Figura 1: Mapa das regiões e subprefeituras do Município de São Paulo Fonte: http://maurosp.wordpress.com/2011/02/03/92/
Figura 2: Mapa da Região de Parelheiros
Fonte: http://www.sutaco.com.br/noticias/06/18_07.html
Figura 3: Placa de identificação do Cras de Parelheiros Fonte:
Localizada na zona sul de São Paulo, a subprefeitura de Parelheiros é composta pelos distritos de Marsilac e Parelheiros e é a maior delas, com uma área de 350 quilômetros quadrados, abarcando quase 25% dos 1.507 quilômetros quadrados do município, com muitas nascentes de água que alimentam as represas Billings e Guarapiranga, responsáveis por 30% de todo o abastecimento da Região Metropolitana (Disponível em: www.prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: 2011).
Chama a atenção o crescimento demográfico acelerado visto que, no censo de 1991, Parelheiros tinha 61.586 habitantes e passou a 111.240 habitantes, no censo de 2000. A Fundação Seade estima que 136 mil pessoas estejam morando na região, tendo assim um aumento de 20% em comparação com o censo de 2000. Como 60% das pessoas mora na área rural (Ibid.), essa população está muito dispersa e embora seja a maior subprefeitura de São Paulo, é local pouco povoado. Do total da área da região, 24% representa o município, com ocupação urbana de 2,5% e dispersa de 7,7%. Tem a maior parte da área coberta por reservas ambientais de Mata Atlântica – nela se localiza a Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos (Ibid.)
A maior parte das estradas não está pavimentada já que, por ser área de mananciais, o solo não pode ser impermeabilizado. Na ampla zona rural, os sítios são a forma de moradia comum, sem deixar de lado as construções mais rudimentares.
Então, casas feitas de pau-a-pique, sabe o que é de pau-a- pique? que é feita de barro e madeira, então vão com essas varetas e com barro, então, temos casas assim ainda. Nas aldeias isso é comum, faz parte da cultura deles, ainda têm muitas dessas casas, e, em Marsilac, você encontra casas assim que as pessoas fazem com materiais que eles coletam no mato mesmo, com varas, barro e assim eles fazem.
(Alexandre Gomes, coordenador do Cras de Parelheiros, depoimento colhido em 20 de junho de 2011)
Na região, uma série de circunstâncias gera problemáticas situações de vulnerabilidade social explícita.
Em Parelheiros, não há agência dos Correios. O único posto bancário fica na sede da subprefeitura. Há seis Unidades Básicas de Saúde, nenhuma delas no Marsilac, o distrito mais ao sul. E o pronto-socorro mais próximo, no Balneário São José, não tem capacidade para atender a todos os casos. (Disponível em: www.prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: 2011)
Assim mesmo, há muito loteamento irregular, e uma forte problemática ambiental a qual está se expressando cada vez com mais força: pela incursão das pessoas em territórios habitados por diferentes espécies de animais, estes se vêem na necessidade de se deslocar, perdendo os seus espaços e estabelecendo-se em outros onde estão começando a entrar em contato com pessoas que não estão preparadas para tratar dessa situação.
Parelheiros tem essa particularidade de abrigar grande presença rural, com condições próprias de cidade do interior, no entanto, conta com uma parte urbana (centro da cidade). Para entender as dinâmicas próprias do lugar, é preciso saber a história da região, que é fundamentada em colonizações que deram características especiais tanto ao território quanto à população que neste momento a habita.
