3. BÖLÜM: PROTEİNLER
3.6. PROTEİN YAPISININ DÜZEYLERİ
3.6.2. Sekonder (ikincil) Yapı
3.6.2.3. Kollagen sarmalı
Os modelos desenvolvidos nas eq. (22) e (24) descrevem as variáveis para estimação do modelo de demanda de interesse, as quais foram analisadas no item anterior. Tais modelos foram descritos para as variáveis em nível. Entretanto, uma vez que as séries possuem raiz unitária e se apresentam co-integradas, foram utilizadas na primeira diferença, e incluído o termo de correção de erro nos modelos, recuperando, assim, as informações de longo prazo perdidas nas diferenças das variáveis.
Como não houve consenso no teste de co-integração em relação ao número de vetores a se incluir no modelo descrito para as eq. (22) e (24), inicialmente foram realizadas estimações para verificar o nível de significância dos vetores incertos, com critério de decisão sobre a sua inclusão nos modelos. Na equação de demanda geral de importação, o segundo vetor de correção de erro não foi significativo no modelo, sendo, portanto, excluído daquela estimação. Na equação que procurou estimar o grau de elasticidade de substituição das importações de açúcar bruto nos EUA, conforme definido na eq. (22), a inclusão do vetor de correção de erro foi significativa, melhorando, inclusive, o nível de significância do coeficiente que estima a elasticidade de substituição. Portanto, foi incluído um vetor de correção de erro neste modelo.
Os resultados dos modelos finais estimados são descritos na Tabela 23, com seus respectivos níveis de significância do teste “t”, descritos entre parênteses abaixo dos coeficientes.
Tabela 23. Estimativas das elasticidades de substituição e de demanda da importação de açúcar bruto nos Estados Unidos – modelo com correção de erro; período de 1982 a 2001. Intercepto ∆ln(Pij/Pi) ∆lnpd ∆lntc ∆lnren et-1 R 2 ∆ln(Mij/Mi) -1,26 -4,70 - - - -0,48 57 % (0,00) (0,00) - - - (0,00) Volume importado (∆lnMi) 1,04 - 0,72 0,87 -1,48 0,14 15 % (0,40) - (0,53) (0,27) (0,69) (0,39)
Fonte: resultados de pesquisa.
Nota: ln(Mij/Mi) = Logaritmo da participação das importações originadas do país j nas importações totais do país i; ln(Pij/Pi) = Logaritmo da relação entre o preço de importação do país j no preço geral da importação do país i; lnMi = Logaritmo do volume total importado de açúcar; lnpd = logaritmo do preço doméstico de açúcar bruto; lntc = logaritmo do índice taxa de câmbio efetiva real; lnren = logaritmo da variável PIB utilizada como proxy para estimar o efeito renda; et-1 é o termo de
correção de erro dos modelos estimados. O símbolo ∆ na frente das variáveis indica a diferenciação das séries.
Verificou-se que a elasticidade-preço de demanda foi positiva, provavelmente porque foi utilizado o preço doméstico na sua estimação. Assim, a redução neste preço diminui também os ganhos obtidos pelo importador. A explicação é que quanto menor o preço doméstico, menor o diferencial em relação ao preço internacional, conferindo um menor lucro (rent) ao importador. Entretanto, o sinal desta variável não compromete a análise, uma vez que o sinal negativo da elasticidade-preço de substituição foi de acordo com o previsto e compensa o resultado positivo da elasticidade-preço de demanda. O resultado da elasticidade de substituição estima que a redução de 1% do preço de importação do produto brasileiro em relação aos preços dos demais países aumentaria
em 4,7% a participação do produto brasileiro em relação aos demais (Tabela 23). Observa-se também que as variáveis descritas no modelo de demanda geral de importação (∆lnMi) não foram significativas, ao contrário do coeficiente de elasticidade de substituição identificado na equação ∆ln(Mij/Mi).
4.2.1.3 Função de demanda por importação de açúcar bruto brasileiro pelos EUA
O passo seguinte foi estimar as elasticidades-preço de demanda, especificamente para as exportações brasileiras de açúcar, uma vez que se considerou que as elasticidades de demanda são diferenciadas em relação ao país exportador, e que são diferentes para os mercados importadores considerados.
