, o triptico de Mett de Bles, a pintura de Christovam de Figueiredo, a de Vieira Portuense, os cinco medalhões Della Robbia e os dois mosaicos italianos do seculo XVIII, todos já incorporados no Museu, como pertença do paiz, foram, apezar disso, reclamados pela família real exilada como bens seus.” Proc. n.º 872, l.º 3.º, TT, AHMF, Caixa 7927.
187 O Museu Nacional de Arte Antiga foi criado, juntamente com o Museu Nacional de Arte
Contemporânea, em maio de 1911, na sequência da extinção do Museu Nacional de Belas-Artes. Decreto, com força de lei, n.º 1, de 26 de maio de 1911, Diário de Governo, n.º 124, de 29 de maio de 1911.
D. Maria Pia e Infante D. Afonso –, pelo que as requisições de devolução efetuadas relacionaram-se apenas com os bens pessoais dessas personalidades.
Durante os primeiros meses de exílio da Família Real as autoridades republicanas foram remetendo para os seus membros – que haviam deixado o país com poucos haveres materiais – alguns objetos pessoais, tais como roupas, papéis e alguns bens preciosos, essencialmente jóias e condecorações, e ainda objetos com valor sentimental188. Estas remessas estão documentadas no Arquivo do Palácio Nacional da Ajuda - Museu e disponíveis online no portal de arquivos da Torre do Tombo189. A partir de então, e com o avançar dos arrolamentos nos diversos paços reais, começaram a ser apresentadas relações de objetos reclamados pelos representantes das figuras reais, com destaque para Fernando Eduardo de Serpa Pimentel190, que de maneira contínua apresentou 34 requisições, referentes a uma infinidade de bens que considerava propriedade do Rei D. Manuel II e da Rainha D. Amélia191.
Gostaríamos de alertar para o facto de não podermos precisar qual o número total de objetos que foram determinados como sendo propriedade do Estado, devido ao
188 Como exemplo apontamos alguns objetos relacionados com o regicídio de 1908. “Pedido de D.
Amélia”, PT/PNA/DGFP/0003/0001/00020, acedido em 16 de janeiro de 2014 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4684570.
189 Este conjunto de documentação foi tratado arquivisticamente, digitalizado e disponibilizado através do
portal nacional de arquivos da Torre do Tombo, no seguimento do projeto “Fontes para a História dos Museus de Arte em Portugal”, do Instituto de História da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/EAT-MUS/101463/2008). Este projeto teve duas frentes de trabalho: o Museu Nacional de Arte Antiga e o Palácio Nacional da Ajuda. Os trabalhos levados a cabo no Palácio Nacional da Ajuda decorreram entre março de 2010 e março de 2012. Ver PROJETHA. Projetos do Instituto de
História da Arte. N.º 1 – Fontes para a História dos Museus de Arte em Portugal. Apresentação de
resultados, 2013, acedido em 16 de janeiro de 2014 em URL: http://institutodehistoriadaarte.files.wordpress.com/2012/11/projetha fontes port.pdf.
190 Fernando Eduardo de Serpa Pimentel (1853-1929). Militar da arma de Engenharia, chegou a Coronel.
Foi o último Administrador Geral da Fazenda da Casa Real, exonerado a 21 de outubro de 1910. Foi procurador em Portugal do Rei D. Manuel II durante o exílio. Diário do Governo, n.º 16, de 24 de outubro de 1910.
191 Entre 11 de novembro de 1912 e 12 de novembro de 1919 foram entregues a Fernando Eduardo de
Serpa Pimentel diversos objetos, depois da análise pela Comissão de arrolamentos dos bens existentes nos Paços Reais das requisições apresentadas. Ver “Entregas efectuadas à Família Real e respectivos processos de avaliação de propriedade”, PT/PNA/DGFP/0003, acedido em 16 de janeiro de 2014 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4683829. Fig. 12 – Fernando Eduardo de Serpa Pimentel. Ilustração Portugueza, n.º 103, 10 de fevereiro de 1908.
não conhecimento do total da documentação existente nos arquivos consultados, uma vez que suspeitamos que apenas se encontram disponíveis partes de um todo anteriormente existente. Como tal, poderemos apenas apontar alguns breves dados acerca deste tema, baseados em diferentes documentos e estudos.
