DOĞAL AFET KURTARMA KONTEYNERİ HAZIRLAMA DOĞAL AFET KURTARMA
6.1. KURTARMA VE SÖNDÜRME EKİPMANLARININ YERLEŞ- YERLEŞ-TİRİLMESİ
Nos contratos de concess ˜ao de transmiss ˜ao de energia el ´etrica foi consagrado, entre os direitos do concession ´ario, o de receber uma receita anual permitida RAP em contraprestac¸ ˜ao da disponibilizac¸ ˜ao e operac¸ ˜ao das instalac¸ ˜oes de transmiss ˜ao. A RAP sofre uma revis ˜ao peri ´odica, durante este procedimento, cotejam-se os investimentos prudentes efetuados pelo concession ´ario e os prec¸os e custos das outras empresas do mesmo ramo, e, com base neles, analisa-se o comportamento com relac¸ ˜ao ao mercado visando o reposicionamento dos seus valores. Com a finalidade de enquadr ´a- la `a modicidade tarif ´aria e preservar o equil´ıbrio econ ˆomico financeiro do contrato.
Quando se estrutura o capital das empresas concession ´arias, faz-se em func¸ ˜ao do modelo regulat ´orio e das condic¸ ˜oes `as quais ele submete-se. Uma das categorias com que se pode estruturar esse capital leva em considerac¸ ˜ao a assimetria de informac¸ ˜ao presente num mercado de monop ´olio natural. Sob
este pressuposto trabalha a ag ˆencia reguladora nas suas metodologias e pol´ıticas para minguar os efeitos nocivos da assimetria informacional.
S ˜ao de diversa ´ındole as vari ´aveis vinculadas aos custos operacionais de uma empresa de transmiss ˜ao, o que faz ainda mais complexa sua estimativa e consolidac¸ ˜ao no banco de prec¸os.
Os locais onde operam a dispers ˜ao da rede, pelas particularidades espec´ıficas de cada regi ˜ao, devem ser levados em considerac¸ ˜ao quando da estimac¸ ˜ao dos custos operacionais e de manutenc¸ ˜ao.
J ´a desde o modelo regulat ´orio anterior, perseguiam-se os dados reais das atividades do setor el ´etrico, para isso a Eletrobr ´as formatava por m ´odulos os custos do mercado e o resultado dessa tarefa recebia o nome de custo modular vigente.
No contrato, embora se tenha estabelecido que ´e servic¸o pelo prec¸o, ainda existem vest´ıgios do modelo de servic¸o pelo custo, devido a que a RAP dos ativos existentes foi padronizada no modelo anterior. Isso faz com que conviva no mesmo contrato o novo modelo com matizes do anterior, com condic¸ ˜oes semelhante a quando existia a tarifa de suprimento. Levando em considerac¸ ˜ao que no modelo regulat ´orio anterior o custo da energia englobava todas as atividades que resultavam na tarifa de suprimento. Quando houve mudanc¸a do modelo deu-se uma parcela para remunerac¸ ˜ao adequada na gerac¸ ˜ao e, por ´ultimo, o que sobrou dessa tarifa associou-se `a transmiss ˜ao.
O novo modelo do setor el ´etrico criou como refer ˆencia de qualidade a indisponibilidade por instalac¸ ˜ao, pelo que o regulador optou por associar receita aos ativos. Para tanto, em primeira inst ˆancia, avaliaram-se os ativos existentes a prec¸o de novo de acordo com os dados extra´ıdos do mercado, depois, fez-se o rateio da receita com o crit ´erio de remunerar com o valor m´ınimo necess ´ario para a empresa operar.
O estabelecimento das receitas anuais permitidas para as concession ´arias de transmiss ˜ao de energia el ´etrica ´e um direito que decorre do contrato, assim encontra-se na resoluc¸ ˜ao homologat ´oria ANEEL No. 670 de Junho de 2008.
Art. 1o Estabelecer, com vig ˆencia a partir de 1o de julho de 2008, as receitas anuais permitidas para: I - as concession ´arias de transmiss ˜ao de energia el ´etrica, pela disponibilizac¸ ˜ao das instalac¸ ˜oes de transmiss ˜ao integrantes da Rede B ´asica e das Demais Instalac¸ ˜oes de Transmiss ˜ao - DIT, com entrada em operac¸ ˜ao comercial at ´e 30 de junho de 2008,
conforme os Anexos I, II e IV desta Resoluc¸ ˜ao; II - os empreendimentos de transmiss ˜ao licitados que entrar ˜ao em operac¸ ˜ao comercial at ´e 30 de junho de 2009, conforme o Anexo III desta Resoluc¸ ˜ao; e III - os reforc¸os de transmiss ˜ao autorizados que entrar ˜ao em operac¸ ˜ao comercial at ´e 30 de junho de 2009, conforme o Anexo VIII desta Resoluc¸ ˜ao.
