Não se pode individualizar e atribuir a algum fato isolado e específico a explicação para o registro sedimentar autigênico anômalo no Neoproterozóico e sim a uma conjunção de fatores geotectônicos, geoquímicos e bióticos, com predominância desse último, face a inexistência de seres excretores de carbonato de cálcio (biomineralizações) e proliferação e preservação de extensas áreas com esteiras microbianas, devido a ausência de organismos bioturbadores.
A predominância de dolomitos no Neoproterozóico, caracterizados pela preservação de estruturas primárias, seria resultante de condições favoráveis para intensa proliferação microbiana em condições de sedimentação em áreas rasas, o que teria possibilitado a formação de espessas sucessões de dolomitos primários, como os da Formação Bocaina, através de complexas e específicas reações biogeoquímicas que somente recentemente vêm sendo melhor entendidas, através de análogos modernos como os da Lagoa Vermelha no Rio de Janeiro e Lagoas Coorong na Austrália. Provavelmente seriam também essas complexas reações biogeoquímicas a explicação para a formação dos fosforitos, após aumento do aporte de fósforo dissolvido, proporcionado por ressurgências marinhas episódicas.
Com o surgimento de organismos escavadores (bioturbação), o que dificultou a preservação de extensas áreas com esteiras microbianas, não mais exisitam as complexas e específicas reações biogeoquímicas microbianas, o que seria também uma explicação para a diminuição abrupta do registro de dolomitos no Fanerozóico.
A ocorrência anômala de formações ferríferas no Neoproterozóico, após 1,2 bilhões de anos de completa ausência desse tipo de sedimentação autigênica, aparenta estar associada à reativação de plumas mantélicas, o que teria proporcionado maior atividade hidrotermal, a qual seria a principal fonte de ferro em determinadas regiões do fundo oceânico, relacionada ao rifteamento do Rodínea. Não se descarta, porém, a influência também de atividade microbiana para explicar essa sedimentação anômala, através do surgimento de condições localizadas de anoxia e proliferação de bactérias oxi-redutantes como fator preponderante na precipitação do ferro.
A explicação acima não implica a necessidade de total isolamento das águas oceânicas da atmosfera oxidante, através da presença de banquisas de gelo, como preconiza a hipótese Snowball Earth, ainda mais se for descartada a possibilidade de influência glacial na sedimentação de formações ferríferas do tipo Rapitan, como se vem demonstrando, ao menos para os sedimentos do Grupo Jacadigo. Por outro lado, a
ocorrência de eventos glaciais globais configura ainda a única explicação para as enigmáticas capas carbonáticas que recobrem diamictitos em diversas localidades do globo terrestre, com semelhanças geoquímicas e sedimentares entre si. Nas capas carbonáticas, não se descarta a forte influência microbiana e ausência de bioturbação, tanto na formação dos dolomitos rosados como na formação dos tubestones, os quais podem ser explicados pelo rápido e contínuo crescimento estromatolítico.
Com relação à hipótese de glaciações globais, o registro sedimentar das unidades do contexto da Faixa Paraguai Meridional estaria mais relacionado a condições não tão severas quanto às da Hard Snowball Earth e sim a condições de congelamento parcial, com permanência de uma faixa equatorial sem gelo (Slushball Earth). Mesmo assim, o Sistema Terra, ou seja, as interações entre a geosfera, atmosfera, hidrosfera, ao final do Criogeniano e ao longo do Edicarano, teria sido único durante a sedimentação das unidades estudadas, o que teria proporcionado esse padrão anômalo, não uniformitarista, de sedimentação autigênica.
6 Referências Bilbiográficas
ADAMS, A.E. & MACKENZIE, W.S. 2004. the fabrics and origins of peloids immediately after the end-Permian extinciton in Guishou Province, South China. Sedimentary Geology, 164: 161-178.
AMTHOR, J. E.; GROTZINGER, J.P.; SCHRÖDER, S.; BOWRING, S.A.; RAMEZANI, J., MARTIN, M. MATTER, A. 2003. Extinction of Cloudina and Namacalathus at the Precambrian-Cambrian boudary in Oman.
Geology, 31(5):431-434.
AITKEN, J.D., 1991. The Ice Brook Formation and post-Rapitian, Late Proterozoic glaciation, Mackenzie Mountains, Northwest Territories. Geological Survey of Canada Bulletin, 404:1- 43.
