BÖLÜM 4. SİSTEMİN ÇALIŞTIRILMASI VE TEST ÖLÇÜMLERİ ÖLÇÜMLERİ
5.2. Tek Analizör ile Alınan Spektrumlar
5.2.2. Kopan elektronların enerji spektrumu
• Brasil
Há uma grande desconcentração na atividade, com mais de 243 mil produtores entre pequenos, médios e grandes, numa área cultivada acima de 22 milhões de hectares (ABIOVE, 2006). Na região Sul, predominam propriedades agrícolas de porte pequeno e médio. Nas novas áreas do Centro - Oeste, Norte e Nordeste prevalecem propriedades de grande porte. O tamanho médio das propriedades aumenta, proporcionando ganhos com economias de escala.
No setor de processamento e exportação (tradings) o grau de concentração de mercado é substancial e crescente. Em 2003, as quatro grandes empresas esmagadoras ADM (Archer Daniels Midland), Bunge Alimentos, Cargill e Coinbra (Dreyfus Group) possuíam 44% da capacidade total de esmagamento do país. Este grupo, também chamado de “A, B C e D da soja”, é liderado pela Bunge, com uma participação de 20%. O nível de concentração tende a ser ainda maior nos mercados regionais (Eumercopol, 2007).
Alguns grupos de capital nacional também se destacam, tais como Grupo Maggi, Caramuru Alimentos e Granel S/A, entre outras. Nos últimos anos, instalaram-se novas tradings, no entanto, sem investirem em plantas de esmagamento: Harvest States do Brasil, a Rutherford Trading Company, a Unipar Commerce e a Conagra Trade Group (que retorna ao Brasil, onde operou no início da década de 1990).
A capacidade de esmagamento de soja encontra-se distribuída de forma diferente da produção: 42% na região Sul, 35% no Centro-Oeste, 16% no Sudeste e 7% no Norte/Nordeste. Essa desigualdade decorre da expansão histórica da produção. Até a década de 1980, cresceu fortemente nos estados do Sul. Mais recentemente, o crescimento no Centro-Oeste e Norte- Nordeste ficou prioritariamente voltado para a exportação de grãos.
O sistema da produção de campo encontra-se representado politicamente pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), junto com a Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (APROSOJA) e a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (OCEPAR). Essas organizações não participam diretamente nas transações entre os elos da cadeia produtiva.
As tradings e empresas de esmagamento têm seus interesses representados pela Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Os associados da ABIOVE são responsáveis por cerca de 70% do processamento de soja. É um dos setores com maior disponibilidade de informações, geradas pelo governo e a iniciativa privada. Por sua vez, a capacidade de organização dos produtores melhora e contribui para reduzir a assimetria de informações estratégicas sobre preços e previsão de mercado. O poder de barganha dos produtores pode ser melhorado com o aumento na capacidade própria de armazenamento, um ativo estratégico desse agri-system.
• Argentina
De acordo com o Censo Nacional Agropecuário 2002, havia 45.000 estabelecimentos agropecuários que realizavam cultivo de soja, presentes em toda a região pampeana e parte das extra-pampeanas. Os produtores são mais diversificados do que os brasileiros. Isso permite maior flexibilidade na definição da composição do mix de produção. Observa-se também o aumento da área média, com as conseqüentes economias de escala.
Em 2006, existiam 53 plantas de esmagamento em 8 províncias, a maioria na Província de Santa Fé e sul da Província de Buenos Aires. A indústria de esmagamento argentina dispõe de moderna e eficiente infra-estrutura portuária própria e uma extensa rede de armazenamento distribuída em todo o país.
Todas as novas plantas ficam próximas da área portuária, geralmente ao longo do rio Paraná. A província de Santa Fé concentra 80% da capacidade instalada, de 46 milhões em toneladas em 2006. Seis empresas controlavam mais de 83% da capacidade em 2006. Três dessas empresas são filiais de multinacionais (Bunge, Cargill e Dreyfus) e as outras três são de capital local (Molinos, Vicentin e General Deheza).
Com o aumento na capacidade de armazenamento, seja pela construção de silos convencionais ou difusão do uso de silo-bolsas, os produtores podem adotar estratégias de vendas mais vantajosas.
O agrosistema encontra-se representado pela ACSOJA (Associação da Cadeia de Soja), uma organização criada recentemente, composta por representantes dos diferentes elos da cadeia. Além desta, encontram-se: a Sociedade Rural Argentina (SRA), Confederaciones Rurales Argentinas (CRA), CONINAGRO e Federación Agrária Argentina (FAA), que são as quatro organizações mais tradicionais de produtores. A etapa industrial é representada pela Câmara de la Industria Aceitera de la República Argentina (CIARA) e Centros de Exportadores de Cereales (CEC), composta das grandes empresas de esmagamento e exportação.
• Paraguai
Predominantemente mecanizada e cultivada em médias propriedades, a cultura se desenvolveu a partir do fracionamento das grandes propriedades da zona leste do país. A maioria dos produtores está vinculada a cooperativas, representadas pela Federação de Cooperativas de Produção (FECOPROD), composta por 28 cooperativas associadas. Destaca-se também a Central de Cooperativas Nikkei, representante de cooperativas de imigrantes japoneses (Molinas, 2005).
• Bolívia
O setor conta com aproximadamente 14 mil produtores, dos quais 78% são pequenos agricultores com menos de 50 hectares cultivados. O restante é composto por agricultores médios e grandes que cultivam mais de 54% das terras.
Segundo Valdivia (2007), o agrosistema da soja concentra 8 plantas processadoras que em seu conjunto processam 1.916 mil toneladas métricas ao ano. O investimento estrangeiro no esmagamento é notório nos últimos anos, por meio das empresas Acher Daniels Midland (ADM), IASA (capital peruano) e GRAVETAL (capital colombiano). Essa última instalou uma planta próxima da fronteira com o Brasil. Atualmente, existem duas empresas exportadoras de grão de soja e sete empresas processadoras de oleaginosas, tanto para o mercado local como para a exportação.
• Uruguai
Em 2006 havia 727 produtores de soja no Uruguai, com área média de 435 hectares, sendo que 7% desses produtores detinham áreas acima de 1000 há (53% da área total) (Eumercopol, 2007).
Grandes tradings e esmagadoras de soja, como Bunge, Dreyfuss, ADM e Cargill, dominam a comercialização de soja no Uruguai. Quase 50% das exportações de 2007 estão nas mãos das companhias Cargill e ADM. A tendência de concentração se baseia nas vantagens logísticas das grandes companhias.
O Uruguai possui somente uma planta de esmagamento dedicada à produção de óleo para o mercado doméstico.