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A. Kripto Paraların Hukuki Mahiyetine Göre Hacze Konu Ol- Ol-ması

1. Kripto Paraların Haczedilmesi

Depois de aplicar o TALP com o termo indutor “Qualidade de Vida” para 250 sujeitos, utilizado para apreender a estrutura das representações sociais da qualidade de vida para os idosos, os dados processados pelo EVOC 2003 apontam 1182 evocações, contendo 75 palavras diferentes. Foram determinadas a ordem média das evocações (OME) em 2,7 e a frequência média (FM) em 52, conforme mostra a tabela 1 abaixo:

Tabela 5 – Resultado do TALP para o termo indutor “Qualidade de vida”

__________________________________________________________ Número de sujeitos 250

Número de palavras diferentes evocadas 75 Número total de evocações 1182 Média das ordens médias de evocações (OME) 2,7

Média das frequências de evocações (Fm) 52__________

A ordem média de evocação (OME) e as médias das ordens médias de evocação (OME) apreendidas com a aplicação do teste de evocação possibilitaram a construção do

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diagrama de quatro quadrantes. Tal procedimento determina a distribuição dos resultados no eixo horizontal referente à OME (valores menores do lado esquerdo), e o vertical, referente à FM (valores maiores para a parte superior). Os elementos com frequência igual ou maior a 52 e média das ordens médias de evocação (OME) menor do que 2,7 encontram-se no quadrante superior esquerdo; os com frequência igual ou maior do que 52 e OME maior ou igual a 2,7 estão no quadrante superior direito; os elementos com frequência menor do que 52 e OME menor do que 2,7 foram enquadrados no inferior esquerdo; enfim, no quadrante inferior direito, localizaram-se os elementos cuja frequência é menor do que 52 e OME maior ou igual a 2,7 conforme pode ser visualizado no Quadro 1 (VERGÉS et al. 2012).

Quadro 1. Distribuição dos elementos segundo a evocação dos sujeitos - João Pessoa, PB -

2015

1º Quadrante – Núcleo central 2º Quadrante – 1ª Periferia

OME < 2,7 f OME OME < 2,7 f OME

f ≥ 52 Alimentação Assistência 137 121 2,511 2,372 f <52 Atividade Diversão Família Finanças 54 199 64 72 3,037 2,859 3,563 3,181

3º Quadrante – Elementos de controle 4º Quadrante – 2ª Periferia f ≥ 52 Alegria Bem-estar Vida Viver 41 18 20 27 2,683 2,056 1,700 1,963 f < 52 Amor Amigos Cuidado Descanso Deus Moradia Paz Saúde Trabalhar 29 20 14 24 25 38 45 21 22 3,759 3,950 3,714 3,333 3,000 3,000 3,133 2,762 3,000

OME ≥ 2,7 f OME OME ≥ 2,7 f OME

Legenda: Fm: média de frequência; f: frequência; Ome: ordem média de evocação

Os elementos com atributos de centralidade são: alimentação (137) e assistência (121), e os que compõem o sistema periférico são: amor; amigos; cuidado; descanso; Deus;

moradia; paz; saúde e trabalho.

No primeiro quadrante superior esquerdo (Quadro 1), encontram-se os prováveis elementos que compõem o núcleo central, em que os idosos associam qualidade de vida à

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alimentação saudável, boa, adequada e rica em frutas e verduras, o que demonstra uma

preocupação com a alimentação e sua importância, na saúde, que intervém na qualidade de vida.

Braga e Lautert (2004), em seus estudos, apontam que 92,27% dos idosos informaram que consumem alimentos saudáveis. Tais achados foram identificados neste estudo, em que os idosos se preocupam com a qualidade dos alimentos ingeridos, porquanto a dieta equilibrada e adequada tem importante papel na saúde do idoso e pode auxiliar no controle e na prevenção de doenças, uma vez que a alimentação saudável exerce um importante papel na manutenção e no bem-estar do indivíduo, o que contribui para melhorar a qualidade de sua vida.

Tal preocupação é importante para os idosos e reforça o pensamento de Feldman (1993), que aponta para a necessidade de identificar os riscos nutricionais em idosos, por ser uma função complexa decorrente das dificuldades de diferenciar as alterações relacionadas ao envelhecimento daquelas decorrentes de doenças e da ingestão inadequada de alimentos e nutrientes. A nutrição adequada dos idosos está atrelada a um conjunto de fatores não apenas relacionados às mudanças biológicas da idade e dos hábitos de vida, mas também aos fatores socioeconômicos que afetam adversamente o acesso a uma alimentação saudável e interferem na qualidade de sua vida. Em seus estudos, Abreu (2013) constatou que a dieta inadequada apresentada pelos idosos estava relacionada à baixa renda familiar (igual ou inferior a um salário mínimo), embora não houvesse associação ao baixo peso nem ao sobrepeso. Confirmando esse fato, Abreu et al. (2008) e Vítor et al. (2009) afirmam que a baixa renda dos idosos limita o acesso a diversos alimentos ricos em vitaminas e minerais, gera baixo consumo de energia e limita o acesso a bens e a serviços e de consumo, como alimentação e moradia.

Os idosos relacionam, ainda, a qualidade de vida à necessidade de acesso à

assistência, que eles consideram como um bom atendimento, com assistência médica, coberta

pelos planos de saúde e acesso a tratamentos, evidenciando a preocupação dos idosos com um atendimento de boa qualidade, que permita a eles serem assistidos em suas necessidades. A baixa renda também desempenha importante papel na saúde do idoso (TAVARES et al., 2011), o que evidencia a relevância da política previdenciária e a dependência dos idosos por serviços oferecidos pelo Sistema Único de saúde (SUS) para o acompanhamento de saúde.

Segundo Veras (2009), o aumento do número de idosos no Brasil em quase 700%, em menos de 50 anos, chamou a atenção de grande parte dos profissionais de saúde para as

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doenças características do envelhecimento, que passaram a se destacar na sociedade. Por causa disso, as internações hospitalares são mais frequentes nos idosos, e o tempo de ocupação do leito é maior quando comparado com outras faixas etárias. Assim, o envelhecimento populacional tem a maior carga de doenças na população, mais incapacidades e aumento do uso dos serviços de saúde, o que reforça a inquietação dos idosos que participaram deste estudo.

Em qualquer que seja o indicador de saúde estudado, os idosos sempre apresentam índices mais elevados de morbidade e de mais proporção a agravos e a procedimentos médicos, em relação aos demais grupos etários, pois, em geral, as doenças que acometem os idosos têm características crônicas, múltiplas e exigem acompanhamento constante e medicação de uso contínuo (VICTOR et al, 2009).

Os idosos também associam qualidade de vida á presença de paz, o que é demonstrado pela tranquilidade ao terem uma moradia própria, que lhes proporciona um descanso, acrescido pela ideia de se encontrarem cercado de bons amigos e recebendo muito amor, com Deus, acima de tudo, sendo bem cuidados para gozar de boa saúde e conseguir trabalhar. (Quadro 1) Os idosos também entendem a qualidade de vida relacionada a sentimentos de amor, liberdade, solidariedade, realização pessoal e felicidade, e devem ser considerados componentes passíveis de mensuração e comparação, para satisfazer às necessidades mais elementares da vida, como alimentação, habitação, trabalho, educação, saúde, lazer, ou seja, objetos materiais que dão a ideia de bem-estar e conforto, assim como de realização individual e coletiva (MARTINS, 2007).

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Benzer Belgeler