• Sonuç bulunamadı

kullanmak, buna karşın modern alış veriş merkezlerinin sunduğu güven ve konforu da sunmak amacıyla, üyeleri ile

Belgede USTA’NIN GÖZÜNDEN BURSA (sayfa 57-60)

Originada no latim, a palavra dano (damnun), é utilizada para se referir a algo que ofenda, um mal, um prejuízo. Configura-se no Direito como a diminuição de um bem jurídico, seja de natureza patrimonial ou extrapatrimonial (moral). Pelo dito, fica claro que o conceito de bem jurídico vai além do material, encerra os interesses da personalidade do indivíduo, como a honra, a saúde, a vida, entre outros.

Neste sentido, ensina Zannoni que “daño es el menoscabo que, a consecuencia de un acaecimiento o evento determinado, sufre una persona, ya en sus bienes vitales naturales, ya en su propriedad, ya en su patrimônio”. (ZANNONI, 1982, p. 01

O dano, pressuposto necessário ao conceito de responsabilidade civil, é uma lesão certa e injusta a um bem jurídico moral ou patrimonial sob o qual recai um interesse do lesado.

Para que se configure a ocorrência de um dano, faz-se mister que um bem jurídico de interesse de alguém seja lesado em consequência de uma conduta ilícita. Assim sendo, temos aqui os seguintes requisitos:

 Bem jurídico lesado;

 Interesse sobre o referido bem;  Efetividade do dano;

Assim, temos que o dano no Direito Civil é um prejuízo a alguém, uma vez que o objeto do dano será sempre de interesse humano, cabendo ao interessado

reclamar a reparação do referido prejuízo. Neste sentido, retomamos às palavras de Zannoni:

Para que pueda decirce que existe un interes lesionado o agraviado, es menester que quien se dice damnificado demuestre que el menoscabo afecta, imposibilita, en su esfera propria, la satisfación o goce de bienes jurídicos (en sientido lato) sobre los quales él ejercia una faculdad de actuar. Esta faculdad de actuación en la esfera própria del damnificado constituye su interés; el daño ha lesionado ese interés. (ZANNONI, 1982, p.25).

A efetividade do dano, como já visto, é também indispensável. Esta se refere à sua existência e não à sua atualidade ou previsão, uma vez que o dano deve ser real e certo, e não hipotético.

Contudo, trazendo a questão para a órbita da indenização por dano ambiental, nos deparamos com a problemática do dano futuro. Com efeito, aqui a responsabilidade civil vai ainda mais além, pois, como vimos, em virtude das dificuldades de real ressarcimento pelos danos causados, todo prejuízo que pode advir no futuro pode ser refreado. Neste sentido leciona Lucarelli:

Em se tratando de prejuízo causado à natureza, há uma minoração acentuada dessa noção, sendo imperioso apenas uma potencialidade de dar causa ao prejuízo na atividade do agente que se pretende responsabilizar, estabelecendo-se, então uma presunção, que se deve, sobretudo, à inspiração romana de eqüidade, pela qual aquele que lucra com uma atividade deve responder pelo risco ou pelas desvantagens delas resultantes, evitando-se a chamada socialização do prejuízo. (LUCARELLI, RT 700/12)

1.2.1 O dano e suas espécies

1.2.1.1 Dano Patrimonial

Está vinculado ao conceito de patrimônio e corresponde a uma perda material, uma vez que tal dano se refere à diminuição ou lesão de um bem patrimonial. Aqui temos que tal dano é suscetível de avaliação pecuniária, ou seja, pode ser ressarcido por uma quantia em dinheiro a qual chamamos de indenização.

No conteúdo do dano patrimonial se incluem as noções de dano emergente e lucro cessante. O primeiro é um dano positivo, já que ocorre uma efetiva destruição

do patrimônio do lesado, ou seja, é aquilo que se perdeu. Já no lucro cessante, ocorre o chamado dano negativo, pois se dá com a privação dos benefícios ou ganhos, ou seja, do lucro que o lesado deixou de auferir.

1.2.1.2 Dano Moral

É o dano representado por uma perda de natureza subjetiva, onde há uma lesão a um bem juridicamente tutelado, porém, sem que este tenha uma repercussão patrimonial, como por exemplo, a dor, aflição, angústia, humilhação, injúria entre outros.

O dano moral pode ser direto ou indireto; é direto quando afeta diretamente um bem jurídico contido nos direitos de personalidade, como a vida, a incolumidade física, a honra, a imagem etc. Quando a conduta danosa que atinge um bem patrimonial e provoca na vítima um sentimento de perda e de dor que fira um bem pessoal, dizemos que ocorre um dano moral indireto.

1.2.2. Dano Ambiental

Em consonância com o que foi dito anteriormente neste capítulo, temos que dano é um prejuízo causado a outrem por um ato ilícito; ainda aqui colocamos que meio ambiente é um bem jurídico, de interesse difuso, formado por elementos naturais, artificiais e culturais, propiciando o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas, composto por elementos naturais, artificiais e culturais, propiciando o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas.

Logo, podemos afirmar que dano ambiental é a lesão causada por uma pessoa física ou jurídica a qualquer bem que componha o meio ambiente, alterando, de forma relevante, o seu equilíbrio.

Neste sentido, Milaré (2004) diz que dano ambiental é a lesão dos recursos ambientais, com consequente degradação – alteração adversa ou in pejus - do equilíbrio ecológico e da qualidade de vida.

Lembremos que, em se tratando de matéria ambiental, o entendimento doutrinário é de que o exame do grau da danosidade é indispensável, uma vez que

este deve ser relevante, ou seja, anormal. Tal anormalidade tanto pode derivar de um ato único como de uma conduta periódica, porém, por conta do princípio do desenvolvimento sustentável, deve gerar uma alteração significativa na qualidade do equilíbrio ambiental.

Destacamos também que o dano moral ambiental deve ser admitido. Se o meio ambiente é um direito imaterial, incorpóreo e difuso, pode ele ser passível do dano moral, pois este se oriunda da dor, seja ela física ou psicológica, causada à vítima. Sendo assim, nada obsta que aquele que, com sua conduta, gera um dano ao meio ambiente que, de forma reflexa, provoque mal-estar ou ofensa a uma pessoa, seja ela física ou jurídica, este seja obrigado a reparar tal dano.

2 O ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL E A GESTÃO PÚBLICA DO MEIO AMBIENTE

Belgede USTA’NIN GÖZÜNDEN BURSA (sayfa 57-60)