A receita anual permitida como direito econ ˆomico ´e parte da premissa da contraprestac¸ ˜ao ou sinalagma, o que explicitamente est ´a nas obrigac¸ ˜oes previamente pactuadas no contrato. Este direito de remunerac¸ ˜ao surge efetivamente quando a transmissora entra em operac¸ ˜ao comercial das instalac¸ ˜oes do sistema.
Desde o ponto de vista pr ´atico a RAP gera nas transmissoras a expectativa de obter a remunerac¸ ˜ao suficiente para tornar vi ´avel a operac¸ ˜ao da atividade de transmiss ˜ao. Seguindo a l ´ogica regulat ´oria, o direito econ ˆomico `a RAP constitui um incentivo a fazer investimentos em novas instalac¸ ˜oes e os reforc¸os pertinentes com o intuito de ter uma adequada prestac¸ ˜ao do servic¸o, consolidando o dinamismo nas mudanc¸as que o sistema requer.
A remunerac¸ ˜ao devida `as concession ´arias de transmiss ˜ao, expressa na RAP, ´e definida desde a licitac¸ ˜ao ou leil ˜ao, antigamente, legitimava-se este direito no ato de delegac¸ ˜ao e autorizac¸ ˜ao do poder concedente, igualmente de conformidade do contrato de prestac¸ ˜ao do servic¸o de transmiss ˜ao e o contrato de uso do sistema de transmiss ˜ao.
Anualmente a ANEEL publica as resoluc¸ ˜oes que contemplam as RAPs correspondentes aos ativos existentes e dos novos ativos de transmiss ˜ao que, com as correc¸ ˜oes do per´ıodo tarif ´ario anterior e o orc¸amento do ONS, consegue-se estabelecer a RAP da Rede B ´asica. Os per´ıodos tarif ´arios v ˜ao desde o 1o de junho, quando ´e emitida a resoluc¸ ˜ao, at ´e o 30 de junho do ano seguinte.
Na estruturac¸ ˜ao da RAP podem ser vislumbrados tr ˆes elementos que s ˜ao o custo anual dos ativos, a operac¸ ˜ao e manutenc¸ ˜ao O&M e os encargos. O custo anual ´e a raz ˜ao do investimento expresso no Custo M ´edio Ponderado de Capital (WACC), onde, ali ´as, contempla-se a depreciac¸ ˜ao sofrida. Agora, pelos conceitos de O&M e pelos encargos a concession ´aria n ˜ao obt ´em ganhos, ela s ´o ´e ressarcida pelo efetivamente pago. Em func¸ ˜ao da taxa de retorno ´e que se estrutura o prazo na concess ˜ao para amortizar os investimentos.
Conceitos Primeiro Ciclo Segundo ciclo de RTP (%) de RTP (%) Estrutura de Capital
Proporc¸ ˜ao de Capital Pr ´oprio 49,6 36,5 Proporc¸ ˜ao de Capital de Terceiros 50,4 63,6 Custo de Capital pr ´oprio
Taxa de livre risco 5,3 5,1
Pr ˆemio de risco de Mercado 6,1 5,5
Beta m ´edio alavancado 0,5 0,6
Premio risco do negocio 3,0 3,4
Pr ˆemio de risco pais 4,9 5,2
Taxa de inflac¸ ˜ao m ´edia anual dos EUA 2,6 2,7 Custo de capital pr ´oprio nominal 15,0 13,7
Custo de capital pr ´oprio real 12,1 10,7
Custo de capital de terceiros
Pr ˆemio de risco de cr ´edito 3,0 1,9
Custo da divida nominal 13,8 12,3
Custo M ´edio Ponderado de Capital
WACC nominal depois de impostos 11,48 10,14
WACC real depois de impostos 9,18 7,24
Tabela 4.1: Estruturas ´Otimas de Capital das Revis ˜oes Tarif ´arias Peri ´odicas de Transmiss ˜ao de Energia.
