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Kuvvet Sertlik İlişkisinin Çıkarılması

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6.3 Kuvvet Sertlik İlişkisinin Çıkarılması

O trabalho de campo desenvolveu-se em dois espaços, o primeiro localizado na Universidade Estadual Paulista – campus Rio Claro e o segundo correspondeu à seis85 escolas municipais de Rio Claro.

No que diz respeito ao primeiro espaço trata-se de uma universidade pública do Estado de São Paulo, distribuída em 24 cidades, como demonstra o mapa a seguir:

Nossa investigação é focalizada no campus de Rio Claro, o qual oferece 10 cursos de graduação em dois institutos diferentes: Instituto de Biociências e Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Dentre os cursos oferecidos, seis possibilitam a formação em licenciatura: Matemática, Física, Geografia, Educação Física, Ciências Biológicas e Pedagogia. O último é o foco de nossos estudos.

O curso de Pedagogia da Unesp de Rio Claro é oferecido no período noturno, com 45 vagas anuais e duração de oito semestres. Os estudantes tem contato com a prática e com a escola por meio das Práticas como Componentes Curriculares (PCC) oferecidas na forma de Projetos Integradores (UNESP, 2006), sendo

85

As escolas recebem estagiários desta universidade desde 2008, acordo feito entre a Supervisora de Estágio e a Secretaria Municipal de Educação, com a intenção de que os estagiários tivesse uma identidade mais definida com as escolas. No ano de 2015 uma nova escola (Escola M) se dispôs a receber estagiários, perfazendo um total de sete. Porém, em nossa investigação, consideramos as seis que estiveram envolvidas desde o início do estudo.

compostas por períodos curtos de observação ou intervenção que os estudantes realizam nas escolas.

Os estágios curriculares são organizados em três disciplinas voltadas para: Educação Infantil, Ensino Fundamental I e Gestão Escolar. São concebidos

como espaço de vinculação entre formação teórica e início da vivência profissional, e está assentado na perspectiva do triplo movimento sugerido por SCHON (1990): da reflexão na ação, da

reflexão sobre a ação e da reflexão sobre a reflexão na ação

(UNESP, 2006, p. 15).

Iniciam-se a partir do quinto semestre, segunda metade do curso. São ministrados e supervisionados por professores diferentes, os quais tem autonomia para organizar a proposta, sistematizar e realizar o diálogo com as escolas.

O curso organiza o estágio em dois momentos: “um momento de organização, planejamento, discussão, coordenação e avaliação” (UNESP, 2006, p. 15) realizado, em nosso caso, na disciplina teórica, Planejamento, Acompanhamento e Noções

Teóricas de Prática de Ensino nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental oferecida

em período noturno e; “outro momento de contato direto com a instituição receptora” (UNESP, 2006, p. 15) sob a disciplina de Estágio Supervisionado de Prática de

Ensino nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

Em nosso estudo, focalizamos o estágio de Ensino Fundamental I, que contém em média 45 estudantes matriculados e a professora supervisora responsável, que desde 2006 vem estabelecendo vínculos com a rede municipal de Rio Claro por duas vias: a primeira é um acordo institucional por intermédio do documento de ‘Acordo de Cooperação e Termo de Compromisso de Estágio

Obrigatório’ assinado por Universidade (Supervisora e Diretor do Instituto),

Secretaria Municipal de Educação (SME), Unidade Concedente (Diretor da escola) e Estagiário. Na segunda via, encontramos as relações pessoais estabelecidas entre Supervisora, coordenadoras pedagógicas, professores e responsáveis da SME, estreitando e reconquistando a cada ano os laços, principalmente com as coordenadoras pedagógicas de cada instituição. É uma parceria que vem sendo construída, reconquistada e valorizada pelos professores de Prática de Ensino da Unesp de Rio Claro há alguns anos e que tem gerado a aproximação de ambas as instituições.

