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2. GENEL BĠLGĠLER

2.4. Lazer

2.4.5. Lazer IĢığının Dokudaki Etkileri

Com exceção do VARV, que apresenta o ser humano como seu único hospedeiro conhecido, existe uma grande incógnita sobre o real espectro de hospedeiros dos demais vírus gênero OPV. Seu extenso genoma permite a codificação de um 5

poderoso arsenal de imunomodulação, o que lhes confere uma grande versatilidade bioquímica, aumentando o espectro de tipos celulares permissivos (MOSS, 2001; HUGHES e FRIEDMAN, 2005). Tal característica usualmente se reflete em uma variada gama de hospedeiros, permitindo a infecção de vertebrados filogeneticamente distantes (McFADDEN, 2005).

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Existem poucas informações sobre os hospedeiros naturais de VACV. Todavia, de forma comparativa, evidências apontam que CPXV pode estabelecer infecções persistentes ou agudas em alguns roedores silvestres, como Apodemus sylvaticus, Clethrionomys glareolus e Microtus agrestis, e em roedores urbanos, como Mus 15

musculus, Rattus novergicus e Rattus rattus (MAIOBORODA, 1982; BENNETT et al., 1996; LAAKONENN et al., 2006). A sazonalidade climática européia exerce uma clara influência nos níveis populacionais dos roedores, o que afeta também a dinâmica infectiva viral (BENNETT et al., 1996; LAAKONENN et al., 2006).

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Apesar das amostras SAV e Cotia virus terem sido isoladas a partir de camundongos sentinelas, e o VBH a partir de camundongos suíços, BAV constitui a única amostra de VACV efetivamente isolada de um roedor silvestre (FONSECA et al., 1998). Este roedor foi caracterizado como uma espécie do gênero Oryzomys, cuja distribuição é ampla no Brasil, incluindo os estados de Minas Gerais, Rio de 25

Janeiro e São Paulo (PEREIRA, 2007). O gênero agrupa outras 36 espécies, e apresenta os mais variados habitats: desde os ecossistemas dominados por savanas (Cerrado, Caatinga) até áreas de floresta ombrófila densa (Floresta Amazônica, Mata Atlântica) ou mista (Mata de Araucária), incluindo as regiões de interface entre diferentes padrões fitoecológicos (SOUZA, 2006; PEREIRA, 2007). 30

especialmente com o avanço das fronteiras agrícolas sobre regiões de borda de mata (HOMEM et al., 2001; SOARES-FILHO et al., 2006).

Várias espécies de roedores são candidatas em potencial a reservatórios naturais do VACV. Além do gênero Oryzomys, de circulação peridomiciliar, espécies do 5

gênero Mus musculus, Rattus rattus e Rattus novergicus devem ser consideradas, sobretudo porque são reservatórios de CPXV (MAIOBORODA, 1982; BENNETT et al., 1996; LAAKONENN et al., 2006). Esses roedores apresentam distribuição cosmopolita, possuem hábitos peridomiciliares e representam uma fonte constante para a disseminação de outras zoonoses virais. Arenaviroses e hantaviroses, por 10

exemplo, podem ser transmitidas através da inalação de aerossóis oriundos de excretas de Oryzomys ssp. e outras espécies de roedores infectados, causando febres hemorrágicas e meningites (SOUZA, 2006).

Outro importante grupo de mamíferos se destaca como possíveis hospedeiros ou 15

reservatórios naturais de VACV: os primatas não humanos. Durante os últimos anos da campanha da OMS para a erradicação da varíola, mais precisamente entre as décadas de 70 e 80 do século passado, foi promovido um grande estudo de campo em florestas da Ásia e África, envolvendo centros de pesquisas norte- americanos e europeus, que teve como objetivo a busca por eventuais 20

reservatórios naturais do VARV (MARENNIKOVA et al., 1972). Existia ainda naquela época o receio de que o VARV fosse uma zoonose, e de que a qualquer momento este vírus poderia escapar da natureza e causar novos surtos em humanos. Desta forma, uma grande coleção de animais silvestres foi coletada, incluindo roedores, primatas, marsupiais, pequenos felídeos, dentre outros 25

(MARENNIKOVA et al., 1972; ARITA e HENDERSON, 1976; revisado por FENNER et al., 1988). Os métodos de diagnóstico viral se baseavam em ensaios de soroneutralização, que revelavam a existência de anticorpos neutralizantes anti- OPV; e inoculação em membrana corioalantóide (MCA) de ovos de galinha embrionados, na qual era possível diferenciar se o OPV isolado previamente em 30

cultivo celular se tratava de MPXV (que produz pequenas placas hemorrágicas e opacas), VARV (que produz placas esbranquiçadas e pequenas), VACV (variável

no tamanho, mas usualmente produz grandes placas esbranquiçadas) ou CPXV (induz a formação de grandes placas hemorrágicas) (DAMON et al., 2007). A grande maioria dos isolados produziram placas pequenas e hemorrágicas em MCA, seguindo o padrão de MPXV. Todavia, em alguns casos, algumas amostras de OPV isoladas de chimpanzés e outras espécies de macacos sintomáticos e 5

assintomáticos geraram placas pequenas e esbranquiçadas, seguindo o padrão de VARV ou VACV (MARENNIKOVA et al., 1972, FENNER et al, 1988).

O fato descrito gerou grande preocupação na comunidade científica, episódio que ficou conhecido como “The Whitepox Problem” (revisado por FENNER et al., 1988). 10

Como estes isolados representavam apenas uma pequena parte das inúmeras amostras de OPV provenientes de macacos silvestres, MARENNIKOVA (1972) propôs que as placas brancas eram na verdade variantes de MPXV, que após algumas mutações haviam perdido a capacidade de gerar placas do tipo hemorrágica. Entretanto, embora estudos posteriores tenham demonstrado que 15

algumas dessas amostras isoladas de macacos se tratavam de contaminação laboratorial com amostras de VACV ou VARV (ESPOSITO et al., 1985), o agente etiológico envolvido em alguns destes isolamentos permaneceu indefinido (FENNER et al., 1988).

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Outros relatos de infecção de primatas por OPV foram feitos nos últimos anos. Um grande surto de CPXV foi descrito em 2006, acometendo diferentes espécies de macacos do Novo Mundo, mantidos em cativeiro em um centro de primatologia na Alemanha (MÄTZ-RENSING et al., 2006). Em um outro estudo, GOLDBERG e colaboradores (2008) descreveram que uma população de colobos vermelhos de 25

Pennant (Procolobus pennantii), primatas habitantes do Parque Nacional de Kibale, oeste de Uganda, apresentavam evidências sorológicas de infecção por um OPV não-caracterizado, distinto de MPXV.

Diversas espécies de macacos, roedores, felinos e marsupiais são usualmente 30

avistadas em áreas adjacentes a propriedades rurais brasileiras, incluindo àquelas já acometidas por surtos de VB. Todavia, não existem estudos sobre a

soroprevalência de OPV em espécies brasileiras de primatas não-humanos. A relação entre esses animais, os roedores-hospedeiros de VACV (como Oryzomys) e os surtos de VB ainda não foi investigada.

1.5. Vias de infecção e patogênese dos poxvírus

Benzer Belgeler