3. NATO MÜDAHALESİ VE SONRASI KOSOVA
1.2. Kosova’nın Bağımsızlık İlanı
A política econômica brasileira dos anos 50 traçou como meta modificar a especialização internacional do país para obter uma industrialização plena, elegendo como diretriz principal a ponderação de setores produtivos para o crescimento, o que acarretaria acumulação de capital e diminuição da dependência do crescimento econômico e da volatilidade face à demanda internacional. Esta orientação protecionista permaneceu até final dos anos 80, sendo bem sucedida no que tange à formação de um parque industrial.
Contudo, esta diretriz brasileira estava desconforme com a teoria das vantagens comparativas, o que negligenciava: (a) as conseqüência com respeito à alocação de mão-de-obra abundante e recursos naturais existentes e (b) a prática política de selecionar os setores a serem protegidos em função da dinâmica dos mercados internacionais. Assim, a não observância dos requisitos tecnológicos solicitados pelos novos processos de concorrência internacional, acabou por refrear a expansão da fronteira técnica produtiva do país.
Ainda no período militar, o Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG) atribuía às exportações um papel duplo, a saber:
1 – Na ausência de demanda governamental, as exportações deveriam expandir a demanda para continuar o processo de oportunidade aos investimentos de substituição de importações.
2 – Gerar divisas para a importação de bens de capital e insumos básicos.
Na segunda metade dos anos 70, já atingida a estabilidade e com o intuito de sustentar o “milagre brasileiro”, o governo recolocou as exportações em papel coadjuvante, alicerçado na substituição das importações: as exportações deveriam ser
incentivadas para aumentar a quantidade de divisas, viabilizando as importações de bens de capital e insumos para saldar encargos da divida externa (GUIMARÃES, 2006). Mais uma vez, percebe-se que a política de exportação negligencia as variáveis de crescimento econômico, favorecendo a distorção de preços como mecanismo principal para tornar os produtos exportáveis mais competitivos internacionalmente. Para Fanzylber (1990), a política comercial visa instrumentos e mecanismos formadores de preço de exportação geral, competitividade espúria, deixando em segundo plano os reais condicionantes do desempenho exportador.
Desta maneira, fica evidenciado que a natureza exportadora fora condicionada ao processo de substituição de importações, não considerando a ligação entre exportação e progresso técnico. O processo de substituição das importações é findo nos anos 80, exceto para os setores de eletrônica e química fina.
Na segunda metade dos anos 80, os assuntos dominantes da agenda de política econômica foram a evolução da dívida externa (DAIN, 1988) e do setor público (ABRANCHES, 1994). Já os temas de competitividade internacional e crescimento econômico foram colocados em segundo plano, em favor de políticas baseadas na estabilização da economia.
É então que no início dos anos 90 foram criados o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP) e o Programa de Apoio à Capacitação Tecnológica (PACT), ambos com intuito de agilizar a absorção de técnicas de eficiência. Então, neste mesmo período, as exportações passam a ser consideradas mais por aspectos qualitativos de oferta do que pela lógica quantitativa dos anos 60. Assim, a liberalização do comércio exterior fica mais evidente na agenda governamental e muitos dos incentivos de promoção às exportações são extintos.
2.5.1 - Sistema Brasileiro de Comércio Exterior
O comércio exterior brasileiro é composto por entidades governamentais e não governamentais. Esses órgãos são responsáveis pela definição de estratégias, políticas, gestão das atividades relativas ao comércio exterior, promoção comercial, além da execução de programas que proporcionam às empresas brasileiras
oportunidade de competir em igualdade de condições com empresas localizadas em outros países.
A Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), entidade colegiada supra-institucional do Conselho de Guerra do Governo Federal, é composta pelos seguintes representantes:
• Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República (Presidente da CAMEX);
• Ministro das Relações Exteriores; • Ministro da Fazenda;
• Ministro do Planejamento e Orçamento;
• Ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo;
• Ministro da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária.
