4. BULGULAR
4.7 V erilerin karşılaştırılması
4.7.8. Koklea bloklu ve bloksuz planlarda homojenite indeksi karşılaştırması
ocupados com estabelecimentos patronais, representando 67% da área total de estabelecimentos agropecuários, e 1.046.070 ha são ocupados por estabelecimentos da agricultura familiar, correspondendo a 33% do total. Essas informações nos permitem afirmar que a estrutura fundiária do estado apresenta-se muito concentrada, seguindo a lógica geral da estrutura fundiária brasileira.
4.1.1 Produção agropecuária
Com relação à produção agrícola, o Rio Grande do Norte possui uma área de 2.922 ha ocupados com lavouras permanentes. Desse total, 1.704 ha (58%) eram de lavouras permanentes em propriedades não familiares e 1.218 ha (42%) em estabelecimentos da agricultura familiar. A quantidade produzida nas lavouras permanentes no RN era de 54.706.137 t, desse total os estabelecimentos não familiares produziram 42.988.126 t dessas lavouras, representando 79% do total produzido no estado. Os estabelecimentos da agricultura familiar produziram 11.718.011 t, significando apenas 21% do total.
Segundo o Censo Agropecuário (2006), as principais lavouras permanentes produzidas nos estabelecimentos não familiares eram a banana, com uma área de 1.576 ha (54% da área total de lavouras permanentes do RN) e produção de 42.797.558 t (78% da produção total do RN) e laranja com 128 ha (4% da área total de lavouras permanentes do RN), produzindo 190.468 t (0,3%). As outras lavouras citadas eram café arábica em grão (verde), e café canephora (robusta, conilon) em grão (verde), ambas com valores não significativos para a agricultura não familiar. Para a agricultura familiar as principais lavouras permanentes eram banana, ocupando uma área de 1.198 ha (representando 41% da área total de lavouras permanentes do RN), com uma produção de 11.705.251 t (21% da produção total do RN), café arábica em grão (verde) com uma área de 14 ha (0,5% da área total), com uma produção de 1.000 t (0,002% do total produzido) e laranja, com uma área de 4 ha (0,1%), com uma produção de 11.200 t (0,02%). As lavouras com café canephora (robusta, conilon) em grão (verde) possuem valores insignificantes na agricultura familiar.
Com relação às lavouras temporárias, o Rio Grande do Norte possuía uma área de 331.721 ha ocupados com esse tipo de lavoura, cuja produção total era de 1.865.712 t. (Gráfico 16). Desse total, 77.366 ha (23% do total) pertenciam às lavouras
temporárias em estabelecimentos não familiares, para essas mesmas lavouras os estabelecimentos da agricultura familiar possuíam uma área de 254.355 ha (77% do total). Em termos de produção, os estabelecimentos não familiares produziram 1.522.884 t (82% do total produzido). Os estabelecimentos com agricultura familiar produziram 342.828 t (18% do total produzido).
Isso se deve ao uso mais intenso da mecanização e tecnologias por parte da agricultura empresarial, que se utiliza de menos terras para produzir grandes quantidades. A produção da cana-de-açúcar, por exemplo, ocupa apenas 11% da área plantada por lavouras temporárias nos estabelecimentos não familiares (empresariais), no entanto, representam 79% (1.468.226 t) da produção em lavoura temporárias nesses estabelecimentos.
Gráfico 16: Rio Grande do Norte: Área dos estabelecimentos utilizada para a produção de lavouras temporárias em hectares (ha) - 2006
Fonte: IBGE/Censo agropecuário, 2006.
Os principais produtos nas lavouras temporárias plantados nos estabelecimentos não familiares eram: a cana-de-açúcar, ocupando uma área de 36.901 ha (11% da área total), com uma produção de 1.468.226 t (79% do total de produção temporária no RN); cebola com 48 ha (0,01%) e uma produção de 902 t (0,05%); algodão ocupando uma área de 768 ha (0,2%) e produção de 1.526 t (0,08%); e trigo em grãos com uma área de 260 ha (0,08%) e produção de 291 t (0,02%).
Gráfico 17: Rio Grande do Norte: Quantidade produzida por lavouras temporárias em toneladas (t) - 2006
Fonte: IBGE/Censo agropecuário, 2006.
As principais lavouras temporárias nos estabelecimentos com agricultura familiar eram: feijão em grão, com uma área de 149.618 ha (45% do total de áreas com lavouras temporárias) e produção de 65.751 t (4% do total); mandioca, com área de 17.297 ha (5%) e produção de 92.814 t (5%); e milho, com área de 79.082 ha (24%) e produção de 120.870 t (6%).
A área de pastagem no Rio Grande do Norte corresponde a 1.203.398 ha, sendo que 664.489 ha estavam localizados em estabelecimentos não familiares, correspondendo a 55% do total de áreas com pastagem no estado, e 538.909 ha localizavam-se em estabelecimentos familiares, representando 45% do total de áreas com pastagem.