ALLEN, P.A. & HOFFMAN, P.F., 2005. Extreme winds and waves in the aftermath of a Neoproterozoic glaciation.
Nature, 433:123-127.
ALMEIDA, F.F.M. de 1946. Origem dos minérios de Ferro e Manganês de Urucum. Boletim da Divisão de
Geologia e Mineralogia, DNPM, 119: 1-58.
ALMEIDA, F.F.M. DE. 1964A. GEOLOGIA DO CENTRO-OESTE MATO-GROSSENSE. BOLETIM DA DIVISÃO DE GEOLOGIA E MINERALOGIA, DNPM, 215:1-137.
ALMEIDA, F.F.M. DE 1964B. GLACIAÇÃO EOCAMBRIANA EM MATO GROSSO. NOTAS PRELIMINARES E ESTUDOS. DIVISÃO DE GEOLOGIA E MINERALOGIA,-DNPM, 117:1-11
ALMEIDA, F.F.M. DE 1965A. GEOLOGIA DA SERRA DA BODOQUENA (MATO GROSSO), BRASIL. BOLETIM DA DIVISÃO DE GEOLOGIA E MINERALOGIA, DNPM, 219:1-96.
ALMEIDA, F.F.M. DE 1965B. GEOSSINCLÍNEO PARAGUAIO. IN: SEMANA DE DEBATES GEOLÓGICOS, 1, CENTRO ACAD. EST. GEOLOGIA, UFRGS, P. 88-109, PORTO ALEGRE.
ALMEIDA, F.F.M. de. 1968. Evolução tectônica do Centro-Oeste Brasileiro no Proterozóico superior. Anais da
Academia Brasileira de Ciências, (Suplemento Simpósio de Manto Superior). 40: 285-296.
ALVARENGA, C.J.S. & TROMPETTE, R., 1992. Glacially influenced sedimentation in the later Proterozoic of the Paraguay Belt (Mato Grosso, Brazil). Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology, 92:85-105. ALVARENGA, C.J.S. DE, SANTOS, R.V., DANTAS, E.L. 2004. C–O–Sr isotopic stratigraphy of cap carbonates
overlying Marinoan-age glacial diamictites in the Paraguay Belt, Brazil. Precambrian Research. 131:1– 21.
ALVARENGA, J.S. DE; FIGUEIREDO, M.F.; BAIBINSKI, M.; PINHO, F. E.C. 2007. Glacial diamictites of Serra Azul Formation (Edicacaran, Paraguay belt): Evidences of the Gaskier event in Brazil. Journal of South American Earth Sciences, 23:236-241.
ALVARENGA, C.J.S. DE, BOGGIANI, P.C., BABINSKI, M., DARDENNE, M.A., FIGUEIREDO, M.F, SANTOS, R.V., DANTAS, E.L., 2009. The Amazonian Palaeocontinent. In: Gaucher, C., Sial, A.N., Halverson, G.P., Frimmel, H.E. (Eds.): Neoproterozoic-Cambrian tectonics, global change and evolution: a focus on southwestern Gondwana. Developments in Precambrian Geology, Vol. 16, Elsevier, pp. 15-28.
ARAÚJO, H.J.T. DE; SANTOS NETO, A. DOS; TRINDADE, C.A.H.; PINTO, J.C. DE A.; MONTALVÃO, R.M.G. DE; DOURADO, T. D. DE C.; PALMEIRA, R.C. DE B.; TASSINARI, C.C.G. 1982. Folha SF-21- Campo Grande, 1- Geologia. Projeto RADAMBRASIL, Rio de Janeiro, v.28, p.9-124.
ASSERETO, R.L. & KENDALL, C.G.S.C. 1977. Nature, origin and classification of peritidal tepee structures and related breccias. Sedimentology, 24: 153-210.
AVILA SALINAS, W.A. 1992. El magmatismo Cámbrico-Orodovício en Bolivia. In: Paleozoico Inferior de Ibero-
América (Gutiérrez Marco, J.G.; Saavedra, J.; Rábano, I., editores), Universidade de Extremadura,
Madrid, p. 242-253.
