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Entre os problemas identificados (diagnóstico) e as soluções desejadas (prognóstico) estão as ações que estão ao alcance de realização tanto a curto quanto a médio ou longo prazo. Portanto, mapeamos nos debates o que esse grupo documental entende que é possível fazer para resolver os problemas detectados e colocar o ensino superior na rota desejada.

O financiamento

Documento 1 – Por uma nova política para a educação superior

Meta 1 – Transparência na gestão de recursos por meio de orçamentos por centros de custos, com informação sobre a programação da utilização de recursos dando visibilidade nas ações das instituições.

Meta 2 – Autonomia financeira vinculada ao compromisso de maior qualidade na educação. Implementação de custos máximos admissíveis para os programas e

funções. Toda instituição que ultrapassasse a meta, teria dois exercícios financeiros para se adequar a fim de continuar recebendo recurso público.

Meta 3 – Melhor utilização de recursos humanos para que seja possível aumentar a oferta de vagas só pelo manejamento das atuais relação aluno/professor.

Meta 4 – Expandir o crédito educativo.

Meta 5 – Transferir ações de empresas estatais rentáveis para as universidades (selecionadas) para garantir maior liberdade orçamentária para àquelas de excelência. Devem-se criar regras limitando a venda, mas garantindo a utilização dos dividendos.

Meta 6 – Revisar legislação possibilitando que empresas que gastem com treinamento de funcionários deduzam, do lucro tributável, o dobro do que foi gasto.

Documento 2 – LDB:

Prevê que a União deve garantir no Orçamento Geral anual todos os recursos suficientes para a manutenção da educação mantidas por ela.

Documento 3 – PNE:

Meta 1 – O financiamento da educação superior pública deve considerar, para sua distribuição, além da pesquisa e número de alunos, a qualidade ofertada.

Meta 2 – O governo federal deve oferecer apoio às instituições comunitárias, sem fins lucrativos, principalmente aquelas que estão em localidades não atendidas pelo poder público.

Meta 3 – Distribuir recursos instituições que tenha programas especiais de capacitação e titulação de docentes.

Meta 4 – Utilizar parte dos recursos destinados à ciência e tecnologia para consolidar pós-graduação e pesquisa.

Documento 4 – Seminário Internacional Universidade XXI:

Planejamento da alocação de recursos financeiros dentro das políticas institucionais.

Documento 5 – Bases para o enfrentamento da crise emergencial das universidades brasileiras e roteiro para a reforma da universidade brasileira:

Possibilidade das UFES captar recursos também no setor privado.

Além disso, elas poderiam captar recursos livremente, tanto no setor público quanto no setor privado, podendo administrar esses recursos de acordo com suas normas próprias e estatutos. As universidades federais prestariam contas ao TCU, quanto ao uso austero e honesto dos recursos, e ao MEC, no que se refere ao produto obtido, conforme a avaliação realizada pelo Sistema Nacional de Avaliação e Progresso do Ensino Superior (BRASIL, 2003)

O gargalo no atendimento à demanda

Documento 1 – Por uma nova política:

Expandir vagas nas IES públicas abrangendo também cursos noturnos. A expansão deve cruzar expansão com criação de condições para educação superior com qualidade e excelência.

Documento 3 – PNE:

Meta 1 – Até o final da vigência do plano, prover vagas disponíveis para 30% da população na faixa etária dos 18 aos 24 anos.

Meta 2 – Utilizar EAD como forma de ampliar as possibilidades tanto no atendimento de educação presencial quanto na disponibilização de curso de educação superior a distância.

Documentos 7 e 8 (Decreto REUNI e Diretrizes Gerais do REUNI:

Os documentos não trazem metas específicas para o número da expansão, mas traz metas de taxa de conclusão (90%) e de número de alunos por professor (18 alunos por professor), itens que funcionam como proxy para melhor aproveitamento dos recursos, porém, o aumento de vagas está previsto para adesão das UFES.

A questão regional, a equidade e a permanência

No documento 1 – Por uma nova política para a educação superior:

A partir da extensão, encorajar IES para participarem em programas de desenvolvimento nacional, regional e local. Vincular MEC com secretarias, colegiados e organismos de desenvolvimento.

Documento 3 – PNE:

Meta 1 – Criar política de expansão que diminua as desigualdades entre as regiões do país.

Meta 2 – Criar políticas que atendam a minorias e vítimas de discriminação por meio de programas de compensação de deficiências da formação anterior, permitindo a competição em igualdade de condições.

Meta 3 – Diversificar o sistema de ensino a partir de estabelecimentos não universitários.

Meta 4 – Estabelecer currículos flexíveis de forma a atender melhor as necessidades dos estudantes e da região onde se encontra a instituição.

Documento 4 – Seminário Internacional Universidade XXI

Meta 1 – Garantir democratização de acesso por meio de política de ação afirmativa.

Meta 2 – Descentralizar e interiorizar as IES no país.

Meta 3 – Desenvolver currículos flexíveis e multidisciplinares.

Documento 5 - Bases para o enfrentamento da crise emergencial das universidades brasileiras e roteiro para a reforma da universidade brasileira:

Meta 1 – Possibilitar a permanência de milhões de jovens que não possuem recursos, dentro de universidades públicas.

Meta 2 – Promover a responsabilidade social a partir do compromisso com o desenvolvimento inclusivo da economia brasileira.

Documento 7 – Pronunciamento do Ministro da Educação Tarso Genro

Meta 1 – Criar mecanismos de combate às desigualdades regionais e sociais tanto no acesso quanto na permanência.

Meta 2 – O acesso será regulado por cada universidade, porém, deverá considerar os resultados obtidos no ENEM.

Meta 3 – Aprofundar política de cotas, sendo 50% para alunos que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas além do proporcional de cota étnica dado pelos índices regionais do IBGE.

Documentos 8 e 9 (Decreto do REUNI e Diretrizes Gerais REUNI):

Os dois documentos não apresenta metas específicas para permanência e regionalização, porém, prevê que os projetos submetidos ao programa devem contemplar a permanência e possibilidade de interiorização.

Documento 11 – Lei de Ações Afirmativas

Prevê reserva de 50% das vagas das instituições federais para estudantes oriundos de escola pública. Destes, 50% estão reservados para estudantes oriundos de famílias com renda de até 1,5 salários-mínimos per capita. Destes, são reservados, segundo índice IBGE para a região a cota para estudantes pretos, pardos ou indígenas.

Benzer Belgeler