• Sonuç bulunamadı

Como avaliação geral do programa, serão apresentadas algumas sugestões dadas pelos participantes do projeto, que podem contribuir para próximos eventos, além de um convite a uma reflexão mais profunda e continuada deste.

Na opinião do servidor 12, o gestor de uma empresa deve sempre analisar sua equipe de trabalho buscando cursos atualizados de capacitação visando aumentar a produtividade e consequentemente aumentando a motivação da equipe de trabalho. Vale ressaltar que os gestores não devem ser elementos concentradores, mas sim influenciadores e facilitadores a fim de criarem um sistema eficiente de autodesenvolvimento, como afirma Eboli (2004, p. 37): “as empresas precisam implantar sistemas que privilegiem o desenvolvimento de atitudes, posturas e habilidades e não apenas a aquisição de conhecimento técnico e instrumental”.

Na percepção do servidor 15, as oportunidades de aperfeiçoamento dadas aos servidores docentes também devem ser oferecidas aos servidores técnico-administrativos. Já ressaltado nos tópicos anteriores, há a necessidade de maior integração e disseminação na organização de um programa eficiente de educação corporativa, de modo a abranger todos os níveis hierárquicos (SENGE, 2006).

Para o servidor 11, a empresa/instituição que investe em seus colaboradores atinge bons resultados e aumenta sua produtividade. Este é o reflexo de todos os itens abordados, que pode resumir todo processo de pesquisa realizado, evidenciando o novo papel das organizações do século XXI.

Conforme observado ao longo pesquisa, o impacto produzido por um programa de educação corporativa repercute além do desenvolvimento de novas competências como objetivo maior, em segunda instância, acaba influenciando o motivacional dos participantes, gerando um ambiente propício surgimento para, também, a geração de conhecimento.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desenvolvimento desta pesquisa possibilitou o delineamento de algumas reflexões conclusivas acerca da educacão corporativa. Foi analisado o desempenho percebido dos participantes do projeto em suas respectivas funções, indicando que mesmo em um período curto de avaliação, conforme os depoimentos apresentados, começaram a apresentar sinais positivos no que diz respeito agilização das rotinas, diminuição de erros etc.

Ao averiguar o que mudou na percepção dos servidores com a participação do projeto e o impacto destes no exercício de suas funções, os dados revelaram que, ocorreram mudanças desde como estes vislumbravam a organização, portanto do desenvolvimento do pensamento sistêmico, e principalmente a influência que exerciam em suas funções, em outras palavras, passaram a analisar criticamente o seu trabalho, e a conscientização de que o aprendizado contínuo repercute não somente no desempenho de suas atividades, mas também de seus setores e, consequentemente, da instituição.

Quanto ao conhecimento do impacto do programa desenvolvido na motivação dos funcionários no sentido de gerar novas soluções para os problemas enfrentados no dia-a-dia das organizações, a investigação denotou que, o projeto também gerou benefícios neste aspecto, pois uma vez sentindo-se valorizados, percebendo a influência de suas ações no seu setor, estes se sentem seguros para propô-las e pô-las em prática, gerindo sua execução e analisando os resultados obtidos, enfim, tornando-se autogerenciáveis.

Com relação à questão norteadora observou-se que a educação corporativa pode contribuir para o treinamento e desenvolvimento dos colaboradores, a fim de que estes possam ser veículos de geração, propagação e desenvolvimento do conhecimento gerado dentro das organizações, desde que seja elaborado um programa bem estruturado no sentido de estarem definidos os objetivos a serem atingidos, e, principalmente, a adoção de

mecanismos para a avaliação do desempenho de seus participantes no período posterior ao programa.

Portanto, educação corporativa pode vir a se tornar uma ferramenta poderosa no sentido de geração de novas soluções para os desafios no dia-a-dia nas organizações, bem como pode representar uma sugestiva vantagem competitiva em relação aos competidores visto que novas demandas, muitas vezes, ainda não delineadas podem ser supridas, em boa parte, pelo investimento em programas de educação corporativa eficientes.

Representa um desafio a implantação de programas de educação corporativa em instituições privadas, maior ainda é em instituições públicas, abandonarem antigos modelos de gestão e adotarem novos mais condizentes e mais flexíveis com as demandas atuais.

REFERÊNCIAS

AMSDEM, A. Asia’s next giant: South Korea and late industrialization. Oxford University Press, 1989.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 6.a edição. Rio de Janeiro, 2000.

EBOLI, Marisa. Educação corporativa no Brasil: mitos e verdades. 4.a edição. São Paulo, 2004.

FLEURY, Afonso Carlos Corrêa; FLEURY, Maria Teresa Leme. Aprendizagem e inovação organizacional: as experiências de Japão, Coréia e Brasil. 2.a edição. 7.a reimpressão. São Paulo, 2006.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2006. 206p. IMAI, Masaaki. Kaizen. São Paulo: IMAM, 1990.

KIM, L. Stages of development of industrial technology in a developing country: a model. Research Policy. 1980. V.9, n. 3.

_______. Tecnological transformation of Korean firms. In: CHUNG, LEE (Orgs.). Korean managerial dynamics. New York: Preager, 1990.

_______. National system of industrial innovation: dynamics of capability building in Korea. In: NELSON, R. (Org.). National innovation systems. New York: Oxford University Press, 1993.

_______. Absorptive capacity and industrial growth: a conceptual framework and Korea‟s experience. New York: Columbia University. East Asian Institute Report, 1993a.

LUZURIAGA, L. História da educação e da pedagogia. São Paulo, 1990.

SENGE, Peter M. A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. 22.a edição. Rio de Janeiro, 2006.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos da Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 1991. 270p.

MEISTER, Jeanne C. Educação Corporativa: a gestão do capital intelectual através das universidades corporativas. 1.a edição. São Paulo, 1999.

APÊNDICE

APÊNDICE A – Modelo de formulário de entrevista sobre educação corporativa (colaboradores)

FORMULÁRIO DE ENTREVISTA SOBRE EDUCAÇÃO CORPORATIVA NÚMERO ENTREVISTADO:

DATA:

Prezado(a) Colaborador(a),

Tendo em vista sua participação no programa de Educação Corporativa desta empresa, o (a) convidamos a participar desta pesquisa, como requisito para a conclusão de curso de nível superior, cujo objetivo de avaliar os resultados obtidos com o programa. Todas as opiniões aqui expressas bem como os respectivos dados pessoais serão preservados.

Obrigado. I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: NOME: IDADE: TEMPO DE EMPRESA: ESCOLARIDADE: II – QUESTIONÁRIO:

1 - Quais cursos/projetos você participa (ou participou)?

2 - O que mudou, em sua percepção, na forma como você realiza seu trabalho após sua participação nos cursos/projetos oferecidos pela Universidade Federal do Ceará?

3 - Com relação ao seu desempenho, o que mudou após a sua participação em cursos/projetos oferecidos pela empresa? Exemplifique.

4 - Você se sente motivado a criar soluções que venham a melhorar e ou agilizar seu setor/ departamento?

Benzer Belgeler