3.3. İnsan Geliştirilme Kapsamında Yer Alan Uygulamalar
3.3.2. Klonlama: İnsan Türünün Sonu mu?
3.3.2.1. Klonlama Çalışmaları Karşısında İnsan Onuru a Üreme Amaçlı Klonlama
O exame dos resultados alcançados pelos modelos das expectativas, dos motivos de entrada, dos motivos de permanência e dos motivos de saída permite afirmar que todas as hipóteses foram aceitas. Assim, a motivação do voluntário da Pastoral da Criança pode ser explicada por um conjunto de interações entre estes cinco constructos: Altruísmo, Afetivo, Amigável, Ajustado e Ajuizado. Ainda, possíveis motivos de saída da atividade voluntária
podem ser explicados pelos indicadores que constituem os constructos "Escassez de recursos", "motivos pessoais" e "motivos religiosos".
A primeira constatação é que confirma-se que uma noção de auto-sacrifício por parte do voluntário, que envolva risco ou insalubridade, gerando uma consciência de espécie, com um caráter universal é um dos preditores da motivação dos voluntários pesquisados. Esta percepção é inerente ao próprio conceito do voluntariado, o que sugere, entre outras características já citadas anteriormente, a doação de tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário. Os diversos conceitos citados anteriormente no referencial teórico deste estudo, sugerem que o altruísmo - auto-sacrifício sem aparente recompensa pessoal - é um elemento fundamental para que ele ocorra: a motivação para voluntariar seria, portanto, a de doação. Há ainda diversos estudos que concluíram pela existência de um constructo com estas características, em nível nacional e internacional e portanto, os resultados aqui alcançados seguiram em sentido similar.
Bussel e Forbes (2002), por exemplo, reforçam que existem evidencias empíricas de que o altruísmo está presente em diversos tipos de atividades voluntárias e citam, por exemplo a pesquisa de Unger (1991) que encontrou, entre as motivações para voluntariar, o altruísmo, no qual voluntários se sentiram motivados a doar tempo por causa de sua percepção de que outras pessoas na comunidade precisavam de ajuda para ajudar na solução de problemas. Ainda sobre o altruísmo, Haski-Leventhal (2009) diz que um dos seus aspectos mis importantes é a atividade douradora e organizada em beneficio de outrem, característica base do conceito de voluntariado.
Clary, Snyder e Ridge(1992) também concluíram em suas pesquisas que características motivacionais influenciadas pelo altruísmo estimulariam o indivíduo a se tornar voluntário. Para eles, pessoas voluntariam com a finalidade de satisfazer necessidades/motivos pessoais e se mantém na atividade caso estas necessidades/motivos sejam alcançadas. Um desses motivos foi nomeado por eles como a função "valores". Esta função descreve quanto um indivíduo busca demonstrar valores relacionados ao altruísmo ou humanitarismo. Um dos seus indicadores é "Sinto que é importante ajudar outros". Este constructo mede a possibilidade de um serviço voluntário oferecer aos indivíduos a oportunidade deles expressarem valores relacionados ao altruísmo e preocupações humanitárias pelos outros.
Na Argentina, Corcoba, Urrutia e Espanés (2006) em estudo com voluntários idosos do Centro de Promoção do Idoso (CEPRAM) em Córdoba, Argentina. Segundo os autores, a maior parte dos voluntários é parte do programa FAMAC (Formação de Idosos de Córdoba)
que se realiza conjuntamente com a Faculdade de Psicologia da Universidade Nacional de Córdoba. Para conhecer as motivações destes voluntários foi usado o VFI de Clary, Snyder e Ridge (1992) adaptado para a língua espanhola. A amostra foi composta por 113 voluntários, que tem entre 47 e 84 anos (M = 63 anos), 50% são casados, 24% são viúvos e 60% são graduados. Os resultados indicaram que motivações mais importantes são aquelas relacionadas aos valores altruístas, e à busca de conhecimento e aprendizagem que o voluntariado permite.
Na mesma linha conceitual, Filkelstein (2010), em uma pesquisa com 194 estudantes universitários no sudeste dos EUA, concluiu que uma atitude coletiva estava fortemente vinculada a motivações altruístas e ao desejo de reforçar laços sociais. Anderson e Moore (1978), do mesmo modo, forneceu evidências para reforçar a existência deste construto: razões altruístas foram as mais citadas pelos pesquisados, cerca de 1030 voluntários residentes em diversas regiões do Canadá. Entre as razões altruístas, mais de 70% dos entrevistados afirmaram que "ajudar os outros " pode ser entendida como uma razão para o voluntariado.
