VELİ GÖRÜŞ VE DEĞERLENDİRMELERİ ANKETİ
4.KURUM İÇİ ANALİZ 4.1.ÖRGÜTSEL YAPI
Para atingirmos o objetivo desta pesquisa, foi realizado também um estudo com o CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola. O CIEE é o maior órgão responsável pelo encaminhamento de jovens ao mercado de trabalho no Brasil e, por isso, faz-se importante fonte de informações para quem quer estudar o tema do trabalho juvenil. Esta parte da pesquisa foi realizada com base nas respostas obtidas por meio de um questionário que fora respondido por um profissional do CIEE8. O questionário abordou o modelo de funcionamento do CIEE – em especial do seu programa de estágio – e tentou obter informações sobre o trabalho juvenil, da perspectiva de quem os encaminha ao mercado. Além disso, o questionário também procurou levantar algumas questões que diziam respeito à impressão dos próprios jovens sobre o trabalho, inquirindo o profissional do CIEE sobre pesquisas realizadas pela instituição, com os jovens que trabalham. O questionário continha 71 perguntas subdivididas em três sessões: a) perguntas destinadas à coleta de informações sobre a instituição CIEE e seu funcionamento em geral; b) questões com as quais se pretendia investigar especificamente o programa de estágio do CIEE; c) perguntas que deveriam ser respondidas com dados obtidos pelo CIEE por meio do seu serviço de acompanhamento de estágio. O questionário foi encaminhado a um superintendente da instituição, que, com a ajuda de uma assessora de imprensa, respondeu somente algumas das questões por mim formuladas. Mesmo assim, temos material suficiente para
8
O contato que estabeleci no CIEE, conseguiu marcar uma entrevista pessoal somente para o dia 29/03/2008, o que dificultou um pouco a minha coleta de informações sobre a instituição, visto que o prazo para o depósito dos volumes foi 31/03/2008. No entanto, pela minha insistência, o meu questionário foi enviado para a sua assessora, que respondeu boa parte das perguntas, sem muitos detalhes, mas contendo a visão do CIEE sobre o trabalho juvenil.
atingirmos o objetivo principal desta pesquisa, que é o de verificar a atual situação da inserção dos jovens no mercado de trabalho principalmente no que diz respeito às suas possibilidades de formação e resistência aos mecanismos sociais impostos pela sociedade hodierna.
O portal do CIEE na Internet 9 também serviu de fonte de informações para esta parte da pesquisa.
Com o objetivo de apresentar melhor os dados obtidos, este tópico foi subdividido em itens. Cada item traz as informações colhidas na instituição – tanto pelo portal na Internet, como pelo questionário – e contém a discussão de um tema específico que foi alvo da nossa investigação.
a) História do CIEE
O Centro de Integração Empresa-Escola foi criado há mais de quarenta anos, no dia 24 de março de 1964. Conforme os dados da instituição, um grupo de empresários e educadores aceitou o desafio de realizar um ideal comum: possibilitar aos jovens estudantes brasileiros uma formação integral, proporcionando a eles o exercício prático da futura profissão e, assim, estimular sua inserção no mercado de trabalho.
Os empresários envolvidos na criação do CIEE pertenciam, em sua maioria, ao Grupo Ultra, um importante conglomerado empresarial com destacada atuação no setor de gás combustível e petroquímica; tinham também grande influência política, pois muitos deles eram presidentes de grandes empresas e
9
ocupavam cargos de prestígio no governo da época. Ainda hoje, diversos diretores conselheiros do CIEE são executivos de renome que ocupam cargos importantes em grandes empresas e associações, como a FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
Das informações acima, faz-se necessário registrar que, em março de 1964, também teve início no Brasil, a ditadura militar. Mesmo não tendo elementos concretos que determinem uma relação direta entre essa situação e a criação do CIEE, não podemos deixar de lado o contexto histórico da época. Aqui, também aproveitamos para mencionar que a Lei de Estágio também foi criada sob a égide da ditadura. O período da ditadura militar foi um período de grande crescimento econômico, e a repressão brutal convivia com altas taxas de crescimento. E foi nessa época que os jovens passaram a ser inseridos no mercado de trabalho.