Pela própria colonização, de como ela se deu, no início, com a chegada dos alemães, isso lá no final de 1800, quando eles chegam aqui, fugindo lá da Primeira Guerra, entrando na segunda, eles trazem muito da cultura, daí você tem a colônia alemã, que é colônia paulista, não é colônia alemã, porque eles chegaram através da estrada de ferro, quem constrói a estrada de ferro são os ingleses e os italianos, que eram aliados, então chegam os alemães, e não permitem que se chame de colônia alemã, então “colônia paulista”, colônia alemã, não. A partir dessa colônia alemã, trazem toda a cultura que tinham lá na Alemanha, trazem para a região, e uma das culturas é corrida de cavalos, então eles saem da colônia e se deslocam para a avenida, um fluxo mais próximo desta estrada que vai até Embu-Guaçu, e aí é que eles fazem as corridas de cavalos, que chamavam de “parelhas” e a partir das “parelhas” das corridas
de cavalos, surge o nome “Parelheiros”. (Alexandre Gomes,
coordenador do Cras de Parelheiros, depoimento colhido em 20 de junho de 2011)
Depois da chegada dos alemães, aparece com muita força um fluxo de nordestinos que ocupam o centro de São Paulo para trabalhar nas grandes obras e se instalam nas periferias, encontrando espaço para morar e para realizar outros trabalhos, como caseiros nas chácaras dos alemães.
Com o tempo, essas famílias que trabalham nas chácaras, perdem o emprego porque os alemães mais antigos acabam falecendo, os filhos não querem continuar na região, vão para os grandes centros, essas chácaras são loteadas clandestinamente, o caseiro toma posse de algumas e vai vendendo, e essa população começa vir. Então você tem a migração do pessoal do centro mais para a periferia, mas na situação do norte, nordeste, então começa vir outra cultura para esta região, e os terrenos aqui são praticamente invadidos no princípio, então era muito fácil conseguir um terreno, na época.
(Alexandre Gomes, coordenador do Cras de Parelheiros, depoimento colhido em 20 de junho de 2011)
Duas aldeias, que até o momento se mantém no território, especificamente em Marsilac, também fazem parte desse processo histórico que responde às dinâmicas do lugar
A população indígena do litoral faz esse processo de migração do litoral para o centro da grande cidade para vender o artesanato. Então, eles sobem pela serra, e no que descem a serra, na região de Parelheiros, eles têm acampamentos, onde passam a noite, então viajam o dia todo e à noite já chegaram a Parelheiros, aqui dormem na chácara de um japonês, e no dia seguinte seguem até Santo Amaro, onde vendem o artesanato. Ali onde é o terminal de Santo Amaro, era uma mata, fechada, e você tem o rio Pinheiros, então, o que eles faziam? Ficavam até quinze, vinte dias na mata, nas casas construídas por eles, tinha o rio que lhes servia para pesca, para banho e vendiam os artesanatos na cidade de Santo Amaro, que hoje é distrito, na época era cidade. Só que Santo Amaro foi cidade antes de São Paulo. Com o tempo, essa população indígena vem e monta a sua vila, sua pequena vila nesse espaço cedido por esse senhor
japonês, que ele oferece para que eles ficassem em sua casa e começam os aldeamentos, e após a morte desse japonês, ele deixa isso num documento, que aquela terra é para os guaranis, aí você tem as aldeias. (Alexandre Gomes, coordenador do Cras de Parelheiros, depoimento colhido em 20 de junho de 2011).
Pelo relato de Alexandre, percebe-se que na região também chegou uma colônia japonesa, que veio acrescentar particularidades à população.
Alemães, nordestinos, japoneses e indígenas vêm constituir a população que, até hoje, já com os descendentes, gera uma visão particular para Parelheiros.
Pois bem, como é a relação do Cras com essa diversidade cultural contida no território?
Em primeiro lugar, deve-se saber que a localização do Cras, neste momento, é no centro da cidade, em consonância com um dos seus objetivos que é manter essa proximidade com a população, seu espaço, seu cotidiano, com as suas problemáticas e possibilidades de resolução.
O maior número populacional está aqui, aqui é o centro nervoso de Parelheiros e Marsilac, então, a população acessa muito. O maior número de pessoas inseridas no Programa de Transferência de Renda está aqui também, nesse grande centro. Então, quando você pensa na localização do Cras, pensa exatamente nisso, nessa concentração de pessoas, nessa concentração de beneficiários, no que o Cras, colocado aqui, nesta região, vai favorecer o Distrito como um todo. (Alexandre Gomes, coordenador Cras Parelheiros,
depoimento colhido em 20 de junho de 2011)
Pela extensão do território e ciente da necessidade que a partir da prática tem se explicitado, a equipe do Cras de Parelheiros e a Prefeitura de São Paulo vêm discutindo a importância da criação de outros dois Cras na região, um no distrito de Marsilac e outro, o Cras indígena, respondendo também assim a uma demanda da população e ao que está posto pelo MDS na política.
