YENİDEN YAPILANDIRMALAR
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3.2. Kriz Sürecinde Yeniden Yapılandırmalar
3.2.2. Türkiye İçin Krizde Alınması Gereken Önlemler ve Öneriler
3.2.2.1. Krizi İdare Sürecinde Hükümetin Açıkladığı Ekonomik Paketler
A política econômica do goveno argentino também mudou com a chegada da democracia. Quando Alfonsin assumiu a presidência, o pais estava em moratória. O ministro da Economia do governo militar, Jorge Wehbe, anunciou que existia o perigo de embargo das aeronaves nacionais e das contas no exterior. A dívida externa de US$39
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bilhões, assim como a fuga de capitais, eram realidades que o goveno democrático deveria obrigatoriamente enfrentar.
Diante desses fatos, o goveno radical propôs-se a empreender, já no início do mandato de Alfonsín ( 1 983), a uma clara política de redistribuição de renda, elevando o salário real mediante aumentos que estavam no mesmo nível que os incrementos dos preços, e diminuindo a inflação mediante controles de preços .
Em 1 9 de dezembro de 1 983, o goveno radical inaugurou o Programa de
Alimenlación Nacional (PAN), responsável pelo fornecimento de cestas básicas de alimentos para um milhão de pessoas. Alfonsín acreditava irmemente que a democracia era a solução para todos os problemas, inclusive os referentes à economia. Uma frase de Alfonsín passou para a história: "con la democracia se vive. se educa. se come".
O ano de 1 984 acabou com uma inlação do 688%:' O ministro da Economia.
Bernardo Grinspun, foi substituído por Juan Sourrouille. Com o tempo, um plano de estabilização foi a solução encontrada para enfrentar os constantes problemas. Sourrouille foi o criador do Plano Austral, lançado em junho de 1 985. As principais medidas desse
pacote econômico foram as seguintes:
· congelamento de preços e salários;
· desindexação forçada através da lab/ila de deságio; e
· mudança da moeda. agora chamada de austral, mais forte que o dólar.
Nos primeiros meses do plano, as vendas subiram e aumentou a arrecadação iscal. Mas o impacto maior foi a queda da inflação que de 20% mensal desceu para 2 ou 3%. Nas fronteiras do país. o sucesso do plano reletiu-se nas eleições parlamentares de outubro de 1 985. vencidas pelos radicais. que obtiveram 43% dos votos. O impacto do plano no exterior também foi grande, já que. meses depois. o goveno do presidente José Saney, no Brasil. criou o Plano Cruzado com caraterísticas similares ao Plano Austral.
Ao longo de 1986, o Plano Austral respondeu por um crescimento importante da atividade econômica. bem como pela queda da inflação, que passou de 385% em 1985 para 82% :m 1 986. Em contrapartida. porém, o Plano Austral também acarretou problemas: as taxas de juro não caíam e o Fundo Monetário Internacional e os credores começaram a
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pressIOnar. Em abril de 1 986 o goveno anunciou que seria construída uma nova capital nacional na Patagônia, na cidade de Viedma, para incentivar a economia do sul do país.
Os anos de 1 987 e 1 988 foram críticos para o Plano Austral. A cada três meses, a CGT organizava uma greve regional ou nacional. Bloqueios das contas e poupanças obrigatórías assinalavam a precariedade das contas fiscais. Mario Brodersohn, secretário do Ministério da Fazenda, declarava ter chegado a um acordo para o adiamento do pagamento da dívida extena. Isso levou ao país a entrar em moratória no pagamento dos j uros, da qual só conseguiria sair em 1 992, com a entrada no Plano Brady. A inlação voltou a crescer rapidamente, passando de 1 75% em 1987 para 388% em 1 988.