BABINSKI, M. ; VIEIRA, L. C. ; TRINDADE, R. I. F. 2007. Direct dating of the Sete Lagoas cap carbonate (Bambuí Group, Brazil) and implications for the Neoproteozoic glacial events. Terra Nova, 19: 401-406. BABINSKI, M., BOGGIANI, P.C., FANNING, C.M., FAIRCHILD, T.R., SIMON, C.M., SIAL, A.N., 2008a. U-PB
SHRIMP geochronology and isotope chemostratigraphy (C, O, Sr) of the Tamengo Formation, Southern Paraguay Belt, Brazil. VI South American Symposium on Isotope Geology, Book of Abstracts, San Carlos de Bariloche, p. 160.
BABINSKI, M., FANNING, C.M., TRINDADE, R.I.F., BOGGIANI, P.C. 2008b. U-Pb SHRIMP ages from the Neoproterozoic southern Paraguay Belt: constraining the depositional age and sediment provenance of glaciogenic deposits. In: 4th SHRIMP Workshop, Abstract Volume, Saint Petersburg, pp.19-21.
BAKER, P. & KASTNER, M. 1981. Constraints on the formation of sedimentary dolomite. Science, 213:214-216. BANERJEE, D.M. 1971. Precambrian stromatolitic phosphorites of Udaipur, Rajasthan, India. Bulletin of
.Geological Society of America, 82:2319-2330.
BANERJEE, D.M. 1986. Precambrian stromatolite phosphorites - regional review: Indian subcontinent. Phosphate deposits of the world, v. 1, Proterozoic and Cambrian Phosphorite, COOK, P.J. & SHERGOLD, J.H., eds.), Cambridge University Press, p. 70-90.
BATES, R.L. & JACKSON, J.A. 1980. Glossary of Geology. American Geological Institute, Virigina, 2nd edition,
715 p.
BATURIN, G.N. 2000. Formation and Evolution of Phosphorite Grains and Nodules on the Namibian Shelf, from Recent to Pleistocene. In Marine Authigenesis: From Global to Microbial, edited by Craig R. Glenn; Liliane Prévôt-Lucas e Jacques Lucas. SEPM Special Publication n. 66, p. 185-199.
BAU M. & MÖLLER P. 1993. Rare earth element systematics of the chemically precipitated component in Early Precambrian iron-formations and the evolution of the terrestrial atmosphere-hydrosphere-lithosphere system. Geochimica et Cosmochimica Acta, 57:2239–2249.
BAUR, M.E.; HAYES, J.M.; STUDLEY, S.A.; WALTER, M.R. 1985. Millimeter-Scale Variations of Stable isotopoe Abundance in Carbonates from Banded Iron-Formation in the Hamersley Group of Western Australia.
BERRANGE, J.P. & LITHERLAND, M. 1982. Sinopsis de la geología y potencial de minerales el área del Proyecto Precámbrico - Proyeto de Exploracion Mineral del Oriente Boliviano. Fase I e II: 1976-1983, Informe no 21, 120 p.
BEKKER, A. SLACK, J. F..; PLANAVSKY, N.; KRAPEZ, B.; HOFMANN, A.; KONHAUSER, K.O.; ROUXEL, J. 2010. Iron Formation: The Sedimentary Product of a Complex Interplay among Mantle, Tectonic, Oceanic, and Biospheric Processes. Economic Geology, 108:487-508.
BEUKES, N.J.1973. Precambrian Iron-Formations of Southern Africa. Economic Geology, 68: 960–1004.
BEUKES, N.J. & KLEIN, C. 1993. Models for iron-formation deposition. In: SHCOPF, J.W. & KLEIN, C. eds. The
Proterozoic Biosphere. Cambridge University Press, Cambridge p. 147-151.
BEUKES, N.J. & GUTZMER, J. 2004. Distribution, Genesis and Paleoecological Significance of Iron Formation Though Time. In: “1st Symposium on Neoproterozoic-Early Paleozoic Events in SW-Gondwana”
extended abstracts, IGCP Project 478, 2nd Meeting, Brazil, October 2004. p. 6-7.
BEURLEN, K. & SOMMER, F.W. 1957. Observações estratigráficas e paleontológicas sobre o Calcário Corumbá.
Boletim da Divisão de Geologia e Mineralogia, DNPM, (168):1-35.
BOGGIANI, P.C. 1990. Ambientes de sedimentação do Grupo Corumbá na região central da Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul. Dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em Geologia Sedimentar do IG/USP, 91 p.
BOGGGIANI, P.C. 1998. Análise Estratigráfica da Bacia Corumbá (Neoproterozóico) – Mato Grosso do Sul. Tese de Doutorado, Instituto de Geociência – USP, São Paulo, 181 p.