Ainda Batson (2002, 1994) entende que o "altruísmo" é a motivação com o objetivo final de aumentar o bem-estar de uma ou mais pessoas e reconhece também a existência deste constructo no descrição dos motivos que conduzem ao voluntariado. Por outro lado, ele reforça que este não deve ser o único preditor deste tipo de comportamento, pois o constructo motivação do trabalho voluntário, segundo modelo sugerido por ele, é formado por quatro categorias: egoísmo, altruísmo, principialismo e coletivismo. No caso em pauta, o constructo "Altruísta" por meio de comportamentos como "Ajudar os outros"; "Mudar a vida das pessoas"; "Levar esperança aos menos favorecidos", "Permitir que as pessoas tenham oportunidade de viver" e "Fazer algo importante" é capaz de auxiliar na explicação da motivação dos voluntários da Pastoral da Criança.
A segunda constatação, a partir dos resultados alcançados, é que motivos relativos ao sentimento de auxílio a sujeitos e comunidades em situações de exceção, via fornecimento de apoio direto aos menos aptos e prósperos tais como idosos, crianças, desabilitados e pacientes em hospitais, também são preditores da motivação de voluntários da Pastoral da Criança. Diversas pesquisas corroboram a existência de um constructo com estas características, em nível nacional e internacional. Para Mostyn (1983) estes são comportamentos que envolvem um voluntário que busca o resgate da cidadania, numa perspectiva local. Entre os pesquisados há uma busca em suas cidades ou mesmo seus bairros e até suas ruas, por meio das atividades
de acompanhamento de gestantes e crianças recém-nascidas, da melhoria nas condições de vida destes indivíduos.
Gouveia (2003), por sua vez, entende que este comportamento é a pré-condição de justiça ou igualdade para satisfazer necessidades. As pessoas que se juntam ao trabalho voluntário, por este motivo, reconhecem o outro como um membro da espécie humana, merecedor de vida social digna. Outro estudo que reforça a existência deste constructo é o de Hakinson e Rochester (2005) em estudo qualitativo na Inglaterra com voluntários de quatro tipos de atividades - um hospital, uma associação, um grupo de ativismo e membros de conselho governamental - que captou entre os pesquisados que "fazer o dever do cidadão" e "ser membro útil na comunidade que vive" seriam vistos positivamente por eles.
No Peru, Cervantes (2004) realizou estudo qualitativo com residentes da Região Metropolitana de Lima, membros ativos das organizações de juventude por mais de dois anos e que fossem líderes em suas organizações. Os motivos mais citados foram fazer parte de uma organização, promover justiça social na sua comunidade, e compartilhar experiências e conhecimentos. Do mesmo modo, Hibbert, Piacentini e Al Dajani (2003) buscaram entender a participação de voluntários moradores de dada localidade em uma cooperativa de venda de alimentos. Entre outras motivações, "colaborar com a melhoria social" estava entre elas. O constructo "coletivismo" de Batson (2002, 1994) que seria a ação com o objetivo final de aumentar o bem-estar de um grupo também pode ser equiparado ao constructo "Afetivo" desta pesquisa.
No Brasil algumas pesquisas chegaram a resultados semelhantes: Castro (2003), Silva (2006), Marques (2006), Piccoli (2009) e Vervloet (2009) concluíram que seus pesquisados eram influenciados pela possibilidade de ajuda por meio de suas atividade nas suas comunidades. Vervloet (2009) afirma que, entre as motivações para se juntar ao trabalho voluntário está o sentimento de que esta atividade é "dever de todo cidadão" . Marques (2006) afirma que ajudar o outro a resgatar sua dignidade é um dos comportamentos que motivam os voluntários pesquisados por ele - estudantes de medicina de São Paulo. Castro (2003) percebeu que entre os motivos que conduziam indivíduos ao trabalho voluntário está a busca de participação social. Então o constructo "Afetivo", por meio de comportamentos como "Cumprir o dever de cidadão"; "Reduzir injustiças sociais"; "Ser membro útil na comunidade que vivo"; "Colaborar com a melhoria social", é capaz de auxiliar na explicação da motivação dos voluntários da Pastoral da Criança.