Em meados de 1 988, o Plano Austral debatia-se em séria crise. A solução encontrada
foi a elaboração de m outro plano, o Plano Primavera, destinado, segundo o próprio
presidente Alfonsín, a "dei.xar o dólar lá em baixo"·2. O novo plano, porém, teve vida curta. Em fevereiro de 1989, os problemas econômicos da Argentina chegaram a uma situação insustentável. Os empresários e o mercado deram as costas para o goveno. Juan SourrouilIe foi substituído no Ministério da Economia por Carlos Pugliese, que, por sua vez, logo cedeu o lugar para Jesús Rodríguez. No meio do caos, o candidato peronista Carlos Menem ganhou as eleições presidenciais, a hiperinlação tomou conta do país. Os saques a supermercados foram a expressão mais eloqüente da situação econômica reinante.
Durante o goveno radical muitos projetos de reforma do Estado foram propostos, mas nunca conseguiram os votos favoráveis do Congresso que, na época, tinha maioria peronista. Não se deve esquecer, porém, que naqueles anos assentaram-se as bases para discutir o vínculo entre a crise fiscal do Estado e a necessidade de reformular o papel do poder público na economia, bem como a descentralização das funções, da autoridade e da eiciência do aparato administrativo desse mesmo Estado.
Alfonsín deixou o poder meses antes do término do mandato, em j unho de 1 989, mês em que a inlação chegou a 200%. Ao inalizar o ano. a inlação atingiu o patamar de
4.923%!
Gastos Militares
Nesse conturbado contexto econômico, o goveno não podia fazer concessões a nenhum grupo. As Forças Armadas não eram uma exceção e estavam incluídas nos cortes de �2 Idem. ibidem.
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orçamentos nacionais. Assim, um dos objetivos da administração Alfonsín foi a redução dos gastos militares em relação ao estabelecido na época da ditadura.
Se avaliarmos o que significa a redução do gasto militar a partir das variações da autonomia militar apresentadas por Pion-Berlin { I 996), verificaremos que esse aspecto está relacionado com o grau de autonomia das forças. As Forças Armadas reivindicam sempre orçamentos de defesa amplos, o que gera conlitos entre as esferas militar e civil. Os fundos anuais para a defesa e os orçamentos militares. como percentagens dos gastos do goveno central, proporcionam uma medida da autonomia militar. O autor considera que a autonomia militar argentina, em relação a esse item, é baixa. se comparada com as de outros países do Cone Sul, como Brasil e Chile. Os números relativos à Argentina foram se modificando a partir do retomo ao regime democrático.
Uma vez mais, LÓ'ez contribui com dados detalhados sobre os gastos militares em relação ao percentual do PIB:
Tabela I
Gastos por força em % PW93
1983 1984 1985 1986 1987 198.� 1989 Minist .Def 0,2 0,7 0,7 0,5 0,6 0,6 0,4 Exercito 1 .8 0.8 0,6 0,6 0,7 0,7 0,6 Marinha 0,9 0,5 0,5 0,6 0,7 0,6 0,5 Aeronáutica 0.9 0,6 0,5 0,6 0,6 0,5 0,4 Min Def. e 3,8 2,6 2,3 2,3 2.6 2,4 1,9 Forças Armadas Tabela 2
G'lstos totais por força em % do gasto do governo nacional94
1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 Minist . Def 0,6 3,3 3,2 2,4 2.5 3,7 3,5 Exército 7,5 4, I 2,6 3,0 2.9 4,7 4, I Marinha 3,6 2, 7 2,0 2,8 2,9 4,2 4,0 Aeronáutica 3.8 2,9 2,4 2,7 2.5 3,6 2,9 Mio Der. e 15,5 13,0 10,2 10,9 10,8 16,2 4,5 Forças Armadas
'11 Lôpez . 1 994: 1 23 . Não está incluído o item segurança. que comporta quase exclusivamente os gastos
de G!l1darmel'ia e Prefeura.
