Vimos até aqui, a partir da experiência do NEN, que o Movimento Negro brasileiro, em sua trajetória política, tem buscado problematizar os sistemas de ensino, considerando a educação como uma das demandas significativas para o processo de cidadania dos negros e negras no país.
Nessa trajetória histórica, assinalam-se iniciativas e realizações perpetradas pelo movimento, que, no entanto, não foram valorizadas como experiências significativas em ações governamentais. Tal atitude poderia contribuir em alterar radicalmente a memória, a cultura e a trajetória da população negra, nos sistemas de ensino.
Neste sentido, tem-se o surgimento da Pedagogia Interétnica em Salvador, desenvolvida a partir dos anos 70, pelo Núcleo Cultural Afro-Brasileiro. Em linhas gerais a pedagogia:
tem como objetivo fundamental o estudo e a pesquisa do etnocentrismo, do preconceito racial e do racismo transmitidos pelo processo de socialização ou educacional (família, comunicação, escola, sociedade global e meios de comunicação social), além de indicar medidas educativas para combater os referidos fenômenos (LIMA, 2004, p. 12).
A trajetória de constituição desta pedagogia foi desenvolvida em minha dissertação de mestrado. Assim, como continuidade em trazer à tona a elaboração teórica e política de outras organizações do movimento negro quanto a este tema, após o advento desta pedagogia no nordeste brasileiro, temos em 1987, o surgimento da Pedagogia Multirracial, no Rio de Janeiro. Esta pedagogia, voltada para a intervenção nos sistemas de ensino, é gestada como parte da atuação de um grupo de educadores e educadoras, coordenados pela professora Maria José Lopes da Silva, ativista do Movimento Negro carioca. Segundo seu depoimento, os elementos que levam à esta construção está ligado primeiro à prática profissional, que a leva a perceber no espaço da escola uma trajetória de exclusão e elevada reprovação de alunos negros, e em conseqüência a falta de discussão sobre estas questões e as relações raciais. Segundo, a partir de uma experiência pessoal enquanto aluna negra nos sistemas de ensino particular, lugar de pouquíssimo ou nenhuma presença negra, naquele momento no Rio de Janeiro. Terceiro, a politização a partir da participação partidária de esquerda e na
militância negra, bem como a experiência educacional nos países em processo de descolonização da África, como Angola e Moçambique.
A Pedagogia Multirracial segundo seus formuladores se pretende:
[...] trabalhar o patrimônio cultural e histórico dos grupos étnicos dominados numa interação horizontal e vertical, ou seja, em cada um dos seus componentes curriculares e séries, pois sabemos que é através do universo simbólico que a escola mantém os valores racistas da sociedade abrangente (SILVA, 1997a, p. 30).
Pode-se entender que esta pedagogia tem como foco o combate ao racismo através da elaboração de um projeto político direcionado aos sistemas de ensino, questionando o seu centramento, com base na cultura de matriz eurocêntrica. Ao criticar o modelo eurocêntrico de educação busca utilizar elementos da psicologia para mostrar os danos à auto-estima do aluno negro; dos elementos da pedagogia para tratar de uma prática pedagógica que objetive um novo modelo de educação e escola; e dos elementos da história e da cultura negra para apontar a necessidade de uma nova ética na abordagem das desigualdades raciais. Assim localiza o papel da escola:
[...] escola deve ser considerada não apenas o espaço para a apropriação do saber sistematizado - como entendem algumas concepções pedagógicas - mas também o espaço de reapropriação da cultura produzida pelos grupos sociais e étnicos excluídos [...] a escola deve deixar de ser o espaço e negação dos saberes para enfatizar a afirmação da diferença, num processo em que os indivíduos e grupos sejam aceitos e valorizados pelas suas singularidades, ao invés de buscar a igualdade pela tentativa de anulação e inferiorização das diferenças (SILVA, 1997a, p. 28).