Pode-se dividir a estrutura em duas áreas de atuação. A primeira é integrada por órgãos que tratam dos interesses brasileiros no exterior, a saber:
Ministério das Relações Exteriores (MRE) - Atua no marketing externo, voltado à
promoção e à divulgação de oportunidades comerciais no estrangeiro, em parceria com consulados, embaixadas e chancelarias. Conta com o apoio de sua própria área interna, responsável por "Feiras e Eventos" e "Promoção Comercial", e analisa as características do mercado estrangeiro e do intercâmbio brasileiro, incentivando, periodicamente, a vinda de importadores estrangeiros ao Brasil.
Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) - Órgão do Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo (MICT): representa o Brasil em negociações de acordos ou convênios internacionais, a cargo do Departamento de Negociações Internacionais (DEINT). Cuida das normas de aplicação dos mecanismos sobre dumping, subsídios e medidas compensatórias e salvaguardas, junto à OMC (Organização Mundial do Comércio), e responde pelo monitoramento e pela defesa brasileira nos processos compensatórios movidos por países estrangeiros contra exportadores nacionais, no âmbito do seu Departamento de Defesa Comercial.
Secretaria de Assuntos Internacionais (SEAIN) - Entidade vinculada ao Ministério da
Fazenda: participa de negociações de créditos brasileiros no exterior, de comércio e investimento no âmbito da OMC e de outros organismos internacionais e assuntos referentes ao MERCOSUL, à ALADI e aos demais blocos econômicos, e acompanha as negociações econômicas e financeiras com governos e entidades estrangeiras e internacionais.
A segunda área refere-se aos assuntos gerenciais e reguladores de comércio exterior no Brasil, que são conduzidos pelos seguintes órgãos de competência:
2.5.2- Órgãos Gestores:
Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) - Vincula-se ao Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo: normatiza, supervisiona, orienta, planeja, controla e avalia as atividades comerciais do Brasil com outros países, em observância à política de comércio exterior vigente.
Secretaria da Receita Federal (SRF) - Vincula-se ao Ministério da Fazenda: fiscaliza
as exportações e as importações de mercadorias e a correta utilização dos incentivos fiscais concedidos pela legislação em vigor, bem como arrecada os direitos aduaneiros incidentes sobre a entrada e saída de mercadorias no País.
Banco Central do Brasil (BACEN) - É uma autarquia federal: efetua o controle de
capitais estrangeiros; mantém em depósito as reservas oficiais em ouro, em moeda estrangeira e em Direitos Especiais de Saque; autoriza as instituições financeiras a operar em câmbio e as fiscaliza; atua no mercado de câmbio, financeiro e comercial, para manter a estabilidade relativa das taxas de câmbio e o equilíbrio no balanço de pagamentos. Nas praças onde não há unidade do Banco Central, é delegado ao Banco do Brasil o controle e a fiscalização das operações cambiais.
2.5.3- Órgãos Anuentes
São órgãos credenciados para auxiliar no controle comercial, quando, pela natureza do produto ou pela finalidade da operação, for necessária a análise especializada desta.
Cada anuente responsabiliza-se, dentro da sua área de atuação, por atestar o cumprimento das condições para fins de licenciamento da operação, a saber:
• Banco do Brasil;
• Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN);
• Departamento de operações de Comércio Exterior (DECEX); • Departamento Nacional de Combustíveis (DNC);
• Departamento da Polícia Federal (DPF);
• Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA); • Instituto Brasileiro de Patrimônio Cultural (IBPC);
• Ministério da Aeronáutica;
• Ministério da Agricultura e do Abastecimento; • Ministério da Ciência e Tecnologia;
• Ministério do Exército; • Ministério da Saúde;
• Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR); • Secretaria de Produtos de Base (SPB).
A seguir, tem-se, graficamente, a estrutura simplificada do comércio exterior brasileiro:
Figura 1 – Estrutura Simplificada do Comércio Exterior Brasileiro
Fonte: Site do Banco do Brasil
2.6 – PROGRAMAS DE ESTÍMULO DO COMÉRCIO EXTERIOR