A. İL RAPORU
1.1 KOP Bölgesi Düzeyinde Mevcut Durum Analizi
Nesta fase metodológica, expõe-se o tipo de estudo e o meio em que se desenvolve, bem como os instrumentos utilizados para a recolha, processamento e análise dos dados. Nesta fase, de acordo com Fortin (1999), o investigador “... determina os métodos que utilizará para obter as respostas às questões de investigação colocadas e escolhe os instrumentos mais apropriados para efetuar a recolha de dados” (p. 40).
Todo o trabalho de investigação deve assentar na metodologia científica. De facto, “a investigação científica é um processo sistemático que permite examinar fenómenos com vista a obter respostas para questões precisas que merecem uma investigação. Este comporta certas características inegáveis, entre outras: ele é sistemático e rigoroso e leva à aquisição de novos conhecimentos.” (Fortin, 1999, p. 17).
A investigação baseia-se também em critérios éticos como o cuidado na protecção da identidade do sujeito de investigação, que será mantida confidencial. Toda a atuação do investigador deve pautar-se pelo reconhecimento do valor absoluto da pessoa humana, num ambiente de confiança e respeito mútuo e dos valores ético-morais.
Neste sentido, o tipo de estudo refere-se ao estudo de caso de uma aluna com T21 em situação de inclusão no ensino regular. O estudo é do tipo exploratório-descritivo, visando “... denominar, classificar, descrever uma população ou conceptualizar uma situação”, no intuíto de “explorar o domínio em profundidade e explorar o conceito para extrair dele todas as manifestações com vista a descrever o fenómeno” (Fortin, 1999, p. 138). Os estudos de caso são tendencialmente descritivos mas nem todos. Eles podem ter uma grande diversidade de formas e objetivos – o teórico e o abstracto, bem como o mais concreto.
Tendo em conta o objecto deste estudo e os recursos disponíveis, o método empírico mais adequado é o Estudo de Caso, “o estudo de caso consiste numa investigação aprofundada de um indivíduo, de uma família, de um grupo ou de uma organização” (Fortin, 1996, p. 164).
De acordo com Duarte (s/d, p. 1):
O estudo de caso pode permitir uma visão em profundidade de processos educacionais, na sua complexidade interactiva e contextual, particularmente no que concerne à prática docente, incluindo investigação de cada professor nas suas aulas. O que não equivale a simplismo antes exige enquadramento teórico adequado, domínio
127 de instrumentos de pesquisa e disponibilidade de tempo. Por outro lado, como veremos, certos processos e situações correm risco de passar desapercebidos em estudos de maior dimensão (e de maior prestígio nos meios académicos…) ao passo que a análise de casos, mesmo de casos pouco habituais, pode ser ilustrativa de circunstâncias cruciais para os sistemas e organizações.
Este método de investigação é um estudo intensivo e descritivo de um dado indivíduo, organização ou evento (Streubert e Carpenter, 1999). Ele encontra as suas origens nas ciências médicas que se centram em casos individuais.
Este método de investigação é descritivo em vez de inferrencial, é usualmente uma investigação longitudinal na qual se pretende estudar um dado indivíduo ou indivíduos durante um determinado período de tempo.
Segundo Yin (1994, cit. por Fortin, 1999):
O estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenómeno do seu ambiente natural, quando as fronteiras entre o fenómeno e o contexto não são bem definidas ... em que múltiplas fontes em evidência são usadas ... os estudos de caso baseiam-se em generalizações analíticas, que se opõem às generalizações estatísticas, isto é, o investigador utiliza a teoria como veículo para generalizar os resultados. (p. 166)
De acordo com Duarte (s/d), professor associado na Universidade Lusófona de Humanidades para Stake, o estudo de caso permite prestar atenção aos problemas concretos das nossas escolas: “Os casos de interesse em educação são constituídos, na sua maioria, por pessoas e programas ... O caso pode ser um menino. Pode ser um grupo de alunos ou um determinado movimento de profissionais”. (Stake, 2005, pp.15-16). Este autor mostra que estudo de caso procura captar a complexidade de um “sistema”, institucional ou pessoal, na sua atividade:
O caso é um sistema integrado. Não é necessário que as partes funcionem bem, os objectivos podem ser irracionais, mas é um sistema. Por isso, as pessoas e os programas constituem casos evidentes ... Por vezes o caso aparece-nos pela frente, e sentimo-nos obrigados a tomá-lo como objecto de estudo. Isso acontece quando um professor decide estudar um aluno em dificuldades, quando sentimos curiosidade por determinados procedimentos, ou quando decidimos avaliar um programa. (Stake, 2005, p.16, cit. por Duarte, s/s, p. 3).
Se o estudo de caso for cientificamente feito, isto é, a partir de análises feitas em função de critérios nitidamente definidos, “... este método pode desempenhar um papel muito importante no desenvolvimento de uma ciência, ao trazer materiais sobre os quais poderão ser acrescentadas outras pesquisas” (Miallaret, 1985, p. 87)
128 Este estudo é real e contextual: “the strength of the case study method is its ability to examine, in depth, a “case” within its “real-life” context” (Yin, 2005, p. 380), “generalization can be an inconscious process” (Stake, 1998, p. 95).
Em relação à validade do constructo, o estudo de caso mostra a sua validade interna pela intensidade da sua análise de fenómeno, pelas suas múltiplas observações, pela simetria dos comportamentos tipo, pela construção das explicações e, em certos casos, pela triangulação das fontes de dados.
Esta investigação tem como objetivo a compreensão mais aprofundada de um caso em particular e como tal optou-se pela metodologia de investigação qualitativa, com uma análise indutiva e uma perspetiva holística (fenómeno global). O paradigma qualitativo permite induzir para o geral com elevada margem de erro mas possibilita por a descoberto variáveis não mensuráveis através do paradigma positivista, uma vez que dá uma visão “de dentro”, possibilitando um contacto pessoal e “insight” com a observação dos fenómenos em acção. A análise dos dados qualitativos, uma vez que dá uma visão “de dentro” exige assim da parte do investigador/a uma maior flexibilidade e envolvimento, relaçando as suas capacidades de raciocínio lógico indutivo e as qualidades pessoais do investigador, bem como a capacidade de registo e de selecção e discernimento de informação (distinguir a informação importante da acessória quando se consultam os processos).
Pretende-se compreender e analisar o desenvolvimento social e afetivo de uma aluna em situação de inclusão, daí que será melhor a estratégia qualitativa dado que se pretende compreender e não medir as realidades. Permite, através de um sistema dinâmico, analisar os fenómenos e não quantificá-los ou tentar relacionar a sua causa-efeito.
De acordo com Fortin (1999) “... o investigador não se coloca como perito, dado que
é de uma nova relação sujeito-objecto que se trata” (p. 148). Pretende-se compreender o contexto em que a aluna se insere analisando cada um dos agentes envolvidos no seu processo de inclusão.
De facto, o investigador pretende “... uma compreensão absoluta e ampla do fenómeno em estudo. Ele observa, descreve, interpreta e aprecia o meio e o fenómeno tal como se apresentam, sem procurar controlá-los”, com o objetivo de “descrever ou interpretar, mais do que avaliar” (Fortin, 1999, p. 22).
Pretende-se alcançar uma compreensão, o mais profunda e âmpla possível, do contexto sócio-cultural e familiar da aluna.
129 A abordagem qualitativa é holística e naturalista, através da qual os conhecimentos sobre os indivíduos só são possíveis com a descrição da experiência humana tal como é vivida e definida pelos seus atores.