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3. MATERYAL ve YÖNTEM

3.3. Arazi Çalışmaları

3.3.3. Koni penetrasyon deneyi (CPT)

Resultado da iniciativa do Ministério da Educação (MEC), o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), criado em 1929, tem como finalidade regular a aquisição e distribuição de livros didáticos para estudantes de escolas públicas no país.

Como explica Andrade (2011), desde sua criação, “o programa vem se aperfeiçoando e ampliando suas áreas de atuação. Nesse trajeto, sob diferentes denominações e modos de trabalho, o PNLD foi se consolidando, até hoje ser reconhecido como grande aliado da educação” (ANDRADE, 2011, p. 37-38). Tal consolidação é evidenciada por Batista (2003, p. 38) ao mencionar o papel do Programa na melhoria desses manuais: “no campo da produção editorial, constata-se que o PNLD demarcou padrões de melhor qualidade para os livros didáticos brasileiros”.

As melhorias são ainda mais evidentes principalmente pelo desenvolvimento de um processo de avaliação pedagógica dos manuais inscritos no Programa, a partir de 1996. Batista (2003) explica que a formulação desse processo avaliativo pelo PNLD tem o intuito de garantir a qualidade na produção desses materiais a serem adotados nas escolas da rede pública. Conforme o autor,

[...] a avaliação pedagógica dos livros ensejou uma ampla renovação da produção didática brasileira, evidenciada tanto pela participação de novas editoras a cada PNLD, com a inscrição de novos títulos, quanto pelo surgimento de uma nova geração de autores, que revela, em princípio, a preocupação crescente das editoras com a adequação dos livros didáticos. (BATISTA, 2003, p. 38).

A avaliação feita pelo PNLD ocorre em ciclos de três anos. Anualmente, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que subsidia o programa, atua na aquisição e distribuição dos manuais didáticos selecionados para serem entregues aos alunos de determinada etapa de ensino.

As editoras que desejam inscrever seus livros no Programa devem seguir os critérios especificados pelo edital. Para averiguar se as obras inscritas estão de acordo com as exigências que constam no edital, os livros passam por um processo de triagem. Os livros aprovados nessa etapa são encaminhados à Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação para serem avaliados pela equipe de especialista selecionada pela secretaria, a qual elabora a resenha dos livros para compor o Guia de Livros Didáticos. Esse guia é divulgado no site do FNDE e distribuído nas escolas. Em posse dele, os educadores têm a possibilidade selecionar o livro mais adequado a sua proposta pedagógica. Formalizado o pedido por parte da escola, o Programa encarrega-se da distribuição dos manuais antes do início do novo ano letivo em que o material será utilizado.

1.4.1. O PNLD: leitura, letramento e multimodalidade

No trabalho com o ensino de língua portuguesa no cotidiano da sala de aula, conforme explicitado no PNLD 2014, observa-se a necessidade de proporcionar ao aluno o desenvolvimento das habilidades de leitura dos diferentes gêneros de forma proficiente, a fim de que este seja capaz de interagir, conforme as exigências requeridas pelo contexto, nas práticas sociais das quais constantemente participa. Para o PNLD, nos anos finais do ensino fundamental, o ensino de língua portuguesa deve se organizar de modo a garantir ao discente o completo acesso ao mundo da escrita e, dessa forma, assegurar

a proficiência em leitura e escrita no que diz respeito a gêneros discursivos e tipos de texto representativos das principais funções da escrita em diferentes esferas de atividade social. (PNLD, 2014, p. 16).

Segundo o Guia, esse processo de aprofundamento do processo de inserção do aluno na cultura da escrita se dá:

1. aperfeiçoando sua formação como leitor e produtor de textos escritos;

2. desenvolvendo as competências e as habilidades de leitura e escrita requeridas por esses novos níveis e tipos de letramento; 3. ampliando sua capacidade de reflexão sobre as propriedades e o

funcionamento da língua e da linguagem;

4. desenvolvendo as competências e as habilidades associadas a usos escolares, formais e/ou públicos da linguagem oral. (PNLD, 2014, p. 15).

Em relação ao trabalho com o texto, segundo o Guia, as atividades de leitura têm a finalidade de formar o leitor e desenvolver sua proficiência em leitura. Assim, tais atividades somente exercerão seu papel quando:

1. encararem a leitura como uma situação de interlocução leitor/autor/texto socialmente contextualizada;

2. respeitarem as convenções e os modos de ler próprios dos diferentes gêneros, tanto literários quanto não literários;

3. desenvolverem estratégias e capacidades de leitura, tanto as relacionadas aos gêneros propostos quanto as inerentes ao nível de proficiência que se pretende levar o aluno a atingir. (PNLD, 2014, p. 18).

É relevante, conforme se depreende dos critérios presentes no Guia, que no trabalho com a leitura sejam proporcionadas ao aluno experiências significativas de leitura. Para isso, um dos aspectos observados no livro didático é se ele “favorece o letramento do aluno e incentiva professores e alunos a buscarem textos e informações fora dos limites do próprio LD” (PNLD, 2014, p. 34).

Nos critérios de análise dos volumes, em relação ao ensino da leitura, uma das questões que norteiam o processo avaliativo é se “as atividades de leitura colaboram efetivamente para a (re)construção dos sentidos pelo leitor, especialmente no que diz respeito à compreensão global” (PNLD, 2014, p. 42). Para responder a essa pergunta, na análise, é preciso que se considere além da utilização de estratégias cognitivas diferenciadas no processo da leitura,

a exploração de propriedades textuais e discursivas: unidade e progressão temática; articulação entre partes; modos de composição tipológica; intertextualidade e polifonia; argumentatividade; planos enunciativos; relações e recursos de coesão e coerência; relações entre o verbal e o não verbal em textos multimodais e dimensões sociolinguísticas presentes no texto. (PNLD, 2014, p. 42).

Verifica-se por meio desse critério de análise sobre o trabalho com a leitura nos livros didáticos o tratamento da relação entre a linguagem verbal e não verbal na construção do sentido. Ainda tratando das atividades de ensino da leitura, é apresentado outro critério, voltado para os diferentes letramentos. Em tais atividades é preciso considerar também, conforme consta no Guia, “o trabalho com diferentes letramentos (literário, midiático, de divulgação científica, jornalístico, multimodal, etc.)” (PNLD, 2014, p. 45).

Benzer Belgeler