Ao situar-se na região e fazer o mapeamento da população e do território, evidenciou-se essa diversidade própria do espaço, perante a qual o questionamento tem sido constante e as reflexões girado em torno de como fazer que o atendimento, que o trabalho do Cras, responda e seja assertivo quanto às demandas da população
No começo, mesmo antes de vir para cá, eu já percebia essa preocupação, da equipe que já estava no Cras, e essa equipe agora, mais ainda, vai amadurecendo cada vez mais, cada vez vamos discutir mais a política, quando começamos a conhecer o território, é o respeito pela cultura do outro, vejo isso muito forte com a população indígena. Então, nós temos uma política de assistência social, mas não vamos empurrar “boca abaixo” nesta população, impondo o que nós acreditamos ser o correto. Mas vamos conhecendo um pouco da cultura deles, dos anseios que eles têm, o que eles desejam realmente, o que nós podemos oferecer. Então, nas reuniões que nós temos com as lideranças, por exemplo, a discussão é sempre essa: o que vocês pretendem, o que vocês querem do Serviço Social, e o que nós podemos oferecer (Alexandre Gomes, coordenador do Cras de
Parelheiros, depoimento colhido em 20 de junho de 2011)
Nas palavras de Yazbek (1993):
Para uma aproximação ao universo dos usuários dos serviços de assistência social, é fundamental, por tanto, que se considere a diversidade interna das classes subalternas, seus limites, fragilidades e sua força como constitutivos de sua própria condição de classe. O resgate do significado do que pensam e da experiência cotidiana que vivenciam os subalternos a questão da moral, da cultura e da constituição de um universo simbólico marcado pelo signo da exclusão configurando se como condição para superar análises idealizadas dessas classes, particularmente quando se apresentam como usuários da assistência social pública. Conhecer os elementos críticos e históricos presentes no cotidiano desse caminhar, no plano real e no plano simbólico, é uma forma de aproximação ao processo de consolidação/ruptura da própria subalternidade. (p. 70)
Pôr a política a serviço da população e não a população a serviço da política. É esta última que deve se ajustar, que pode ser analisada e trabalhada com os grupos.
A gente tem que discutir as nossas ações, ver o que eles nos trazem, procurar, na medida do possível, atender à necessidade, mas sempre com essa discussão, sentando e discutindo mesmo com a comunidade. (Alexandre Gomes, coordenador do Cras de
Parelheiros, depoimento colhido em 20 de junho de 2011)
Fazer um trabalho contextualizado, indagar à população, reformular estratégias de enfrentamento da questão social, todo isso implica reflexões concisas que se explicitem na prática; analisar, assim, nosso campo de trabalho, implica analisar os sujeitos políticos que o constituem, seus desejos e anseios, suas formas de interpretar a vida.
Temos aí uma imensa parcela da população com grande diversidade de características e interesses (...) é importante lembrar que esta diversidade, que deve ser considerada para fins de analise, não se coloca como um esboçamento do conceito de classe social, mas antes deve dar lhe concretude histórica.
Há, por tanto, uma vinculação entre a constituição da individualidade, da subjetividade e a experiência histórica e cultural dos indivíduos. Experiência que envolve sentimentos, valores, consciência e que transita pelo imaginário e pelas representações. (YAZBEK, 1993: 73)
Cada profissional assume, de forma particular, a sua prática, porém tendo como base o projeto ético-político da profissão. As concepções sobre as diferentes situações que devem enfrentar, transversais à questão social, são de vital importância para o momento de pensar nos processos de luta, de desenho e elaboração de planos e atividades, com os grupos sociais.
