5. KOP BÖLGESİ SEKTÖREL VERİLERİ
5.1. TARIM SEKTÖRÜ
5.1.1. KOP Bölgesi Tarım ve Akarsu Havzaları
Consequências económicas;
Joseph Schumpeter, Citado em Manuel Rocha chamou ao desenvolvimento económico um processo de destruição criadora, um processo tumultuoso de luta permanente entre as inovações contra o que está estabelecido. Afirmado que estas inovações surgem em vários domínios: novos produtos, novos processos tecnológicos de produção, novos mercados novas fontes de matérias-primas e novos processos de organização da actividade produtiva. Ora, um processo desta espécie como refere Manuel Rocha, é por natureza desestabilizador e desequilibrado pondo em causa a estabilidade dos preços, a estabilidade do emprego, do salário e estabilidade dos juros. Angola não preparou-se, canalizando as receitas proveniente do petróleo para outras áreas da economia.
Gráfico nº 4 Cronologia do Preço do Petróleo
Fonte: The Insee
Segundo o Relatório do Pograma Nacional de Desenvolvimento (PND) de 2014 a estrutura do PIB angolano apontava para uma dependência acima de 60%, enquanto a agricultura não ultrapassava os 12% e a indústria transformadora a ficar abaixo dos 5%.
Em termos de exportação, a situação é mais grave, a receita externa do petróleo representa 96,6%. As exportações totais situaram-se 7, 3 mil milhões USD dos quais 466 Milhões USD de diamantes. Não há, em termos de vendas ao exterior, outros produtos, que não os minerais e os derivados do petróleo. Esta dependência doentia do petróleo arrasta consequências nefastas ao nível das receitas fiscais do Orçamento do Estado, das disponibilidades em meio de pagamento sobre o exterior e das decisões de políticas económicas.
Sentiu-se o peso do petróleo na economia angolana, quando a Assembleia Nacional através da lei nº 23/14 de 31 de Dezembro aprovou a revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 7.251.807.630.778,00 KZ para 5.454.022.865.085,00 e fixado como preço de referência o barril de petróleo por 40 USD contra os 70 USD anteriormente fixado.
Segundo o PND (2015) Angola vive momentos de contenção financeira, ou seja, Angola está em austeridade. A crise do preço do petróleo colocou a diversificação da economia na agenda pública, mas nem sempre encaminham os esforços da reforma da
economia nas melhores direcções, e isto põe em evidência os dilemas centrais de uma reforma. Durante o período calmo e estável, quando a reforma da economia podia ser implementada de modo pensado, faltava vontade politica.
Corrales (1998) defende que as crises podem produzir tanto reformas reais como respostas disfuncionais. Corrales afirma também que, quando uma crise produz um forte apoio a mudança, os políticos atuam de forma rápida, muitas vezes sem a devida planificação ou conselho de pessoas ou instituições especializadas. Fato que pode levar um país a agonia, porque as decisões não planificadas ou não estudadas, servem para remediar e não para resolver a cerne do problema.
Consequências socias:
Segundo Manuel Rocha (2012) a afirmação de que a economia angolana tem crescido, deve ser destrinçada em partes. A economia petrolífera, protegida da crise económica interna e internacional, rodeada de imensos privilégios e ajustadas na logica do dólar, essa tem efetivamente crescido. A outra economia, a social, a que tem sido devastada pelas insuficiências dos bens básicos, aquela que tem de pagar pelos erros estratégicos do passado e absorver o que mais substancialmente negativos têm os programas de ajustamento estrutural regredido. O peso desta crise é de tal modo significativo, que as taxas de crescimento registadas nos anos anteriores, não foram de tal modo, suficiente para contrariar esta tendência.
O contraste entre a economia petrolífera e a social é, também, denunciado pelos índices do último relatório dobre o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, onde angola ocupa a 160ª posição em termos de desenvolvimento humano e o 126 ª lugar no ranking do Produto interno Bruto por Habitante (PIB Per capita).
O Pograma de Acção de Lagos para o Desenvolvimento Economico de África (1980- 2000) considerava como objectivo central da política económica, o alívio da pobreza e a melhoria geral dos padrões de vida da população do continente. E de modo como consegui-lo, deveria justamente, iniciar-se pelo acesso a bens e serviços de consumo.
O Relatório do Banco Mundial (1995) sobre os problemas sociais de África abordou da seguinte maneira a questão da pobreza em Africa: “ as causas primeiras da pobreza estão ligadas a problemas de acesso às oportunidades de geração de rendimento e de dotação de factores” sendo, em decorrência e sinteticamente “acesso insuficiente aos meios de promover o desenvolvimento rural, falta de transporte, destruiçã o de recursos naturais e o acesso insuficiente á educação, á saúde, ao saneamento e á agua potável.