Com relação aos efetivos pecuários, o Rio Grande do Norte possuía, em 2006, 6.059.172 cabeças de aves11 nos estabelecimentos agropecuários, sendo que desse total 5.044.339 de cabeças de aves (83%) estavam em estabelecimentos da agricultura não familiar e 1.014.833 de cabeças (17%) de aves estavam em estabelecimentos da agricultura familiar. Essa concentração do número de aves em estabelecimentos não
11 Para o IBGE são considerados aves as galinhas, galos, frangas, frangos e pintos, patos, gansos e
marrecos, perus, codornas, avestruzes, perdizes e faisões; e outras, existentes no estabelecimento na data de referência (Censo agropecuário – IBGE, 2006).
familiares se deu devido ao crescimento na criação de aves (galinhas, galos, frangos, frangas e pintos) no período de 1970 a 2005. A presença de estabelecimentos especializados não familiares na produção de aves no estado também é um fator que justifica essa concentração de aves nos estabelecimentos não familiares. Dos 448.249 estabelecimentos que criam aves no estado, 276.683 (62%) são estabelecimentos especializados não familiares. No entanto, no ano de 2006, houve uma queda na relação vendidos/efetivos devido
a descoberta de focos da gripe aviária na Ásia, Europa e em alguns países africanos, em 2006, quando houve uma queda do consumo mundial pelo receio de contaminação desta nova virose, divulgada em fins de 2005, e que teria causado vítimas fatais entre os humanos (Censo Agropecuário/IBGE, 2006).
O efetivo bovino era de 229.945 cabeças em todo o estado, desse total, 177.266 cabeças de bovinos (77%) estavam em estabelecimentos não familiares e 52.679 cabeças de bovinos (23%) estavam em estabelecimentos da agricultura familiar. Esse efetivo bovino ocupava uma área de 271.654 ha em todo o estado, sendo que desse total, 225.593 ha (83%) eram em áreas de estabelecimentos não familiares, e apenas 46.061 ha (17%) estavam em áreas de estabelecimentos da agricultura familiar, o que demonstra que a pecuária bovina realizada pela agricultura familiar é mais intensiva que a empresarial, pois em menor área se produz mais, proporcionalmente.
No RN existiam 273.562 cabeças de caprinos, sendo que desse total, 121.152 cabeças (44%) estavam localizadas em estabelecimentos não familiares e 152.410 cabeças (56%) localizavam-se em estabelecimentos da agricultura familiar. Com relação aos ovinos, no RN tínhamos um efetivo de 410.019 cabeças de ovinos, sendo 191.774 cabeças (47%) em estabelecimentos não familiares e 218.245 cabeças (53%) em estabelecimentos da agricultura familiar. No efetivo de suínos, tínhamos 78.331 cabeças em todo o estado, sendo que desse total, 58.660 cabeças de suínos (75%) estavam localizadas em estabelecimentos não familiares e apenas 19.671 cabeças (25%) nos estabelecimentos da agricultura familiar. Nesse sentido, os dados indicam que a pecuária se apresenta como uma atividade bastante presente e de grande importância econômica para os agricultores familiares. No contexto do PAA, o produto mais comercializado em praticamente todos os municípios visitados era a carne bovina, caprina e ovina. Sem contar que o leite de cabra é mais valorizado na comercialização via PAA.
Apesar da marcante participação da agricultura familiar na produção de leite de vaca no RN, do total de 193.085 litros de leite produzidos no estado, 107.404 litros (56%) da produção pertencem a estabelecimentos não familiares e 85.681 litros (44%) são produzidos em estabelecimentos familiares.
O Cartograma 04 representa a participação da agricultura familiar na produção de leite de vaca no estado. Os dados apresentados são do Censo Agropecuário 2006, a partir dos quais fizemos a relação do total de leite produzido em todo o estado no ano de 2006 e o que foi produzido de leite somente pela agricultura familiar, também naquele ano. Nesse sentido, podemos observar que existia uma participação bastante significativa da agricultura familiar na produção leiteira do estado, chegando a ser de 100% em alguns municípios, como Grossos, Parnamirim e Jundiá.
Em todo o estado somente três municípios não produziram leite de vaca, são eles: Baía Formosa, Senador Georgino Avelino e Vila Flor. Os municípios de Galinhos e Maxaranguape tiveram produção em 2006, no entanto, não houve participação da agricultura familiar na produção.
Apesar de serem bastante presentes na produção de leite em todo o estado, os agricultores familiares recebem poucos incentivos para a execução dessa atividade. Durante a pesquisa de campo, verificamos que as principais dificuldades são: a falta de assistência técnica, as dificuldades para o transporte do leite de forma adequada, preços baixos do leite e a falta de políticas estruturantes, que, aliadas ao PAA Leite, possam consolidar a cadeia produtiva do leite, fazendo com que os pequenos produtores familiares passem a ter um convívio mais tranquilo com o fenômeno da seca.
Cartograma 04: Rio Grande do Norte: Produção de leite de vaca (Mil litros) – 2006 e proporção da produção de leite de vaca na agricultura familiar (Mil litros) –