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Kudüs Harem-i Şerîfi’ndeki Vazifelilere Surre Dağıtımı

KUDÜS VE SURRE 1.1. Kudüs

2.2. Kudüs’e Gönderilen Surrenin Taksimi

2.2.9. Kudüs Harem-i Şerîfi’ndeki Vazifelilere Surre Dağıtımı

Após a identificação das variáveis sociodemográficas que influenciam significativamente a Perceção do Risco no Trabalho pretendeu-se, posteriormente, verificar as diferenças entre as pontuações fornecidas pelos diferentes grupos. Tal como anteriormente, utilizamos o nível de significância p<0,05 como referência para determinar a relação estatisticamente significativa entre as variáveis em análise. Para proceder a esta observação, recorremos à Análise de Variância, através do teste One Way Anova, para a comparação entre médias.

Da análise efetuada resultou que as variáveis sociodemográficas que mais influenciam Avaliação de Riscos no Trabalho, são: Nacionalidade, Sexo, Idade, Agregado familiar, Habilitações escolares, Empresa, Antiguidade, Departamento e Gravidade de acidentes vividos.

De seguida apresenta-se a análise detalhada para cada uma das variáveis referidas.

Variável Nacionalidade

Os resultados respeitantes à influência da variável Nacionalidade sobre a Perceção de Riscos no trabalho, encontram-se apresentados na tabela 9.

Tabela 9 – Influencia da variável “Nacionalidade” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho

Nacionalidade N Média Desvio Padrão F Sig.

Portuguesa 335 2,62 1,12

5,88 ,01

Estrangeira 44 2,19 0,80

Total 379 2,57 1,10

Da análise dos dados apresentados é possível constatar uma maior Perceção dos Riscos por parte dos trabalhadores de Nacionalidade Portuguesa (

̅=2,62; =1,12) quando comparados com

trabalhadores de Outras Nacionalidades (

̅=1,12; =0,18). As diferentes vivências e valores

associados ao risco poderão explicar estas diferenças. De notar que, um grande número de trabalhadores inseridos no grupo "Estrangeiros" é oriundo de países onde até há poucos anos persistiam situações de guerra civil ou situações de caos social o que pode contribuir para a presente minimização dos riscos.

Variável Género

Os resultados respeitantes à influência da variável “Género” sobre a Perceção de Riscos no trabalho, encontram-se apresentados na tabela 10.

Tabela 10 - Influencia da variável “Género” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho

Género N Média Desvio Padrão F Sig.

Masculino 353 5,12 ,97

63,45 ,00

Feminino 34 6,48 ,64

Total 387 5,24 1,02

Da análise dos dados apresentados é possível constatar uma maior Perceção dos Riscos por parte dos indivíduos do sexo feminino (

̅=6,48; =0,64) quando comparados os indivíduos do sexo

masculino (

̅=5,12; =0,97). É, desta forma, corroborado o que se afirma na revisão da literatura

(Areosa, 2012), onde se foca o sentimento de maior vulnerabilidade do género feminino que potencia também uma maior perceção dos perigos e riscos.

Variável Idade

Os resultados respeitantes à influência da variável Idade sobre a Perceção de Riscos no trabalho, encontram-se apresentados na tabela 11.

Tabela 11 - Influencia da variável “Idade” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho

Idade N Média Desvio

Padrão F Sig. 18-24 A 42 5,22 ,91 2,083 ,08 25-34 A 116 5,28 ,82 35-44 A 114 5,30 1,18 45-54 A 81 5,33 1,21 55-64 A 35 4,78 ,59 Total 388 5,25 1,03

Muito embora a influência da variável Idade tenha evidenciado uma influência significativa sobre a Avaliação dos Riscos no Trabalho, determinada através duma regressão linear, observamos que não há diferença significativa nas pontuações das diferentes faixas etárias, conforme resultados da análise de variância.

Variável Agregado familiar

Os resultados respeitantes à influência da variável Agregado Familiar sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho, encontram-se apresentados na tabela 12.

Tabela 12 - Influencia da variável “Agregado familiar” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho

Agregado Familiar N Média Desvio Padrão F Sig.

1 pessoa 77 2,83 1,31 2,162 ,042 2 pessoas 88 2,59 1,03 3-4 pessoas 183 2,45 1,02 5 ou mais pessoas 29 2,53 1,13 Total 377 2,57 1,10

Da análise dos dados apresentados é possível constatar uma mais acentuada Perceção dos Riscos por parte dos trabalhadores que vivem sozinhos (

̅=2,83; =1,31), seguindo-se os trabalhadores

cujos agregados são constituídos por 2 pessoas (

̅=2,59; =1,03). Logos depois, surgem os

trabalhadores cujo agregado é constituído por 5 ou mais pessoas (

̅=2,53; =2,45) e finalmente

os trabalhadores cujos agregados têm entre 3 e 4 pessoas (

̅=2,45; =1,02).

Variável Habilitações Escolares

Os resultados respeitantes à influência da variável “Habilitações Escolares” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho, encontram-se apresentados na tabela 13.

