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Kitlesel İletişim Faaliyetleri (Dergi, Afiş, Kısa Mesaj, Promosyon, TV vb.)

D- KOORDİNASYON VE FARKINDALIK ÇALIŞMALARI

D.2. Kitlesel İletişim Faaliyetleri (Dergi, Afiş, Kısa Mesaj, Promosyon, TV vb.)

FÍSICA E DESPORTIVA.

Entende -se por instalação desportiva “o espaço edificado ou conjunto de espaços resultantes de construção fixa e permanente, organizados para a prática de atividades desportivas, que incluem as áreas de prática e as áreas anexas para os serviços de apoio e instalações complementares”48. É uma área de intervenção municipal expressamente referenciada e enquadrada na lei, quer no âmbito da suas competências próprias49, quer em regime de colaboração com o Estado e outras entidades50. As instalações e espaços desportivos assumem-se, como postulam Januário (2011) e Pires (2007), como fatores importantes para desenvolvimento desportivo, ao qual Odete (1998, p. 14), acentua o seu contributo como decisivo para o processo de democratização da prática desportiva, dando resposta às necessidades da população expressa em diversas atividades e níveis do setor desportivo. Cunha (2007, pp. 26-27), confere-lhes outra dimensão, referindo que “as instalações desportivas identificam, no espaço urbano, os locais específicos de práticas desportivas realizadas em espaços delimitados. Elas localizam um tipo de atividades desportivas que se desenvolvem num determinado território. Pela função que desempenham e pela utilidade que as comunidades lhe conferem, assumem-se cada vez mais como um espaço próprio dentro das cidades e dos seus espaços de influência”.

Hoje é visível e notório o investimento municipal efetuado nas infraestruturas desportivas. De facto, em qualquer território municipal vislumbram-se facilmente os complexos desportivos, as piscinas ou os pavilhões desportivos, alterando conforme refere Almeida (2012), o panorama do território desportivo nos últimos vinte anos. Pese embora o papel fundamental e contributo dos municípios na edificação desportiva, a maioria das referências sobre esta matéria apontam graves falhas e lacunas na sua programação e construção. Dando alguns exemplos, Graça (1998, p. 15) aponta a ausência de planeamento, obediência a critérios políticos, pobreza e falta de qualidade

48

Noção que consta no artigo 2º do Decreto-Lei n.º 141/2009, de 16 de Junho, que estabelece o regime jurídico das instalações desportivas de uso público.

49

Alínea b) do nº 1 do artigo 21.º da Lei nº 159/99, de 14 de Setembro e alínea f) do n.º2 do artigo 64.º da Lei nº 169/99, de 18 de setembro.

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dos espaços, projetos desajustados ou a falta deles e uma estandardização vazia de sentido. Já Constantino (2002) refere-se a construções baseadas no conhecimento empírico, subsidiados pela sensibilidade dos políticos e pela pressão dos agentes desportivos. Mais recentemente, Pereira (2009) revela como falha essencial a falta de estudos de suporte aos projetos de construção e Almeida (2012) aponta projetos estandardizados com critérios obsoletos, que se limitavam a replicar ou imitar soluções aplicadas noutros contextos, apontando também, o não acompanhamento de técnicos e profissionais do desporto nos projetos de conceção e construção.

As falhas e lacunas na programação e construção de espaços e instalações desportivas, acrescida da crescente degradação e falta de atração e envolvimento dos munícipes, tornaram-nas onerosas e ineficientes, refletindo-se nos problemas e nas questões que hoje se deparam aos municípios sobre o seu desempenho e funcionalidade, sobretudo nas instalações de maior complexidade de gestão como piscinas cobertas ou complexos desportivos (estádios). Acresce ainda o facto, de na maioria dos municípios os espaços e instalações desportivas estarem enquadrados sobretudo para o desporto federado e de rendimento. Entendemos que emergem daqui três questões essenciais que os municípios devem considerar:

 Como manter o equilíbrio entre seu papel social e desportivo e os custos da sua manutenção e funcionamento?

