O gestor na educação escolar deve ser um exemplo de desempenho, conduzindo relacionamento entre educadores e educandos, utilizando ferramentas que ajude a monitorar sobre seus processos de avaliação quanto o desenvolvimento de sua prática pedagógica. Desse modo, para que as mudanças educacionais possam ocorrer gradativamente, uma vez que as mesmas não acontecem de um dia para o outro, é necessário que se desenvolva um plano de trabalho contendo recursos necessários no processo de avaliação, promova a conscientização escolar, assegure estratégias que favoreçam a produtividade do ensino-aprendizagem, ou seja, o planejamento educacional deve ser o elemento que norteará as ações e transformações a serem feitas no âmbito escolar. A esse respeito, Pereira (1993) chama a atenção para o fato de que:
Avaliar desempenho constitui um processo complexo que incorpora, além das características informativas necessárias para se julgar adequadamente um desempenho, requisitos essenciais para se integrar ao processo de gestão, em suas fases de planejamento, execução e controle (p. 127).
Sendo assim, o planejamento não pode exaurir, pois deve estar atualizado atendendo as demandas, para que os resultados sejam positivos focalizando na avaliação interna e externa. Contudo, é fundamental o papel do gestor na hora de rever o planejamento do que foram alcançadas ou não, a partir dessa análise, as transformações educacionais são fatos inevitáveis, não se justifica dizer que educador e gestor não estão diretamente envolvidos e, como a avaliação é uma consequência dessas transformações, ela deve ser vista como um instrumento de avanço, de busca por rumos alternativos. No comentário de Hoffmann (1993),
Sem tomar a tarefa como um momento terminal e, sim, como um elo de uma grande
corrente, tanto os ‘erros’ dos alunos como as dúvidas dos professores em interpretá-los,
retornarão à sala de aula para serem discutidos por todos, elementos importantes e positivos na continuidade das ações desenvolvidas, de outras tarefas propostas. Nesse sentido, o momento da correção passa a existir como um momento de reflexão sobre as hipóteses que vierem sendo construídas pelo aluno e não para considerá-las como definitivamente certas ou erradas (p.65).
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Assim, o processo de avaliação de um gestor, não é centralizar sua administração, mas sim compartilhar responsabilidades, professores, alunos e comunidade, compreendendo que ser um líder pedagógico é preciso ser atuante, motivando e ajudando para que os resultados sejam favoráveis. De acordo com Paro (1997) “a participação da comunidade na escola, como todo processo democrático, é um caminho que se faz ao caminhar, o que não elimina a necessidade de se refletir previamente a respeito dos obstáculos e potencialidades que a realidade apresenta para a ação” (p.17).
Contudo, é necessário estar disposto a melhorar continuamente em um novo pensar pedagógico, nova prática pedagógica, principalmente, no realinhamento da avaliação escolar, buscando com isso, novos rumos às práticas antigas, e ao mesmo tempo buscando soluções aos problemas que lhe surgem. Nesse sentido, Ferreira (2000) afirma que:
Um processo de gestão que construa coletivamente um projeto pedagógico de trabalho tem já, na sua raiz, a potência da transformação. Por isso, é necessário que atuamos na escola com maior competência, para que o ensino realmente se faça e que a aprendizagem se realize, para que as convicções se construam no diálogo e no respeito e as práticas se efetivam coletivamente, no companheirismo e na solidariedade (p.113).
Nesse aspecto, a gestão democrática comprometida com a prática pedagógica, com a aprendizagem do aluno, deve motivar cidadão consciente sobre sua função na sociedade, construindo novas identidades e competências político- pedagógicas. É importante vencer os obstáculos, desigualdade e também a resistência de alguns gestores em relação à democratização na escola, é revertendo o processo que incide sobre a avaliação do fracasso para o sucesso. Nessa perspectiva é importante observar que um dos desafios dos gestores e educadores a ser enfrentado é romper com a visão de gestão centralizada e a utilização da avaliação com vistas apenas ao aferimento de notas. Segundo, Romão e Padilha (1997).
A gestão democrática não é um processo simples, de curto prazo, mas também, não é um processo tão complexo ou irrealizável. Elaboração do projeto político pedagógico da escola, a implementação de conselhos de escolas que efetivamente influenciou a gestão escolar como um todo, à medida que, garantem a autonomia administrativa, pedagógica e financeira da escola, sem eximir o Estado de suas obrigações com o ensino público (p.23).
É importante que gestores e educadores estejam cientes de que a identificação das dificuldades de aprendizagem serve para reorientar os estudos e os rumos tomados pela instituição de ensino. Esse caminho deve ser trilhado por gestores que pensam a escola a partir de uma visão sistêmica. A educação deve ser planejada para além do
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espaço escolar, pois os sujeitos que dela se utilizam estão situados em diferentes espaços sociais.