Enquanto organização da disciplina e do estágio, a Supervisora propõe que os estudantes vivenciem o trabalho docente de fato. Os estagiários vão à escola para construir um Plano de Trabalho em parceria com a professora responsável pela classe, no qual podem desenvolver um projeto didático, uma sequência didática ou ainda elaborar atividades relacionadas ao conteúdo trabalhado, além de auxiliar os professores em diversos momentos do cotidiano. Tal Plano é corrigido pela Supervisora, que também oferece sugestões de atividades e orientações acerca de objetivos pedagógicos, conteúdos e atividades.

Assim, o estágio não é pautado em observações, mas em atividades de intervenção na sala de aula, momentos em que os estagiários podem sentir os desafios, limites e possibilidades do trabalho docente. Ao final, os estagiários devem produzir um Relatório de Estágio contendo a descrição das aulas que ministraram, atividades, elementos observados sobre o cotidiano e o trabalho docente, bem como reflexões acerca da experiência.

No início, reconhecendo o campo em que se encontrava, a Supervisora solicitou à SME que os professores fossem convidados a receber estagiários e que aceitassem, por vontade própria a desempenhar esse papel.

Nessas condições, optou que os estagiários realizassem estágios em diversas escolas do município. Com o passar dos anos, percebeu que os estagiários da sua disciplina deveriam ter uma identidade definida com as escolas. Assim, em conversa com a SME, definiram que seis escolas da rede (que apresentaram interesse e estiveram abertas em todos os anos) receberiam os estagiários em todos os anos. Propôs então que o trabalho dos estagiários fosse realizado em parceria com os professores experientes, nomeando tal processo de Parceria Intergeracional: Os professores em exercício são chamados a desempenhar o papel de iniciadores de uma nova geração docente, algo que lhes possibilita vivenciar novas aprendizagens, ao mesmo tempo em que sentimentos de valorização de seus saberes e práticas profissionais. (SARTI, 2009, p. 134).

Nos anos de 2008 a 2012 a Supervisora ofereceu também um curso de extensão aos professores que recebiam seus estagiários.

A cada ano, o curso focaliza aspectos diferentes da aprendizagem profissional docente e busca enfatizar a importância do papel que os professores experientes desempenham nessa formação. Nos encontros que compõem o curso, os professores colaboradores são chamados a discutir, com seus pares e com a supervisora do

estágio, suas experiências junto aos estagiários (SARTI, 2013a, p. 86).

Aos poucos, a Supervisora vai desenhando e redesenhando as possibilidades do estágio a partir dos limites (institucionais ou não) e desafios que se apresentam e de suas pesquisas desenvolvidas sobre o assunto.

No que se refere ao segundo espaço, participam seis escolas86 nomeadas aqui aleatoriamente por letras do alfabeto: Escola A; Escola B; Escola F; Escola G; Escola K e Escola L87.O critério de escolha foi pautado nas escolas que recebem os

estagiários enviados pela universidade e curso em questão. Segue um quadro demonstrando as escolas que receberam estagiários durante o período da investigação.

Quadro 1 - Escolas que receberam estagiários

2013 2014 2015

Escola A Escola A Escola A

Escola B Escola B Escola B

Escola F Escola F Escola F

Escola G Escola G Escola G

Escola K Escola K Escola K

Escola L Escola L

Escola M

Na escrita do presente texto, o leitor encontrará por diversas vezes nossa referência às ‘escolas’, como se estivéssemos nos referindo à alguém. E de fato estamos, pois compreendemos que “Escola é, sobretudo, gente,/ gente que trabalha, que estuda,/ que se alegra, se conhece, se estima” (Paulo Freire, A Escola).

Portanto, para nós, além da estrutura física e da instituição, a escola é composta de um aglutinado de pessoas que a fazem funcionar, que lhe da vida, sejam professores e coordenadores pedagógicos, diretores, vice-diretores e funcionários, alunos e comunidade. Quando mencionamos ‘escola’, estamos nos referindo àqueles que estiveram engajados no processo de estágio, que nos abriram as portas, que de fato colaboraram para que o estudo se desenvolvesse.