 Respondem às necessidades da população em geral tendo considerando os novos segmentos de procura e novas expressões de prática de atividades físicas e desportivas?  Qual o modelo de gestão adequado face às exigências do atual contexto económico e financeiro: gestão direta, gestão através de empresa municipal, gestão concessionada, gestão associativa, ou outro modelo?

Os espaços para a prática do desporto são para Constantino (1999, p. 819), uma questão nuclear na intervenção das autarquias locais em matéria de desenvolvimento desportivo, acrescentando qua a sua programação deverá atender à crescente segmentação de prática desportiva, traduzida em diferentes expressões e práticas do desporto.

As instalações e espaços desportivos absorvem na maioria dos municípios, conforme regista Pereira (2009, p.118), a maior fatia do orçamento para o desporto, decorrente dos custos da sua construção, gestão, manutenção e apetrechamento. Considerando que os municípios são proprietários e gestores das instalações desportivas de maior

complexidade de gestão, como piscinas cobertas ou complexos desportivos, constituem a área de maior exigência e esforço quer ao nível financeiro quer no enquadramento humano.

Para a programação e projeção de um espaço ou instalação desportiva deve obedecer a um suporte de indicadores de natureza desportiva e não desportiva, que permita conhecer, analisar e compreender o seu contexto e conferir a sua viabilidade enquanto projeto. Da correta interpretação do contexto referido a partir da análise dos seus elementos, Ricardo e Vinas (2012, p. 141) identificam propostas de atuação em três perspetivas:

 Construção de novos espaços e instalações desportivas: o plano deve prever a necessidade de novos espaços desportivos, o qual incluirá os projetos, a fase de construção e o seu financiamento para além de outros indicadores;

 Reconstrução ou beneficiação das instalações existentes: A análise quantitativa e qualitativa dos equipamentos permitirá identificar possíveis planos de melhoria para os mesmos. Por exemplo, obras de adaptação das acessibilidades para pessoas com incapacidades físicas, obras de beneficiação das instalações com o objetivo de melhorar o conformo térmico e acústico e melhor rendimento energético, obras de modificação e/ou adaptação de espaços para novos usos e práticas e substituição de elementos/equipamentos que estão no fim da sua vida útil.

 Adaptação do modelo de gestão: de acordo com nova oferta de espaços e instalações e/ou reforma das existentes, deve-se estudar uma estrutura organizativa que garanta a existência de recursos suficientes para a sua gestão e que permita otimizar a rentabilidade social e económica dos novos equipamentos.

Em conformidade com Sancho e Romo (cit. por Almeida, 1999, p. 166), para a projeção de um espaço desportivo deve-se ter em conta previamente a resposta a três questões essenciais “porque se quer”, “o que é que se quer” e “para que se quer”. Das respostas a estas simples questões, irá ramificar todo o enquadramento do projeto ao nível da sua conceção e planificação, da sua execução e da sua gestão, através de uma equipa multidisciplinar que deve abranger um técnico ou profissional de desporto, cujo acompanhamento e controlo, salvaguardam do início ao fim, a evolução das condições técnicas e normativas nas respetivas áreas de atuação.

Dando sequência a este enquadramento, Almeida (2012, p. 168) conclui que a viabilidade para a projeção de um espaço ou instalação desportiva inclui três dimensões:  Dimensão da gestão: onde se inclui um plano de utilização, manutenção e funcionamento das futuras instalações, com os recursos necessários para o efeito;

 Dimensão desportiva: que especifique qual o tipo de utilização a programar. Se para a práticas de competição, de treino, ensino, lazer ou espetáculo desportivo; num enquadramento formal, informal ou não formal; com caraterísticas de elite, popular, escolar ou especializada; de regime de acesso livre ou condicionado; mono ou pluridisciplinar; polivalente ou de uso exclusivamente desportivo;

Dimensão financeira: que enquadre o regime de financiamento do investimento no projeto técnico e na construção, mas também na gestão e manutenção.

