1. BÖLÜM
2.1. İşletme Birleşmelerinin Tarihçesi
2.1.3. Türkiye’de İşletme Birleşmeleri
2.1.3.3. Vergi Mevzuatına Göre İşletme Birleşmeleri
2.1.3.3.1. Kurumlar Vergisi Kanunu’na göre İşletme Birleşmeleri
Uma vez feita a calibração para as condições climáticas normais e verificado que o modelo tem sensibilidade para tipos diferentes de vegetação, foram implementados os casos de estudo descritos do capítulo de metodologia na versão 3.99-4.0 do ENVI-met®. A seguir estão apresentados e discutidos os resultados de cada um dos casos. Simulações para desenvolvimento e aprendizado na versão 4.0 e teste de desvio médio padrão de amostra.
Utilizando-se a base de dados medidos do trabalho de Assis (Wellington, 2010), foram selecionadas amostras relativamente grandes desta área de estudo para haver confiabilidade dos resultados, um recorte de 1000mx1000m na malha urbana do centro planejado de Belo Horizonte. Assis (Wellington, 2010) estudou o microclima da área e mediu dentro do recorte escolhido 5 pontos, esses com dados de temperatura do ar, umidade relativa do ar, intensidade e velocidade de ventos. Tais dados foram utilizados como parâmetros de entrada para configuração do programa, as Figuras 24 e 25 a seguir mostram a área de estudo e seus pontos de medição.
A área primeiramente foi selecionada pela gama de dados possíveis de comparação (Figura 22), porém ao iniciar a simulação foi visto que o seu tamanho tornava o tempo de simulação longo demais, assim, houve a necessidade de realizar um novo recorte na área buscando manter o máximo das áreas vegetadas dentro da área simulada. A Figura 23 mostra o novo recorte com dimensões de 600mx 600m. A área de simulação contém pontos na Rua São Paulo – Ponto 3, dentro do Parque Municipal – Ponto 11, Praça Sete – Ponto 12, Rodoviária – Ponto 13, Praça da Estação – Pronto 14. Dentre esses pontos o único que possui no seu entorno uma grande área vegetada é o 11, por arvores e gramado, os demais possuem a característica de revestimento do solo por asfalto, edifícios de aproximadamente 10 pavimentos, e poucas árvores ao redor.
A simulação do caso de estudo, com a utilização de dados de calibração do modelo para Belo Horizonte, realizada na etapa anterior e apresentada em Assis; Sirqueira e Bamberg (2013), geraram resultados quanto a temperatura do ar e umidade do ar.
No tratamento dos dados do experimento 1, os dados simulados nos pontos indicados foram comparados aos medidos nos mesmos locais por Assis (Wellington, 2010) de modo que a sua correlação fosse realizada.
Para a entrada de dados da vegetação local foi necessário editar a área de dados contidos no programa, pois as informações presentes no programa não são baseados na realidade brasileira, contendo poucas vegetações de climas tropicais. Por exemplo, a árvore de grande porte escolhida com base no caso de estudo para a calibração do programa para Belo Horizonte. Foi modificada em sua base a altura e o albedo das folhas, do mesmo modo que a grama, sendo 0,12 o albedo da vegetação de grande porte, e altura de 20m; 0,23 o albedo da grama, com a modificação da sua altura para 10cm.
Figura 22- Recorte de 1000mx1000m na região central de Belo Horizonte simulada
Fonte: ASSIS, Wellington, 2010. Modificada, 2014.
Para inserir os dados relacionados a área no programa, foi necessário um tratamento do mapa de Belo Horizonte, em relação ao recorte em questão, realizando a separação das áreas com curvas de nível e verificação das suas altimetrias, dados de lotes cadastrais e possíveis construções, levantamento das
Pontos medidos in loco:
Ponto 3
Ponto 11
Ponto 12
Ponto 13
Ponto 14
Ponto utilizado para entrada de dados:
alturas das edificações e material de revestimento em geral das fachadas de cada rua e das coberturas de telhado e de solo.