O CIEE denomina-se uma associação filantrópica de direito privado, sem fins lucrativos, beneficente, de assistência social, reconhecida de utilidade pública e que, dentre vários programas, possibilita aos jovens estudantes brasileiros uma formação integral, fazendo esforços para que ingressem no mercado de trabalho, por meio de treinamentos e de um programa de estágio. O CIEE não fica apenas na esfera do estágio, também promove workshops, oficinas, palestras, feiras e cursos. Esta pesquisa limita-se a analisar especificamente o programa de estágio. O CIEE coloca-se como uma entidade disposta a exercer o papel de agente de integração, atuando em parceria com organizações empresariais, órgãos públicos e instituições de ensino.
Mesquita (2006) aponta que, apesar de ser considerado uma ONG (Organização Não Governamental), devido à atual conjuntura em que os
empregos estão cada vez mais difíceis, o CIEE transformou-se em uma bem- sucedida empresa de intermediação de mão-de-obra, tendo que adotar um sistema de racionalidade semelhante ao de uma empresa privada, para poder atender as demandas provenientes das necessidades das empresas e dos jovens com relação ao estágio. O autor pondera que uma ONG atua na promoção de uma causa, com o objetivo de contribuir para algumas ações da sociedade. Também destaca que juridicamente o termo ONG não se aplica à legislação brasileira, que prevê apenas dois formatos para uma organização financeira sem fins lucrativos: associação civil ou fundação privada. Desta maneira, segundo Mesquita (2006), toda ONG é uma organização privada não lucrativa, mas nem toda organização privada não lucrativa é uma ONG.
Conforme as informações da instituição obtidas por meio do questionário, o maior objetivo do CIEE é encontrar, para os estudantes de nível médio, técnico e superior, uma oportunidade de estágio que os auxiliem a colocar em prática tudo o que aprenderam na teoria. Ainda segundo as informações prestadas, o aspecto mais relevante para a criação do CIEE foi a falta de mão-de-obra qualificada nos diversos setores da economia. De acordo com o CIEE, ainda hoje essa é uma preocupação constante, pois estamos em uma época onde o desenvolvimento tecnológico acontece rapidamente. Além disso, na visão do CIEE, faltava ao jovem embasamento prático às teorias que ele encontrava na sala de aula.
Essas informações carregam a idéia de que a educação deve estar voltada para o trabalho. Na escola, aprende-se a teoria necessária para atender as exigências do mercado. É oportuno evidenciarmos a observação feita pelo profissional do CIEE de que o principal aspecto para sua criação foi a falta de mão-de-obra qualificada em diversos setores da economia. Podemos inferir que,
mesmo argumentando em favor das necessidades dos jovens, esse aspecto motivador da criação do CIEE parece atender às exigências do mercado. O argumento de que os jovens têm de colocar em prática o que aprendem na escola, além de conter um conteúdo ideológico que confere à educação um status de preparação para o mercado de trabalho, justifica a demanda do mercado. Outro ponto interessante, já destacado anteriormente nesse estudo (cf. p.42), é o fato de a utilização da mão-de-obra jovem estar relacionada com a capacidade desse segmento da classe trabalhadora de se adaptar às novas tecnologias. Foi assim à época de Marx (1987), com a implementação das máquinas no setor produtivo, e ainda hoje se faz presente, conforme o relatório da OIT (2007), com a melhor adaptação dos jovens aos computadores.
Segundo o profissional do CIEE, a instituição foi criada para atender tanto os interesses do jovem – busca de qualificação profissional e oportunidade no mercado de trabalho –, como os interesses da empresa, que disputa essa mão- de-obra qualificada e os profissionais mais preparados para o dia-a-dia do mercado. O CIEE argumenta que foi criado para atender tanto as demandas dos jovens quanto das empresas, pois assim como há jovens que, na maior parte dos casos, nunca trabalharam e precisam de um mínimo de experiência para ingressar no mercado, há empresas que precisam de mão-de-obra qualificada para suas operações.
