4. BULGULAR
4.2. Bölgede GerçekleĢen KuĢ Göç Hareketleri
4.2.2. KuĢ Göç Rotaları
4.4.1 Carreira e remuneração da educadora infantil
O cargo de educador infantil integra o Quadro Especial da Secretaria Municipal de Educação como classe de cargo de provimento efetivo do Plano de Carreira dos Servidores da Educação (Art. 3º, Lei nº. 8.679/2003).
O ingresso das educadoras infantis acontece por meio de concurso público de provas e títulos, obedecendo à determinação do artigo 67 da LDB (Lei nº. 9.394/96).
Os padrões de vencimento, a qualificação exigida e a jornada de trabalho foram estabelecidos pelo Edital de Concurso Público para Provimento do Cargo de Educador Infantil no Município de Belo Horizonte (Anexo I, Edital 02, 07/03/2008):
TABELA 23
Fragmento do anexo I – Edital 02/2008 Cargos/
Especialidades
Código
do Cargo Habilitação Exigida Jornada de Trabalho
Vencimento em janeiro de 2008
Educador Infantil 103 Curso de nível médio completo na modalidade Normal
4,5 h (quatro horas e
meia) diárias R$ 700,05 Fonte: Edital 02/2008
O Plano de Carreira dos Servidores da Educação da PBH (Lei nº. 7.235/96) foi alterado com a promulgação da Lei nº. 8.679/2003 e passou a vigorar com a exigência da habilitação mínima, para o cargo de educador infantil, obtida em curso de nível médio completo na modalidade Normal; e exigência de formação superior, para o ingresso na carreira de professor municipal (Lei nº. 7.235/96, Anexo II). Nesse sentido, o município de Belo Horizonte assegurou a habilitação prevista pela LDB (Art. 62, Lei nº. 9.394/96) e pela Resolução do Conselho Municipal de Educação/BH nº. 01/2000 (Art.16) para o exercício do magistério na educação infantil. Não obstante a exigência da formação mínima para o cargo de educador, na ordem legal, ressalta-se que um número expressivo de educadoras em exercício na RME/BH possui a formação superior, conforme disposto na Tabela 24:
TABELA 24
Formação das educadoras infantis em exercício na RME/BH – 2008 Formação Número de educadores infantis
Nível Médio 448
Curso Superior Incompleto 184
Curso Superior 826
Total 1.458 Fonte: PBH/ Secretaria Municipal de Educação/Gerência de Organização Escolar – outubro/2008.
Os dados acima mostram que, apesar da habilitação exigida no concurso público para educador infantil ser o nível médio na modalidade normal, 826 educadoras infantis em exercício têm curso superior completo. Esse número refere-se a aproximadamente 60% do total (1.458).
A carreira de educador infantil conta com 15 níveis, ocorrendo a progressão de escolaridade de dois níveis por formação em curso superior somente após a aquisição da estabilidade, ou seja, após o estágio probatório de três anos aliado à avaliação de desempenho.
Cada nível da carreira corresponde a 5% sobre o valor do vencimento e constam ainda do Plano de Carreira os seguintes benefícios: quinquênio de 10% sobre o vencimento a cada 5 (cinco) anos de efetivo exercício e licença prêmio por assiduidade de 6 (seis) meses a cada 10 (dez) anos de efetivo exercício.
A progressão na carreira ocorre por meio de avaliação de desempenho e escolaridade, como pode ser observado na Tabela 25:
TABELA 25
Progressão na carreira de acordo com a Lei nº. 7.235/96 e a Lei nº. 8.679/03
Tipos Período de aquisição Níveis
Por avaliação de Desempenho A cada 3 (três) anos de efetivo
exercício 1 (um) nível
Por Escolaridade Após aquisição de estabilidade Até o máximo de 5 (cinco) níveis Por Habilitação p/ profs. de 1º e
2º Ciclos Imediato a partir da comprovação 10 (dez) níveis Fonte: PBH/ Secretaria Municipal de Educação/Gerência de Organização Escolar – outubro/2008.
A avaliação de desempenho é realizada por meio de avaliação pelos pares e pela chefia imediata e autoavaliação. O profissional que atingir 70% dos requisitos no conjunto dos três questionários obtém a progressão na carreira.
Os níveis de vencimentos da classe de Professor Municipal (Lei 7.235/96) e de Educador Infantil (Art. 6º, Lei 8.679/2003) estão apresentados na Tabela 26, a seguir:
TABELA 26
Vencimentos das classes de Professor e Educador Infantil na Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte. Vigência a partir de 01/11/2008
Vencimento (R$)
Professor Educador Infantil
Nível Piso salarial Nível Piso salarial
10* 1473,76 1 850,00 11 1547,45 2 892,50 12 1624,82 3 937,13 13 1706,06 4 983,98 14 1791,37 5 1033,18 15 1880,94 6 1084,84 16 1974,98 7 1139,08 17 2073,73 8 1196,04 18 2177,42 9 1255,84 19 2286,29 10 1318,63 20 2400,60 11 1384,56 21 2520,63 12 1453,79 22 2646,66 13 1526,48 23 2779,00 14 1602,80 24 2917,95 15 1682,94 Fonte: PBH/ Secretaria Municipal Adjunta de Recursos Humanos/SMED/GEOE – outubro/2008.