Em 1989, a estrutura teórica e política desta proposta são parcialmente apresentadas. O documento da pedagogia Multirracial estrutura-se em dois grandes tópicos: no primeiro trata dos Fundamentos Teóricos da Pedagogia Multirracial, que se subdividem em: redação de objetivos e perspectivas, redação dos fundamentos filosóficos e metodológicos, revisão e organização. O segundo tópico destina-se à chamada, parte específica. Nesta parte equipes de educadores e educadoras organizam propostas de reflexão e intervenção por áreas específicas, a saber: alfabetização, curso de Formação de professores, ensino Supletivo, História e Integração social. Ainda há mais duas equipes neste tópico responsáveis pela revisão e organização das referências bibliográficas.
Maria José em suas falas e escritos vai indicar que o conjunto de tópicos, que congregam a pedagogia é tratado como fundamento. Na linguagem de hoje, quando o fundamento pressupõe um conjunto estruturado de conceitos, pode-se avaliar que o material produzido ainda não toma esta forma, e se reveste como um conjunto de intenções a serem alcançadas. Mas um conjunto de elementos que pretende de maneira radical alterar a compreensão da sociedade a respeito do campo escolar.
Ainda, conforme informa Maria José Lopes da Silva17, para ela a Pedagogia Multirracial é uma proposta datada, tendo em vista a necessidade de novas revisões, a partir de sua divulgação, que acabaram não se estabelecendo.
Outra questão que aparece neste processo de criação seria, numa primeira análise, diferentemente de Florianópolis, a ausência de uma organização do movimento negro como proponente efetivo desta pedagogia, capaz de torná-la uma bandeira do movimento negro local. Apesar disto, de outro lado, mesmo que não tenha sido incorporada nos processos escolares no Rio de Janeiro, torna-se uma referência teórica para outros lugares onde fora apresentada, muito especialmente na cidade de Florianópolis/SC.
Em 2000, o Núcleo de Estudos Negros (NEN) a partir de sua ação educativa em Santa Catarina, começa a abrir um espaço para a construção de uma proposta pedagógica, intitulada pedagogia Multirracial e Popular. Parte desta elaboração é retomada das discussões propostas por Silva (1989), no Rio de Janeiro. No entanto, o NEN reelabora este conteúdo e pretende ampliar o debate, ao propor que tal pedagogia:
É popular porque têm as pessoas e suas trajetórias, vidas, sentimentos, alegrias, dores, gostos e desgostos, como centro da relação pedagógica. Porque se compromete com a construção de uma escola pública que privilegia a história e a cultura das populações que constituem a sociedade brasileira, seus valores, formas de agir e sentir. Onde a vida cotidiana dos grupos étnicos, raciais e culturais seja à base do conhecimento curricular e das relações pedagógicas. E também porque se utiliza de metodologias da educação popular (PASSOS, 2002, p. 39).
Percebe-se, que o processo que leva a construção da pedagogia Multirracial e Popular em Florianópolis, difere pelo encaminhamento do que aconteceu no Rio de Janeiro. Em Santa Catarina a elaboração da pedagogia está centrada no processo histórico do NEN e seus debates na área da educação; no exercício interno de debates com a presença de estudiosos negros e não-negros da educação, e da experimentação
desta pedagogia nos processos formativos dentro e fora dos sistemas de ensino. Os pontos convergentes destes dois processos, numa análise inicial, foram: a necessidade de uma resposta do movimento negro ao desafio educacional, mesmo em conjunturas diferenciadas; espaços políticos que estimulavam o pensar do movimento social negro sobre a educação, cultura, história e identidade negra como parte do processo de combate ao racismo. Estas questões deverão aparecer nos capítulos subseqüentes.
Esta proposta pedagógica Multirracial e Popular é socializada a partir das reflexões propostas pelos cadernos da série Pensamento Negro em Educação, da revista Nação Escola e pela intervenção junto aos sistemas de ensino por parte desta organização. Esta trajetória fornece elementos iniciais para compreender as motivações ao desenvolvimento de uma proposta pedagógica, cujo foco se situa no combate ao racismo.