De outra forma, Ricardo e Vinas (2012, p. 142), referem que um estudo de viabilidade é um instrumento indispensável que deve acompanhar qualquer projeto de construção de uma infraestrutura desportiva apontando três tipos de viabilidade: i) Viabilidade social: que aponta à multifuncionalidade e diversidade dos espaços desportivos que permitam compatibilizar em simultâneo diversas práticas para destinatários diferentes; ii) Viabilidade desportiva: sendo esta a que justifica o investimento para a sua construção que deve basear-se na necessidade de satisfazer uma necessidade de prática desportiva de competição; e iii) Viabilidade económica e financeira: para os equipamentos desportivos dirigidos à população em geral e suscetíveis de gerar receita a partir da oferta de serviços, deve ser levada a cabo um estudo económico e financeiro para garantir a otimização dos recursos e um modelo de exploração que busque o equilíbrio nos seus resultados económicos. Exemplo de um complexo desportivo aquático.

O atual regime jurídico das instalações desportivas abertas ao público, define as seguintes tipologias51:

 Instalações desportivas de base, que se podem subdividir em recreativas e formativas:

o Recreativas: As que se destinam a atividades desportivas com caráter informal ou sem sujeição a regras imperativas e permanentes, no âmbito das práticas recreativas, de manutenção e de lazer ativo. Como exemplo os recintos, pátios, minicampos e espaços

51

Tipologias e definições de instalações desportivas são referidas a partir do artigo 5º ao 9.º do Decreto-Lei n.º 141/ 2009, de 16 de junho, que estabelece o quadro normativo em vigor para as instalações desportivas de uso público.

elementares destinados a iniciação aos jogos desportivos, aos jogos tradicionais e aos exercícios físicos; espaços e percursos permanentes, organizados e concebidos para evolução livre, corridas ou exercícios de manutenção, incluindo o uso de patins ou bicicletas de recreio; salas e recintos cobertos, com área de prática de dimensões livres, para atividades de manutenção, lazer, jogos recreativos, jogos de mesa e jogos desportivos não codificados; as piscinas cobertas ou ao ar livre, de configuração e dimensões livres, para usos recreativos, de lazer e de manutenção.

o Formativas: As concebidas e destinadas para a educação desportiva de base e atividades propedêuticas de acesso a disciplinas desportivas especializadas, para aperfeiçoamento e treino desportivo, cujas caraterísticas funcionais, construtivas e de polivalência são ajustadas aos requisitos decorrentes das regras desportivas que enquadram as modalidades desportivas a que se destinam. Subdividem-se em: a) grandes campos de jogos, destinados ao futebol, râguebi e hóquei em campo; b) pistas de atletismo, em anel fechado, ao ar livre e com traçado regulamentar; c) pavilhões desportivos e salas de desporto polivalentes; d) pequenos campos de jogos, campos polidesportivos, campos de ténis e ringues de patinagem, ao ar livre ou com simples cobertura; e) piscinas, ao ar livre ou cobertas, de aprendizagem, desportivas e polivalentes.

 Instalações desportivas especializadas ou monodisciplinares: As concebidas e organizadas para a prática de atividades desportivas monodisciplinares, em resultado da sua específica adaptação para a correspondente modalidade ou pela existência de condições naturais do local, e vocacionadas para a formação e o treino da respetiva disciplina. Constituem-se como instalações desportivas especializadas, designadamente, as seguintes: a) pavilhões e salas de desporto destinados e apetrechados para uma modalidade específica; b) salas apetrechadas exclusivamente para desportos de combate; c) piscinas olímpicas, piscinas para saltos e tanques especiais para atividades subaquáticas; d) pistas de ciclismo em anel fechado e traçado regulamentar; e) Instalações de tiro com armas de fogo; f) instalações de tiro com arco; g) pistas e infra- estruturas para os desportos motorizados em terra; h) instalações para a prática de desportos equestres; i) pista de remo e de canoagem e infraestruturas de terra para apoio a desportos náuticos; j) campos de golfe.