Nessa mesma perspectiva, deve ser pensada a avaliação na escola, pois avaliar não pode ser um ato isolado do professor, ele faz parte de um contexto chamado escola e como tal a avaliação deve ser pensada. A avaliação da aprendizagem deve ser parte da avaliação escolar e não a própria avaliação escolar, dessa forma é importante que a escola defina os tipos de avaliação que devem ser feitas, os instrumentos a serem utilizados. Usar de debates, trabalhos em equipe, diálogos, são alguns recursos que a escola pode dispor como instrumento para acompanhamento da aprendizagem dos alunos e para a reorientação e reorganização do planejamento escolar e de ensino.
Diante desse posicionamento, avaliar não implica reprovar, aprovar, punir, ao contrário, é apenas a forma de acompanhar o percurso da própria escola diante de suas metas, pois o gestor como líder de um grupo de trabalho, tem responsabilidade de, sadiamente, coordenar essa construção do projeto escolar, que trabalhe a avaliação dentro dos fins para o qual se proporciona. Segundo Luckesi (1992).
A avaliação como crítica de um percurso de ação será então um ato amoroso, um ato de
cuidado, pelo qual todos verificam como estão criando o seu “filho” e como podem
trabalhar para que ele cresça... Enquanto o planejamento é o ato pelo qual decidimos o que construir, a avaliação é o ato crítico que nos subsidia na verificação de como estamos construindo o nosso projeto (p.125).
Assim, faz-se necessário que cada um, seja professores ou gestores, assuma um posicionamento pedagógico claro na construção de um elo entre a teoria e a prática que forma a unidade na ação para a transformação, assumindo a avaliação como um instrumento dialético de avanço que identifica os rumos da prática educativa. Gestor e professor, nesse processo, devem trabalhar conjuntamente, já que planejar e avaliar é papel de todos os sujeitos do ambiente escolar e só podemos operar mudanças em um ambiente escolar a partir do resultado da avaliação seja ela institucional ou da aprendizagem.
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CONCLUSÕES
E
SUGESTÕES
PARA
FUTURAS
INVESTIGAÇÕES
Durante a realização desse trabalho, buscou-se discutir o verdadeiro sentido da Avaliação na Organização Escolar, desmistificando o que ora assola a maioria de professores e alunos como um bicho de sete cabeças. Superar esse obstáculo não é tarefa fácil, muito ao contrário, exige competência, habilidade, compromisso, dedicação e força de vontade de ambos os lados.
O que se observa é que a avaliação é uma preocupação de todos os governos, seja estadual, federal ou municipal, uma vez que ela é o elemento capaz de definir qualidade e quantidade, assim como de posicioná-las nos melhores ou piores ranking educacionais. Dessa forma, o desempenho do aluno é pensado para satisfazer as exigências do sistema de ensino e não necessariamente a qualidade. Nesse caso, avaliar na busca de novas perspectivas está sendo trabalhado pelo MEC de diversas formas. Mas, o debate continua acerca das interrogações: O que avaliar? Como avaliar? Para que avaliar?
Face aos dados apresentados, a resposta à nossa pergunta de partida de que forma a avaliação contribui para a qualidade educacional? Podemos dizer que a pesquisa realizada detectou avanços na forma como se concebe a avaliação no meio educacional, porém, ela ainda não tem sido eficaz no que tange as mudanças no funcionamento da educação básica e nos cursos do ensino superior. Nesse sentido, entende-se que é imprescindível a avaliação no processo educativo, porém, essa avaliação não deve ser encarada como algo amedrontador, não pode ser usada como arma para o bem ou para o mau do sujeito envolvido, deve sim vir precedida de uma concepção de algo necessário ao sistema de ensino, seja na educação básica seja no ensino superior.
Defendemos a tese de que a avaliação precisa existir. Sabe-se que não se mede conhecimento, porém se estimula e esse estímulo pode ser percebido como e na forma de avaliar. Assim, é importante um comprometimento maior de todos os envolvidos no processo educacional, somente esse comprometimento pode transformar as concepções
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negativas que pairam no ensino básico e superior sobre a avaliação educacional, dessa forma, entende-se que avaliar no sistema de ensino deve ser ato contínuo e prazeroso.
O nosso objetivo geral Compreender a avaliação como um fator importante no desempenho educacional brasileiro, em especial na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José de Alencar, foi atingido, pois é interessante observar que a pesquisa demonstrou que essa concepção de avaliação enquanto processo que envolve todos os segmentos da instituição escolar está aos poucos sendo disseminada, a avaliação já está sendo repensada de forma a torná-la mais justa e humana, porém, ainda é uma parcela pequena da comunidade escolar que consegue ter esse olhar, por isso, é necessário que se continue estudando e investigando o processo avaliativo, pois só assim, poderemos promover com qualidade a superação dos paradigmas que a priori permeiam as instituições de ensino nos diversos níveis educacional, além de subsidiar na descoberta das possíveis causas da eliminação de um alto índice de participantes no Exame Nacional do Ensino Médio na Redação, o que os tira a oportunidade do ingresso às universidades públicas ou privadas.