Observa-se que o salário das ocupantes do cargo de educador infantil equivale a pouco mais de 50% dos vencimentos do professor municipal. Entretanto, na prática, as atribuições da educadora infantil são semelhantes às das professoras que ainda atuam nessa etapa da educação básica nas escolas municipais.
4.4.2 Formação profissional
De acordo com informações obtidas na SMED, em outubro de 2008, a formação docente é contemplada na perspectiva do direito bem como de estratégia para o aprimoramento dos profissionais da RME/BH. Nos dados repassados pela SMED, consta que o acompanhamento sistemático às escolas é a principal frente de trabalho da política de formação. Há ainda a transferência de recursos financeiros às caixas escolares para desenvolvimento de projetos de ação pedagógica, orientados pelas necessidades formativas dos professores e dos alunos, assim como a oferta de cursos de graduação, por meio do Projeto Veredas, e de pós-graduação, ambos em convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais.
Especificamente para as profissionais da educação infantil, a formação continuada tem sido re-estruturada pela SMED com o objetivo de atender às especificidades da criança de zero a três anos. Desde 2007, a rede de formação foi direcionada para a construção das proposições curriculares. Para alcançar esse objetivo, foram realizadas as seguintes ações no ano de 2008: três módulos do curso de formação para educadoras e professoras da RME/BH e creches conveniadas, totalizando 2.400 participantes; encontros para coordenadoras pedagógicas; realização do XIV Seminário Infância na Ciranda da Educação e publicação de revistas relacionadas a esse seminário que se referem à divulgação das experiências e das temáticas relacionadas à educação infantil. Essas informações fazem parte do depoimento de Mayrce Terezinha da Silva Freitas, Gerente de Coordenação da Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação:
[...] a política de formação da educação infantil na Secretaria tem o acompanhamento sistemático como o carro chefe dessa política de formação. Esse acompanhamento é feito por nove equipes da educação infantil que trabalham nas Gerências Regionais de Educação nas nove regionais da cidade. As pessoas vão às instituições, tanto da nossa Rede quanto da rede conveniada, observa o cotidiano, observa as salas de aula, observa as práticas, vê as demandas das escolas. E, a partir
desse acompanhamento, das mediações, das intervenções necessárias, nós organizamos as formações em serviço dos profissionais, a partir das necessidades detectadas por este acompanhamento.
Além disso, temos ações de formação que são organizadas pela Secretaria e oferecidas pra todos educadores. Ano passado, iniciou-se a rede de formação com um formato diferenciado, para que as escolas, a partir da organização do 1.5 contemplasse a saída de um terço a cada sexta-feira do mês, manhã e tarde, durante três semanas. A gente tira os profissionais sem prejudicar as atividades com as crianças. No inicio de 2008, continua a rede de formação tendo cada instituição a sua representação para a continuidade da escrita do documento das proposições curriculares. No segundo semestre, contratamos assessores que fazem a discussão das diferentes linguagens, a importância dessas linguagens para o desenvolvimento da criança e importância dessas linguagens na prática pedagógica da educação infantil. Para o final desse ano, esperamos ter uma primeira versão desse documento que retrata esse sujeito criança que está na Rede. Nós temos algumas especificidades do atendimento referentes aos critérios de matrícula, à realidade das instituições, à realidade do formato de atendimento. São diferentes atendimentos dentro da política com diferentes formatos e isso é importante retratar no documento. É um documento que está sendo escrito a inúmeras mãos, já que todos os profissionais que tiverem interesse participam da rede de formação no seu horário de trabalho a partir da organização das instituições e têm contribuído para a elaboração deste documento. Temos também os encontros com as coordenações pedagógicas tanto das creches quanto das coordenações que estão trabalhando na Rede. Esse documento também está sendo trabalhado junto com as coordenações. Nós temos o Seminário Infância na Ciranda da educação e a publicação da Revista Infância na Ciranda da Educação que são as ações para todo o Sistema Municipal de Ensino. (FREITAS, Mayrce Terezinha da Silva. Entrevista concedida à autora. Belo Horizonte, 30 out. 2008).
Observa-se que a valorização do pessoal docente, por meio da formação continuada, consiste em uma das metas mais divulgadas pela administração municipal. Entretanto, os desafios são muitos, como mostra pesquisa realizada pela UNESCO66, no que concerne a aspectos como a deterioração das condições de trabalho dos professores, às amplas exigências de desempenho e também a forma como o trabalho é organizado nas escolas.
O próximo capítulo procura compreender o trabalho docente na educação infantil, na RME/BH, a partir da criação do cargo de educador infantil.
66
5 O TRABALHO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL, NA REDE