Nesse segundo controle, as variáveis de entrada e saída serão acionadas por um único sistema, controlando, em apenas um conjunto de regras, as pressões de serviço nas duas zonas de pressão. As variáveis de entrada, como já citado anteriormente será a diferença de pressão entre as duas zonas, e o erro, a diferença entre o set point e a pressão
69 do PT-5. As variáveis de saída serão o ângulo de fechamento da CV-1 e o delta de rotação do CMB.
A Figura 4.12 traz os gráficos das variáveis de entrada, enquanto que a Figura 4.13 representa a saída do controle.
Figura 4.12 - Variáveis de entrada do sistema centralizado
Onde:
GDN: Grande diferença negativa DN: Diferença negativa
N: Normal
DP: Diferença positiva
GDP: Grande diferença positiva EGN: Erro grande negativo EN: Erro negativo
N: Normal EP: Erro positivo
70 Figura 4.13 - Variáveis de saída do sistema centralizado
Onde:
GGN: Grande grau negativo GN: Grau negativo
N: Normal
GP: Grau positivo
GGP: Grande grau positivo GDN: Grande delta negativo DN: Delta negativo
N: Normal
DP: Delta positivo
GDP: Grande delta positivo
A Tabela 4.8 apresenta as regras que relacionam as variáveis de entrada com as variáveis de saída para o sistema centralizado.
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Tabela 4.7 - Regras fuzzy para controlar a pressão da ZB e da ZA
1 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'GDN' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GGP’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘DP’
2 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'GDN' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'GEP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GGP’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘GDP’
3 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'DN' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GP’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘DP’
4 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'DN' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'GEP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GP’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘GDP’
5 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'N' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EGN' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'N’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘GDN’
6 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'N' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EN' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'N’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘DN’
7 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'N' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'N' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'N’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘N’
8 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'N' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'N’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘DP’
9 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'N' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'GEP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'N’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘GDP’
10 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'DP' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EGN' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GN’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘GDN’
11 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'DP' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EN' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GN’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘DN’
12 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'DP' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'N' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GN’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘N’
13 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'DP' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GN’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘DP’
14 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'DP' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'GEP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GN’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘GDP’
15 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'GDP' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EGN' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GGN’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘GDN’
16 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'GDP' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'N' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GGN’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘N’
17 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'GDP' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GGP’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘DP’
18 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'GDN' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EP' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GP’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘N’
19 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'DN' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'N' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GGP’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘DP’
20 IF 'Diferença entre PT-5 e PT-3' IS 'DN' ADN 'Erro SP PT-5 e PT-5' IS 'EN' THEN ‘Saída Grau da VRP' IS 'GP’ ALSO ‘Delta de Frequência CMB’ IS ‘DP’
O Gráfico 4.10 abaixo ilustra o comportamento tridimensional da interação das quatro variáveis estudadas.
72 Gráfico 4.10 - Comportamento tridimensional das variáveis do controle
A Tabela 4.8 relaciona todos os experimentos realizados com e sem a aplicação de todos os controladores desenvolvidos.
Tabela 4.8– Relação de experimentos
Experimento Descrição
Experimento 1
Comportamento da bancada sem a atuação do controlador na situação de máxima demanda.
Experimento 2
Comportamento da bancada sem a atuação do controlador na situação de mínima demanda.
Experimento 3
Comportamento da bancada com a atuação do controlador no sistema descentralizado situação de máxima demanda.
Experimento 4
Comportamento da bancada com a atuação do controlador no sistema descentralizado situação de mínima demanda.
Experimento 5 Comportamento da bancada com a atuação
73 com o CMB a 60 Hz, na situação de máxima demanda.
Experimento 6
Comportamento da bancada com a atuação do controlador aplicado apenas na CV-1, com o CMB a 60 Hz, na situação de mínima demanda.
Experimento 7
Comportamento da bancada com a atuação do controlador aplicado apenas no CMB, com o CV-1 totalmente aberta a 0º, na situação de máxima demanda.
Experimento 8
Comportamento da bancada com a atuação do controlador aplicado apenas no CMB, com o CV-1 totalmente aberta a 0º, na situação de mínima demanda.
Experimento 9
Comportamento da bancada com a atuação do controlador no sistema centralizado situação de máxima demanda.
Experimento 10
Comportamento da bancada com a atuação do controlador no sistema centralizado situação de mínima demanda.
4.5 CONCLUSÕES
Para que se possa criar um controlador fuzzy é preciso que se conheça em profundidade todos os procedimentos operacionais da planta em questão. A base de regras tem como fundamento, as técnicas empregadas pelo próprio operador. Para tanto, é de suprema importância, que as regras desenvolvidas sejam resultado de uma análise minuciosa do comportamento do sistema.
Após a definição das regras, o passo seguinte é a aplicação do controlador e a análise dos resultados obtidos.
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