 Instalações especiais para o espetáculo desportivo: As instalações permanentes, concebidas e vocacionadas para acolher a realização de competições desportivas, e onde

se conjugam os seguintes fatores: a) expressiva capacidade para receber público e a existência de condições para albergar os meios de comunicação social; b) utilização prevalente em competições e eventos com altos níveis de prestação; c) a incorporação de significativos e específicos recursos materiais e tecnológicos destinados a apoiar a realização e difusão pública de eventos desportivos. Consideram -se instalações desportivas especiais para o espetáculo desportivo, designadamente, as seguintes: a) estádios; b) pavilhões multiusos desportivos; c) estádios aquáticos e complexos de piscinas olímpicas; d) hipódromos; e) velódromos; f) autódromos, motódromos, kartódromos e crossódromos; g) estádios náuticos.

Com base na Lei n.º 16/2004, de 11 de maio52, podemos ainda referir neste contexto de tipologias as seguintes definições:

 Complexo Desportivo: como sendo espaços constituídos por várias infraestruturas desportivas destinadas à prática desportiva de uma ou mais modalidades, incluindo eventuais construções para serviços complementares e vias de comunicação internas, em geral gerido e explorado por uma única entidade.

 Recinto desportivo: local destinado à prática do desporto ou onde este tenha lugar, confinado ou delimitado por muros, paredes ou vedações, em regra com acesso controlado e condicionado.

Para as instalações desportivas de base, são utilizados em diversos estudos efetuados na maioria dos países da União Europeia, indicadores de previsão e programação de acordo com o critério adotado pelas recomendações do Conselho da Europa e do Conselho Internacional da Educação Física e Desporto (UNESCO), que estabelece uma relação direta entre o espaço desportivo e a população de referência, determinando em teoria a área desportiva útil por habitante (m2/hab.). A partir destas recomendações, resultam alguns indicadores a considerar na programação de instalações desportivas de base. O critério que se tem adotado apresenta pequenas variações relativamente a outros que anteriormente se utilizaram para o mesmo fim, baseia-se na atribuição de uma quota global de 4m2 de superfície desportiva útil por habitante, que se reparte pelas diferentes tipologias.

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Conceitos retirados do artigo 3.º da lei nº16/2004, de 11 de maio, que aprova as medidas preventivas e punitivas a adotar em caso de manifestação de violência associada ao desporto. Este diploma revogou a lei n.º 38/98 de 4 de agosto, anterior regime jurídico desta matéria.

Este critério permite, para cada tipologia, determinar a área desportiva útil por habitante para determinado espaço territorial. Deste critério resultam outros referenciais de modo a distribuir os espaços do seguinte modo:

 95% das áreas a reservar para atividades ao ar livre em terrenos de jogos e de atletismo, 2 a 2,5% para pavilhões/salas de desporto e 1,5% para superfícies de plano de água em piscinas cobertas e de ar livre.  No que respeita à relação entre o total da área desportiva útil desportiva entre os espaços cobertos e descobertos, tende a aplicar-se o referencial de 10% de área a reservar para espaços e instalações cobertas e 90% de área a reservar para espaços e instalações de ar livre.

Em função do valor total encontrado (m2/hab.) é definido o nível do seu significado de acordo com o quadro abaixo.

Quadro 8: significado do valor do indicador total (m2/hab.)54

Nível 1 2 3 4 5 Limite de variação 0,00-0,00 m2/hab 0,01 a 1,99 m2 / hab. 2,00 a 3,99 m2 / hab. 4,00 a 7,99 m2 / hab. Mais de 8,00 m2/hab.

Significado Inexistente Fraco Razoável Bom Excessivo

Para a adoção deste critério, assente apenas numa relação direta entre a área desportiva útil e a população de referência, devem ser cruzados os seus resultados com outros indicadores relacionados com a caraterização sociodemográfica e desportiva da população e estudos de oferta e procura desportiva, com vista a uma previsão e projeção mais ajustada às reais necessidades da respetiva população.

Benzer Belgeler