2. GENEL BİLGİLER
2.10. Kuvvet ve Kuvvet Antrenmanlarının Etkileri
2.10.2. Kuvvet Antrenman Yöntemleri
Também se cantará
sobre os tempos sombrios”
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Ginsburg nos ensina que é possível recuperar o passado por meio dos indícios que seus agentes deixam para traz. A peça teatral Terror e Miséria do Terceiro Reich de Bertolt Brecht foi o indício a partir do qual este trabalho monográfico deu voz ao passado. Este passado, a princípio se apresentou recheado de generalizações, cristalizações e homogeneizações, as quais se definem: de uma Alemanha unida em torno dos mesmos ideais e sem resistências, além disso, a figura do judeu construída como sendo a única vitima da imposição nazista.
Contudo, a pesquisa feita a partir da obra aqui retratada tornou problemático tal olhar. Os personagens e os seus dizeres aqui apresentados, em temas cotidianos, tais como o casamento misto, na cena da Mulher Judia, ou em interações sociais, por exemplo, a falsa conciliação de classes em Trabalho Voluntário, dentre outros, nos mostram que alemães e judeus comungavam, por meios diversos e intensidades variáveis, em várias dimensões da vida, as agruras do totalitarismo.
Percebemos que a dualidade entre judeus e nazistas (alemães) deve ser repensada haja vista que é indiscutível que alguns alemães também sofriam com o nazismo, assim como judeus e outros povos que foram atingidos direta ou indiretamente pelos horrores do nacional socialismo. Nas simbioses cotidianas, sociais, políticas, econômicas e profissionais a sociedade como um todo foi golpeada e vivia sob as insígnias da lógica totalitária, submetida aos riscos permanentes da denúncia e da violência institucional do regime nazista.
A epígrafe que inicia estas considerações finais nos fala de vozes que não são caladas em tempos sombrios, a voz de Brecht é uma dessas. Ela ecoa na falta de alimentos causada pela privação que a economia de guerra trás, como diz um de seus personagens “hoje não tem manteiga, camarada, aceita um canhão?”. 86 No medo da
punição por pensar diferente, da contestação, da falta de liberdade e na esperança da resistência.
Neste sentido, a sua arte dialogou permanentemente com a realidade, foi uma forma de criticar o seu tempo que nos fala, remete e evidencia a pluralidade da sociedade alemã, no curso do III Reich, a qual, via de regra, é negligenciada. .
86 PEIXOTO, Fernando. Terror e Miséria do Terceiro Reich. In: Teatro Completo. Rio de Janeiro: Paz e
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