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2. GENEL BĠLGĠLER

2.7. KOMPLĠKASYONLAR

No curso da obra de Celso Furtado, Perspectivas da Economia

74 Das presidências posteriores a 1945 no Brasil e de seus respectivos planos de governo, cumpre

ressaltar os estágios da educação diante o governo Dutra, o Plano Salte que propunha Saúde, Alimentação, Transporte e Energia, proporcionou investimentos em somente os dois últimos, que obtiveram resultados em virtude dos investimentos destinados a essas áreas. No governo Getúlio Vargas, “um novo passo [...] seria dado em 1953, quando Educação e Cultura se desvincularam de Saúde, constituindo um ministério específico” (DRAIBE, 1985, p. 70), gerando a partir desta criação, o cenário para que a educação fosse discutida diante um aparelho educacional centralizado, em torno do Executivo federal.

75 Uma análise acurada sobre o problema do analfabetismo no Brasil e analisado por Celso Furtado

podem ser lidos na obra Perspectivas da Economia Brasileira (1958) onde o autor indica que somente a partir da alfabetização ocorrer-se-ia o alcance de altos níveis de desenvolvimento econômico, em virtude dos investimentos destinados aos estratos sociais que invertem naturalmente sobre o conjunto nacional, em novas técnicas de produto-capital.

76 Isso não significa que o autor se posicionava contrário a industrialização, ao contrario, o autor faz

referência as maquinas que se encontravam nesse período (décadas de 1940 e 1950) imobilizadas “esperando reparos, mas também à destruição dos solos, à má utilização da água, à rotação de culturas, que não é feita” (FURTADO, 1958, p. 42) no país.

Brasileira (1958), a proposta de um plano estratégico para o desenvolvimento nacional deveria ocorrer mediante a reformulação de três problemas fundamentais presentes em nosso sistema político e econômico referentes à “atuação do governo para formação de poupança, diante a canalização dos recursos financeiros e na orientação dos investimentos” (FURTADO, 1958, p. 67). Sendo assim, a visão do autor sobre estes três itens somente se realizariam com a formulação de instrumentos fiscais e monetários que detivessem estratégias e graus necessários de flexibilidade e efetividade sobre setores de nossa economia.

Segundo Furtado, “os objetivos da política monetária, na programação do desenvolvimento, consistem, essencialmente, em captar da melhor forma possível a poupança que o sistema produz e orientá-la” (FURTADO, 1958, p. 67) e “os objetivos da política fiscal [...] visam elevar a taxa de poupança do sistema econômico, distribuir adequadamente o esforço financeiro requerido pelo desenvolvimento” (FURTADO, 1958, p. 67) como forma de orientar, mediante ação do governo, em qual setor estratégico da economia deveria ser destinado recursos de forma a evitar a falta de iniciativa empresarial no momento em que a mesma se revelasse insuficiente. A falta de políticas direcionadas sobre setores estratégicos da economia determinavam no Brasil o estado crônico da inflação, bem como o desequilíbrio orçamentário existente no sistema institucional do período e pela expansão imoderada do credito sobre setores da economia que emperravam o desenvolvimento econômico e ao mesmo tempo em que afirmavam o velho marco institucional nacional, referente ao velho sistema agrário do país. Destarte, um dos maiores exemplos que podem ser citados por este trabalho podem ser observados pela afirmação de Celso Furtado de que:

Em um país com abundância de terras, o monopólio dificilmente pode ser mantido. O problema está em utilizar o instrumento fiscal para criar uma agricultura nova, dirigida por autênticos empresários, que possa ir minando as bases da velha agricultura feudal. Com êsse fim, é indispensável taxar a propriedade de terras ociosas. Além disso, é também indispensável evitar que os proprietários da terra sejam os principais beneficiários dos investimentos e do crédito públicos, particularmente quando são os arrecadadores da renda do solo (FURTADO, 1958, p. 50).

A partir das afirmações de Furtado sobre o anacronismo econômico- social ligado ao grande e pequeno latifúndio, seja ele produtivo ou ocioso, o autor

iria afirmar ainda que a medula do problema inflacionário da “economia brasileira reside em que, nas etapas de crescimento, a procura global se diversifica de maneira muito mais rápida que a oferta global” esboçando, desta forma, em uma “maior mobilidade do lado da procura que do lado da oferta” (FURTADO, 1958, p. 69), resultados do crescimento econômico de economias de desenvolvimento tardio e reflexo dos processos de intrínseco as transformações da Estrutura mundial e em condições de desenvolvimento espontâneo como afirmava Celso Furtado e desse modo:

As economias subdesenvolvidas se caracterizam pela relativa rigidez de seu aparelho produtivo. Ao passo em que uma economia altamente desenvolvida o aparelho produtivo apresenta elevado grau de diversificação, em uma economia como a brasileira coexistem setores produtivos diversificados e flexíveis com outros rudimentares e rígidos (FURTADO, 1958, p. 67).

Todo o problema inflacionário encontrado no Brasil recae sobre a difícil tarefa de solidificar metas de desenvolvimento em resposta ao interregno de todo o marco criado pela própria ossatura em que irá se construir o Estado nacional em torno de setores anacrônicos ligados diretamente e transmitidos pelo passado pré-1930 (SKIDMORE, 1979), com as características do mesmo velho marco institucional que se alimentava no campo político e econômico nacional dos grandes e pequenos latifundiários permitindo que nosso sistema institucional acentuasse “a falta de flexibilidade do sistema tributário [explicando] a proliferação de orçamentos paralelos e a hipertrofia da ação pública no setor cambial” (FURTADO, 1958, p. 74).

No entanto, a trilha mais eficaz para que seja formado o potencial de poupança no Brasil estaria, em primeiro lugar, ligada a forma consciente da distribuição da renda precedida pela readequação do sistema fiscal à realidade nacional, bem como, em segundo lugar, sobre a eficiência do sistema administrativo em pôr em pratica a execução da política fiscal (FURTADO, 1958), metas pelo qual, segundo Celso Furtado, “a maquinaria administrativa deveria ser reestruturada em função das tarefas permanentes implícitas na política de desenvolvimento” (FURTADO, 1958, p. 79) e que, sem a orientação, estratégia e planejamento direcionados pelo governo, não seriam possíveis no Brasil.

Benzer Belgeler