1.8. Kriz Yönetimi ve Özellikleri
1.8.3. Krizden Önce İşletme Yönetimi
Uma das primeiras edições biográficas de Evo Morales data de 2006, com o título Evo Morales, um indígena presidente – Como um aimará voltou ao poder. O livro foi escrito pelo médico e jornalista, nascido na Bolívia, Reginaldo Ustariz Arze, em coautoria com a então estudante de Comunicação Social e poeta boliviana Alejandría Carranza.
Alejandría chegou a viajar para a terra natal do biografado, a cidade de Orinoca, para averiguar as origens indígenas do mesmo. O livro apresenta a história de Evo Morales como marco para a construção de uma nova perspectiva de nação boliviana. A singularidade da trajetória de Morales é enfatizada ao longo de toda a obra.
Outra biografia sobre o líder boliviano Evo Morales foi lançada em 2007. Un tal Evo: Biografía no autorizada3 teve repercussão internacional, ao revelar detalhes da até então reservada vida íntima e amorosa do presidente. O livro afirma uma suposta fama de galanteador e reconhece o que assessores presidenciais trabalhariam para esconder: Evo Morales aproveitaria a sua solteirice para encontros passionais com diversas mulheres: “[Evo Morales] sabe utilizar seu sexapil [sic] presidencial e suas exóticas feições de indígena rústico para enlouquecer as mulheres - que desabam, indefesas, contra seu peito poderoso” (PINTO e NAVIA, 2007, p.19).
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Um tal Evo: Biografia não autorizada, em tradução livre do espanhol para o português. Sem lançamento no Brasil. Distribuição em língua espanhola pela editora El País.
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Nesta obra, os jornalistas bolivianos Darwin Pinto e Roberto Navia reconstroem, não apenas a esfera sentimental de Morales, como também o caráter do mesmo, descrevendo um homem frio, calculista, apegado à própria imagem e pouco afeito a demonstrações públicas de sentimento. O jornalismo de ficção é utilizado na retomada dos fatos, mas os mesmos não estão dispostos em ordem cronológica. Os autores declararam que o texto chamou muito a atenção da opinião pública na Bolívia, escandalizando boa parte do público e despertando clamores por censura, tanto de partidários, quanto de oposicionistas ao regime de Morales.
Pediu-se publicamente para não ler o livro, antes mesmo que ele fosse publicado. Na Bolívia, ou estás com Evo ou contra Evo. As massas não entendem que ainda haja militantes do senso comum (PINTO in VILA-NOVA, 2007).
A biografia Evo Morales: El cambio comenzó en Bolívia4 foi lançada pelo espanhol Francisco Pineda Zamorano, no ano de 2007. O autor possui formação em relações internacionais e exerce atividades acadêmicas como catedrático na Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha. O lançamento do livro, na Bolívia, foi realizado no Palácio do Governo, com a presença do próprio presidente- biografado e de ministros. O livro aborda fatos marcantes da gestão presidencial de Morales, como a reforma agrária e a nacionalização da exploração petrolífera. Para Zamorano, a chegada ao poder de um líder indígena, com intenções reformistas, representa uma nova perspectiva de nação. O viés panegírico toma conta de boa parte das 176 páginas do livro.
Uma biografia de Evo Morales, elaborada fora das fronteiras nacionais bolivianas, é apresentada, em Viena (2007), pelas mãos do economista alemão (nascido na Bolívia) Muruchi Poma. Por pertencer à mesma etnia de Morales (aymá), o autor sustenta a teoria de que o nome original do líder boliviano era outro: Ibo Katari. O título da tradução para o idioma espanhol é De cocalero a presidente de Bolívia (2008).
Ainda referente ao ano de 2007, encontra-se o registro de um relato biográfico de Morales em língua inglesa. Intitulada The rise of Evo Morales and the MAS5, a
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Evo Morales: A mudança começou na Bolívia, pela editora espanhola Almuzara. Não lançado no Brasil.
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A ascensão de Evo Morales e do MAS, pela editora inglesa Zed Books, de Londres. Sem tradução para o português.
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obra é assinada pelo acadêmico britânico Sven Harten. Estruturada em seis capítulos, nela são abordadas questões que ganham destaque na Bolívia com a presença pública de Morales: o multiculturalismo, o nacionalismo e o populismo. Com pós-doutorado em Ciência Política, o autor retoma as origens familiares do presidente boliviano e a trajetória de seu partido político, o Movimento pelo Socialismo (MAS).
As escritoras e jornalistas chilenas Elizabeth Subercaseaux e Malu Sierra assinam o levantamento biográfico Evo: Despertar indígena, de 2007. A obra não teve lançamento no Brasil. Essa parceria autoral entre as duas pesquisadoras pode ser observada em outra biografia política recente: a reconstrução de vida da presidente chilena Michelle Bachelet, cuja primeira edição é do ano de 2005.
Em 2008, é lançada uma biografia autorizada de Morales, em espanhol, escrita pelo jornalista argentino Martín Sivak. Jefazo: Retrato íntimo de Evo Morales foi concebida em tom testemunhal por um biógrafo-protagonista que despendeu boa parte de seu tempo para acompanhar o líder boliviano em viagens oficiais pela África, Estados Unidos, América Latina e interior da Bolívia. O livro é dividido em oito capítulos, ao longo de 336 páginas. O autor dedica os capítulos ímpares para a intimidade compartilhada com o presidente, e os pares para relacionar a vida do biografado com a história recente da Bolívia.
O presidente é apresentado como um homem que não contraiu matrimônio e nem mesmo pensa em fazê-lo, pois ele já se encontra casado com a Bolívia (SIVAK, 2008, p.8). À sua trajetória política é conferida ênfase descritiva, o que permite reconhecer os traços do Evo Morales sindicalista, do líder político e do chefe de Estado. O autor não esconde a apreciação e a simpatia ao percurso governamental de seu biografado. Revela que o primeiro contato com o mesmo foi em 1995, em razão de uma entrevista concedida.
Em 2010, a obra foi traduzida para a língua inglesa, rebatizada para Evo Morales: The extraordinary rise of the first indigenous president of Bolivia6. Uma constatação importante da obra é que Evo Morales se mostra muito mais pragmático do que ideológico, e que em sua intimidade acaba se distanciando do presidente venezuelano Hugo Chávez e do líder cubano Fidel Castro.
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Evo Morales: A extraordinária ascensão do primeiro presidente indígena da Bolívia (2010), em tradução livre do inglês para o português. Lançado pela editora norte-americana Palgrave Macmillan, de New York.
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No ato de lançamento da obra, com a presença do presidente-biografado, o próprio autor ressalta que não chega a ingressar na vida privada de seu personagem, restringindo-se aos momentos de sua atividade política. Contudo, rejeita a alcunha de perfil oficial do presidente Morales, apesar de reconhecer a sua admiração pelo mesmo (EFE, 2008).
Em suma, o autor acredita que, em um relato biográfico, o pesquisador pode ser subjetivo e tomar partido sem implicar em faltar com a verdade (NOTIMEX, 2009).