Percebemos que, nessas razões apresentadas pelo CIEE, o interesse do jovem no trabalho diz respeito somente às possibilidades de se “qualificar” para poder ter mais oportunidades de trabalho. O CIEE não aponta o estágio como possibilitador, para o jovem, de um crescimento pessoal ou estudantil, mais voltado para a formação humana, mas, sim, para algo direcionado a formar certos
modelos de comportamentos que irão ajudá-lo a se adequar melhor aos processos do trabalho e, com isso, ter mais chances profissionais. Pode-se enfatizar que a qualificação profissional e a busca por um bom cargo são elementos aprovados socialmente, que representam na sociedade capitalista a inclusão. Contudo, a inclusão dos jovens dá-se de maneira desfavorável a eles e parece estar mais relacionada com a impossibilidade de se afirmarem na sociedade de outra forma do que com o real desejo de ter uma carreira profissional.
b) Programa de Estágio
Conforme as informações contidas no questionário respondido pelo representante da entidade, como também as obtidas no portal eletrônico, após mais de quarenta anos de criação, o CIEE, hoje, se dispõe como uma das maiores organizações não-governamentais (ONGs) do país, sendo referência quando se trata de estágio e treinamento de estudantes. O CIEE empenha-se em conseguir as melhores oportunidades de estágio para os estudantes e, com isso, busca alcançar um ideal maior: a inclusão do jovem, a consolidação da cidadania e o desenvolvimento da sociedade brasileira.
Mais uma vez evidencia-se no discursso da instituição o fato de o trabalho representar uma via de inclusão do jovem na sociedade. No entanto, da maneira como se organiza a atual situação da inserção do jovem no mercado de trabalho, essa inclusão, apesar de criar uma identificação com a sociedade e conferir certo prestígio aos sujeitos, fortalece os elementos que mantêm as condições que lhes
são desfavoráveis. Oportuno também é dizer que, no trabalho, também se fortificam os pensamentos e modelos de comportamentos necessários à adaptação social.
Segundo as informações obtidas, o CIEE: planeja, coordena e realiza todas as etapas para o desenvolvimento de um adequado programa de estágio; faz o cadastramento e o encaminhamento dos jovens às vagas de estágio; realiza o acompanhamento integral do estágio e providencia o Termo de Compromisso de Estágio, que estabelece todas as condições do estágio, assinado pelo estudante, pela escola e pela empresa. O programa de estágio é aberto a alunos regularmente matriculados que freqüentem efetivamente cursos vinculados à estrutura do ensino público e particular, de educação superior, de educação profissional, do ensino médio e de educação especial, aceitos por pessoas jurídicas de direito privado, órgãos da administração pública e instituições de ensino, para o desenvolvimento de atividades relacionadas à sua área de formação. Os jovens podem se inscrever pela Internet, onde o interessado faz gratuitamente seu cadastro, ou, ainda, pode ir pessoalmente a uma unidade do CIEE em várias cidades do Brasil, além de postos de atendimento em universidades e escolas. Ainda de acordo com as informações fornecidas pelo CIEE, obedecendo aos aspectos legais, qualquer empresa pode participar do programa de estágio, e não há restrição quanto ao ramo de atividade ou ao porte que possuem. Havendo interesse, o empresário pode oferecer oportunidades de estágio. No programa de estágio do CIEE, cada empresa é livre para decidir quantas vagas vai oferecer em um programa de estágio.
Faz-se digna de atenção uma reflexão sobre a liberdade das empresas poderem contratar quantos estagiários quiserem. Lembro-me de que no Programa
Jovem Cidadão (no qual eu trabalhei), o limite ao número de estagiários que podiam ser contratados pelas empresas (cf. p. 2), era necessário para evitar a substituição da mão-de-obra adulta pela mão-de-obra jovem. Os diversos motivos que “justificam” essa troca foram evidenciados no corpo deste estudo, mas aqui podemos dar destaque ao menor custo e à maior flexibilidade da mão-de-obra jovem, que, nos tempos de reestruturação produtiva, favorecem aos interesses das grandes empresas e corporações (cf. p. 44 e 45). Nesse caso, ao não criar uma regulamentação sobre esse assunto, o CIEE pode ser usado de forma ardilosa por empresas que se preocupam somente com o lucro.