BOGGIANI, P.C. & COIMBRA, A.M. 1996. The Corumbá Group (Central South America) In The Context of Late Neoproterozoic Global Changes. Anais da Academia Brasileira de Ciências, Resumo das Comunicações, 68(4): 595-596.
BOGGIANI, P.C. & COIMBRA, A.M. 1998. Significado paleogeográfico da Superfície de Aplainamento Pedra Branca na evolução da Bacia Corumbá (Neoproterozóico III). In: Congresso Brasileiro de Geologia, 40, Belo Horizonte, Anais, SBG, p. 45.
BOGGIANI, P. C., GAUCHER, C. 2004. Cloudina from the Itapucumi Group (Ediacaran), SW Brazil, South America In: 1st Symposium on Neoproterozoic-Early Paleozoic in SW-Gondwana, 2004, São Paulo,SP. Extended Abstract, IGCP 478. , 2004. v.1. p.13-15.
BOGGIANI, P.C.; FAIRCHILD, T.R.; COIMBRA, A.M. 1993. O Grupo Corumbá (Neoproterozóico-Cambriano) na região Central da Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul (Faixa Paraguai). Revista Brasileira de
Geociências, 23(3):301-305.
BOGGIANI, P.C.; COIMBRA, A.M.; HACHIRO, J. 1996a. Evolução paleogeográfica do Grupo Corumbá (Neoproterozóico). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 39, Salvador, 1996. Anais..., Salvador, SBG, v. 6, p. 132-134.
BOGGIANI, P.C., COIMBRA, A.M.; FAIRCHILD, T.R, 1996b. Stromatolitic Reefs of The Bocaina Formation (Corumbá Group - Neoproterozoic-Cambrian) Mato Grosso do Sul, Brazil. Anais da Academia Brasileira
de Ciências, Resumo das Comunicações, 68(4):596-597.
BOGGIANI, P.C.; FONTANETA, G.T.; SIAL, A.N. 2008. Uso de isótopos de C na interpretação da origem de dolomitos da Formação Bocaina – Grupo Corumbá (Ediacarano). In: Congresso Brasileiro de Geologia, 44, Curitiba, Anais, p. 703.
BOGGIANI, P. C., COIMBRA, A. M., SIAL, A. N., FERREIRA, V. P., 1998. The isotope and stratigraphic evidence of late Neoproterozoic Global Change in Central South America – Brazil: In Chinese Science Bulletin International Conference on Geochronology, Cosmochronology and Isotope Geology. 43 13-13 Beinjing. BOGGIANI, P.C.; SIAL, A.N.; COIMBRA, A.M.; FERREIRA, V.P. 1997. The carbon and oxygen isotope record of
Neoproterozoic carbonate rocks of the Paraguay Fold Belt (Central South America). In SIMPÓSIO SULAMERICANO DE GEOLOGIA ISOTÓPICA, Campos do Jordão, 1997. Boletim de Resumos , CEPEGEO-IGUSP, p.57-59.
BOGGIANI, P.C.: FERREIRA, V.P.; SIAL, A.N.; BABINKI, M.; TRINDADE, R.I.F.; ACEÑOLAZA, G.; TOSELLI, A.J.; PARADA, M.A. 2003. The cap carbonate of the Puga Hill (Central South America) in the context of the post-Varanger Galciation. In: IV South American Symposium on Isotope Geology, Short Papers, Salvador, Brasil, v. 1, p. 324- 327.
BOGGIANI, P. C., PIACENTINI, T., FAIRCHILD, T. R., YAMAMOTO, J. K., CAMPANHA, G. A. C.. 2006. Banded Iron Formation (BIF) associated with glacial sediments f the Puga Formation (Marinoan) in the Serra da Bodoquena (Mato Grosso do Sul, Brazil) In Short Papers V South American Symposium on Isotope
Geology Punta del Leste 1 227-229 Montevideo, Uruguai:
BOGGIANI, P.C.; GAUCHER, C.; SIAL, A.N.; BABINSKI, M.; SIMON, C.M.; RICCOMINI, C.; FERREIRA, V.P.; FAIRCHILD, T.R. 2010. Chemostratigraphy of the Tamengo Formation (Corumbá Group, Brazil): A contribution to the calibration of the Ediacaran carbon-isotope curve. Precambrian Research (in press). BONFIM, L.F.C. 1986. Fosfato de Irecê (BA): um exemplo de mineralização associada a estromatólitos do Pré-
Cambriano Superior. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 34, Goiânia, 1986,
Anais....Goiânia, SBG, v. 5, p. 2154-2166.