O que, como assistentes sociais que trabalhamos lado a lado com as pessoas, entendemos por diversidade cultural? Se é um componente da nossa sociedade, a constitui assim como o mais íntimo e o mais social de nós, como nós, profissionais, percebemos isso?
Então é assim, as diversidades culturais, são realmente o que observo no meu trabalho, então a gente tem as culturas mesmo, específicas daqui que são as aldeias, a questão rural que é o que eu trabalho, que tem essa cultura mesma do interior, de cultivar as conversas, porta aberta, todas as pessoas te conhecem, todo mundo
sabe quem é quem, onde mora, o que está fazendo, então isso é uma coisa interessante (...) a forma que as pessoas trazem do seu território, pessoal de Minas, do nordeste, pessoas que procuram o Cras, que vem de outras regiões, e que tem sua maneira de ser, seu jeito de viver.
Então eu acho que a gente, na nossa ação, precisa conhecer essas coisas, para não fazer julgamento de valores muitas vezes de uma família, de uma pessoa em relação a isso (...) você não pode ir para um determinado lugar que tem as suas preservações culturais, enraizadas, e você vai lá e fala ou faz julgamento de valor, ou você vai fazer um trabalho e sai de lá falando uma série de coisas que aquilo é a sua visão sem conhecer como é que eles vivem, por que eles são assim, de onde vem aquilo, qual que é a sua história
(Sonia Batista, depoimento colhido em junho de 2011)
A forma como os sujeitos produzem e reproduzem práticas, formas de ser e estar no mundo, de interagir, as variadas formas de entender a realidade, tudo isso é expressão de diversidade cultural
Diversidade cultural pra mim, são as múltiplas pessoas, as múltiplas fases que todo mundo tem (...)
Diversidade cultural, se a gente for pensar em pessoas, são as várias pessoas que a gente tem, se a gente for pensar pelo lado de diversidade cultural de lugares, vários lugares que você pode frequentar, então, são várias coisas, são as várias facetas que tudo tem, e isso pra mim é diversidade cultural (Gerlane
Bento, depoimento colhido em junho de 2011)
A diversidade cultural é portanto esse conjunto de características próprias dos espaços e dos sujeitos, que dão os marcos de ação, que o sujeito vai desenvolvendo durante sua vida, como uma construção social, que o faz diferente e igual, são os gostos e valores que norteiam suas escolhas.
A região de Parelheiros dá umas características próprias à intervenção e a essa diversidade que se produz e se reproduz no local.
Então, são realidades nossas, que enfrenta, por exemplo, idosos isolados no meio do mato, a gente chega até lá com auxílio, já aconteceu de chegar com auxílio da polícia florestal, para poder chegar; dia de chuva tem partes onde você não
consegue acessar, por conta da lama e outras coisas, enfim, são realidades nossas, aqui, em outras regiões, talvez isso não se encontre, mas em Parelheiros você acaba encontrando (Alexandre Gomes, coordenador do Cras de Parelheiros,
depoimento colhido em 20 de junho de 2011).
Então a gente utiliza o carro, antes se deslocava muito mais para ficar lá, para fazer o que tinha que ser feito, fazer um trabalho de programas, de orientação e documentação, com uma dificuldade muito grande, de inclusão em programas sociais, de orientação, de informação, porque muitos deles migram muito, vão de uma aldeia para outra, e isso bloqueia o benefício deles (Sonia Batista, depoimento colhido em junho de
2011)
São territórios adversos, que podem dificultar o trabalho que os assistentes sociais realizam, mas que tem que ser contemplados.