A WACC compreende a remunerac¸ ˜ao tanto do capital pr ´oprio quanto do de terceiros, para este ´ultimo conceito leva-se em conta o benef´ıcio fiscal do endividamento. Tudo isto ´e ponderado com a estrutura de capital que o regulador considere ´otimo em cada per´ıodo tarif ´ario para a transmiss ˜ao(OLIVEIRA A. E COUTINHO, 2002)
No c ´alculo da receita est ˜ao inseridas vari ´aveis como o valor de investimento, o WACC, a estruturac¸ ˜ao das porcentagens de capital de terceiros e capital pr ´oprio, depreciac¸ ˜ao, encargos e impostos. J ´a em relac¸ ˜ao ao imposto de renda e a contribuic¸ ˜ao social, estes s ˜ao calculados sobre o lucro e os outros encargos calculam-se sobre o faturamento da concession ´aria. Assim, a ANEEL optou por pagar antecipadamente os encargos, para tanto, calcula uma porcentagem da receita por cima dos custos de operac¸ ˜ao e manutenc¸ ˜ao.
Na tabela 4.1, consegue-se identificar a evoluc¸ ˜ao do reposicionamento do WACC e da estrutura ´otima de capital, refletindo o reposicionamento destes valores que integram a receita de transmiss ˜ao de energia el ´etrica. Al ´em de evidenciar uma diminuic¸ ˜ao significativa da receita o que significa que se vem contribuindo com a efici ˆencia regulat ´oria.
O procedimento contempla que o investimento seja adequado ao banco de prec¸os vigente na ´epoca da primeira revis ˜ao tarif ´aria, as subsequentes revis ˜oes s ´o comprometer ˜ao o WACC. Como resultado do procedimento de rec ´alculo da receita, esta pode sofrer uma queda, muito embora haja um intervalo de investimento aceit ´avel reconhecido pela ANEEL `as concession ´arias, que consiste em estabelecer uma porcentagem de toler ˆancia (para mais ou para menos) em relac¸ ˜ao ao valor fixado para remunerar determinado investimento.
A Nota T ´ecnica No. 49 de 2007, preceitua uma f ´ormula que reflete o n´ıvel aceit ´avel de investimento que o regulador reconhece, partindo do custo real da empresa; faz-se um comparativo com o banco de prec¸os, do que resultam os par ˆametros de efici ˆencia conforme os quais vai outorgar-se a remunerac¸ ˜ao. Sob o prisma do equil´ıbrio econ ˆomico financeiro que deve estar sempre vigente no contrato, orienta-se o processo de revis ˜ao cujos efeitos recaem diretamente no reposicionamento tarif ´ario (ROCHA, 2006). Procurando-se com isso, alcanc¸ar a proporcionalidade entre os custos operacionais eficientes e a remunerac¸ ˜ao dos ativos com o retorno para a concession ´aria, considerando, como fator indicador, a prud ˆencia e pertin ˆencia dos investimentos aplicados.
O contrato de concess ˜ao do servic¸o de transmiss ˜ao de energia el ´etrica envolve, para seu desenvolvimento, a construc¸ ˜ao, operac¸ ˜ao e manutenc¸ ˜ao das instalac¸ ˜oes do sistema de transmiss ˜ao. Est ˜ao vinculados a ele uma s ´erie de ativos que t ˆem sido classificados para efeito de estabelecimento da receita mediante os procedimentos de reajustes ou de revis ˜ao tarif ´aria.
Os ativos referidos representam a rede b ´asica, instalac¸ ˜oes com tens ˜ao acima de 230 Kv, n ˜ao obstante ´e importante referenciar as Demais Instalac¸ ˜oes de Transmiss ˜ao (DIT) abaixo de 230 Kv, j ´a que sobre elas estima-se o RCDM para efeito da revis ˜ao tarif ´aria, e finalmente a Rede Fronteiric¸a, que ´e aquela que fica entre os n´ıveis de tens ˜ao da rede b ´asica e os da distribuic¸ ˜ao de energia el ´etrica e tamb ´em gera receita.
Para que se proceda `a regulac¸ ˜ao econ ˆomica de forma mais precisa deve ser estruturado corretamente o capital para a adequada remunerac¸ ˜ao do investimento, e, para chegar nesse detalhe, ´e preciso aproximar-se dos verdadeiros custos do servic¸o. Os custos envolvem o investimento para construc¸ ˜ao das linhas de transmiss ˜ao e os custos de operac¸ ˜ao e manutenc¸ ˜ao. Esta informac¸ ˜ao ´e relevante para extrair a Receita Anual Permitida RAP, assim como tamb ´em as Tarifas de Uso do Sistema de Transmiss ˜ao.
Quando da aferic¸ ˜ao dos custos da rede b ´asica, a regulac¸ ˜ao deve garantir a utilizac¸ ˜ao de metodologia transparente que viabilize o rateio do montante entre os usu ´arios do sistema de transmiss ˜ao.