Figura 23 - Recorte de 600mx600m realizado para reajuste da malha simulada.
Pontos utilizados para comparação de dados:
Ponto 3 – fora da área de recorte novo Ponto 11
Ponto 12
Fonte: ASSIS, Wellington, 2010. Modificada, 2014.
Para a simulação foi utilizada uma janela de tempo de 30 horas, pois a área em questão, por ser bem detalhada, acabou ocasionando um tempo corrido de 5 dias de simulação. Os arquivos de entrada utilizados para configuração da simulação foram os seguintes:
Tabela 5 - Dados de entrada para simulação computacional
Dados de entrada Valores
Total de tempo simulado (h) 30:00
Velocidade do Vento (m/s) 1
Direção do Vento (graus) 225
Temperatura do ar (K) 295,50
Umidade Especifica do ar 8,02
Umidade Relativa do ar 74
Rugosidade 0.01
Nebulosidade
(LOW – x/8) - (MIDDLE – x/8) - (HIGH – x/8) 2,40 – 0,00 – 0,00
Ajuste de fator solar 1,12
Temperatura do solo
(0-20) – (20-50) – (50 – x) 297,00 - 297,00 - 297,00 Umidade relativa do solo
(0-20) – (20-50) – (50 – x) 20 – 10 – 7,5
Os resultados são apresentados nos Gráfico 9 e Gráfico 10 a seguir. os dados utilizados para simulação e dados gerados pelo programa, encontram-se mais detalhados nos Apêndices. Os dados de entrada referentes as medições in loco devem ser observados com uma possível margem de erro, de 0,5 a 1,0 °C segundo informações da Onset, fabricante dos medidores HOBO. As variáveis climáticas analisadas foram Temperatura do ar e Umidade do ar, observando as diferenças de revestimento de solo, entorno construído e áreas vegetadas.
Apesar de o ponto de medição escolhido para a entrada de dados ter ficado fora do novo recorte da área de simulação, os resultados estimados de temperatura do ar mostram que o modelo seguiu o padrão de variação dos dados medidos, com uma margem de 2°C de diferença entre as amplitudes. A seguir são apresentados 2 quadros com os dados dos cálculos do MSE (indicação de desvio médio de valores) e RMSE (medida de dispersão dos valores estimados em relação aos valores medidos) para temperatura do ar e umidade relativa do ar entre os valores medidos e os estimados. Esses indicadores estatísticos são utilizados para determinar se as amostras de estudo são coerentes, sendo o resultado o quanto mais próximo de zero, melhor a coerência e confiabilidade das amostras utilizadas.
Quadro 3 - Resultados do tratamento estatístico entre dados medidos e simulados - para Temperatura do ar
Ponto de referência MSE RMSE
03 3,0 3,1
11 4.5 4,7
12 2,7 2,9
Quadro 4 - Resultados do tratamento estatístico entre dados medidos e simulados - para Umidade relativa do ar
Ponto de referência MSE RMSE
03 13,8 14,9
11 21,6 22,5
Gráfico 9 - Temperatura do ar pelo tempo, dados medidos e estimado
Gráfico 10 - Umidade do ar pelo tempo, dados medidos e estimado
Com os resultados obtidos com o tratamento estatístico foi verificado que os dados simulados foram aceitáveis em relação aos dados medidos. Mesmo o MSE e RMSE não estarem tão aproximados de Zero (0,00), seus resultados foram utilizados, pois os desvios médios ficaram aproximadamente 15% do valor das amostras medidas, e considerando que os valores estipulados para calibração do programa em relação as Normais climatológicas foram significativamente diferentes dos de entrada nessa simulação, e considerando a margem de erro dos aparelhos medidores, os resultados obtidos e representados nos gráficos demonstram uma tendência aceitável.