A terceira constatação é que motivos vinculados à avaliação subjetiva de contribuição para o bem-estar social, e de desafortunados em particular, sob perspectiva amistosa, em que
o voluntário se sente compartilhando algo próprio com alguém em dado espaço organizacional, também são preditores da motivação de voluntários da Pastoral da Criança. Outros estudos concluíram pela existência de um constructo com estas características, em nível nacional e internacional. Hakinson e Rochester (2005) chegaram nos seus resultados a um constructo semelhante. Eles encontraram que entre as características do trabalho voluntário está a possibilidade de encontrar pessoas novas e fazer novos amigos.
Igualmente Horne and Broadbridge (1994) corroboram os resultados desta tese. Eles buscaram esclarecer, entre voluntários que trabalhavam em bazares de caridade, os motivos para se juntar a esta atividade e, a razão mais citada naquele estudo, foi que a atividade dava a oportunidade de encontrar pessoas e fazer amigos, motivações claramente ligadas à afiliação.
Clary et al (1998) têm igualmente em seu modelo teórico um constructo com características de relacionamento com outras pessoas. Para eles, o voluntariado pode oferecer oportunidades de fazer amigos ou mesmo de se engajar em atividades percebidas como importantes para outras pessoas. Indicadores como "Meus amigos são voluntários", "Pessoas próximas são voluntárias" e "Pessoas que conheço compartilham interesse em serviços comunitários" confirmam a existência de motivações de afiliação entre os voluntários. Ainda em nível internacional, Anderson e Shaw (1999) concluíram que a atividade voluntária tem motivações como "fazer novos amigos" ou "conhecer pessoas" comportamentos claramente ligados aos indicadores que compõem este constructo.
No Chile, o Ministério Secretaria Geral de Governo, em pesquisa realizada entre os anos de 2001 e 2004, buscou conhecer os voluntários que atuam nos Centros Regionais de Voluntariado, centros que conectam oferta e demanda de voluntários e que desenvolvem ações voluntárias, sediados em quatro regiões: Coquimbo (aprox 677.000 habitantes), Valparaíso (aprox 1.850.000 habitantes), Bío Bío (aprox 1.800.000 habitantes) e Região Metropolitana de Santiago (aprox 5.600.000 habitantes) Foi usado o método do focus group (20 reuniões foram feitas) com voluntários com pelo menos um ano de atividade e um survey com 700 voluntários nas quatro regiões. O perfil do voluntário é jovem, com até 24 anos, classe B ou C e atuam nas comunidades que moram. As motivações mais citadas foram "ajudar os outros", seguido por "vontade de participar". Para os homens os motivos "conhecer pessoas e fazer amigos" e "porque meus amigos também se envolveram na atividade" são os mais importantes.
No Brasil outros estudos chegaram a resultados semelhantes. Vervloet (2009), Ribeiro (2007) e Sampaio (2004) notaram, entre seus resultados, comportamentos de afiliação entre seus pesquisados. Ribeiro (2007), por exemplo, concluiu que "conviver com as pessoas" é um
dos motivadores dos voluntários pesquisados (6 trabalhadores, sendo 3 remunerados e 3 voluntários, de 3 ONGs em Belo Horizonte.). Já Sampaio (2004) percebeu que "estabelecer contatos interpessoais afetuosos" está no rol de motivadores entre os voluntários de uma creche. Então o constructo "Amigável" por meio de comportamentos como "Conhecer pessoas com mesmos interesses"; "Fazer parte de um grupo"; e "Fazer novos amigos" é capaz de auxiliar na explicação da motivação dos voluntários da Pastoral da Criança.
A quarta constatação é que motivos de forma específica de aprimoramento social não centrada em temas cruciais ou aflitivos, mas que, de alguma forma, transmite ao voluntário a sensação de estar, simultaneamente, promovendo a si próprio e a vida do receptor sob uma interação grupal, por meio de ações que estimulem o intelecto via voluntariado também são preditores da motivação de voluntários da Pastoral da Criança. Outros estudos também concluíram pela existência de um constructo com estas características, em nível nacional e internacional.
