• Sonuç bulunamadı

Kolemanitten borik asit üretimindeki safsızlık sorunları

2. TEORĐK ĐNCELEMELER 1 Bor Mineraller

2.4 Borik Asit Üretim Yöntemleri 1 Genel bilgiler

2.4.3 Kolemanitten borik asit üretim

2.4.3.1 Kolemanitten borik asit üretimindeki safsızlık sorunları

Como já foi dito, a atividade prática do homem comum ocorre na vida cotidiana de um mundo prático, onde os objetos possuem significados intrínsecos a eles mesmos, independentemente da atividade humana. Passa-se agora a verificar a relação da prática humana com a práxis.

Para compreender o significado atual do vocábulo práxis, é preciso buscar sua definição na história. Na Grécia antiga, a práxis (pra,zij) significava a ação que possui um fim em si mesma, que para Vázquez, “não cria ou produz um objeto alheio ao agente ou a sua atividade”. 55 O autor lembra que, para Aristóteles, a práxis é ação moral, por não gerar nada fora de si mesma. Por outro lado, produzir um objeto que venha a existir fora de si mesmo, como, por exemplo, a obra de um artesão, não pode ser práxis. Para este tipo de atividade humana, que é exterior ao sujeito, dá-se o nome de poiéses (poihsij), que possui o sentido literal de produzir ou fabricar algo.

Ainda, na Grécia antiga a atividade física ou prática era considerada uma obrigação dos escravos, que cumpriam as atividades práticas do cotidiano, envolvidos na manutenção da casa, na produção de objetos e no cultivo de alimentos. Tudo isso era considerado pela sociedade grega como prática, enquanto a atividade política, das preocupações com as questões pertinentes ao andamento e direcionamento da vida pública, ficava a cargo dos homens livres. Para Platão, é o “Estado que se conforma à idéia, e em Aristóteles a política é arte de organizar a vida

da comunidade, da polis, para criar condições de vida contemplativa, que é a autenticamente humana”. 56

De acordo com Vázquez, a sociedade grega exaltava a vida teórica e desprezava a prática produtiva; isto reforçava “a divisão social do trabalho e de classe na sociedade escravista, e correspondem inteiramente aos interesses da classe dominante” 57, sustentando o status quo daquela sociedade.

A práxis, como categoria central da filosofia, é uma interpretação do mundo e, ao mesmo tempo, orienta à transformação deste mundo, já que, “por revelar teoricamente o que a práxis é, [a filosofia da práxis] marca as condições que tornam possível a passagem da teoria à prática e assegura a íntima unidade entre uma e outra”. 58 Esta compreensão da práxis se revela a partir do marxismo.

A práxis, como atividade real, objetiva e material do ser humano, só pode ser

em e pela práxis, na condição do homem como ser social prático que supera a

perspectiva da consciência do senso comum para uma consciência da práxis. Na vida prática cotidiana, a essência não é manifestada de forma direta e imediata, antes, a atividade prática oculta esta essência.

É preciso perceber que este homem comum é um ser social e histórico, que

encontra-se imbricado numa rede de relações sociais e enraizado num determinado terreno histórico. Sua própria cotidianidade está condicionada histórica e socialmente, e o mesmo se pode dizer da visão que tem da própria atividade prática. 59

Por esta razão, para se chegar à compreensão da teoria da práxis é necessária a superação do senso comum, dos preconceitos, dos hábitos mentais e dos lugares

56 Op. Cit., VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez (2002), p. 154. 57 Ibidem.

58 Op. Cit., VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez (1977), p. 6. 59 Ibid., p. 9.

comuns; é preciso uma “superação do ponto de vista espontâneo ou instintivo adotado pela consciência comum do proletariado. Daí a necessidade – determinada ao mesmo tempo por motivos teóricos e práticos – de contrapor uma clara compreensão da práxis à sua concepção ingênua ou espontânea”. 60 A função da consciência da práxis se constitui em integrar de forma mais elevada a unidade do pensamento e da ação humana, de acordo com finalidades que existem apenas no homem e são produtos da sua consciência.

A respeito da atividade humana transformadora do mundo, Vázquez afirma que:

somente quando a prática produtiva material e a prática social revolucionária alcançam certo nível na própria realidade é que se dão as condições para que se possa captar a prática, em toda a sua significação social e humana, e em toda a sua universalidade, riqueza e essencialidade, como atividade humana transformadora do mundo.61

É este processo histórico, para a significação da práxis humana e social transformadora, que torna-se o foco a partir deste momento, para que haja um aprofundamento a respeito da compreensão da práxis social como atividade humana dirigida à transformação social.

Como já foi visto anteriormente, há várias formas de práxis, por isso, é importante lembrar algumas não citadas até aqui, como: a produtiva, a artística, a científica, a material e a revolucionária (ou social). Para Vázquez, estas práxis são formas particulares e concretas da práxis total humana, na qual o homem, como ser social e consciente, humaniza o mundo e a si mesmo. A escolha metodológica pela práxis social não é, em hipótese alguma, uma redução das outras formas de práxis, mas é a qualificação necessária pela qual examinar-se-ão as práticas sociais da Igreja.

60 Ibidem.

Uma definição inicial para a práxis social é a atividade do ser humano que o torna, ao mesmo tempo, sujeito e objeto da mesma, e dentro desta atividade “cabem os diversos atos orientados no sentido de tal transformação como ser social, e, por isso, destinados a mudar suas relações econômicas, políticas e sociais ”. 62 Neste sentido, quando a atividade humana é dirigida a um grupo ou classes sociais,

(...) e inclusive a sociedade inteira, ela pode ser denominada práxis social, ainda que num sentido amplo toda a prática (inclusive aquela que tem por objeto direto com a natureza) se revista de um caráter social, já que o homem só pode levá-la a cabo contraindo determinadas relações sociais (relações de produção na práxis produtiva) e, além disso, porque a modificação prática do objeto não humano se traduz, por usa vez, numa transformação do homem com ser social. 63

A práxis social, em sentido stricto senso, é a “atividade de grupos ou classes sociais que leva a transformar a organização e direção da sociedade, ou a realizar certas mudanças mediante a atividade do Estado. Essa forma de práxis é justamente a atividade política” 64 que, por sua vez, tem na práxis revolucionária sua etapa superior de transformação real da sociedade.

Vázquez nos apresenta os traços que distinguem a práxis como práxis criadora, a saber: “a) unidade indissolúvel, no processo prático, do interior e o exterior, do subjetivo ao objetivo; b) indeterminação e imprevisibilidade do processo e do resultado; c) unicidade e irrepetibilidade do produto”. 65 Estes elementos são fundamentais para a práxis social.

Por fim, a práxis social é a práxis intencional da vida social, o que significa que ela é capaz de produzir uma nova realidade política, econômica e social. Neste sentido, há uma compreensão da práxis intencional (individual e coletiva), quando ela estiver ligada a um projeto individual ou plural. Esta práxis, por sua vez, é

62 Op. Cit., VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez (1977), p. 200. 63 Ibidem.

64 Ibid., pp. 200-1 65 Ibid., p. 251.

aplicada e avaliada por sua objetivação prática, ou seja, ela é avaliada a partir dos seus resultados. 66 É precisamente nesta perspectiva da práxis social, objetivada na vida social, que será feita a crítica das práticas sociais da Igreja. 67

Benzer Belgeler