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E2.4. KOLON GEVREK KIRILMA KONTROLÜ

3.3.7. Kolonların Kesme Güvenliği

Os dançarinos e coreógrafos moças e rapazes da Aliança de Misericórdia não têm uma preparação profissional específica nessa área. Para exercer esses “ministérios” da dança e da música , usam da própria criatividade para inventar as coreografias para as diferentes músicas que serão

25 Essa programação consta do CD Cristoteca, preparado pela Aliança de Misericórdia,

como um subsídio de orientação para os grupos que desejarem realizar o projeto da cristoteca em suas respectivas comunidades.

tocadas, cantadas e dançadas no decorrer da noite. Uma das coreógrafas da cristoteca, comenta: “Nenhum de nós tem curso de dança. Nós mesmos é que criamos as coreografias das danças. O Espírito Santo vai inspirando a gente”. E outro coreógrafo da casa completa:

Têm algumas pessoas que também dançavam “no mundo”, como a gente fala. Então têm alguma experiência. Então até a gente usa aquilo que dançaram fora e muda algumas coisas, porque a gente percebe que o nosso corpo não é motivo de sensualidade, ele é templo do Espírito, é motivo de louvor a Deus. A gente usa o nosso corpo para louvar a Deus (Entrevista, 20/3/2010).

Jamile fala também da preocupação do grupo em coreografar os variados estilos musicais, a fim de satisfazer a todos os participantes da cristoteca: “A gente não fecha só numa coisa. Por exemplo, vai ter uma abertura de hip hop, mas logo depois já vem o axé, porque têm aqueles jovens que não gostam de hip

hop… Então, temos de fazer música para todos os gostos: o reggae, o forró, o pagode…”. Para esta jovem, a dança é “um chamado de Deus” que ela realiza com imensa e “incomparável alegria”: “A dança na minha vida é a verdadeira alegria […]. É Deus mesmo que age, não é agente”.

Participando da cristoteca desde 2004 e atualmente integrante do ministério da dança, responsável pela animação da cristoteca, e membro da Comunidade Aliança de Misericórdia, Jamile conta como começou a participar da cristoteca. Antes da cristoteca não participava de nada na Igreja. A convite de um amigo aceitou, por curiosidade, ir a uma balada católica, junto com outras amigas. A sua percepção da cristoteca, naquela noite, é narrada nestes termos:

Quando cheguei aqui [na cristoteca], já senti algo diferente, porque eu via jovens diferentes, jovens que não bebiam. Depois eu via o pessoal dançando com aquela alegria… Eu pensava: nossa…! Como é que eles podem ser tão felizes assim… E isso foi despertando uma curiosidade muito grande. Foi assim a primeira vez que eu vim à cristoteca. Passei a vir mensalmente. [Antes] eu frequentava outras baladas. Eu ia com os meus tios. Eu sempre ia às baladas que não eram católicas, que eram do mundo mesmo (Entrevista, 20/3/2010).

Questionada sobre os motivos que a fizeram trocar as baladas convencionais pela cristoteca, Jamile afirma:

No começo eu achei um desafio. Porque eu via os jovens que se divertiam com pureza, eles não precisavam usar do corpo deles, não precisavam usar bebidas, não precisavam se prostituir pra estar felizes. Eu experimentei uma alegria diferente. Então isso fez com que despertasse em mim o desejo de viver a radicalidade. Jovem quer desafio. Então eu queria desafio. Eu posso ser diferente também (Entrevista, 20/3/2010).

Nos novos movimentos e comunidades eclesiais, o ministério da música, constituído de cantores, dançarinos, coreógrafos, DJs, grupos musicais, adquire um significado todo especial. Ao utilizar a sua arte como forma de evangelização, essas pessoas e a sua atividade se transformam em instrumentos da ação de Deus no mundo e na vida das pessoas. É isto o que afirma o padre Jonas Abib, fundador da Canção Nova:

A música é apenas um meio de Deus agir. Enquanto o Ministério da música está em praça pública, numa quadra, ou numa igreja, tocando, cantando e pregando, o poder de Deus se realiza. Nesse momento Deus está tocando jovens: meninas de programa, rapazes que estão na droga, filhos e filhas revoltados. Tocando também adultos, casais já separados, tocando maridos infiéis, mulheres com coração despedaçado […] Quando a música de Deus for tocada, o poder de Deus vai se realizar (ABIB, 1998:26).

A sua voz cantando, orando, dirigindo precisa ser garganta de Deus: boca de Deus para atingir com vida e salvação. É preciso que o Espírito Santo venha de dentro de você, que toque as cordas do seu violão, de sua guitarra, do seu baixo. É preciso que o Espírito Santo toque nos seus dedos, nas teclas do teclado, nas varias peças da bateria (ABIB, 1998:64)

E, nesse sentido, o ministério da música converte-se em “ministério de resgate”, com a função de conquistar as pessoas para Deus, de levá-las à conversão e à transformação de suas vidas, segundo o apelo do sacerdote Jonas Abib aos jovens artistas: “O Senhor precisa de você como instrumento de resgate. O Senhor tem almas para resgatar. Ele quer usá-lo por meio do seu ministério, […] no resgate das almas” (ABIB, 1998:15) Para essa ação de resgate, Deus precisa dos dotes e musicalidade, do empenho, pureza e santidade desses artistas, para mostrar ao mundo o seu poder através da música. Pois esta é um instrumento eficaz através do qual Deus atinge o coração das pessoas:

Na Renovação [Carismática Católica], o Ministério da Música é a ponta de lança. Mas a ponta é fina… e tem de ser. Ela é penetrante, fininha, abre brecha e não tem nada que a ela resista. Com a música vem o poder de Deus. Essa ponta de lança penetra os corações mais endurecidos. Não é apenas emoções que uma música gostosa produz. É o poder de Deus, a presença do Espírito Santo, a presença dos anjos na música. […] A música abre uma brecha no coração das pessoas, e o poder de Deus entra e transforma (ABIB, 1998:28).

Como este é um ministério sagrado, aqueles que o exercem devem fazê-lo em pureza e santidade, segundo as exortações paternas de Abib aos jovens da sua comunidade:

Como um pai quero falar: pelo amor de Deus, nunca se produza para a sedução. Você sabe como produzir para a sedução. Rapaz e menina, cantor e cantora, músico e música: não se produza para a sedução. É uma traição à obra do Senhor. Isso é consequência do mundo que você vê. Não se produza para a sedução, nunca. Não queira mais sedução na sua voz. Para isso, tem muito artista por aí (ABIB, 1998:38).

Rapazes: dentro de vocês há um José; não apenas um artista malicioso, sensual e sedutor. Dentro de vocês há um José puro, casto. Ponham esse José para fora. Meninas: dentro de vocês não há apenas uma “Madona”. Em vocês está a verdadeira Madona: a nossa “Dona”. Nossa Mãe, Nossa Senhora. Maria está em vocês! Não tirem a mulher sedutora e sensual de dentro de vocês. Tire Maria. Ela está em vocês, Maria santa e fiel, é ela que vocês precisam transmitir (ABIB, 1998:40).