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Kredi riskine ilişkin açıklamalar:

ÜÇÜNCÜ BÖLÜM Muhasebe Politikaları

II. Kredi riskine ilişkin açıklamalar:

Relativamente às funções do intérprete de língua gestual, Rosa (2008) lembra que nem sempre a comunidade surda detém conhecimentos suficientes para compreender o tema que está a ser exposto em situações como, por exemplo, conferências, considerando, de facto, que o intérprete de língua gestual deve estar “pronto a esclarecer, para a sua comunidade interpretativa, detalhes do assunto tratado pelo palestrante ouvinte” (p. 119). Deste modo, e ainda segundo a mesma autora (idem), o intérprete de língua gestual estaria a assumir o mesmo tipo de comentários que um tradutor coloca em rodapé para explicar conhecimentos que os seus leitores não partilham com os leitores da língua de origem. Para ela, mais grave do que perder parte do discurso do palestrante é o facto de os surdos perderem todo o discurso por não estarem familiarizados com alguma informação ou conceito, mesmo que a interpretação de todo esse discurso seja perfeita.

Atentando agora em Napier et al. (2010), estes consideram que, na prática, os intérpretes de língua gestual assumem papéis mais ou menos intervencionistas durante a interpretação, dependendo dos clientes e das circunstâncias em que esta se desenrola, podendo o modelo telefone ser um bom ponto de partida, apesar de já não ser encarado como única opção. As autoras constatam ainda que, por vezes, é mais fácil definir o papel do intérprete de língua gestual através da descrição de tarefas e comportamentos que não deve ter, tal como dar conselhos pessoais, informações, apoio físico ou psíquico, resolução de conflitos ou em termos de ensino. No entanto, o trabalho do intérprete deverá consistir, efetivamente, e tal como foi previamente abordado, na facilitação da comunicação entre pessoas surdas e pessoas ouvintes, procedendo-se a escolhas apropriadas à transferência das mensagens produzidas por uma pessoa, numa língua para outra, a nível linguístico e cultural, tal como é defendido por Quadros (2006).

É importante evidenciar ainda que, e devido à sua experiência com a comunidade surda, o intérprete de língua gestual pode, de facto, antecipar diferenças culturais que podem levar a mal entendidos entre interlocutores surdos e ouvintes, sendo que estas tanto podem acontecer devido a diferenças na forma, ou seja, nos comportamentos culturais – como se procede a comunicação, por exemplo, ao nível do contacto ocular, do grau de objetividade, da quantidade de detalhes, se dá exemplos ou faz generalizações, da

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sequência de ideias, entre outros – como devido a diferenças no conteúdo, ou seja, a crenças ou conhecimentos culturais – por exemplo, diferentes expetativas sobre o tipo ou a quantidade de informação a ser partilhada nos diferentes contextos e as intenções dos interlocutores em situações particulares. Por isso, é mais fácil para os intérpretes de língua gestual proceder a ajustes na forma, modificando a mensagem na língua alvo, de modo a que se possam minimizar os potenciais conflitos advindos do estilo previamente utilizado, concentrando a sua atenção na mensagem contida no discurso produzido na língua de origem. No entanto, reduzir as diferenças no conteúdo pode, frequentemente, exigir uma explicação das diferentes experiências e perspetivas culturais, o que, para Napier et al. (2010), excede o limiar do que é apropriado para o papel do intérprete de língua gestual.

Efetivamente, e com base no que foi mencionado anteriormente, Dean e Pollard (2005) são perentórios ao afirmar que o intérprete de língua gestual faz a sua interpretação com base no julgamento daquilo que o orador pretende dizer, considerando simultaneamente: os enunciados, o que está a acontecer, os objetivos e circunstâncias do momento, bem como outros fatores que possam estar relacionados com as ideias do cliente. Se isto resulta numa interpretação correta ou não, será outra questão. Para estes autores é claro que, sendo humanos, os intérpretes de língua gestual podem entender mal a mensagem, defendendo, por isso, a necessidade de estes profissionais receberem, por parte dos clientes, informações extra que possam ajudar à sua compreensão, de modo a que possam exercer corretamente o seu trabalho.

Pereira (2008) vai ao encontro desta ideia, lembrando, ainda, que a mera presença de um intérprete de língua gestual não garante que o processo de acessibilidade alcance a sua meta, pois um ato tradutório acontece entre pessoas, e não entre línguas como habitualmente se pensa.

Sendo a interpretação um trabalho realizado entre duas línguas que exige um amplo conhecimento das línguas alvo, o intérprete de língua gestual deve ser capaz de (adaptado de Lacerda, 2006; Mendoza, 2010):

• Possibilitar o acesso da pessoa surda à informação, interpretando com precisão todas as mensagens orais e gestuais, sem censura;

• Realizar o trabalho de mediador comunicacional, através de perguntas e respostas entre o aluno surdo e os pares e o docente ouvinte;

• Honrar a sua profissão aquando do desempenho do seu trabalho;

• Manter o sigilo de todas as informações transmitidas;

• Incentivar a relação comunicativa entre a pessoa surda e a pessoa ouvinte;

• Adaptar-se às características de cada turma, dos alunos e do nível de ensino;

• Facilitar à pessoa surda o acesso à informação na sua língua natural;

• Promover a independência da pessoa surda, utilizando a língua gestual na tomada de decisões;

• Atualizar os seus conhecimentos de acordo com os conteúdos a interpretar;

• Procurar e promover as melhores condições possíveis para a interpretação;

• Vestir-se de forma a permitir uma melhor ´leitura` do gesto e, deste modo, evitar a tensão ocular na pessoa surda;

• Ter consciência de que o ato de interpretação é um recurso mecânico de comunicação que não censura nem pode transformar informações.

Em suma, é obrigação do intérprete de língua gestual aplicar a sua experiência prática e teórica no exercício da sua profissão, de forma a ter a melhor performance possível (Rex, 2007).

Benzer Belgeler