BOSAK, T.; SOUZA-EGIPSY, V.; NEWMAN, D.K. 2004. A laboratory model of abiotic peloid formation.
Geobiology, 2:189-198.
BRASIER, M.D. & CALLOW, R.H.T., 2007. Changes in the patterns of phosphatic preservation across the Proterozoic-Cambrian transition. Memoirs of the Association of Australasian Palaeontologists, 34:377- 389.
BURNETT, W.C. 1977. Geochemistry and origin of phosphorite deposits of Peru and Chile. Geological Society
America Bulletin, 88:813-823.
BURNS, S.J., MATTER, A., 1993. Carbon isotopic record of the latest Proterozoic from Oman. Eclogae Geol.
CARVALHO, J.B. & MORAES, R. de 1992. Indícios de vulcanismo ácido no Grupo Cuiabá na região de Cuiabá, MT. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 37, São Paulo, 1992. Boletim de Resumos
Expandidos..., v.1., p. 311-312.
CASSEDANE, J., 1984. Pseudomorphoses de cristaux de gypse dans les marbres à stromatolithes de Sete Lagoas, Minas Gerais, Brésil. Bull. Soc. Geól. Fr., 26 : 961-969.
CHANG, K.H. 1997. Isótopos estáveis (C,H,O) e 87Sr/86Sr: implicações na estratigrafia e na paleocirculação de fluidos na Bacia do São Francisco. Tese de Livre Docência, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, UNESP, Rio Claro, SP, 129 p.
CHANG, K.H.; KAWASHITA, K.; ZAINE, M.F. 1994. Isotopic composition of carbonates from late proterozoic sucessions in Brazil and their stratigraph variations. In: INTERNATIONAL SEDIMENTOLOGICAL CONGRESS, 14, Recife, 1994. Abstracts...Recife, IAS, p.G-21.
CHAUHAN, D.S. 1978. Phosphate bearing stromatolites of the Precambrian Aravalli phosphorite deposits of the Udaipur region, their environment significance and genesis of phosphorite. Precambrian Research,
8(1/2):95-126.
CLOUD, P. E. 1968 Atmospheric and hydrospheric evolution on the primitive Earth. Science, 160:729-736. CLOUD, P.E. 1973. Paleoecological significance of banded iron-formation. Economic Geology, 68:1135-1143. CONDON, D., ZHU, M., BOWRING, S., WANG, W., YANG, A., JIN, Y. 2005. U-Pb Ages from the Neoproterozoic
Doushantuo Formation, China. Science, 308: 95-98.
COOK, P.J.; MCELHINNY 1979. A reevalution of the Spatial and Temporal Distribuition of Sedimentary Phosphate Desposit in the Ligth of Plat Tectonic. Economic Geology, 74: 315-330.
COMPTON,J.;MALLINSON, D. GLENN, C.R.; FILIPPELLI, G.; FÖLLMI, K.; SHIELDS, G.; ZANIN, Y. 2000. Variations in the Global Phosphorous Cycle. In Marine Authigenesis: From Global to Microbial, edited by Craig R. Glenn; Liliane Prévôt-Lucas e Jacques Lucas. SEPM Special Publication n. 66, p. 21-33. CORRÊA, J.A.; CORREIA FILHO, F.C.L.; SCISLEWSKI,G.; NETO, C.; CAVALLON, L.A.; CERQUEIRA, N.L.S.;
NOGUEIRA, V.L. 1976. Geologia das regiões Centro e Oeste de Mato Grosso. Projeto Bodoquena. Departamento Nacional de Produção Mineral-DNPM/CPRM. Relatório Final (inédito), Goiânia
CORRÊA, J.A.; CORREIA FILHO, F.C.L. SCISLEWSKI,G.; NETO, C.; CAVALLON, L.A.; CERQUEIRA, N.L.S.; NOGUEIRA, V.L. 1979. Geologia das regiões Centro e Oeste de Mato Grosso. Projeto Bodoquena. Departamento Nacional de Produção Mineral-DNPM/CPRM. Série Geologia Básica no 3, 111p., mapa geológico esc. 1:250 000.