O CIEE informa que, quando uma empresa cria uma vaga, ela decide os critérios de seu preenchimento. De acordo com a instituição, as empresas levam em consideração a idade, a escolaridade e o local onde o estudante vive. O CIEE, pelo fato das empresas poderem utilizar os critérios que mais julgarem necessários para a seleção dos estagiários, disponibiliza material e técnicas que auxiliam o jovem a criar um currículo profissional, a vestir-se adequadamente e a comportar-se adequadamente em uma entrevista.
Merece atenção novamente a ênfase dada a certos modelos de comportamentos necessários para a inserção no mercado de trabalho. Marcuse (1968) assevera que o trabalho exige a conformação a um determinado modelo de comportamento que se estende para além do tempo e do ambiente de trabalho. O “vestir-se adequadamente” ensinado pelo CIEE induz o jovem a uma identificação com os produtos da indústria cultural, que, conforme Adorno (1985), é responsável por moldar e reproduzir os espíritos que determinam e corroboram as atuais condições da sociedade. A indústria cultural está calcada no modelo de comportamento necessário para a manutenção da divisão social de classes. Os
programas de televisão, o cinema, o rádio, etc. transmitem os conteúdos ideológicos que se fazem presentes no mercado de trabalho. Na televisão, existe até um reality show10 onde o campeão de uma competição que reúne todos os
elementos necessários para a adaptação ao mercado de trabalho recebe como prêmio, ao final do programa, um emprego em uma grande empresa.
O programa de estágio do CIEE no território nacional encaminhou para oportunidades de estágio, desde a sua fundação até o ano de 2005, 6 milhões de jovens. No ano de 2004, segundo o relatório de atividades da instituição, 600 mil estudantes foram encaminhados para oportunidades de estágio, mais de 220 mil empresas estavam cadastradas no CIEE, e aproximadamente 13.500 instituições de ensino atuavam em parceria com a instituição. De acordo com o relatório de atividades do ano de 2005, nesse ano, 840 mil jovens foram encaminhados para oportunidades de estágio. Um aumento considerável de 240 mil jovens em um ano.
Os dados acima revelam a dimensão do fenômeno estudado, que, por suas proporções numéricas, reivindica atenção. A inserção em massa dos jovens em um mercado de trabalho que não está estruturado para a criação de novos postos de ocupação, ocasiona a desvalorização da mão-de-obra adulta, pois, com o aumento da concorrência e do exército reserva de trabalhadores, eles são obrigados, assim como os jovens, a aceitarem empregos precários, informais e mal remunerados. Atualmente é melhor ter um trabalho qualquer do que não ter qualquer trabalho. Também merece realce o fato de que as medidas que visam a inserção dos jovens no mercado de trabalho são instituídas por programas que, por não serem acompanhados de políticas públicas eficientes, não melhoram e
10
Tipo de programa de televisão onde os participantes não são atores, ou contratados, mas pessoas que se inscrevem para concorrer a algum prêmio.
até podem piorar o problema. Os programas de estágio, com seus argumentos laudatórios, mostram-se mais eficientes em disseminar alguns ideais – como, por exemplo, o status conferido pelo trabalho ou a necessidade de o jovem inserir-se rapidamente no mercado em busca de qualificação – do que em realizar as verdadeiras mudanças estruturais que melhorariam, não só a vida dos jovens, mas a de toda a sociedade.
Com relação à carga horária dos estágios mediados por seu programa, o CIEE argumenta que, pela legislação vigente, não há carga horária máxima permitida para o estágio. A exigência é que o horário do estágio não conflite com o horário escolar. O CIEE recomenda que a jornada diária não ultrapasse o máximo de oito horas diárias, para que seja admitida uma margem de tempo para locomoção e refeição, sem prejuízo dos compromissos escolares.
