I. BÖLÜM
3.6. Ġç Kontrol Sistemini OluĢturan Yasal Düzenlemeler
3.6.1. Ġç Kontrol Sistemi Ġle Ġlgili Uluslararası Düzenlemeler
3.6.1.1. Basel Komitesine Göre Ġç Kontrol Sistemi
Para Crepaldi (2004, p. 223) “Custear significa acumular, determinar custos [...]”. Portanto, o custeio ou custeamento são métodos empregados segundo os quais se procede a acumulação e apuração dos custos. Conforme Soutes (2006), os artefatos da contabilidade gerencial que fazem parte dos métodos e sistemas de custeio são: Custeio por Absorção, Custeio Variável, Custeio-Padrão, Custeio com Base em Atividades (ABC) e o Custeio Meta (Target Costing).
2.4.1.1 Custeio por Absorção
O custeio por absorção é um método desenvolvido com suporte na aplicação dos conceitos básicos da contabilidade clássica e que consiste na apropriação de todos os custos de produção (variáveis e fixos) aos produtos produzidos, assim como todos os demais gastos relativos ao esforço aplicado na produção (MARTINS, 2003, p. 37).
Conforme Kaplan e Cooper (1998), este método implica na separação de custos e despesas e a consequente apropriação dos custos indiretos, por intermédio de rateio, aos produtos, assim como seus custos diretos.
No âmbito gerencial, outros critérios surgiram, no entanto, esse é o que continua sendo adotado pela Contabilidade Financeira, portanto, válido tanto para fins de Balanço
Patrimonial e Demonstração de Resultados, como também, na maioria dos países, para Balanço e Lucros Fiscais (MARTINS, 2004).
2.4.1.2 Custeio Variável
A literatura da área de custos também denomina o método de Custeio Variável como método de Custeio Direto. Cabe ressaltar, porém, que existe diferença entre o Custeio Variável e o Direto, tornando-os distintos.
Para Santos e Ninim (1999), embora os estudos do método de custeio variável tenham sido iniciados entre 1905 e 1935, o primeiro artigo relevante que divulgou, de forma sistemática, o Custeio Variável e suas vantagens foi de Jonatham N. Harris, intitulado “What Did We Earn
Last Month?”, publicado em 1936, na National Association of Accountants. Somente nos anos
1950, no entanto, é que esse método começou a receber atenção por parte de pesquisadores e empresas como instrumento relevante para tomada de decisão.
Nesse método, todos os custos de produção e despesas são separados em fixos e variáveis, e somente os valores variáveis são considerados para cômputo final dos custos. Os custos fixos são tratados como custos do período em que ocorrem e incluem custos fixos de produção e despesas fixas de venda e administração. Pelo fato de o método não ser aceito para fins de legislação fiscal, e por não se enquadrar nos princípios de contabilidade geralmente aceitos, suas aplicações estão no âmbito da contabilidade gerencial, para fins de auxiliar a tomada de decisão dos gestores da empresa (SANTOS; NINIM, 1999).
O custeio variável também é utilizado quase indistintamente como custeio direto, pois como os custos diretos são geralmente variáveis e os indiretos quase sempre são fixos, o que acontece é a utilização do variável, o qual só distingue os custos e despesas variáveis dos custos e despesas fixas. Nessa linha, Vartanian (2000, p. 72) concluiu que custeio variável não é a mesma coisa que custeio direto, pois, neste último, custos fixos que porventura sejam diretamente identificáveis com os objetos de custeio – (tais como a linha de produto, o centro de custos, o departamento), a estes são levados, o que não ocorre no custeio variável.
2.4.1.3 Custeio Baseado em Atividade - ABC (Activity Based Costing)
Este método de custeio baseia-se na premissa de que são as atividades, e não os produtos, que consomem recursos e, portanto, essas atividades, conforme são requeridas, é que formam os custos de produtos e serviços (KAPLAN; COOPER, 1998).
Segundo Atkinson et al. (2008, p. 53), a ideia básica no custeio (ABC) é, primeiramente, atribuir os custos indiretos dos recursos às atividades desenvolvidas pela organização. Posteriormente, os custos dessas atividades são alocados aos produtos, clientes e serviços que se beneficiam ou estão criando a demanda por atividades.
Conforme Martins (2003, p. 96), para atribuir-se custos às atividades e aos produtos, utilizam- se direcionadores. O mesmo autor alerta para a noção de que é necessário distinguir dois direcionadores – os de custos de recursos e os de custos de atividades. O citado autor esclarece que "o primeiro identifica a maneira como as atividades consomem recursos e serve para custear as atividades" e que "o segundo identifica a maneira como os produtos consomem atividades e serve para custear produtos".
Nakagawa (2001, p. 42) conceitua atividade "como um processo que combina, de forma adequada, pessoas, tecnologias, materiais, métodos e seu ambiente, tendo como objetivo a produção de produtos". Assim, para o estudo do método ABC, deve-se ponderar sobre as atividades envolvidas em cada processo de produção, seja de uma mercadoria ou um serviço. O sistema de custeio baseado em atividades (ABC – Activity Based Costing) procura, igualmente, amenizar as distorções provocadas pelo uso do rateio, necessários aos sistemas tratados anteriormente, principalmente no que tange ao sistema de custeio por absorção.
2.4.1.4 Custeio-Padrão (Standard Costing)
A ideia de custo padrão decorre do custeio de um produto na situação ideal de produção. Nos estudos sobre produtividade, considerando um cenário de adequado desempenho operacional, levando-se em conta eventuais deficiências materiais e insumos de produção, na mão de obra
etc., normalmente realizado pelo setor de engenharia de processos, torna-se viável estabelecer padrões de produção para a área produtiva da empresa. Este custeio foi o principal instrumento de controle de custos até os primeiros anos da década de 1960 (SAKURAI, 1997). São benchmarks baseados em padrões preestabelecidos para (i) o volume de recursos das atividades que deveriam ser consumidos por produto ou outra unidade de output e (ii) o preço desses recursos (ATKINSON et al., 2008, p. 151).
O custeio-padrão, conforme Nascimento e Reginato (2010, p.302), consiste em um instrumento de controle dos custos de produção. Conhecendo-se o bem produzido pela empresa, pode-se orçar o quanto seria o seu custo padrão, ou seja, quanto esse bem custaria se não ocorressem desvios ou falhas na produção. Definindo-se esse valor, passa-se a compará- lo com o custo real incorrido na produção mensal, ou por ordem de produção, analisando-se a ocorrência de eventuais divergências, buscando-se o motivo destas e a solução para que tais variações deixem de ocorrer.
2.4.1.5 Custeio-Meta (Target Costing)
Conforme comentou Sakurai (1997), com o aprimoramento dos processos produtivos e com a consequente redução do uso de mão de obra, o custo-padrão perdeu sua importância como instrumento de gerenciamento de custos em montadoras. Com efeito, o custo-meta surgiu, inicialmente, com a prática das empresas japonesas, principalmente dos ramos automobilísticos, de produtos eletrônicos e de equipamentos de precisão. Para fazer frente à competição imposta por essas empresas, que começaram a ter um controle muito melhor de seus produtos, as companhias norte-americanas começaram a seguir esta mesma técnica gerencial.
Para Hansen e Mowen (2002), o custeio-meta consiste no planejamento de resultados, no qual os preços de venda estabelecidos pelo mercado e as margens estabelecidas pela empresa ganham realce. Os custos, neste custeio, são definidos no momento da projeção de produtos, analisando-se todas as etapas que irão incorrer desde o momento da produção até a disponibilização desses produtos.