Face ao exposto, também os nosso objetivos específicos Verificar as práticas docentes no sentido da recuperação dos alunos com dificuldades; Identificar os principais constrangimentos dos alunos no processo de avaliação; Reconhecer a importância do Diretor/Gestor na dinamização da escola, foram atingidos.
Entende-se que alguns passos nessa direção já estão sendo dados, porém, ainda é pouco, avaliar numa perspectiva de emancipar ainda é um desafio a ser enfrentado, é um desafio para certos professores que ainda estão fortemente presos ao método tradicional avaliando apenas ao final de cada bimestre, para os alunos que não conseguem atender as exigências do sistema educacional; as universidades, os cursos e professores quando resolvem revidar o resultado adquirido ao longo do curso de forma negativa, assim como é um desafio para os próprios gestores que muitas vezes por medo da punição que a instituição venha a receber pelo seu rendimento insatisfatório acabam por se negar a importância da avaliação para o desenvolvimento da instituição o do próprio desenvolvimento humano dos sujeitos envolvidos.
É imprescindível que vençamos o medo de avaliar e de ser avaliado, só quando vencermos esse medo, quebrarmos o paradigma de que avaliação é uma atividade técnica e não docente é que poderemos perceber a importância da avaliação como
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processo, como mecanismo de superação das dificuldades de aprendizagens dos educandos na Organização Escolar.
De acordo com a revisão bibliográfica e com os resultados do nosso estudo, podemos dizer que a avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem
Sugestões para futuras investigações
Segundo o Ministério da Educação, prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio 6.193.565 candidatos o correspondente a 71% do total de 8.721.946 inscritos. A média das notas em redação teve uma queda de 9,7% em relação ao Enem de 2013 entre os alunos que estão concluindo o Ensino Médio. Em matemática, a queda foi de 7,3% em relação ao exame anterior.
Entre os alunos participantes, 529.374 obtiveram nota zero na redação da prova, o correspondente a 8,5% dos candidatos. Deste número, foram anuladas 248.471 redações. O MEC informou ainda que 250 candidatos tiveram nota mil na redação – a máxima possível. E, pouco mais de 35 mil alunos obtiveram notas entre 901 e 999.
Diante do exposto, torna-se interessante um trabalho de pesquisa voltado para os alunos do Ensino Médio, Participantes das Edições do ENEM, uma vez que a cada ano aumentam os números de candidatos inscritos e eliminados por tirarem nota zero na Redação que tem o peso de 1000 pontos. Quais são as possíveis causas? Textos Insuficientes? Fuga do Tema proposto? Falha no ensino da Língua Portuguesa e Redação?
Terminamos com um pensamento de Paulo Freire (1996) acerca da avaliação A avaliação é a mediação entre o ensino do professor e as aprendizagens do professor e as aprendizagens do aluno, é o fio da comunicação entre formas de ensinar e formas de aprender. É preciso considerar que os alunos aprendem diferentemente porque têm histórias de vida diferentes, são sujeitos históricos, e isso condiciona sua relação com o mundo e influencia sua forma de aprender. Avaliar, então é também buscar informações sobre o aluno (sua vida, sua comunidade, sua família, seus sonhos...) é conhecer o sujeito e seu jeito de aprender
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ANEXO I - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira – LDB ANEXO II - Lei Nº 10. 172/2001
ANEXO III - Lei Nº 9. 424/1996
ANEXO IV - Ementa Constitucional Nº 14 ANEXO V - Lei Nº 9. 192/1995
ANEXO VI - Lei Nº 9.131/1995 ANEXO VII - Decreto Nº 2.208/1997 ANEXO VIII - Mensagem Nº 9/01/2001
ANEXO IX - Decreto Nº 27 de 12 de Março de 1890 ANEXO X - Lei Nº 11. 769 de 11 de agosto de 2008 ANEXO XI - Lei Nº 5. 692 de 1971
ANEXO XII - SisPAE - Sistema Paraense de Avaliação ANEXO XIII - Portaria Nº 931 de 21 de Março de 2005 ANEXO XIV - Lei Nº 10. 861 de 14 de abril de 2004
ANEXO XV - Relatório Resumido de Alunos Matriculados na Escola José de Alencar/2015.
ANEXO XVI - Autorização para aplicação de questionários ANEXO XVII - Questionários aos Professores
ANEXO XVIII - Questionário aos alunos ANEXO XIX - Questionário ao Diretor ANEXO XX - Resultados dos Questionários
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ANEXO I- LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA – LDB
Presidência da República Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996.
(Vide Adin 3324-7, de 2005) (Vide Decreto nº 3.860, de 2001) (Vide Lei nº 10.870, de 2004) (Vide Lei nº 12.061, de 2009)
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
TÍTULO I Da Educação
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. TÍTULO II
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extra-escolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) TÍTULO III
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Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
a) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
b) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) c) ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 12.796,