Tabela 13 - Influencia da variável “Habilitações Escolares” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho

Habilitações N Média Desvio

Padrão F Sig. Ensino Primário 70 5,12 1,28 14,04 ,00 Ensino Secundário 246 5,13 ,95 Ensino Superior 69 5,83 ,81 Total 385 5,25 1,03

Da análise dos dados apresentados é possível constatar uma mais acentuada Perceção dos Riscos por parte dos trabalhadores com Ensino Superior (

̅=5,83; =0,81), seguindo-se os trabalhadores

com qualificações ao nível do Ensino Secundário (

̅=5,13; =0,95) e, no limite inferior, os

trabalhadores com Habilitações Escolares ao nível do Ensino Primário (

̅

=5,12; =1,28). Estes resultados corroboram o que foi referido na revisão da literatura nesta matéria, ou seja níveis de instrução mais baixos tendem a subvalorizar mais o risco (Areosa 2012), embora com alguma ressalva, dado que as diferenças (nomeadamente, entre Ensino Primário e Secundário) não são muito significativas.

Variável Antiguidade

Os resultados respeitantes à influência da variável Antiguidade sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho, encontram-se apresentados na tabela 14.

Tabela 14 - Influencia da variável “Antiguidade” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho

Antiguidade N Média Desvio Padrão F Sig.

Até 1 ano na empresa 33 2,38 1,03

2,85 ,040 1 a 3 anos 158 2,61 1,02 4 a 6 anos 123 2,75 1,29 7 a 10 anos 18 2,41 ,85 11 a 20 anos 30 2,21 ,76 21 a 30 anos 13 2,01 ,75 31 ou mais anos 4 2,14 1,41 Total 379 2,57 1,10

Da análise dos dados apresentados é possível constatar uma maior Perceção dos Riscos por parte dos trabalhadores com uma antiguidade entre 4 a 6 anos (

̅=2,75; =1,29) surgindo logo a seguir a

faixa de antiguidade entre 1 e 3 anos (

̅=2,61; =1,02). O nível de perceção parece diminuir

progressivamente à medida que aumenta a antiguidade na empresa: trabalhadores com 11 a 20 anos (

̅=2,21; =0,76); 21 a 30 anos ( ̅=2,01; =0,75).

Variável Departamento

Os resultados respeitantes à influência da variável “Departamento” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho, encontram-se apresentados na tabela 15.

Tabela 15 - Influencia da variável “Departamento” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho

Departamento N Média Desvio Padrão F Sig.

Engenharia 12 5,56 ,40 6,990 ,000 Produção 289 5,14 ,99 Segurança 12 5,96 ,79 Arqueologia 39 5,92 1,06 Equipamentos 29 4,94 1,10 Outro 4 6,14 ,79 Total 385 5,25 1,03

Da análise dos dados apresentados é possível constatar que as médias obtidas são elevadas, com alguma uniformidade, entre os vários departamentos. Obtivemos, contudo, médias de Perceção do Risco superiores no Departamento de Segurança (

̅=5,96; =0,79). A média obtida

para o Departamento Produção, onde se enquadram os operacionais de frente, foi um pouco inferior mas ainda assim significativa (

̅=5,14; =0,99). No limite inferior, enquadra-se o

Departamento de Equipamentos com (

̅=4,94; =1,10).

Variável Gravidade dos acidentes

Os resultados respeitantes à influência da variável Gravidade dos acidentes sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho, encontram-se apresentados na tabela 16.

Tabela 16 - Influencia da variável “Gravidade dos acidentes” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho

Gravidade Acidentes N Média Desvio Padrão F Sig.

Ligeiro 82 2,31 ,91

3,15 ,030

Grave 46 2,67 ,78

Muito Grave 50 2,71 1,22

Da análise dos dados apresentados é possível constatar uma maior Perceção dos Riscos por parte dos trabalhadores que tiveram experiência de Acidentes muito graves (

̅=2,71; =1,22) seguindo-se

os trabalhadores que declararam ter tido Acidentes graves (

̅

=2,67; =0,78) e, logo depois, os que declararam ter sofrido Acidentes ligeiros (

̅=2,31; =0,91). Isto é, confirma-se que o facto de

ter tido ou não acidentes e a gravidade do acidente influencia a Perceção do Risco conforme refere Cordeiro (2002).

Influência da variável Empresa

Os resultados respeitantes à influência da variável Empresa sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho, encontram-se apresentados na tabela 17.

Tabela 17 - Influencia da variável “Empresa” sobre a Avaliação de Riscos no Trabalho

Empresa N Média Desvio Padrão F Sig.

Empreiteiro Geral 192 2,37 ,97

7,19 ,001

Subempreiteiro 155 2,80 1,20

Outro 20 2,83 1,27

Total 367 2,57 1,11

Da análise dos dados apresentados é possível constatar uma maior gravidade na Perceção dos Riscos por parte dos trabalhadores da cadeia de Subcontratação (

̅=2,8; =1,2) e Outros

(trabalhadores independentes, prestadores de serviços, etc., (

̅=2,83; =1,27) quando comparados

com os trabalhadores do Empreiteiro Geral (Agrupamento Complementar de Empresas – ACE pontuaram menos nesta matéria (

̅=2,37; =0,97). Este fato pode dever-se à cultura de

segurança das respetivas empresas e a uma maior familiarização e confiança no sistema de segurança por parte dos trabalhadores que pertencem à organização contratante (Empreiteiro Geral).