No caso brasileiro, considerou-se não apenas uma elasticidade-preço da demanda diferenciada em relação à de outros países, como também essa elasticidade diferenciada entre as grandes regiões produtoras do país. A qualidade diferenciada do produto obtido nas regiões Centro-Sul e Norte-Nordeste é um fator que justifica tal consideração, ou seja, que também a demanda pelo açúcar das regiões Centro-Sul e Norte-Nordeste são diferenciadas. Enquanto o Centro-Sul exporta predominantemente açúcar VHP, o Norte-Nordeste exporta açúcar com menor grau de polarização, que é o açúcar demerara. Além disso, deve-se considerar que os períodos de safra das duas regiões são diferentes. O período de safra da região Centro-Sul é de abril/maio a novembro/dezembro, enquanto no Norte-Nordeste a safra vai de setembro a março. Portanto, foram consideradas também diferenciadas as demandas pelo açúcar bruto das duas regiões exportadoras do Brasil, foram também consideradas diferenciadas.
A Figura 23 ilustra o comportamento diferenciado em relação às exportações das regiões Centro-Sul e Norte-Nordeste nas importações de açúcar bruto dos EUA. Verifica-se que, em média, a região Norte-Nordeste exportou quase o valor total das exportações de açúcar bruto do Brasil para os EUA, sendo no período de 1996 a 2001, equivalente a mais de 10% das importações do produto nos EUA. Isso se explica pela forma como as quotas de exportação são alocadas no país. Essas quotas são distribuídas
apenas para os produtores da região Nordeste, tendo como justificativa a importância da atividade na região e a diferença em termos de capacidade de desenvolvimento regional que tem prevalecido entre os estados produtores de cana da região Centro-Sul com relação aos estados do Norte-Nordeste.
0 0.02 0.04 0.06 0.08 0.1 0.12 0.14 Participação das exportações brasileiras Participação das exportações da região Norte-Nordeste Participação das exportações da região Centro-Sul
Figura 23 – Participação das exportações da região Centro-Sul, Norte-Nordeste e do Brasil, no valor da importação de açúcar bruto dos Estados Unidos; período: 1996 a 2001.
Fonte: Brasil (2003b); FAO (2003b)
Diante do comportamento das importações de açúcar bruto nos EUA e das exportações brasileiras para este país, foram estimadas as elasticidades-preço direta da demanda pela exportação da região Centro-Sul e da região Norte-Nordeste, nos EUA. Os valores dessas elasticidades foram apresentados na Tabela 24 e estimados conforme descrito na eq. (25) do item 3.1.1.3.
Portanto, a elasticidade-preço direta da demanda pela exportação da região Centro-Sul apresentou-se mais elástica do que a elasticidade-preço da demanda pela exportação da região Norte-Nordeste, no mercado dos EUA. Isso ocorreu porque, em função da menor exportação do Centro-Sul para o mercado norte-americano, esta região possui um potencial maior para aumentar suas exportações.
Tabela 24. Estimativas das elasticidades-preço direta da demanda pela exportação de açúcar bruto das regiões Centro-Sul e Norte-Nordeste do Brasil, nos Estados Unidos; período: 1982 a 2001.
Sij (1-Sij) σi ϖi ηij
Centro-Sul 0,00586 0,99414 -4,7 0,72 -4,668 Norte-Nordeste 0,11095 0,88905 -4,7 0,72 -4,098 Fonte: resultados de pesquisa.
Nota: Sij = participação do valor importado de cada região (Centro-Sul e Norte-Nordeste) em relação ao valor das importações totais dos Estados Unidos; σi = elasticidade de substituição estimada na Tabela 23; ϖi = elasticidade-preço de importação estimada na Tabela 23; ηij = elasticidade-preço direta da demanda pela importação originada do país j, no país i.
Assim, a redução de 1% no preço de importação de açúcar dessas regiões aumentaria em 4,67% as importações originadas da região Centro-Sul, e em 4,10% as importações originadas da região Norte-Nordeste do Brasil, ao ano, considerando os dados referentes ao período estudado. Entretanto, é importante lembrar que isto não significa que o volume exportado pela região Centro-Sul para os EUA seja superior ao exportado pela região Norte-Nordeste. As estimativas do aumento das exportações são obtidas com base nos volumes efetivamente realizados ao longo dos últimos anos, e conforme foi apresentado na Figura 23, o Norte-Nordeste exportou, em média, um volume significativamente maior de açúcar bruto para os EUA, em relação à região Centro-Sul. Isso parece sugerir que o impacto de uma redução no nível tarifário pelos EUA poderá ser maior na região Nordeste do que no Centro-Sul do Brasil. De fato, existe alguma vantagem para o Norte-Nordeste em termos logísticos. No entanto, se as exportações ocorrerem sob condições competitivas, possivelmente a região Centro-Sul deve expandir suas exportações para os EUA em proporção muito maior que o Norte- Nordeste.
4.2.2 Impacto sobre as exportações brasileiras de açúcar bruto para os Estados