'JI López . 1 994: 1 25. Nào l!Slá incluido o item segurança. que comporta quase exclusivamente os gastos
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Os dados das tabelas mostram que durante os quatro primeiros anos do goveno de Alfonsín, os gastos com defesa diminuíram em relação a 1983, sofrendo uma recuperação em 1 988, sobretudo nos gastos totais por força em relação ao gasto total do goveno nacional, que subiu quase seis pontos em 1988 com referência ao ano anterior ( 1 0,8%, 1 987; 1 6,2%, 1 988). Esta recuperação relativa dos gastos militares - ou seja, diminuem em termos absolutos, mas crescem em termos de participação percentual nos gastos do goveno central - mostra que, tratando-se de m goveno preocupado em reduzir o gasto público, a
decisão do aumento poderia ter sido tomada pela necessidade de evitar novos confrontos com os militares. Afinal, 1 988 foi o ano das insureições de Monte Caseros e Villa Martelli. López ( 1 994) adverte em seu texto que a redução nos gastos militares não significou uma adequação das instituições castrenses. A redução do orçamento não foi acompanhada de critérios e instruções que as orientassem a enfrentar a nova situação.
Esta diminuição nos orçamentos levou também a um corte nas operações de defesa. A Marinha, por exemplo, denunciou que os programas de treinamento tinham sido mutilados e que os equipamentos estavam em estado avançado de deterioração devido à falta de manutenção. No final de 1 984, 500 oiciais estavam inscritos nas listas de reserva antecipada. "Na verdade, o êxodo de soldados, suboficiais e oficiais das três Forças Armadas continuou durante vários anos. Os salários militares eram insuicientes para manter aos soldados e suas famílias, e os informes sobre a escassez de alimentos e moradia eram lugar comum" ·'
À
redução dos efetivos das forças, já que os soldados começaram a abandonar o serviço ativo e a procurar outros empregos, somaram-se a redução de 1 5% na incorporação de recrutas e a queda do número de solicitações para inscrição nas escolas de treinamento.•
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Gastos militares comparativos: Argentina, Brasil e Chile96
Pais G.M (millhões de G.M per capita G.M % do PIB G.M % de GGC
USS -1984) (USS -1984) Argentin a 1975 1.581 6 1 2.1 10.0 1980 2.891 102 3.6 16,9 1982 4.467 153 6,5 25.9 1983 3.257 1 10 4,6 14,9 1984 2.676 89 3.7 17,2 1985 2.295 76 3,3 12,9 Brasil 1975 1.662 15 1.1 5,6 1980 1.387 1 1 0,7 2.8 1982 1.846 1 4 0,9 3,2 1983 1.661 1 2 0.9 2,8 1984 1.655 1 2 0.8 2,8 1985 2.236 1 6 1.0 3.6 Chile 1975 640 63 4.8 13,1 1980 692 62 3,6 12,1 1982 703 6 1 4.2 12,5 1983 697 60 4,2 12,7 1984 726 6 1 4.2 1 1,9 1985 736 6 1 4.1 1 1 .4
Legenda. liM. gastos Imlnares. GGc. gastos do goveno central.
Em 1 983, as Forças Armadas argentinas dispunham de m efetivo de 1 53.000
homens. Três anos depois, esse número caiu a pouco mais da metade, atingindo um total de 78.000. O Exército foi o mais afetado, sorendo um corte de 45% entre 1 983 e 1 987, contra 30% da Marinha e 1 1 ,8% da Aeronáutica. Para enfrentar esta crise de pessoal. os subo'iciais tiveram de executar tarefas de guarda normalmente coniadas aos recrutas. Ressentidos por estarem cumprindo atividades que consideravam servis, muitos
suboiciais se insubordinaram. Os oficiais subalternos do Exército, por sua vez, publicaram uma declaração na qual afirmavam que os cortes de orçamento conduziriam os militares a uma "morte clínica" dentro de um período de tempo relativamente curto. Além disso, menosprezavam publicamente o Ministério da Defesa. chamando-o de "Ministério do Desarmamento"."
.. Tabela apresentada por Pion-Bcrlin. 1 996:69 .
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