2. NANOBOYUT VE NANOTEKNOLOJİ
2.4. Kuantum Nanoparçacıkları ile Nanobiyoteknolojik Uygulamalar
Uma grande quantidade de reformas entre os anos de 1942 e 1946 no ensino brasileiro passariam para a história como reformas denominadas Leis Orgânicas70,
quase todas realizadas sob o Estado Novo (1937-1945) de Getúlio Vargas, sob as ordens do então ministro Gustavo Capanema71.
Vários são os estudiosos72 que afirmam ser a Reforma Capanema (1942) uma
proclamação de que o ensino fizesse um retorno às humanidades clássicas e modernas, propondo uma articulação entre o currículo clássico e científico (enciclopédico).
Todavia, segundo Pereira (p. 2)73, “visando a (sic) educação da elite que deveria
ter por base a formação da estética, da retórica, da poética, da moral e do civismo, sem
69 Esse registro foi abolido em 1998 pelo já falecido Paulo Renato de Souza, ex-Ministro da Educação no
governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
70“São onze decretos-leis que estabelecem orientações para o ensino industrial, o ensino secundário, o
ensino comercial, o ensino primário, o ensino normal e o ensino agrícola. Embora separadas no tempo, as iniciativas guardam entre si uma unidade. Como fruto de um contexto autoritário, os textos buscam responder a uma série de demandas de organização do sistema e são efetivadas mediante a vontade do Executivo de promover as referidas mudanças”. In: Reformas Educativas no Brasil: uma aproximação
histórica. (Vieira, 2009, p. 12).
71 GUSTAVO CAPANEMA FILHO (PITANGUI, MG, 10/08/1900 – RJ, 10/03/1985). Advogado pela
Faculdade de Direito de Minas Gerais. Apoiou a candidatura do presidente Vargas em 1930. Foi partidário do movimento revolucionário que depôs o presidente Washington Luís e conduziu Vargas ao poder em novembro de 1930. Liderou, em fevereiro de 1931, com Francisco Campos e Amaro Lanari a formação da Legião de Outubro (organização política criada em MG com a finalidade de fornecer apoio ao regime surgido da revolução de 30). Foi eleito deputado constituinte por MG em 1945. Obteve sucessivos mandatos parlamentares. Entre 1959 e 1961 foi ministro do TCU e novamente deputado. Em 1964, apoiou o golpe que depôs João Goulart. Filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar. Permaneceu na Câmara dos deputados até 1960. Obteve um mandato no senado federal por MG, onde permaneceu até 1979, encerrando sua carreira política. Foi o ministro que mais tempo ficou no cargo em toda a história do Brasil. Fonte: www.cpdoc.fgv.br/producaodossies/eravargas. Acesso em janeiro de 2012.
72 Ver: (ZOTTI, 2004; VIEIRA, 2009; ROMANELLI, 2012)
que o ensino do vernáculo e das línguas clássicas fosse descartado”.
Assim como a Reforma Francisco Campos, a de Capanema promoveu a divisão do Curso Secundário em dois ciclos: o 1º ciclo, intitulado "Curso Ginasial", era
composto de quatro séries, e o 2º ciclo, subdividido em "Curso Clássico" e "Curso
Científico".
Ainda segundo Pereira (op. cit. p. 5)
A conclusão dos dois ciclos do curso secundário era exigida para a entrada em qualquer curso superior, dando estabilidade às disciplinas do 2º ciclo, cujos programas serviriam de base
para o vestibular ou "exame de habilitação".
Em relação ao ensino secundário, são poucas as modificações, pois este continua sendo um curso preparatório para o ingresso no ensino superior, embora o discurso oficial buscasse disfarçar essa intenção.
Como fruto de um contexto autoritário, os textos da reforma buscavam respostas a uma série de demandas de organização do sistema e foram efetivadas mediante a vontade do Executivo de promover as referidas mudanças.
O quadro74 a seguir, apresentando os decretos-lei75, sintetiza o descontinuum e o
continuum pedagógico das séries de reformas promovidas por Francisco Campos e Gustavo Capanema, ambos, cada um em sua época, desempenhando a função de Ministro quando Napoleão Mendes de Almeida começava a ganhar espaço e vulto no cenário gramatical brasileiro, fosse como articulista do jornal O Estado de São Paulo, fosse, já no período de Capanema, com a afamada76 Gramática Metódica da Língua
Portuguesa, que, em meio às reformas e o contexto educacional da época, surge, entre o descontinuum e o continuum gramatical, como um grande instrumento linguístico.
74 Para a elaboração do quadro, servimo-nos das informações de Palma Filho, pp. 3 e 11.
75 Vale dizer que os decretos-lei de Francisco Campos se relacionam ao ensino secundário, enquanto os de
Capanema envolvem outros segmentos do ensino.
76 A fama conseguida pela Metódica está documentada nas edições posteriores à primeira, uma vez que
encontramos vários trechos de cartas enviadas ao professor Napoleão elogiando a obra. Na 2ª edição, de 1944, por exemplo, o próprio Ministro Capanema faz elogios à obra, ver nota 65.
Quadro 5. Decretos-lei FRANCISCO CAMPOS DECRETO Nº 19.850, DE 11 DE ABRIL DE 1931: CRIA O CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DECRETO 19.852, DE 11 DE ABRIL DE 1931: DISPÕE SOBRE A ORGANIZAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO RIO DE JANEIRO DECRETO Nº 19.890, DE 18 DE ABRIL DE 1931: DISPÕE SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO SECUNDÁRIO DECRETO Nº 20.158, DE 30 DE JUNHO DE 1931: ORGANIZA O ENSINO COMERCIAL, REGULAMENTA A PROFISSÃO DE CONTADOR E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS DECRETO 21.241, DE 14 DE ABRIL DE 1931: QUE CONSOLIDA AS DISPOSIÇÕES SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO SECUNDÁRIO.
GUSTAVO CAPANEMA
1942:
- Decreto-lei 4.073, em 30 de janeiro de 1942: Lei Orgânica do Ensino Industrial
- Decreto-lei 4.048, em 22 de janeiro de 1942: cria o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) - Decreto-lei 4.244, em 9 de abril de 1942: Lei Orgânica do Ensino Secundário 1943: - Decreto-lei 6.141, em 28 de dezembro de 1943: Lei Orgânica do Ensino Comercial
1946:
- Decreto-lei 8.529, em 02 de janeiro de 1946: Lei Orgânica do Ensino Primário
- Decreto-lei 8.530, em 02 de janeiro de 1946: Lei Orgânica do Ensino Normal - Decreto-lei 8.621 e 8.622, em 10 de janeiro de 1946: criam o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) - Decreto-lei 9.613, em 20 de agosto de 1946: Lei Orgânica do Ensino Agrícola
CAPÍTULO III