CORSETTI, F. A. & GROTZINGER, J. P., 2005. Origin and Significance of Tube Structures in Neoproterozoic Post-glacial Cap Carbonates: Example from Noonday Dolomite, Death Valley, United States. Palaios,
CORSETTI, F.A.; KIDDER, D.L.; MARENCO, P.J. 2006. Trends in oolite dolomitization across the Neoproterozoic-Cambrian boudary: A case study from Death Valley, California. Sedimentary Geology, 191:135-150.
COWEN, R. 2001. Planktonic Paradise on Slushball Earth: a scenario for metazoan radiation. Disponível em
http://mygeologypage.ucdavis.edu/cowen/historyoflife/slushball.html]. Acesso em: 12 ago 2009.
COZZI, A.; ALLEN, P.A.; GROTZINGER, J. P. 2004. Understanding carbonate ramp dynamic using delta 13C profiles: examples from the Neoproterozoic Buah Formation of Oman. Terra Nova 16:62-67.
DANTAS, E.L. & MARTINELLI, C.C. 2003. Nd isotopes from the Araés Metavocano-sedimentary sequence in the Paraguay Belt, Nova Xavantina, Mato Grosso, Central Brazil. In: In: IV South American Symposium on Isotope Geology, Short Papers, Salvador, Brasil, v. 1, p. 168-169.
DARDENNE, M.A. & SCHOBBENHAUS, C. 2001. Metalogênese do Brasil. UnB/ CPRM, Brasília, 392p.
DARDENNE, M.A. 1998. Modelo Hidrotermal Sedimentar Exalativo para os Depósitos Fe-Mn da Região de Corumbá, Mato Grosso do Sul. In: 40º Congresso Brasileiro de Geologia, Anais Belo Horizonte, MG, p. 152.
DES MARAIS, D.J. & MOORE, J.G. 1984. Carbon and its isotopes in mid-oceanic basaltic glasses. Earth and
Planetary Science Letters, 69:43-57.
DERRY, L.A. 2010. A burial diagenesis origin for the Ediacaran Shuram-Wonoka carbon isotope anomaly. Earth
and Planetary Science Letters, 294:152-162.
DEYNOUX, M. & TROMPETTE, R., 1976. Late Precambrian mixtite: glacial and/or non-glacial? Dealing especially with the mixtite of West Africa. American Journal of Science, 276:117-125.
DONALDSON JA, ERIKSSON PG, ALTERMANN W. 2002. Actualistic versus nonactualistic conditions in the Precambrian: a reappraisal of an enduring discussion. In: Altermann W, Corcoran PL, editors. Precambrian Sedimentary environments: a modern approach to ancient depositional systems. IAS Spec Publ, vol. 33. Oxford7 Blackwell; 2002. p. 3 –13.
DORR II, J.V.N. 1945. Manganese and iron deposits of Morro do Urucum, Mato Grosso, Brazil. Bulletin of the
United States Geological Survey, 946A: 1-47.
DOTT, R.H. JR., 1964. Wacke, graywacke and matrix – What approach to immature sandstone classification? Journal of Sedimentary Petrology, 34:625-632.
DUNHAM, R.J. 1962. Classification of carbonates rocks according to depositional texture. In: Classification of Carbonate Rocks, (HAM, W.E. ed.). Am. Ass. Petrol. Geol. Mem., 1: 108-121.
DYMEK R.F. & KLEIN C. 1988. Chemistry, petrology, and origin of banded iron formation lithologies from the 3800 Ma Isua Supracrustal Belt, West Greenland. Precambrian Research, 39, 247–302.
ERIKSSON PG, MARTINS-NETO MA, NELSON DR, ASPLER LB, CHIARENZELLI JR, CATUNEANU O, 2001 An introduction to Precambrian basins: their characteristics and genesis. Sedimentary Geology, 141– 142:1–35.
ERIKSSON, P. G.; CATUNEANU, O. SARKAR, S. TIRSGAARD, H. 2005. Patterns of sedimentarion in the Precambrian. Sedimentary Geology, 176:17-42.
Evans, D.A.D. 2000. Stratigraphic, geocronological, and paleomagnetic constrains upon the Neoproterozoic climatic paradox. Am. J. Sci., 300: 347-433.
EYLES, N. & JANUSZCZAK, N. 2004. „Zipper-rift‟: a tectonic model for Neoproterozoic glaciations during the breakup of Rodinia after 750 Ma. Earth-Science Reviews, 65:1-73.
