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Laboratuarda Kullanılan Aletler Güneş Işığı

C) Eliptik kutuplanma

7. Laboratuarda Kullanılan Aletler Güneş Işığı

Em termos de distribuição da população por regiões administrativas, considerando os montantes disponibilizados pelo Censo Demográfico de 2010, é a região Sudeste que concentra mais de 46% da população idosa brasileira, seguida pelas regiões Nordeste e Sul, com 26,5% e 16%, respectivamente, e montantes menos significativos nas regiões Centro-Oeste (6%) e Norte (5,5%) (tabela 4).

Quanto à situação domiciliar, 84,13% os idosos brasileiros residem em áreas urbanas, em especial nas regiões Sudeste (92,7%) e Centro-Oeste (87,2%), onde os valores relativos superam o nacional (tabela 4).

Já na avaliação da distribuição por sexo, os dados censitários de 2010, revelaram que os idosos são em sua maioria mulheres, tanto no total do Brasil (55,5%), quanto em todas as suas grandes regiões. Sendo a região Sudeste a que mais concentra mulheres idosas no país, 56,7%, seguida de perto pelas regiões Sul (55,6%) e Nordeste (55,3%). A região Norte é a que apresenta menor proporção de mulheres idosas, 50,4% no grupo de 60 anos e mais de idade (tabela 4).

Quando o foco passa ser o grupo mais longevo (tabela 5) a feminização da velhice é ainda mais patente, revelando 61,4% de mulheres com 80 e mais, entre o total de octogenários. Relação que se apresenta ainda maior para as regiões Sudeste e Sul, respectivamente com 63,9% e 63,5% de mulheres no grupo dos idosos octogenários. Na sequência, observa-se que a região Nordeste concentra um contingente de 58,6% de mulheres idosas e, mesmo a região Norte apresenta uma concentração proporcionalmente maior de mulheres longevas, 54,8%.

Se os dados são analisados pela razão de sexo - RS (neste estudo adotada como a relação percentual entre mulheres e homens) percebe-se que nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, a RS é de 130,9, 125,2 e 123,5 de

61 mulheres idosas para cada 100 homens idosos, respectivamente (tabela 5). E dentre os octogenários a RS é fortemente mais elevada, sendo de 176,7, 173,7 e 141,4 mulheres octogenárias para cada 100 homens desse grupo nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, respectivamente. No Brasil como um todo, observa-se uma RS de 159,1 mulheres para cada 100 homens de 80 anos e mais. Ainda em termos de Brasil e grandes regiões, pelo censo de 2010, a maior concentração de octogenários em relação à população de 80 anos e mais do país (Tabela 4 e Gráfico 2) encontra-se na região Sudeste (46,2%), seguida da Nordeste (29,6%) e da Sul (14,6%). Por outro lado, a população de octogenários, em relação à população idosa (60 anos e mais), mostra que a maior concentração relativa é na região Nordeste (15,9%), seguida da Sudeste (14,2%) e da Sul (13,0%), enquanto esse percentual para o total do Brasil foi de 14,3%. Esse fato causa algum estranhamento, uma vez que essas duas últimas regiões são as mais desenvolvidas do país e já entraram no processo de envelhecimento populacional há muito mais tempo do que a região Nordeste.

Brasil e grandes

regiões

Grupos de idade

População residente

Total Homens Mulheres

Situação do domicílio e sexo

Urbana Rural

Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres

Brasil 60 anos ou mais 20590597 9156111 11434486 17324394 7430781 9893613 3266203 1725330 1540873 Sul 3287465 1459609 1827856 2702136 1159238 1542898 585329 300371 284958 Sudeste 9527353 4125349 5402004 8833922 3751134 5082788 693431 374215 319216 Centro Oeste 1238134 593349 644785 1080127 497592 582535 158007 95757 62250 Nordeste 5456177 2441090 3015087 3912382 1652499 2259883 1543795 788591 755204 Norte 1081468 536714 544754 795827 370318 425509 285641 166396 119245

Tabela 4: População residente de 60 anos ou mais, por situação do domicílio e sexo, Brasil e grandes regiões – 2010. Fonte: IBGE, Censo Demográfico, 2010. Publicação dos resultados, novembro de 2011.

