3. MATERYAL VE YÖNTEM
3.2. Yöntem
3.2.3. Ark Yoluyla Kaynak Ağzı Takip Deneyleri
No decorrer das diversas atividades foram observadas várias dificuldades por parte de Catarina, Maria e Luiz. A primeira que foi manifestada diz respeito à
141 interpretação da informação, mais propriamente na compreensão semântica, ou seja existiam determinadas expressões e frases que os alunos não compreendiam.
Verificou-se que, à medida que iam sendo confrontados com os diversos enunciados, foi visível um grande progresso por parte de Catarina e Maria. Contudo ainda existiram alguns momentos que necessitaram de novas explicações, em determinados pontos do guião. Ao contrário de Luiz, que estava sempre à espera que os colegas começassem para ele copiar, ou então teria que voltar a explicar-lhe o que se pretendia em determinado ponto.
As restantes dificuldades verificaram-se no decorrer das quatro etapas das investigações estatísticas: Questão de partida, recolha dos dados, organização dos dados e análise dos dados. Passo então a enumerar os erros e dificuldades sentidas em cada uma das etapas.
A primeira etapa de uma investigação deverá começar no planeamento da questão de partida da investigação. Através deste estudo, pude comprovar que esta é uma das etapas mais difíceis para Catarina, Maria e Luiz, o que vai ao encontro do que Batanero e Dias (2005) referiram nos seus estudos.
Praticamente todos os alunos da turma revelaram dificuldades em conseguir criar uma questão de partida, quando questionados apenas sabiam referir o tema da investigação. Quando tentavam formular a questão não mencionavam a população em estudo, só na terceira atividade é que se registaram melhorias no caso da Maria e da Catarina. No caso do aluno Luiz, em todas as entrevistas, o aluno revelou sempre a mesma dificuldade na formulação da questão, chegando a referir que não seria necessário fazer a pergunta, pois ele achava já saber a resposta à mesma.
Ao nível da recolha os alunos, em estudo, não revelaram grandes dificuldades. Catarina no início deste estudo, bem como os outros alunos, ainda não tinha a noção de que seria importante registar os dados que obtinha, de forma a não se esquecer de nenhum. Depois de compreendido facilmente procedeu à recolha dos dados de forma correta.
Luiz no momento de recolher os dados revela algumas dificuldades na identificação da população que estaria em estudo em determinada investigação. Por exemplo, na terceira tarefa a população-alvo, escolhida pelo grupo foi a turma toda, neste caso teria que ir inquirir todos os alunos, para Luiz o que faria sentido seria questionar apenas o seu grupo e não a turma, visto ele estar a trabalhar em grupo. Não compreendendo o que os colegas estavam a querer investigar.
142 Relativamente aos registos escritos das recolhas dos dados, tentou-se direcionar para que fossem feitos através de registos tally charts. Mas, Catarina, Maria e Luiz, nunca procederam a este método de forma correta. Quando surgia o quinto tracinho não o colocavam na horizontal. No entanto, quando questionados sabiam como é que se fazia este tipo de registo. Talvez seja por distração, ou então por não reconhecerem a importância que tem este traço, mesmo não o representando conseguem efetuar uma contagem correta. O que pode levá-los a crer que não seja necessário usá-lo. Talvez, se os valores fossem maiores, já sentissem a necessidade de colocar o quinto traço na horizontal.
Ao nível da organização dos dados, estes começaram por ser organizados em tabelas, não se tendo detetado grandes dificuldades, apenas se verificou, sendo comum aos três alunos em estudo, a ausência dos cabeçalhos, nas tabelas, a indicar onde constam as categorias e as frequências absolutas.
Relativamente à representação gráfica, nem todos os alunos representaram o mesmo tipo de gráficos, no entanto todos puderam observar e aprender como se faziam. Comecemos pelo pictograma, neste estudo pôde-se constatar o que foi referido por Ruiz, Arteaga e Batanero (2009), que a maior dificuldade consiste na construção dos símbolos pictóricos. Maria, sendo a única dos três que construiu este tipo de gráfico, ao tentar desenhar esse símbolo teve dificuldade em manter todos os símbolos com as mesmas dimensões. Verificou-se também que, apesar de não ser necessário colocar a escala no eixo YY, a aluna não conseguiu fazer corretamente, tendo colocado os tracinhos de forma incorreta, esses tracinhos deveriam estar no alinhamento da extremidade superior do símbolo pictórico.
Na construção do gráfico de barras, verificaram-se inicialmente dificuldades no desenho das barras, mas que depois vieram a melhorar ao longo do estudo. Antes de Maria e Luiz terem alguma experiência na construção deste tipo de gráfico, os alunos uniam as barras umas às outras, a primeira barra uniam ao eixo vertical, as barras que continham a mesma frequência absoluta não colocavam com o mesmo tamanho e tiveram alguma dificuldade em manter a mesma largura nas barras. Estes são também alguns erros e dificuldades apresentados no estudo de Arteaga (2010) e Wu (2004).
Relativamente ao gráfico de pontos não se registaram quaisquer tipos de dificuldades, com a exceção do aluno Luiz que inicialmente começou por construi-lo colocando na primeira categoria vários risquinhos, todos seguidos. Depois de
143 compreender fez corretamente, mas continuou a desenhar risquinhos em vez de pontinhos.
Luiz e Catarina permaneceram com a dificuldade na marcação das escalas do eixo dos YY, principalmente na marcação do zero que deveria ser colocado na origem e os alunos colocavam acima da origem, ou seja, da interseção dos dois eixos e começavam a contagem a partir dali.
Por fim na análise dos dados, Maria, Catarina e Luiz manifestaram dificuldades na elaboração de pequenos textos com as principais conclusões. Apenas se limitavam a fazer tópicos de uma leitura direta dos dados e só apenas numa das atividades de Luiz é que se verificou a resposta à questão de partida.
Luiz, ao contrário de Maria e Catarina não conseguiu proceder a uma leitura
entre os dados como classifica Batanero (2001), apenas ficou pela leitura dos mesmos.