EYLES, N. & JANUSZCZAK, N. 2007. Syntectonic subaqueous mass flows of the Neoproterozoic Otavi Group, Namibia: where is the evidence of global glaciation? Basin Research, 19:179-198.
FAIRBRIDGE, A.F. 1967. Phases of Diagenetic and Authigenesis. In: Larsen, G. & Chillingar, (ed.) Diagenesis in sediments: 19-89. Amsterdã, Elsevier, Developments in Sedimentology, n.8.
FAIRCHILD, I.J., 1993. Balmy shores and icy wastes: The paradox of carbonates associated with glacial deposits in Neoproterozoic times. Sedimentology Review, 1: 1-5.
FAIRCHILD, T.R. 1978. Evidências paleontológicas de uma possível idade "ediacariana" ou cambriana inferior, para parte do Grupo Corumbá (Mato Grosso do Sul). In: CONGRESSO.BRASILEIRO DE GEOLOGIA., 30, Recife, 1978. Resumo das comunicações... Recife, Sociedade Brasileira de Geologia-SBG, 1978, v.1, p.181.
FAIRCHILD, I. & KENNEDY, M.J. 2007. Neoproterozoic glaciation in the Earth System. Journal of the Geological
Society, London, 164: 895-921.
FIGUEIREDO, M.F. 2006. Quimiestratigrafia das rochas ediacarianas do extremo norte da Faixa Paraguai, Mato Grosso. 2006. Dissertação (Mestrado em Geociências (Geoquímica e Geotectônica) - Universidade de São Paulo.
FIGUEIREDO, M. F. ; BABINSKI, M. ; ALVARENGA, C. J. S. ; PINHO, F. E. C. 2008 . Nova unidade litoestratigráfica registra glaciação ediacarana em Mato Grosso: Formação Serra Azul. Geologia USP.
Série Científica, 8: 65-75, 2008.
FIGUEIREDO, M.F. 2006. Quimiestratigrafia das rochas ediacarianas do extremo norte da Faixa Paraguai, Mato Grosso. 2006. Dissertação (Mestrado em Geociências (Geoquímica e Geotectônica)) - Universidade de São Paulo.
FIKE, D. A., GROTZINGER, J. P., PRATT, L. M. & SUMMONS, R. E. 2006. Oxidation of the Ediacaran Ocean.
Nature, 444: 44–747.
FLÜGEL, E. 2004. Microfacies of Carbonate Rocks – Analysis, Interpretation and Application. Springer, Berlin Heidelberg, 976 p.
FONT, E.; NÉDÉLEC, A.; TRINDADE, R.I.F.; MACOUIN, M.; CHARRIÈRE A. 2007. Chemostratigraphy of the Neoproterozoic Mirassol d‟ Oeste cap dolostone (Mato Grosso, Brazil): An alternative model for Marinoan cap dolostone formation. Earth and Planetary Science Letters, 250:89-103.
FONTANETA, G.T. 2008. Petrografia, Geoquímica e Gênese das Rochas Fosfáticas do Grupo Corumbá (Ediacarano). Trabalho de Formatura de conclusão do curso de Geologia, Instituto de Geociências, USP, 60.
FOWLES, J.1991. Dolomite: the mineral that shouldn‟t exist. New Scientist, 26:46-50.
FREITAS, B. T. 2006. Sedimentologia e Estratigrafia do Grupo Jacadigo, Maciço do Urucum, MS. Monografia de Trabalho de Formatura, Insituto de Geociências, USP, São Paulo, SP, 57p.
FREITAS, B.T. 2010. Tectônica e Sedimentação do Grupo Jacadigo (Neoproterozóico, MS). Dissertação de Mestrado, Instituto de Geociências, USP, 144 p.
FRYER B.J. 1983. Rare earth elements in iron-formation. In: Trendall A.F. & Morris R.C. (eds.) Iron-formation: facts and problems. Amsterdam, Netherlands, Elsevier, p. 345-358.
GAMMON, P.R.; MCKIDRY, D.M.; SMITH, H.D. 2005. The timign and environment of tepee formation in a Marinoan cap carbonate. Sedimentary Geology, 177:195-208.
GAUCHER, C. 1999. Sedimentology, palaeontology and stratigraphy of the Arroyo del Soldado Group (Vendian to Cambrian, Uruguay). Ph. D Thesis, Philipps-Univesität Marburg, Germany.