Cavalier (2006) em estudo qualitativo, com estudantes americanos, percebeu entre as motivações, o aspecto social como motivador destes indivíduos para se tornarem voluntários. Hakinson e Rochester (2005) concluiu que, entre seus pesquisados, há a possibilidade de adquirir novos conhecimentos, sejam vinculados à carreira ou não quando executam atividades voluntárias. Perold e Tapia (2007) também encontraram em pesquisa realizada no Chile resultados semelhantes: voluntários relataram que o programa do qual fazem parte é muito apreciado por oferecer a oportunidade de exercer as suas competências e por isso ser valorizados. Já Dolnicar e Randle (2007), em pesquisa realizada na Austrália com cerca de 12000 indivíduos, encontraram motivações como "ganhar experiência", "melhorar habilidades"e "usar habilidades" entre seus interesses.
Vitner, Shalom e Yodfat (2005) pesquisou cerca de 4200 voluntários em um serviço de aconselhamento a idosos que atua em Israel. Entre seus resultados cita que a "aprendizagem" e a busca por "alargar horizontes" está entre as motivações dos voluntários pesquisados. Há também entre os constructos do modelo de Clary et al (1998), um que descreva motivações ligadas à busca de conhecimentos. Ele delineia a oportunidade dos voluntários em obter novos conhecimentos ou de exercitar habilidades e capacidades que poderiam ficar sem uso, caso não existisse a oportunidade do trabalho voluntário. Na pesquisa de Clary et al (19998) este constructo mede o quanto os voluntários esperam receber benefícios relacionados ao auto-desenvolvimento e aprendizagem por meio desta atividade.
Caissie e Halpenny (2003) reforçam a existência de um constructo que descreva motivações vinculadas ao auto-desenvolvimento. A pesquisa buscou conhecer as motivações
de voluntário de uma organização que promove a defesa do meio-ambiente na região de Ontário, no Canadá. Foram pesquisados indivíduos de ambos os gêneros e com idade entre 17 e 63 anos. Entre as motivações encontradas estavam o interesse em aprender e a busca por novos desafios. No Brasil a pesquisa de Vervloet (2009) também concluiu pela existência de motivações com estas características. Na pesquisa comportamentos como a "busca de aprendizado" e a "aquisição de novos conhecimentos" estavam no rol de motivações apresentado pelos voluntários. Então o constructo "Ajustado" por meio de comportamentos como "Aprender a lidar com pessoas", "Aprender novos conhecimentos/habilidades", "Buscar novos desafios", e "Aprender algo" é capaz de auxiliar na explicação da motivação dos voluntários da Pastoral da Criança.
A quinta constatação é que, motivos centrados na sensação de privilégios, de status e de proteção, estando o voluntário interessado na construção e projeção da auto-imagem ou na promoção pessoal junto a indivíduos e coletividades, também são preditores da motivação de voluntários da Pastoral da Criança. Diversas pesquisas concluíram pela existência de um constructo com estas características, em nível nacional e internacional. O modelo de Clary et al (1998), também contempla um fator semelhante. Eles afirmam que o fator "estima" apresenta razões próprias ao ego para se manter na atividade voluntária almejando alcançar objetivos positivos com a atividade. Indicadores como "o voluntariado me faz sentir importante", "o voluntariado aumenta minha autoestima", e "o voluntariado me faz sentir útil" são parte do constructo sugerido por Clary et al (1998) para descrever motivações ligadas ao ego. Na mesma linha conceitual, estudo realizado por Anderson e Moore (1978) forneceu evidências empíricas para reforçar a existência deste construto: cerca de 40% dos pesquisados, em torno de 1030 voluntários, residentes em diversas regiões do Canadá, apresentaram razões egoístas para se juntar ao voluntariado, e, "ocupar o tempo livre" sozinho respondeu por quase um terço das motivações para esta atividade.
Batson (2002) também concluiu pela existência de um fator - egoísmo - que aumentaria o bem estar do voluntário, ao prestar este tipo de tarefa. Para ele não haveria dúvidas de que as pessoas valorizam o próprio bem-estar e que isso justificaria a existência da categoria "egoísmo"no seu modelo. Entretanto, o egoísmo não é o único valor individual. Batson (1991) reconhece que o egoísmo é motivo forte nas ações humanas, mas, que a capacidade humana de doação não está apenas pautada nele.
