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2. GENEL BĠLGĠLER

2.5. Mastitislerde Tanı Yöntemleri

2.5.1. Klinik Mastitislerde Tanı Yöntemleri

A educação entendida como um fenómeno de carácter social é o processo contínuo de desenvolvimento das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano, a fim de melhor se integrar na sociedade ou no seu próprio grupo. Assim, no quadro legislativo angolano têm sido salvaguardados todos os elementos que alavancam o estado de desenvolvimento em todos os sentidos e sectores sociais quer sejam económico, político, social e também cultural.

As abordagens e acções sobre o património cultural em Angola revelam-se ainda muito escassas, apesar da existência de instituições e instrumentos legais encarregues do tratamento desta matéria. Tal como revela Caboco (2012:12) até há pouco tempo reservava-se ao Ministério da Cultura a quase exclusividade no tratamento das questões da preservação e da implementação da “política patrimonial” e aquele muitas vezes ainda chega a agir como um actor solitário nesta causa. Felizmente, acrescenta o autor, o cenário tende a mudar, pois começam a aparecer novos atores na causa da preservação patrimonial; quer no âmbito do próprio estado quer no âmbito da sociedade civil surgem novos interventores, a partilharem iniciativas, direitos e até mesmo responsabilidades.

43 Apesar do aumento do número de intervenientes e actores que têm aderido à causa da preservação patrimonial, urge ainda a necessidade de integrar sobretudo as comunidades, produtoras, detentoras e, em minha opinião, principais guardiãs do património cultural. Na mesma linha de pensamento, Caboco (2012: 12) revela que seria inconcebível, hoje, pensarmos e abordarmos a preservação do património sem a activa participação das comunidades e das suas associações representativas neste processo. Acrescenta ainda que outra forma de dividir estas responsabilidades é sem dúvida através do alargamento do volume de informações sobre o património, a sua importância no contexto da memória colectiva e os desafios da sua preservação e valorização, não somente pelas gerações presentes, mas também pelas gerações futuras. Se nos debatemos com a problemática de escassez de abordagens e de acções no âmbito do património cultural, mais complexo ainda se revela o quadro no que concerne a temática “educação patrimonial”, conceito ainda recente no contexto angolano.

Mas, apesar da situação acima reportada e como já se fez referência anteriormente, existe em Angola um quadro legislativo consagrado no âmbito do património cultural que dita as diretrizes, as prorrogativas de implementação de acções no âmbito do património cultural nacional. Deste modo, na perspectiva educacional encontramos:

No artigo 52º da lei do património cultural nº 14/05 de 7 de Outubro (Promoção de acções educativas) no seu ponto 1. a seguinte descrição:

“ O governo deve empreender e apoiar acções educativas capazes de fomentar o interesse e respeito público pelo património cultural, como testemunho de uma memória coletiva definidora da identidade nacional”.

No ponto 2. refere que

“devem ser tomadas medidas adequadas à promoção e realce do valor cultural e educativo do património cultural, como motivação fundamental da sua protecção, conservação, valorização e fruição, sem deixar de ter em conta o valor socioeconómico desse mesmo património, na sua qualidade de recurso activo a ter em conta na dinâmica de desenvolvimento do país”.

É dentro desta formulação que a legislação angolana referente ao património cultural abre espaço para acções de âmbito educacional.

44 Emanuel Caboco (2013: 11), num dos seus artigos publicado no jornal angolano “Cultura”, ressalta a necessidade e preocupação do executivo angolano, sobretudo aquela parcela responsável pela manutenção e salvaguarda dos aspectos culturais e étnicos nacionais, de se pôr em prática no âmbito da política cultural nacional um programa específico e estruturante no campo da educação e olhar-se para a escola como “organismo cultural”. Propõe-se também que se deve olhar para outras instituições culturais (museus, centros históricos…) como autênticos lugares do saber; esse programa seria responsável pelo desenvolvimento de um processo natural de conhecimento e interpretação da cultura através da escola. Na sua perspectiva já se têm dado alguns passos para a concretização deste plano, considerando que a introdução das línguas nacionais em vários níveis de ensino do país seja já um bom começo. Porém reconhece que existem outras questões que devem ser ainda construídas e desenvolvidas no seio dos estudantes.