O Núcleo de Estudos Negros (NEN) se identifica como uma organização do movimento negro de Santa Catarina, fundada em 1986 por estudantes universitários e militantes do movimento negro de Florianópolis. A entidade tem como perspectiva a luta contra o racismo e todas as formas de discriminação social a que está submetida a população negra no Brasil. Nasce junto com os novos movimentos sociais que ressurgem após a ditadura militar exigindo cidadania e o fortalecimento de um Estado democrático e justo.
O NEN afirma sua relação com a escola, e esta passa a ser seu objeto de estudo, reflexão e intervenção. Um olhar crítico sobre as reais condições das populações negras no estado de Santa Catarina proporcionou aos membros do NEN elementos para iniciar um processo de elaboração de um projeto pedagógico. Tal projeto pautou-se na necessidade de discutir as relações raciais com um olhar crítico e transformador da realidade, com ênfase na conjuntura vivida pela população negra na região sul do Brasil, em particular em Santa Catarina (MORTARI & CARDOSO, 2004).
Inicialmente as intervenções aconteciam atendendo a demandas isoladas de professores, estudantes ou escolas públicas, em momentos específicos (13 de maio, 20 de novembro), o que restringia a atuação apenas aos momentos em que se estava presente na escola. Disso decorre a necessidade de um redirecionamento do NEN para a formação dos professores. Até que em 1991, o Núcleo passa a desenvolver o Projeto
Piloto Escola: espaço de luta contra o racismo, com professores da Rede Municipal de
Pastoral Negros18 e atingiu 75 professores numa carga horária de 40 horas. Foram
realizados oficinas temáticas, seminário introdutório, seminário de aprofundamento das questões raciais e o Concurso Negro em Rio do Sul, que envolveu todos os estudantes da rede municipal.
A educação, neste sentido, vem sendo considerada como um campo estratégico para a superação das desigualdades raciais e sociais. Isso não significa afirmar que a escola é a grande panacéia para a solução das desigualdades e sim, afirmar que ela tem participado decisivamente no processo de manutenção das diferenças de escolaridade entre brancos e negros.
O exercício da formação de educadores vai se consolidando à medida que são aprovadas em algumas cidades catarinenses, leis municipais que instituem a inclusão do conteúdo “História Afro-brasileira” nos currículos das escolas municipais, da educação infantil ao ensino fundamental: Florianópolis, lei 4446/94, Itajaí, lei 2.830/93, Tubarão, 1.864/94 e Criciúma 3.410/97. Nesses municípios, o NEN assessorou a criação e as tentativas de implementação das leis. Tentativas essas interrompidas por força das mudanças administrativo-partidárias nessas prefeituras.
As exigências colocadas pelos educadores dessas redes de ensino, a ausência de produções e material didáticos apropriados, voltados para a temática da história e cultura negra, as inquietações dos educadores do próprio NEN e a realidade escolar cada vez mais perversa com os estudantes negros, levam o Núcleo a investir na proposição de conteúdos para a alteração curricular. Algumas destas idéias são veiculadas pelo Jornal Educa-Ação Afro19, na produção de material didático (jogos, fantoches, mapas) e na
socialização das produções de estudiosos da temática racial através da Série Pensamento Negro em Educação e da Revista Nação Escola20.
Nessa trajetória de 20 anos, as ações educativas do NEN apontam para a discussão do currículo escolar, da formação de educadores e do material didático. Tais definições são reafirmadas pela mudança da conjuntura do final da década de 90. Alterações no contexto educacional brasileiro, (LDB, PCNs), o debate acerca da formação de professores realizado por estudiosos brasileiros, a manutenção das desigualdades raciais na escola, a produção acadêmica sobre as relações raciais e
18 Organização ligada a Igreja católica criada para uma ação pastoral voltada a cultura negra.
19 O jornal surge como um material informativo e formativo para os professores da rede municipal de
educação de Florianópolis, que iniciavam um processo de reorientação curricular.