Ora, o mesmo relatório defendeu que “ a análise sobre a evolução da pobreza e de certos indicadores sociais mostraram claramente que o seu vencimento depende das taxas de crescimento e, sobretudo, dos modelos de desenvolvimento adoptados.
O PND (2015) defende que o aumento do emprego e da produção dos últimos 13 anos de pais, gerou uma melhoria dos rendimentos, por sua vez acresceu o acesso aos serviços de educação, saúde e agua.
Mas para Manuel Rocha (2010) o problema do acesso a maioria dos bens básico - e particularmente no caso angolano onde respetivamente o mercado paralelo é de quase mil milhões de USD por ano e onde as respetivas tarifas são 240 vezes superiores às suportadas pelas famílias abastecidas pela rede formal- é um excelente exemplo do que pode ser uma correta politica macroeconómicas que pretenda eliminar ou clarificar subsídios ocultos e encerrar os canais de transferência ilícita de uma parte do rendimento nacional que é pertença da nação. Pode ser, um bom exemplo duma política social de emergência, mas de impacto sustentado no tempo. Contudo, o autor defende que Angola deu um exemplo contrário, as taxas de crescimento registado nos últimos anos serviram mais para alimentar um grupo restrito e financiar a manutenção do poder do que propriamente dotar a sociedade de bens básicos necessário.
Segundo Jonuel Goncalves (2014) a economia angolana continua em tensão constante, os interesses estratégicos em muitos setores assumem contornos militares e políticos. O capital especulativo e os negócios fora da lei são fabulosos de acumulação primitiva da riqueza e por sua vez atuando como um oponente na redistribuição justa da riqueza.
Consequências políticas:
Existe uma simbiose inseparável entre a política e a economia, mas o grande problema dos países subdesenvolvidos é a partidarização da economia invés da sua burocratização Arnon Grunberg (2014). A desigualdade na redistribuição dos rendimentos, dificuldade no acesso aos bens básicos e a falta de liberdade de expressão, foram os grandes vectores dos cataclismos da nossa e da era transata Eric Laurent (2010).
A pobreza, má qualidade dos cuidados de saúde, baixa esperança de vida e distribuição desigual do rendimento e da saúde, são endémicos através do mundo. Muitos países têm taxas de crescimento muito alto, favorecidos com recursos naturais e altas taxas de rendimento per capita, mas não conseguem alcáçar a relativa paz social. Este conjunto de problemas pode causar tensões sociais e politica James Kunstler (2006).
Susan Ackerman (2002) existe um paradoxo, as organizações internacionais de financiamento, tais como FMI e o Banco Mundial, muitas vezes têm dificuldades em localizar projectos aceitáveis. As defeituosas instituições públicas e privadas, governos que funcionam miseravelmente significa que a assistência exterior e as receitas provenientes dos recursos naturais e da própria economia local não estão a ser usada duma maneira eficaz.
Como referiu Jonuel Goncalves (2014) a economia angolana continua em tensão constante, os interesses estratégicos em muitos sectores assumem contornos militares e políticos.
A economia Angola esta completamente partidarizada, a crescente desigualdade social vem pressionando a interacção social, a falta de sensibilidade e vontade política dos dirigentes angolanos pode levar o país ao caos Rafael Marques (2012).
Se as dificuldades existentes nas relações entre Angola e Portugal, não aconselhavam a construção de uma parceria estratégica prevista entre os dois Estados, facto de levantou muito constrangimento na opinião pública portuguesa. Actualmente, as empresas vêm Angola como um mercado com sérios problemas políticos e económicos Jornal expresso (2015).
As empresas são os grandes criadores de riquezas, elas contribuem para o desenvolvimento de uma nação, o sistema político de um país, a sua filosofia e estabilidade a longo prazo influenciam na manutenção de qualquer organização num determinado Estado. Bradley (2002).
A economia é um dos mecanismos usado para dirimir as tensões sociais e política. A divisão equitativa da riqueza (isso poder ser, por via do emprego, subsídios ou assistências sociais) tem atenuado tensões políticas nos países desenvolvidos, facto que não se tem verificado em muitos países subdesenvolvidos Hofstede (2008).
Para o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva, o discurso de José Eduardo dos Santos sobre o Estado da Nação veio mostrar "o rosto da corrupção em Angola.
A Corrupção em Angola é um fenómeno perversivo que impede e perturba o crescimento económico Gates, Henry Louis; Anthony Appiah (1999).7 Já para Leonel Gomes, secretário nacional da CASA-CE, o preço do petróleo manteve em alta durante muitos anos. O país só não conseguiu diversificar e criar fundos relevantes devido os altos níveis de corrupção.