Segundo o Arrolamento do Palácio Nacional das Necessidades192, verificamos que alguns dos objetos inventariados foram entregues a Fernando Eduardo de Serpa Pimentel, sendo que outros não o foram, constando em alguns deles a indicação de posterior entrega a outras entidades (Palácios, Museus e outros organismos, essencialmente dependentes do Estado). Verificamos também a menção “De valor artistico”, “De valor historico” e “De valor archeologico” em alguns dos bens arrolados, indicadores de que diversos objetos de várias tipologias foram considerados pertença do Estado devido aos seus valores patrimoniais intrínsecos. Na documentação existente no arquivo do PNA, e que também se encontra disponível através do portal de arquivos da Torre do Tombo, existem as seguintes listas de objetos: reclamados pela Família Real; entregues à Família Real; pertença do Estado; de propriedade duvidosa; e de valor artístico. Com uma análise exaustiva destas relações conseguir-se-á ter uma melhor noção do volume de objetos que foram colocados à guarda do Estado devido às suas características, históricas e artísticas, consideradas valiosas para o País.
Com a morte prematura da Rainha D. Maria Pia, a 5 de julho de 1911, ficou encerrada a questão da entrega dos seus bens, que na sua maioria estavam a ser arrolados no agora denominado Palácio Nacional da Ajuda. Os bens considerados propriedade de D. Maria Pia foram então arrestados pelo Estado português, até serem definidos os seus herdeiros. No entanto, entre outubro de 1910 e a data da sua morte, tinham sido entregues a esta rainha roupas e outros objetos pessoais para o seu dia-a- dia.
No que diz respeito ao Infante D. Afonso, foram feitas algumas requisições através do seu procurador, José António Piano, mas o processo de entrega dos seus bens foi na sua maioria adiado, sendo apenas desbloqueado depois da sua morte, a 21 de
192 “Arrolamento do Palácio das Necessidades”, PT/PNA/DGFP/0001-001, acedido em 4 de dezembro de
fevereiro de 1920, devido às reclamações movidas pela sua viúva, Nevada Stoody Hayes193.
Gostaríamos ainda de mencionar o estudo de Hugo Xavier, já anteriormente referido, acerca da Galeria de Pintura do Rei D. Luís no Paço Real da Ajuda194, em cujo segundo volume surgem referências ao percurso de algumas das pinturas que compunham essa pinacoteca, maioritariamente composta por dinheiros particulares do Rei D. Luís I e que permanecem em território nacional, essencialmente em coleções públicas.
Baseados no acima exposto, podemos afirmar que algumas das coleções de alguns museus portugueses beneficiaram do processo de inventariação e do trabalho da Comissão de arrolamento dos bens existentes nos Paços Reais, quase logo de imediato. Para além disso, podemos constatar que foi ao longo das décadas seguintes que algumas instituições museológicas nacionais tiveram as suas coleções aumentadas com objetos oriundos dos palácios nacionais, alicerçando os fundamentos dessas incorporações nos argumentos e nas conclusões da Comissão de Arrolamento dos bens existentes nos Paços Reais. Para além do aspeto mais prático desta comissão, o que deverá ser levado em conta é o seu papel no desenho de um conjunto conceptual de património histórico e artístico nacional, mostrando e relevando a necessidade de “estatização” de objetos com grande carga patrimonial, que não deveriam objetivamente deixar o país, sobrepondo-se assim o estatal sobre o particular.
1.2.2. Arrolamento do Paço Real da Ajuda
O Arrolamento do Palácio Nacional da Ajuda, dentro do panorama do processo de arrolamento dos Paços Reais, teve algumas características excecionais que o distinguiram dos restantes. Como verificámos no ponto anterior, os Paços Reais de Cascais, Alfeite, Sintra, Pena, Queluz, Mafra e Belém tiveram o arrolamento efetuado pelo Juiz da Comarca respetiva, com os restantes funcionários associados. Mas, como também foi mencionado anteriormente, nos casos dos Palácios das Necessidades e da Ajuda o procedimento foi diferente, este último ainda mais peculiar porque foi
193 Nevada Stoody Hayes (1870-1941). Cidadã americana que ficou conhecida pelos seus quatro
casamentos e por representar à época a típica caçadora de fortunas. MÂNTUA, Ana Anjos, “Nevada, a herdeira americana da família Real Portuguesa”, in, Artis, Revista de História da Arte e Ciências do
Património, n.º 1, 2013, pp. 88-97.
executado por um juiz adido ao Ministério da Justiça, reconhecido no meio lisboeta pelos seus conhecimentos históricos e artísticos.