No Peru, Portocarrero et al (2002) apresentou os resultados decorrentes da Primeira Pesquisa Nacional sobre Voluntariado e Doação, realizado pelo Centro de Investigação da Universidade do Pacífico (CIUP) e do I Festival da Boa Vontade. Os resultados das pesquisas
indicaram que para os jovens das classes mais altas a possibilidade de viver novas experiências, por não ter que buscar trabalho remunerado nesta fase da vida, é sua principal motivação para se juntar ao trabalho voluntario. Considerando a amostra de 1414 pesquisados, foram citadas como importantes, motivações altruístas (o desejo de ajudar os outros) e motivações vinculadas ao interesse pessoal (me sentir realizado como pessoa; aprender algo/ganhar experiência; ocupar tempo livre em algo proveitoso) para se juntar ao voluntariado.
Ainda Vitner, Shalom e Yodfat (2005) encontraram nos seus resultados, em pesquisa com cerca de 4200 voluntários em um serviço de aconselhamento a idosos que atua em Israel, que indivíduos esperam que o voluntariado os compense e que isso seja uma fonte de confiança, satisfação, de respeito e reconhecimento. No Brasil as de Sampaio (2004) e Souza, Lima e Marques (2008) também concluíram pela existência de motivações com estas características. Sampaio (2004), em pesquisa com voluntários de uma creche, teve entre seus resultados a "busca de construção de uma auto-imagem mais valorizada" por parte dos voluntários. Já Souza, Lima e Marques (2008) em pesquisa com alunos voluntários que atuam em uma empresa júnior, concluiu que eles eram estimulados por motivações em maioria egoístas (aprendizado, crescimento pessoal, status, rede de relacionamento, valorização do currículo) em detrimento das motivações altruístas (ideologia do movimento, contribuir para o desenvolvimento do Estado). Então, o constructo "Ajuizado" por meio de comportamentos como "Ser reconhecido", "Sentir-me melhor como pessoa"; "Aumentar autoestima" e "Me sentir importante" é capaz de auxiliar na explicação da motivação dos voluntários da Pastoral da Criança.
A última constatação diz respeito aos motivos de saída dos voluntários da Pastoral da Criança. Nesse sentido, pode-se afirmar que os motivos de saída dos trabalhadores voluntários são formados pelas variáveis latentes "Escassez de Recursos", "Motivos Religiosos" e "Motivos Pessoais" e respectivos indicadores também são preditores da motivação para sair da atividade voluntária da Pastoral da Criança. Tais indicadores foram produzidos a partir de pesquisas com os voluntários da Pastoral da Criança. Em fase qualitativa, foram gerados, e em uma fase quantitativa eles foram refinados.
Mesmo assim, em outras pesquisas os resultados foram semelhantes. Oliveira e Bezerra (2007) em pesquisa em organizações de voluntários situadas na região metropolitana de São Paulo concluíram que diversos indicadores podem ser desmotivantes, e, portanto, em dado momento, conduzem à saída da atividade voluntária. Indicadores como "falta de material apropriado", "falta de recursos financeiros", "falta de voluntários para dividir melhor", "falta
de acompanhamento particular por parte da liderança e do trabalho do e no Ministério", "excesso/sobrecarga de trabalho na vida secular" foram citados na pesquisa de Oliveira e Bezerra (2007) e coincidem com os indicadores validados nesta pesquisa, especialmente no constructo "Escassez de recursos" e "Motivos pessoas". O constructo "Motivos religiosos" teve um indicador semelhante: "Falta de espiritualidade", reforçando a influência que a religiosidade tem em organizações voluntárias no Brasil.
No Uruguai, o Instituto de Comunicação e Desenvolvimento (2009) realizou levantamento em 1.407 famílias escolhidas aleatoriamente e por estratos (sexo e idade) em cidades com mais de 5.000 habitantes. Se questionou o motivo de saída da atividade voluntária: 47% afirmou que a falta de tempo foi o principal motivo e 7% alegaram a mudança de localidade para terem deixado a atividade. Hustinx (2010) pesquisou 99 ex- voluntários e suas razoes para saída da Cruz Vermelha, em Flanders na Bélgica. Pressões por resultados foi determinante na saída: 25% deles alegaram esta razão. E de 55% afirmaram que a atividade voluntária entrou em conflito com seus estudos ou trabalho. Hustinx (2010) também dividiu as razoes para saída em dois constructos: fatores pessoais e organizacionais. Estes resultados se assemelham com os alcançados aqui, especialmente no aumento de carga horária de trabalho estimular a saída dos voluntários. Então o modelo estrutural "Motivos para Saída", por meio de seus constructos "Escassez de Recursos", "Motivos Religiosos" e