Tanto o Ponto 3 quanto o 12 possuem pouca vegetação e maior pavimentação em asfalto, já o Ponto 11, que possui a área mais vegetada, dentro do Parque Municipal, que se manteve mais distante em relação as amplitudes térmicas, às 12 horas encontra-se com a temperatura estimada, dentro da margem de erro do aparelho de medição.
A variação de temperatura é de aproximadamente 2°C entre todas as medições em relação ao Ponto 3, e de 1,5°C em relação ao Ponto 12. Já entre o estimado e o ponto 11, a variação de temperatura ficou entre 1,5°C e 3°C.
Em relação a umidade relativa do ar, os dados de entrada, extraídos de Assis (2010), estão um pouco mais elevados (79%) que a média normal de umidade para o inverno ((68%, de acordo com as Normais Climatológicas, 1961-1990), gerando uma diferença significativa entre os resultados obtidos estimados, onde o MSE para o ponto 3 foi de 13,5 e de 14,5 para a faixa de erro do instrumento. Para o ponto 11 obteve-se 21 e 27 respectivamente, e para o ponto 12, o MSE foi de 14,2 e 15,2 para a faixa de erro.
A curva gerada pelos dados estimados segue o padrão da curva dos dados do Ponto 12, porem com uma amplitude maior entre numerosos valores máximos. Diferentemente da temperatura, a umidade do ar não seguiu exatamente o padrão dos dados de entrada. Isto pode ter ocorrido, como já mencionado, porque os dados medidos de umidade do ar foram acima da média normal, e a diferença dos resultados possivelmente se deu por esse fator.
Observações sobre o Experimento 1
Os dados analisados mostram que a temperatura do ar tem relação direta com a cobertura vegetal, mostrando que no Ponto 11 localizado no Parque Municipal a temperatura medida e a simulada foram as mais baixas, aumentando no decorrer da manhã. Já nos pontos 3 e 12, recobertos por asfalto, concreto e edificações, a temperatura chegou aos maiores valores.
Entretanto, a menor amplitude térmica foi registrada no Parque Municipal, visto que a maior presença da vegetação pode favorecer o aumento de umidade relativa. Também foi possível observar nesse caso de simulação a sensibilidade do modelo para a vegetação, considerando a evapotranspiração das vegetações no parque, e considerando o acúmulo de energia térmica no local.
Comparação com o Caso Básico
Um fator que influenciou diretamente os resultados quanto a umidade relativa do ar foi o dado de entrada ser acima da média normal, pois os dados de calibração do programa computacional – Caso Básico - foram realizados com base nas Normais Climatológicas de Belo Horizonte, considerando o valor horário calculado segundo a metodologia de Alucci (1992) já mencionada o dia escolhido para simulação foi estável, porém a necessidade de recalibração do programa para cada ano particularmente será necessária, em caso de desvio médio padrão significativo. Como nota-se no quadro 5 com a utilização de dados instantâneos (Experimento 21) resultados com amplitudes mais acentuadas, já em relação a dados médios (Caso Básico) as amplitudes são inferiores, mostrando uma relação direta com a amostra utilizada para simulação, hipotético e real. As amplitudes térmicas seguem um padrão em relação ao material Concreto para os 2 casos. Já a amplitude de umidade relativa do ar, mostra uma inversão entre as áreas simuladas, onde o concreto no Caso básico não sobre influência de entorno, a umidade teve variação, mas foi relativamente menor que a do Experimento 1, que possui áreas vegetadas ao seu redor, tanto o bosque (Parque Municipal), quanto árvores espaçadas no decorrer da via principal de acesso.
Quadro 5 - Comportamento em relação ao Caso Básico
Com isso, é afirmado que os dados de temperatura e umidade instantâneos e a malha urbana influenciam diretamente o resultado, e a presença de áreas vegetadas próximas a regiões concretadas exercem um papel de umidificação no local.