GAUCHER, C. 2000. Sedimentology, palaeontology and stratigraphy of the Arroyo del Soldado Group (Vendian to Cambrian, Uruguay). Beringeria, 26:1-120.
GAUCHER, C., POIRÉ, D.G., 2009. Palaeoclimatic events. Neoproterozoic-Cambrian evolution of the Río de la Plata Palaeocontinent. In: Gaucher, C., Sial, A.N., Halverson, G.P., Frimmel, H.E. (Eds): Neoproterozoic- Cambrian Tectonics, Global Change and Evolution: a focus on southwestern Gondwana. Developments in Precambrian Geology 16, Elsevier, pp. 123-130.
GAUCHER, C.; SPRECHMANN, P.; SCHIPILOV, A. 1996. Upper and Middle Proterozoic fossiliferous sedimentary sequences of the Nico Pérez Terrane of Uruguay: Lithostratigraphic units, paleontology, depositional environments and correlations. n. Jb. Geol. Paläont. Abh., 199(3):339-367.
GAUCHER, C.; BOGGIANI ,P.C.; SPRECHMANN, P.; SIAL, A. N.; FAIRCHILD, T.R. 2003. Integrated correlation of Vendian to Cambrian Arroyo del Soldado and Corumbá Groups (Uruguay and Brazil): palaeogeographic, palaeoclimatic and palaeobiologic implactions. Precambrian Research, 120(3-4):241- 278.
GAUCHER, C., SIAL, A.N., BLANCO, G., SPRECHMANN, P., 2004. Chemostratigraphy of the lower Arroyo del Soldado Group (Vendian, Uruguay) and palaeoclimatic implications. Gondwana Research, 7:715-730 GAUCHER, C., SIAL, A.N., POIRÉ, D., GÓMEZ-PERAL, L., FERREIRA, V.P., PIMENTEL, M.M., 2009.
CHEMOSTRATIGRAPHY. NEOPROTEROZOIC-CAMBRIAN EVOLUTION OF THE RÍO DE LA PLATA PALAEOCONTINENT. IN: GAUCHER, C., SIAL, A.N., HALVERSON, G.P., FRIMMEL, H.E. (EDS.):
NEOPROTEROZOIC-CAMBRIAN TECTONICS, GLOBAL CHANGE AND EVOLUTION: A FOCUS ON SOUTHWESTERN GONDWANA. DEVELOPMENTS IN PRECAMBRIAN GEOLOGY, 16, ELSEVIER, PP. 115-122.
GEBELEIN, C.D. & HOFFMAN, P.F. 1973. Algal origin of dolomite laminations in stromatolite
limestones. Journal of Sedimentary Petrology. 43:603-613.
GIVEN, R.K. & WILKINSON, B.H. 1987 . Dolomite abundance and stratigraphic age: constraints on rates and mechanisms of Phanerozoic dolostone formation. Journal of Sedimentary Petrology, 57: 1068-1078. GLENN, C.R.; PRÉVÔT-LUCAS, L.; LUCAS, J. 2000. Marine Authigenesis: From Global to Microbial. SEPM
Special Publication, n.66, 536p.
GOLDFARB, R.; BRADLEY,D.; LEACH, D.L. 2010. Secular Variation in Economic Geology. Economic Geology,
105: 459-465.
GROSS G.A. 1991. Geochemical data on iron-formations. In: G.A. Gross & J.A. Donaldson (eds.) Iron-formation and metalliferous sediments in central Canada. Geological Survey of Canada, 57-59
GROSS, G.A. 1980. A classification of iron formations based on depositional environments. Canadian
Mineralogist. 18:215-222.
GROTZINGER, J. & KNOLL, A.H. 1995. Anomalous Carbonate Precipitates: Is the Precambrian the key to the Permian? Palaios, 10:578-596.
GROTZINGER, J.P. & JAMES, N.P. 2000. Precambrian carbonates: evolution of understanding. In: GROTTZINGER, J.P. & JAMES, N.P. Carbonate sedimentation and diagenesis in the evolving
precambrian world. Tulsa, Oklahoma, SEPM – Society for Sedimentary Geology, p. 3-20, Special Publications n. 67.
GROTZINGER, J.P. & KASTING, J.F. 1993. New constraints on Precambrian ocean composition. Journal of
Geology, 101:235-243.
GROTZINGER, J. P., BOWRING, S. A., SAYLOR, B. Z., KAUFMAN, A. J., 1995. Biostratigraphic and