86 Gostaríamos de ressaltar que as escolas A; B; F; G e L foram participantes de nosso estudo de Mestrado

(CYRINO, 2012).

87 Em 2013 somente a Escola K não participou da Etapa 1 da pesquisa. Nas Etapas 2 e 3 todas as escolas que

As escolas participantes do estudo até o ano de 2005 pertenciam à rede estadual, sendo que após esse período todas as escolas públicas dos anos iniciais da Educação Básica foram municipalizadas. A seguir realizamos uma breve caracterização de cada instituição.

A Escola A88é localizada em um bairro de classe média baixa da cidade, a

clientela é proveniente do mesmo e de outros 30 bairros diferentes, sendo alguns periféricos. Atende 540 alunos, sendo em média 27 estudantes por sala de aula. Na estrutura física há 10 salas de aula, sala de informática (em instalação), sala de leitura, sala de recursos, cozinha, refeitório (adaptado), cantina, gabinete dentário, sala de professores, secretaria, sala de direção, sala de vice-direção, sala de coordenação, miniginásio poliesportivo localizado em espaço externo à escola, pátio com palco para apresentações, parque. Conta com um total de 26 professores, sendo 18 PEB I89 (dois lecionam em dois períodos); seis PEB II90 (um de inglês, três de Educação Física e dois de artes) e dois PEB I que se dedicam ao reforço escolar. A Escola B é antiga e tradicional na cidade, localizada na região central atende, em sua maioria, alunos do bairro, bem como de outros locais periféricos. Comporta estudantes do ensino fundamental I e EJA II91, e oferece apoio a uma

instituição de ensino para adolescentes com necessidades especiais, contemplando oito classes no período matutino e nove no vespertino. A escola funciona em um prédio adaptado e compõe nove salas de aula, almoxarifado, quadra pequena adaptada para prática de esportes, um pátio coberto e outro descoberto, banheiro para as crianças e banheiros para professores e funcionários, cozinha, refeitório adaptado, cantina, diretoria, sala adaptada para coordenação, secretaria, sala de professores, brinquedoteca, sala de artes, laboratório de informática, sala de recursos (em reforma), arquivo, depósito de limpeza, dispensa. Atende em média 450 alunos do ensino fundamental I nos períodos manhã e tarde, no período noturno recebe alunos de EJA II. Conta com duas coordenadoras, diretora, vice-diretora e 24 professores, sendo 17 PEB I, sete PEB II (quatro professores de Educação Física, uma de Inglês e duas de artes).

A Escola F foi inaugurada nos anos oitenta e localiza-se em um bairro periférico da cidade, atendendo a clientela do mesmo e de outras regiões periféricas

88 A caracterização das escolas foi realizada no 2013. 89

Professores da Educação Básica ciclo I.

90Professores da Educação Básica ciclo II 91

próximas ao local. Abarca alunos do Ensino Fundamental I e Educação de Jovens a Adultos. Em sua estrutura física conta com 10 salas de aula, biblioteca, brinquedoteca, sala de vídeo, sala de reforço, sala de recursos, informática, sala de educação física, duas secretarias, três salas administrativas (Diretoria e Vice- Diretoria), duas salas de professores, sala de coordenação pedagógica, duas cozinhas, refeitório, dois almoxarifados, lavanderia, banheiros para os alunos e para funcionários, pátio, estacionamento, quadra poliesportiva, playground, horta e zeladoria. Atende 443 alunos do ensino fundamental no período diurno, tendo em média de 25 a 30 alunos por sala. A escola tem três professores de educação física, seis professores PEB-II e 18 professores PEB-I, sendo que destes, 12 trabalham em dois períodos.