Região Masculino Feminino Total RS

Pop % Pop % P % Norte 62.127 45,2 75.381 54,8 137.508 100,0 121,3 Nordeste 359.808 41,4 508.738 58,6 868.546 100,0 141,4 Sudeste 489.638 36,1 865.347 63,9 1.354.975 100,0 176,7 Sul 156.460 36,5 271.777 63,5 428.237 100,0 173,7 Centro-Oeste 65.099 44,5 81.220 55,5 146.319 100,0 124,8 Total Brasil 1.133.122 38,6 1.802.463 61,4 2.935.585 100,0 159,1

Tabela 5: Distribuição (absoluta e percentual) da população de 80 anos ou mais, segundo o sexo e grandes regiões brasileiras, 2010. Fonte: IBGE, Censo Demográfico, 2010. Publicação dos resultados, novembro de 2011.

63 Quanto aos arranjos familiares, os dados censitários e os estudos realizados por diversos estudiosos, apontam para o crescimento do número de famílias nas quais existe pelo menos um idoso e o número de famílias com três gerações convivendo no mesmo domicílio, caracterizando mudanças expressivas nos arranjos familiares brasileiros (CÔRTE, B. et al, 2006). Especialmente, se se considera que famílias com idosos representam ¼ do total das famílias brasileiras.

Camarano (2004) vem assinalando que novos arranjos familiares mais complexos estão se formando pelo número de gerações co-residindo no domicílio, sendo algumas vezes privilegiado o idoso e, em outras, os filhos e netos. Segundo ela, em 1982 predominava o arranjo familiar de duas gerações, composto principalmente por chefes e filhos (42%) e de chefes sem filhos, mas com netos (8%). Entre 1992 e 2002, a família de três gerações apresenta um aumento com proporções indo de 17,5% para 19,3%. Em relação à proporção de famílias com adultos não-chefes e não-cônjuges se observam que em 1982, 47,3% das famílias de idosos contavam com pelo menos um adulto nessa condição. Em 1992 esta proporção passou para 49,0% e em 2002, para 49,3%. Em 2010 essa proporção ultrapassou os 52 pontos percentuais.

Outro dado interessante é que a pessoa idosa brasileira vem contribuindo com uma significativa renda nas famílias. Na faixa etária 60 a 64 a renda do trabalho principal do idoso chegou a representar cerca de 33% da renda familiar sendo a renda de “todas as fontes” responsável por 64%. A mulher tem contribuição significativa no rendimento familiar, mesmo sendo este em menor escala do que a contribuição do homem (CÔRTE, et al, 2006). Sendo fato que as transferências de apoio intergeracional estão assumindo, cada vez mais, um caráter bidirecional tendo levado um número crescente de filhos adultos a se tornar, de alguma maneira, dependente dos recursos de seus pais idosos. Nesses casos, a casa própria do idoso ou mesmo seus rendimentos de trabalho, pensão ou aposentadoria estão se transformando em fonte importante de suporte familiar. Isso ocorre a despeito da permanência de uma situação de dependência do idoso em relação à família.

Já os impactos das mudanças na legislação brasileira relativas a benefícios dirigidos à população idosa no meio rural nas suas condições de vida e nas de suas famílias são grandes e muito contribuem para essas mudanças. Segundo Camarano (2004) os idosos, em especial os residentes em áreas rurais tiveram aumentos na renda familiar e com isso houve redução da pobreza. Não só, houve também mudanças nos arranjos familiares, a partir do momento em que se concedeu o benefício previdenciário rural de um salário mínimo para mulheres com 55 anos e homens com 60 anos, com regulamentação das mudanças constitucionais e, posteriormente, o benefício assistencial de um salário mínimo para indivíduos carentes com mais de 65 anos.

A renda do benefício social, além de garantir a subsistência básica dos idosos, tem resultado na sua revalorização dentro da família. De dependente dos recursos da família, o idoso passou a ser um dos seus principais provedores, principalmente no contexto da estratégia de sobrevivência das famílias pobres. Os benefícios previdenciários têm privilegiado mais as pessoas residentes em pequenos municípios, regiões ou estados economicamente mais pobres e os idosos do sexo feminino. Os grandes impactos foram resultantes das mudanças na legislação da previdência rural.