tem muito loteamento irregular, tem muita chácara, sítio, nesse interior, e isso em parte, atrapalha, vamos dizer assim, dificulta um pouco a ação do Cras. O grande investimento é na busca ativa e na divulgação dos trabalhos que o Cras desenvolve; geralmente os técnicos fazem busca mesmo, recebemos alguma denúncia, o técnico vai buscar, ver o que está acontecendo, até onde seja, então tem casos aqui que você sai do Cras com carro, leva uma hora e meia para chegar, quase duas horas. Temos as duas aldeias que também ficam distantes, uma mais distante, a aldeia Krukutu, uma que também é quase urbanizada, a outra está mais isolada (Alexandre
Gomes, coordenador do Cras de Parelheiros, depoimento colhido em 20 de junho de 2011)
Ao trabalhar com os sujeitos que têm toda essa diversidade cultural implícita em suas vidas, somos interpelados de forma particular, lidar com isso é uma questão importante na prática profissional.
eu percebo muito isso, esse respeito com a diversidade que você tem, com a cultura, com o que você acredita, algumas vezes, tem choques, algumas vezes nos procuram: “eu vi tal coisa”, daí a gente diz com calma, é assim mesmo (...) nós temos que ter um olhar diferenciado, acho que em todos os trabalhos que nós fazemos, mas principalmente numa região como esta que nos provoca o tempo todo, nós não podemos dar o mesmo peso e a mesma medida para
todos os que nos procuram, por exemplo, quando vai falar de equidade, tem que ver isso não posso tratar o indígena como eu trato o “Juruá” que é o branco, não tem como, a minha conversa tem que ser diferenciada, meu olhar tem que ser diferenciado, o trabalhar com idosos, desta região, é diferente de trabalhar com idosos da região de Santo Amaro, ele tem outra história, outra realidade, então, acontece. (Alexandre Gomes, coordenador do Cras de Parelheiros,
depoimento colhido em 20 de junho de 2011)
Nas palavras de Sonia Batista,
Uma região com características culturais muito de interior, eles usam muito fogão a lenha, eles tem um vocabulário, que eu vou descobrindo um pouquinho o que quer dizer, então, assim, você vai se apropriando um pouco do vocabulário, e isso é muito importante quando você está no território (...) você vê há quanto tempo eu trabalho nesta região e agora que eu estou lá no território é que eu estou me deslumbrando com tantas coisas, me apropriando daquele espaço, do vocabulário, do dia a dia deles (...) e eu acho que isso é uma coisa importante, como profissional, é o respeito a suas culturas, a sua individualidade, sua forma de viver. Conhecer porque é que aquilo existe, qual é a cultura que fez aquilo chegar ali, como vivem aquelas famílias naquele local, que coisas estão fazendo para que aquilo lá melhore, ou não, ou por que não, ah, porque gostam, não, tem um porquê, as pessoas não se movimentam para resolver um determinado problema, não é porque elas estão a fim, ou porque existe muita coisa por detrás, que nossos olhos não vêem e que aquelas pessoas sabem muito bem por que. Não dá para a gente começar um trabalho e chegar lá e dizer “vamos fazer”, não, nós vamos lá, esquece PTR por enquanto, vamos lá a conhecer, vamos lá saber, vamos lá ouvir, criar esse vinculo, levar as coisas que a gente pode, deixar com que eles se sintam a vontade conosco, e hoje eu vejo que esse é um processo legal, porque você já vê a relação deles com o Cras, eles vêm aqui, chamam a gente lá (Sonia
Batista, depoimento colhido em junho de 2011)
Olha eu acho que essa diversidade acaba enriquecendo, enriquece muito, principalmente a prática do assistente social. (Irene,
depoimento colhido em junho de 2011).
Como se evidencia, os profissionais do Cras de Parelheiros têm um forte interesse em resgatar essa diversidade, em contemplá-la na sua prática
profissional, no trato com o outro, em realizar uma ação igualmente diferenciada.
Eu acho que eu tenho tentado trabalhar de uma forma diferenciada na medida em que a gente está lá no território, então estando lá você já tem uma outra visão de ficar só aqui dentro do Cras, então eu acho que isso já faz uma diferença (...) é um tempo curto mas que me trouxe tanta coisa boa, tanta informação, tanta que quem sabe, vai abrindo sua mente, vai trazendo outras opções (...) trabalhar no território é você conhecer aquele território, ficar lá o período todo, saber o que está acontecendo, articular com os outros setores que