20 Essas publicações foram financiadas pela Fundação Ford. Em 1997, cria-se o Jornal Educa-Ação Afro e
educação são alguns dos impactos, que fazem com que o NEN redimensione sua política de formação de educadores. Com isso, a atual política de formação considera que a intervenção do NEN será nas propostas pedagógicas das escolas por meio da formação continuada realizada pelas secretarias municipais de educação. Concomitantemente, num processo de avaliação e de construção de seu projeto político e com a chegada de novos membros o Núcleo passa a sentir necessidade e a responsabilidade de sistematizar e elaborar uma pedagogia na perspectiva da multirracialidade.
Para o desenvolvimento de uma Pedagogia Multirracial e Popular (PM e P), o NEN buscou se fundamentar em suas experiências, nas experiências do movimento negros, em estudiosos da temática racial das mais diferentes áreas21 e na educação22. Assim, o processo para a constituição e implementação desta pedagogia, significou um debate interno para um balanço das referencias teóricas acumuladas pelas estratégias acumuladas nos programas desenvolvidos pelo NEN, desde sua fundação, a saber: Programa de Justiça, Programa de Mulheres e o de Educação.
Ao mesmo tempo, do ponto de vista externo, a preocupação na execução de processos coletivos, para o debate das políticas e práticas educacionais direcionadas a população negra. Assim realiza-se, em 2003, o I Encontro Nacional Negro e Educação, cujo tema era “Construindo políticas públicas para a promoção da igualdade racial”, que resultou na elaboração e entrega aos órgãos governamentais de uma carta aberta reivindicando políticas para a população negra. Em 2004, o II Encontro Nacional Negro, Negras e Educação terá como eixo “Educar o Brasil com raça: construindo a pedagogia multirracial e popular”.
A densidade para este debate se dá a partir dos projetos sistemáticos desenvolvidos nas redes municipais de educação, cujo eixo que articula a formação é a Pedagogia Multirracial e Popular, que problematiza as relações sociais e raciais existentes na escola e aponta possibilidades para o tratamento pedagógico destas, na perspectiva da população negra.
Nesse projeto de formação o NEN tem a preocupação de não ensinar somente os conteúdos curriculares na perspectiva racial e sim, analisar e desconstruir os conteúdos das práticas racistas que na maioria das vezes não são percebidas pelos educadores.
21 Banton (1977), Bhabha (1999), Munanga (1999), Schwartz (1993), Fanon (1979), entre outros. 22 Arroyo (2000), Mclaren (1999 e 1997), Gonçalves e Silva (1998), Freire (1996), entre outros.
Exercitar o olhar dos educadores, na tentativa de dar visibilidade, para as relações raciais na sociedade brasileira e principalmente na escola.
Esta leitura inicial do processo, que leva a elaboração da Pedagogia Multirracial e Popular e os questionamentos suscitados neste projeto e durante o trajeto inicial da pesquisa revelam a relevância que este estudo pode trazer para a história da educação brasileira contribuindo para um debate sistemático das relações raciais na sociedade brasileira.
Diante disto, a questão central desta pesquisa é a reconstituir os trajetos históricos e as concepções teóricas e políticas destas propostas educativas, elaboradas pelo Movimento Negro, e suas implicações na cultura, na vida e na sociedade do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. Afinal, tem-se como dado importante que ambas as sociedades têm processos de racismo com características marcantes. Ao mesmo tempo, observa-se que as educações formais e informais ainda são desenvolvidas nas lógicas de manutenção desses processos de racismo e submissão da população negra no Brasil.
1.4. Problematização
A partir da configuração do tema e do problema de pesquisa, busco superar o desconhecimento na sociedade e na história da educação brasileira de pedagogias desenvolvidas pelo Movimento Negro no Brasil. A partir disso, demonstrar os processos teóricos, políticos e sociais que impulsionam o surgimento das pedagogias raciais, em seu tempo e lugar. Daí, fazer a coleta e organização da documentação existente como parte do reconhecimento histórico desse processo educativo do Movimento Negro.