Entre os homens, o benefício previdenciário rural está vinculado ao trabalho. Muitos deles em idade avançadas, de 70 a 79 anos. O direito a um benefício previdenciário das mulheres idosas rurais não parece estar associado a um trabalho anterior ou a um tipo de contribuição para a Previdência Social. As mulheres têm sido muito mais beneficiadas pela Seguridade Social do que os homens idosos, seja nas áreas rurais, seja nas urbanas.

A guisa de exemplificação quantitativa do quanto esses benefícios têm impactos nas famílias, de acordo com Camarano (op cit), pelo menos um beneficiário idoso foi encontrado em 28,8% das famílias rurais em 2002, recurso que é compartilhado com os membros do domicílio. Com isso, observou-se uma redução na proporção de famílias sem idosos residindo e crescimento na proporção de famílias com idosos chefes. Estes chefiaram, em

65 2002, 26% das famílias rurais brasileiras. A redução da proporção das famílias com idosos não chefes nem cônjuges pode indicar uma redução da “dependência” dos idosos.

Assim sendo, diante da caracterização demográfica apresentada nota-se que o processo de envelhecimento da população brasileira mesmo sendo um movimento ainda em suas etapas iniciais, já se apresenta consolidado em razão de sua irreversibilidade e projetada ampliação e, que a experiência projetada de envelhecimento da população brasileira, no período 1980-2010, inscreve-se entre aquelas mais velozes entre países com contingentes demográficos apreciáveis. Sendo a queda da fecundidade o determinante chave do envelhecimento demográfico brasileiro, associado a queda da mortalidade e outros aspectos relacionados a melhoria das condições de vida.

Merecendo destaque ainda admitir que a população idosa brasileira se- constitui em um grupo heterogêneo e complexo, composto por pessoas cujo intervalo de idade extrapola 30 anos e que experimentaram trajetórias de vida muito diferenciadas. Conforme expõe Camarano (2004) trata-se de pessoas que:

“Vivenciaram grandes transformações como a queda da mortalidade materna e experimentam, agora, a queda da mortalidade nas idades avançadas. São os sobreviventes da alta mortalidade infantil por doenças infecto-contagiosas, por neoplasias malignas e doenças cardiovasculares na meia idade. Essa sobrevivência ocorreu de forma diferenciada no território brasileiro, entre grupos sociais, raciais. As políticas públicas devem tanto responder às demandas dos indivíduos que buscam o envelhecimento ativo como, também, tentar atender às necessidades daqueles em situação de vulnerabilidade trazida pela idade avançada”. (CAMARANO, 2004, p.10).

Os dados demonstraram também que o idoso encontra-se, em média, em melhores condições objetivas de vida do que o não-idoso, propiciadas pelo seu momento no ciclo de vida, pela sua trajetória ao longo da vida, pelas políticas públicas, e, especialmente, pela universalização da Seguridade Social. O que tem permitido para alguns um acúmulo patrimonial, destacando-se a aposentadoria.

O aumento da taxa de chefia da população idosa bem como a redução na proporção de idosos vivendo em casa de parentes tem sido uma tendência crescente e permitem inferir que há uma tendência de redução na “dependência” dos idosos. Além disso, encontrou-se uma proporção expressiva e crescente de famílias de idosos com filhos morando, inclusive com netos. Essas famílias apresentam uma renda domiciliar per capita mais elevada e uma menor proporção de pobres. A grande maioria dos idosos mora em domicílio próprio. O peso da sua renda no orçamento da família é expressivo, onde se destaca a importância da renda do benefício social. Nesse caso, observa-se uma inversão da tradicional relação de dependência e uma associação entre arranjos familiares e condições de vida, em que a política previdenciária tem desempenhado um papel.

De acordo com Camarano (2004) existe também uma proporção bem menor de idosos reside em casa de parentes. São mais velhos, mais pobres, trabalham menos e reportam piores condições de saúde e menor independência funcional. Há indicações de que eles, em algum grau, dependem da ajuda dos filhos. Essa “dependência” deve estar associada ao avanço da idade, ao aparecimento de doenças crônico-degenerativas e incapacidades físicas bem como à pobreza.

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Benzer Belgeler