É preciso enfatizar que o limite recomendado pelo CIEE é compatível com o horário do trabalho dos adultos (normalmente 40 horas semanais). Uma regulamentação sobre esse quesito poderia ser útil no impedimento da má utilização da mão-de-obra jovem. Em abril de 2004, o jornal Folha de São Paulo apresentou uma matéria que dizia respeito ao mercado de trabalho para jovens. A notícia principal trazia a informação de que os estágios estavam desvirtuados e que estavam sendo utilizados para suprir mão-de-obra efetiva nas empresas. Também colocava em questão a necessidade da reformulação da Lei de Estágio e a implantação de algumas regulamentações, inclusive com relação à carga horária máxima permitida ao estágio. Na opinião de um grupo interministerial formado por membros do Ministério do Trabalho e Emprego, da Previdência e da Educação, inquiridos sobre o assunto, o ideal seria uma jornada máxima de vinte horas semanais. Já o presidente do CIEE defendeu a idéia de que devem ser
mantidas cargas horárias sem limitações, para não prejudicar o rendimento dos jovens. O rendimento ao qual ele se refere é exclusivamente de ordem econômica.
No que diz respeito ao valor do salário oferecido aos jovens, o CIEE diz que inicialmente o estágio não precisa ser remunerado. Porém, a instituição esclarece, que conforme previsto na própria legislação, o estagiário pode receber uma bolsa-auxílio para a cobertura parcial de seus gastos escolares e pessoais. O CIEE recomenda o pagamento de bolsa-auxílio mensal ao estagiário, uma vez que a grande maioria dos estudantes necessita de recursos financeiros para continuar seus estudos. Para auxiliar as empresas na configuração da oportunidade de estágio, o CIEE apresenta a média de bolsa-auxílio praticada pelas empresas conveniadas. No entanto, cabe à empresa definir o respectivo valor.
Nesse estudo evidenciamos que o baixo valor da mão-de-obra juvenil (cf. p. 7) contribui para a situação precária em que os jovens são estimulados a ingressar no mercado de trabalho. Também é importante destacarmos que, às vezes, o dinheiro recebido por meio da bolsa-auxílio é a única chance que o jovem tem de continuar seus estudos. Conforme Frigotto (2006), isso demonstra como as medidas adotadas para a inserção do jovem no mercado de trabalho são contraditórias, pois se apresentam necessárias ao mesmo tempo em que são insuficientes.
O programa de estágio do CIEE pauta-se pela legislação específica do estágio: a Lei 6.494/77.
c) Estágio
O estágio, segundo o CIEE, é uma das ferramentas mais eficazes no sentido de atender tanto a demanda dos jovens, quanto a das empresas, pois oferece a prática dentro da própria empresa. A empresa recebe um jovem interessado em crescer e aprender e que também pode ser moldado de acordo com os interesses da corporação. Ainda de acordo com o CIEE, o estágio propicia ao estudante o contato com a realidade da profissão – é a união entre a teoria e a prática. Além disso, o estágio propicia aos jovens um diferencial muito importante nos dias de hoje: a experiência. Destaca ainda a criação e a manutenção de contatos importantes no meio do trabalho.
É interessante percebemos que, nas informações obtidas no CIEE sobre o estágio, não são mencionadas qualidades que remetam às questões relacionadas ao desenvolvimento pessoal ou intelectual dos jovens. O ponto constantemente ressaltado é a necessidade que o jovem tem de adquirir experiência – e aqui também não se faz referência se a experiência adquirida deve estar relacionada com as aptidões e interesses dos jovens. O jovem tem que trabalhar para conseguir trabalho. Outra questão evidenciada é a oportunidade que a empresa tem de moldar o jovem de acordo com os interesses da corporação. Destacamos, na primeira parte dessa pesquisa, que as empresas, na sociedade capitalista, só se importam com os próprios ganhos. Isso nos faz inferir que, na formação