Pretendo, assim, contribuir para uma reflexão crítica do pensar e fazer destas organizações e seus projetos de educação para a sociedade brasileira, fazendo com que a pesquisa seja orientada pelas seguintes questões:
• Que sentidos e repercussões têm as pedagogias raciais protagonizadas pelas entidades do movimento negro sobre a educação escolar?
• Quais as implicações teóricas e políticas para a educação, que foi produzida pelas pedagogias propostas pelo Movimento Negro no Rio de Janeiro e Santa Catarina?
• Como estas pedagogias expressam o pensar e o fazer pedagógico da cultura e da história dos negros brasileiros? Quais as implicações nos sistemas de ensino?
• Como estas pedagogias contribuem para a reconstrução e afirmação das identidades sociais, políticas e culturais da população negra nos sistemas de ensino?
Servindo-me destas questões como norteadoras para o desenvolvimento do estudo, considero pertinente apontar a cuidadosa atenção no sentido de evitar que minha voz se apresente como a voz privilegiada. A voz de quem conhece e é capaz de bem expressar os anseios e as necessidades de indivíduos e grupos. Significa, portanto, a necessidade de testar a problemática indagando o real e, assim compreender o modo como o Movimento Negro pensa a sua relação com outros atores sociais, o Estado e a sociedade (BARCELOS, 1996) ligados a diferentes interesses e representações de mundo e a projetos políticos.
Neste sentido, apontar o Movimento Negro e os formuladores das referidas pedagogias, como sujeitos deste tempo histórico, que buscam construir outras referências e assim formular um “conhecimento crítico para uma prática que altere e transforme a realidade anterior no plano do conhecimento e no plano histórico-social” (FRIGOTTO, 2000, p. 81).
Para alcançar este conhecimento e as indagações que levanto, penso contribuir para o debate entre o discurso democrático da sociedade brasileira e as relações raciais no espaço escolar, demonstrando sua importância para a história do ensino brasileiro. Nesta direção sistematizar as fontes documentais existentes, que contribua em localizar processo histórico que leva a elaboração das pedagogias em foco, em cada uma das cidades pesquisadas.
De maneira mais específica, objetivo contextualizar e visibilizar as pedagogias desenvolvidas no Rio de Janeiro e Florianópolis, suas referências teóricas e políticas, que contribuem para o debate das relações raciais no Brasil; compreender o processo que leva a experimentação das várias atividades educativas desta proposta pedagógica; e, examinar as relações entre estas propostas do Movimento Negro e o contexto da educação nos referidos estados.
Desta forma, este trabalho de sistematização e reflexão das propostas política e pedagógica das organizações do Movimento Negro - a partir da Pedagogia Multirracial, do Rio de Janeiro e da proposta em Santa Catarina, por parte do NEN - pode configurar um debate mais amplo na literatura sobre as relações raciais no Brasil. Vislumbro ainda, a possibilidade de indicar caminhos de como tais proposições podem dar respostas para
os desafios colocados hoje pelas políticas educacionais que tratam de temas como a diversidade cultural e as relações raciais.
1.4.1. Objetivos
Geral
- Compreender o processo de constituição das pedagogias raciais propostas pelo Movimento Negro e suas implicações para o debate das relações raciais, da história e da cultura negra, dimensionando-os no contexto da história da educação brasileira.
Específicos
- Contribuir na compreensão dos diferentes caminhos percorridos pelas pedagogias raciais desenvolvidas pelo Movimento Negro no Brasil;
- Organizar a partir dos registros orais e escritos a percepção histórica desses movimentos na educação brasileira;
- Identificar o contexto político e social que contribui para o surgimento de pedagogias formuladas pelo Movimento Negro numa sociedade marcada pelo racismo;
- Examinar as concepções sociais e educacionais destas pedagogias, a partir da fala dos agentes promotores deste processo de intervenção, e as implicações teóricas e políticas para a educação e a sociedade brasileira.