Têm sido tomadas outras iniciativas para a materialização do plano executivo no âmbito da educação patrimonial, tal como a realização de uma conferência internacional sobre a educação patrimonial em Angola, na qual foram discutidas e analisadas as hipóteses e possibilidades de implementação de acções de educação patrimonial no país. Emanuel Caboco, funcionário do Ministério da cultura (atualmente responsável pela secção dos monumentos e sítios) reporta num dos seus artigos sob o tema “Conferência Internacional sobre Educação Patrimonial em Angola”, publicado no jornal angolano “Cultura” um resumo sobre o que se debateu nesta conferência e traz- nos algumas reflexões acerca das propostas e soluções encontradas.

Refere ele que primeiramente é necessário, tal como sucede com a saúde ou com o ambiente, que hoje já passaram a ser tratados ou encarados como problemas de massas, que o património seja incluído na “agenda escolar”, ultrapassando os estritos limites das suas atuais abordagens, pontuais, reduzidas e restritas a favor, quase sempre, de uma certa elite. Ele descreve também algumas etapas que na sua ótica seriam as principais no domínio do património, a começar pela construção de uma “atitude patrimonialista” de quem pode ensinar, educar ou transmitir o conhecimento sobre o mesmo. A segunda etapa passa pela inclusão no currículo escolar, tornando-se numa disciplina, como a educação cívica e moral e a educação ambiental, que trataria da questão a partir dos aspectos conceptuais introduzidos nos manuais escolares e,

45 finalmente, quase que corresponderia a uma extensão do conhecimento ou disciplina em especialidades até ao nível do ensino superior (Caboco, 2012: 12).

A par das etapas mencionadas, acrescenta o autor, deveriam também ser incluídos no processo de informação, formação e acesso à memória e ao património os órgãos de comunicação social, embora estes ainda produzem muito pouca informação sobre esta temática, simplesmente porque para a maior parte desses órgãos a notícia ou informação a esse respeito carece de interesse ou audiência. E temos de facto poucos órgãos que se dediquem à divulgação da informação objetiva sobre o património e sobre a cultura, de um modo geral (Caboco, 2012: 12). Neste sentido e, sem sombra de dúvidas os mídias contribuiriam bastante para pelo menos despertar o interesse das pessoas em geral sobre o assunto e, levá-los a questionarem, debaterem, opinarem e até mesmo a criarem as suas próprias opiniões e perspetivas a cerca dele.

Na minha opinião dever-se-á antes de implementar qualquer programa ou plano de integração de acções sobre o património cultural nas instituições escolares, fazer um estudo ou pesquisa de diagnóstico junto dos educadores e educandos no intuito de conhecer as suas prestativas ou visões sobre o mesmo e só depois implementar o programa, já muito bem adaptado às suas próprias perceções sobre a temática. Ou seja, o conteúdo programático neste âmbito deve ser integrativo e aberto e ser construído na aula, de modo a que tanto os professores como os alunos possam manifestar as suas visões, contribuindo deste modo ativamente no processo de formação dos conhecimentos.

Sabe-se que o processo educacional hoje se apresenta como um meio para o desenvolvimento humano em todas as suas potencialidades. Um dos pilares desse desenvolvimento total da pessoa baseia-se na capacidade de decidir por si mesma (crítica, juízo de valor) com liberdade de pensamento, emoção e criatividade (Almeida, 2009: 6). Seguindo essa linha de pensamento e de acordo com o que se encontra plasmado na legislação angolana sobre o património cultural no cômputo geral, pode-se concluir que, de certo modo a lei mostra alguma arbitrariedade no seu regime legislativo, negligenciando até certo ponto a questão da participação ativa dos cidadãos nesse processo, sobretudo no processo de identificação, seleção e de reconhecimento dos bens legitimados como património cultural, nem sequer se considera a questão da crítica, do juízo de valor e da decisão própria dos cidadãos neste processo. A meu ver, e corroborando a ideia de Lopes (2012: 10), a simples inventariação e apropriação desse

46 capital cultural, a simples transmissão de conhecimentos sobre o património e integração da temática no currículo escolar, sem antes adaptá-la às perceções e visões dos elementos principais do processo educativo (professor e alunos), não constituem por si só uma ação de preservação do património, nem de criação de uma atitude