A Escola G, criada no início dos anos sessenta, localiza-se em um bairro próximo à área central. Atende estudantes do Ensino Fundamental I, sendo uma clientela advinda de vários bairros periféricos da cidade. Cada sala de aula comporta em média 25 estudantes, totalizando 530 alunos na escola. Em sua estrutura física conta com 12 salas de aula, incluindo a sala de recursos, secretaria, diretoria, sala de professores, cozinha, cantina, refeitório adaptado no pátio, quadra poliesportiva descoberta, almoxarifado, arquivo, parque grande de areia com brinquedos. No quadro de funcionários da área pedagógica, a escola conta com diretora, vice- diretora, uma coordenadora e 24 professoras, sendo que destas, onze trabalham em dois períodos, e seis professores PEB-II.

A Escola K recebe alunos advindos do próprio bairro e arredores, atendendo no Ensino Fundamental I, 480 alunos, sendo em média 23 por sala. É uma escola antiga e tradicional da cidade, apresentando em sua estrutura física 16 salas de aulas, sala de diretoria, sala de professores, laboratório de informática, sala de recursos, cozinha e refeitório, sala de leitura, banheiro para alunos e professores, secretaria, almoxarifado, auditório, pátio coberto, área verde e quadra poliesportiva localizada em espaço exterior à escola. Em seu quadro de funcionários da área pedagógica a escola conta com diretora, vice-diretora, coordenadora pedagógica, 22 professores PEB-I e quatro professores PEB-II.

A Escola L atende alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e EJA. Recebe estudantes de um bairro classe média baixa e baixa da cidade. Foi criada no início da década de 80 e enquanto estrutura física compõe secretaria, gabinete

dentário, sala de professores, banheiro para alunos e para funcionários, sala para vice-diretoria, diretoria, sala para coordenadora, almoxarifado, cozinha, dispensa, refeitório, galpão com palco para apresentações, 15 salas de aula, biblioteca e sala de vídeos, quadra coberta poliesportiva, pomar, playground, jardim, área de lazer, piscina. Atende por volta de 950 alunos do ensino fundamental. A escola conta com diretora, vice-diretora, duas coordenadoras pedagógicas, 38 professores PEB-I e oito professores PEB-II (disciplinas de Inglês, Artes e Educação Física).

Na rede municipal de Rio Claro, o trabalho semanal dos professores é dividido da seguinte maneira: 20 horas/aula em sala com alunos; cinco horas/aula de HTPI92; duas horas/aula de HTPC93; três horas/aulas semanais de HTPL94.

Quadro 2- Síntese da caracterização das escolas

Escolas Alunos Níveis de Ensino PEB I PEB II

Escola A 540 1º ao 5º ano 18 3 - Ed. Física 1 - Inglês 2 - Artes Escola B 450 1º ao 5º ano EJA II 17 4 - Ed. Física 1 - Inglês

2 - Artes Escola F 443 1º ao 5º ano EJA 18 3 1 - Inglês – Ed. Física

2 - Artes Escola G 530 1º ao 5º ano 24 2 – Ed. Física 1 – Inglês

2 - Artes Escola K 480 1º ao 5º ano 22 2 1 – Ed. Física – Inglês

1 - Artes Escola L 820 Ensino Infantil 1º ao 5º ano 38 4 2 – Ed. Física – Inglês

2 - Artes

No mapa a seguir demonstramos a distribuição das escolas (marcadas com uma figura em amarelo) na cidade de Rio Claro, bem como a localização da universidade (figura lilás):

92

Horário de Trabalho Pedagógico Individual.

93 Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo. 94

Figura 2- Distribuição das escolas

A partir do apresentado é possível observar que as escolas se aproximam em relação ao número de alunos e de professores, diferenciando-se pelo nível de ensino atendido. Sobre a localização há um equilíbrio: três escolas são periféricas e três se encontram em áreas centrais. Mesmo pertencendo a bairro central, duas escolas recebem alunos de bairros periféricos.

Desde o início da pesquisa, todas as escolas foram muito solícitas ao nos receber e se dispuseram prontamente à todas as necessidades, compreendendo a importância do estudo e do estágio na formação dos professores. Mais detalhes sobre tal relação estão disponibilizados no item 2.4.

Benzer Belgeler