Por portaria de 26 de janeiro de 1911 foi nomeado para orientar o arrolamento do antigo Paço da Ajuda o juiz João Taborda de Magalhães195, que determinou a 28 de janeiro de 1911196 o início dos trabalhos para 30 de janeiro de 1911197. A partir de então foi sendo feito o inventário judicial de todos os bens existentes no Palácio Nacional da Ajuda, com descrições mais ou menos exaustivas, de modo a que não surgissem quaisquer dúvidas acerca da identificação dos objetos. Seria este juiz quem, juntamente com Adelino Augusto Simões de Sampaio, escrivão de direito198, e José Elysio Cabrita Junior, oficial de diligências199, faria um inventário judicial diferente dos demais, uma vez que apresenta descrições mais elaboradas, incluindo informações adicionais acerca dos bens arrolados. Utilizando aqui palavras de Custódio José Vieira200, ficamos com uma ideia da impressão que o trabalho de Taborda de Magalhães deixou:
“Só de nome e de vista conhecia o Dr. João Taborda de Magalhães antes desta minha comissão de serviço. Não é, pois, a amizade que me leva a dedicar-lhe as palavras que se seguem, mas sim a justiça e a verdade. De há muito que me
195 João Taborda de Magalhães (1848-1923). Natural de Freixo de Espada-à-Cinta, formou-se em Direito
pela Universidade de Coimbra em 1873. Foi Procurador Régio junto da Relação do Porto, Ajudante do Procurador Régio da Relação de Lisboa, Ajudante do Procurador Geral da Coroa e Fazenda, Desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa, Desembargador da Relação da República e Adido do Ministério da Justiça.
Foi nomeado por portaria de 26 de janeiro de 1911, para efetuar “o arrolamento dos bens mobiliários que
pertençam à Caza Real e à Caza de Bragança”, depois do juiz Francisco de Campos Ferreira Lima, visconde de Ferreira Lima, já ter feito o arrolamento do recheio da Cidadela de Cascais. “Início do arrolamento”, PT/PNA/DGFP/0001-002/0001/00003/00002, acedido em 10 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=4683300.
196 Por erro a data que surge, no termo de abertura do 1.º volume do arrolamento do Palácio Nacional da
Ajuda, é 28 de janeiro de 1910 “Anno de mil novecentos e dez, aos vinte e oito dias do mez de Janeiro” “Auto de confirmação”, PT/PNA/DGFP/0001-002/0001/00003/00001, acedido em 10 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=4683299.
197 “Início do arrolamento”, PT/PNA/DGFP/0001-002/0001/00003/00002, acedido em 10 de dezembro de
2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=4683300.
198 Escrivão do 8.º Juízo de Investigação Criminal de Lisboa foi transferido, por requisição própria, em
outubro de 1912. Diário do Governo, n.º 250, de 24 de outubro de 1912. Adelino Augusto Simões de Sampaio ainda assinaria o auto de arrolamento datado de 25 de outubro de 1912 (“Auto de arrolamento 447”, PT/PNA/DGFP/0001-002/0013/00002, acedido em 27 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4683835), sendo substituído nas mesmas funções, a 4 de novembro de 1912, por José Borrego (“Auto de posse de José Borrego como escrivão”, PT/PNA/DGFP/0001- 002/0013/00004, acedido em 27 de dezembro de 2013 em URL: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4683837).
199 Oficial de diligências do terceiro ofício da 3.ª vara cível de Lisboa foi exonerado, por requisição
pessoal, em janeiro de 1911, pensamos que para exercer o cargo na comissão de arrolamento do Palácio da Ajuda. Diário do Governo, n.º 3, de 5 de janeiro de 1911. Este oficial de diligências acompanharia até ao fim o arrolamento do PNA.
200 Futuro depositário dos bens arrolados no Palácio Nacional da Ajuda. Voltaremos a esta personalidade
acostumara a ouvir dizer que S. Ex.ª era zeloso no desempenho dos serviços que lhe confiavam, recto no cumprimento dos seus deveres, inflexível na justa