3. MATERYAL ve YÖNTEM
3.2 Yöntem
3.2.3 Peynirde kimyasal ve mikrobiyolojik analizler
3.2.3.10 Laktoz tayini
A ciência pode ser definida, entre vários outros conceitos, como a investigação metódica, organizada da realidade, para descobrir a essência dos seres e dos fenômenos e as leis que os regem com o fim de aproveitar as propriedades das coisas e dos processos naturais em benefício do homem. Verifica-se neste conceito, a ideia de que para ser ciência, necessita-se da utilização de um método científico. O método científico constitui-se nos instrumentos básicos que ordenam de início o pensamento em sistemas, traçam de forma ordenada a maneira de proceder do cientista ao longo de um percurso para alcançar um objetivo (RICHARDSON, 1999).
Nesse sentido, Minayo vendo por um prisma mais filosófico, considera a pesquisa como atividade básica das ciências na sua indagação e descoberta da realidade. É uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente. É uma atividade de aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma combinação particular entre teoria e dados (MINAYO, 1993 p. 23).
Demo (1996), insere a pesquisa como atividade cotidiana considerando-a como uma atitude, um questionamento sistemático crítico e criativo, mais a intervenção competente na realidade, ou o diálogo crítico permanente com a realidade em sentido teórico e prático.
Para Gil (2006), a pesquisa tem um caráter pragmático, é um “processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos”.
Nesse entendimento, existem várias formas de classificar as pesquisas. Segundo Silva e Menezes (2005), uma pesquisa pode ser classificada de quatro formas: quanto à natureza, quanto à forma de abordagem do problema, quanto aos objetivos e quanto aos procedimentos técnicos.
3.1.1 Quanto à natureza
Quanto à natureza, a pesquisa pode ser classificada em básica ou aplicada (SILVA E MENEZES, 2005). Esse estudo, trata-se de uma pesquisa básica, pois, tem como objetivo discutir teoricamente as potencialidades e limites para o desenvolvimento econômico e inovativo local, através de uma análise comparativa nos parques tecnológicos que se encontram em operação na região Nordeste do Brasil.
3.1.2 Quanto à forma de abordagem do problema
Do ponto de vista da forma de abordagem do problema, a pesquisa pode ser:
• Pesquisa Quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.);
• Pesquisa Qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.
Merriam (1998), complementa algumas características que compõem uma pesquisa qualitativa. São elas:
• O foco da pesquisa é a essência;
• A linha filosófica é a fenomenologia ou interativismo simbólico;
• Normalmente envolve o trabalho de campo;
• O objetivo da investigação é compreender, descrever, descobrir, gerar hipóteses, dar significados;
• O pesquisador é o instrumento primário na coleta e análise dos dados da pesquisa;
• Inicialmente emprega uma pesquisa de estratégia indutiva;
• O produto de um estudo qualitativo é descritivo, amplo e compreensivo.
Analisada por este prisma, a pesquisa em foco, apresenta as características que determinam os estudos qualitativos, tanto no que se refere à forma de abordar o fenômeno, com a maneira como foi estruturada.
Entretanto, a análise dos dados foi feita utilizando-se também dados quantitativos, no entanto, esse fato não invalida a natureza qualitativa da pesquisa. Tal afirmação, baseia-se nos argumentos de Richardson (1999), segundo o qual “o aspecto qualitativo de uma investigação pode estar presente até mesmo nas informações colhidas por estudos essencialmente quantitativos (...)”. Além disso, numa pesquisa pode haver domínios quantificáveis e qualificáveis. A prioridade depende da natureza do fenômeno analisado e do material que os métodos permitem coletar. Na pesquisa objeto deste estudo, as informações quantitativas serviram apenas como referência, de modo que o enfoque dado às análises assumiu, portanto, caráter qualitativo.
3.1.3 Quanto aos objetivos
Quanto aos objetivos, uma pesquisa pode ser classificada como: exploratória, descritiva
e explicativa (SILVA e MENEZES, 2005; GIL, 2006). Sendo assim, esta pesquisa caracteriza-se
quanto aos objetivos como um estudo exploratório e descritivo. Possui caráter exploratório, por que se busca uma análise das potencialidades e limites para o desenvolvimento econômico e inovativo local dos parques tecnológicos em operação que se encontram na região Nordeste do Brasil. A pesquisa exploratória, segundo Richardson (1999), possui objetivo de “conhecer as características de um fenômeno para procurar, posteriormente, explicações das causas e consequências de dito fenômeno”. Segundo Gil (2006), as pesquisas exploratórias, têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, com vistas na formulação de problemas mais precisos, ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. De todos os tipos de pesquisa, estas são, as que apresentam menor rigidez no planejamento. Habitualmente, envolvem levantamento bibliográfico e documental, entrevistas não padronizadas e estudos de caso.
E caráter descritivo, porque apresenta a descrição das potencialidades e limites para o desenvolvimento econômico e inovativo local. De acordo com Acevedo e Nohara (2004) a pesquisa descritiva, visa descrever o fenômeno estudado ou as características de um grupo, bem como compreender as relações entre conceitos envolvidos no fenômeno em questão. Mas cabe ressaltar que, a pesquisa descritiva não objetiva explicar o fenômeno investigado. Outra contribuição é dada por Lakatos e Marconi (2001), quando afirmam que esse tipo de pesquisa é bastante utilizado no intuito de buscar melhor compreensão do comportamento dos diversos fatores que influenciam determinados fenômenos.
3.1.4 Quanto aos procedimentos técnicos
Quanto aos procedimentos técnicos, a pesquisa pode ser: bibliográfica, documental,
levantamento, experimental, estudo de caso, pesquisa ex-post-facto, pesquisa-ação ou pesquisa participante (SILVA e MENEZES, 2005; GIL, 2006).
Sendo assim, este estudo compõe-se de pesquisa bibliográfica e documental, a partir da identificação do tema do trabalho foram obtidos informações através de livros técnicos e científicos, artigos provenientes de congressos, periódicos nacionais e internacionais, jornais, e outras obras que continham informação necessária ao desenvolvimento dessa pesquisa, servindo como marco teórico para seu desenvolvimento. Compõem-se também de um levantamento, pois, a pesquisa envolve um levantamento de dados junto aos parques tecnológicos selecionados para este trabalho. O objetivo desse levantamento, é conhecer o funcionamento de cada parque tecnológico para assim obter informações acerca de suas potencialidades e limites.
O estudo de caso foi a opção selecionada para esta pesquisa, pois caracteriza-se pela análise de um objeto ou um grupo de objetos, que podem ser indivíduos ou organizações. O pressuposto desse estudo é que, segundo Gil (2006), ao se conhecer muito bem como ocorre o fenômeno em um ou poucos indivíduos, empresas ou situações, pode-se levantar hipóteses sobre como o fenômeno ocorre em geral. Por este fato, o estudo de caso é bastante apropriado em pesquisas exploratórias e não apropriado para casos explicativos, já que não se podem generalizar os resultados encontrados nesse estudo.
O estudo de caso se caracteriza por ser uma estratégia de pesquisa abrangente, realizado por meio de uma investigação empírica de um fenômeno inserido em determinado contexto, que
se baseia em diversas fontes de evidência para convergir em determinado resultado e que se beneficia de teorias existentes para a realização da coleta e análise de dados (YIN, 2001).