2. RESTORASYON, KONSERVASYON VE RESTİTÜSYON TARİHÇESİ
2.1. Restorasyon
2.1.1. Kirkitli Dokumaların Restorasyonu
2.1.1.2. Kirkitli Dokumaların Restorasyonunda Yapılan İşlemler
A partir das análises realizadas constatou-se que o turismo local na zona litorânea de Extremoz é caracterizado como do tipo “sol e praia”, haja visto que nesse caso as particularidades climáticas, a morfologia do litoral e as especificidades da
51 409 249 120 138 37 300 182 258 116 172 1.303 515 391 276 305 726 298 283 77 0 200 400 600 800 1.000 1.200 1.400 SETOR 11 (REDINHA NOVA) SETOR 35 (REDINHA NOVA) SETOR 10
(SANTA RITA) (GENIPABÚ)SETOR 09 (BARRA DOSETOR 08 RIO)
SETOR 07
(GRAÇANDÚ) (PITANGUI)SETOR 13 (PITANGUI)SETOR 12 (PITANGUI)SETOR 36 (PITANGUI)SETOR 14
194 | P á g i n a flora local, interagem mutuamente, resultando em formações de paisagens peculiares, se convertendo em atrativos turísticos (figura 3 e 4):
Figuras 3 e 4: Duna de Genipabu e Foz do Rio Ceará–Mirim/Barra do Rio/Extremoz - RN.
Fonte: Welton Nascimento - Pesquisa de campo - 25/07/2013
A atividade turística na região, assim como em todo o mundo, vem se desenvolvendo de acordo com os ditames do sistema capitalista, provocando o dinamismo desses lugares turistificados, ocasionando fluxos de pessoas e reprodução do capital. Porém, também vem se verificando uma significativa marginalização de pessoas em termos trabalhistas e degradação do meio ambiente.
Em Extremoz tem-se a oferta de trabalhos precários, como se verifica na figura 4, ocorrendo o transporte de carros através de balsas, na comunidade de Barra do Rio, onde as mesmas são movidas através da força mecânica, predominantemente homens, sem nenhum tipo de segurança e sem salários fixos e vínculos empregatícios formais.
Os buggy's usados para a prática do transporte dos turistas são tidos como veículos que ocasionam sérios problemas ao meio ambiente e ao bem estar local na região em estudo. Segundo Bezerra (2013), no caso da duna de Genipabu, esses veículos causam uma série de impactos como degradação e erosão o solo, além de gerar poluição sonora e emissão de poluentes. Não obstante, os moradores da região litorânea do município elencou que outro problema seria a alta velocidade desses veículos na orla da praia (figura 3), podendo comprometer a segurança das pessoas que utilizam a mesma como uma forma de lazer.
Observa-se a construção de casas sobre as dunas em Redinha Nova, evidenciando a falta de planejamento eficiente no momento de suas construções (figura 5). Ao fazermos relação desses fatores com a atividade turística, relatamos que preocupação do poder público está diretamente concentrada na via principal, a Avenida Litorânea, por ser o meio de conexão de grande extensão do litoral do município e por ser onde os buggy's passam transportando turistas, estes que, segundo relatos de moradores e buggeiros, se hospedam na zona sul de Natal e vão para Extremoz a título de passagem, não chagando a pernoitar no local.
195 | P á g i n a Figuras 5 e 6: Casa construída sobre duna, via de acesso e depósito de lixo a céu aberto - Redinha
Nova/Extremoz - RN
Fonte: Welton Nascimento - Pesquisa de Campo - 23/07/2013
É fato o "esquecimento" por parte do poder público na infraestrutura das comunidades em si, resultando em condições de alagamento, lixo exposto a céu aberto e péssimas condições de esgotamento sanitário (figura 5 e 6), tornando propício o desenvolvimento de doenças ao ser humano, através de proliferação por animais e insetos. Ao serem questionados sobre o destino do lixo doméstico, 96,83% dos moradores afirmaram que o mesmo é coletado por caminhão basculante três vezes por semana, 2,24% afirmaram deposita-lo em terreno baldio (figura 6) e 0,9% queimam o lixo doméstico. Parte dos moradores alega dar esses últimos destinos ao lixo devido à irregularidade na coleta, além do caminhão basculante passar apenas pelas ruas principais.
Ao se perguntar sobre os agentes que promoveram o desenvolvimento da atividade turística local, foi possível concluir que 66% da população autóctone responderam que o principal agente que o promoveu essa atividade foi a iniciativa privada, 12% responderam que partiu de investimentos do governo, e 11% dos entrevistados afirmaram que os agentes que promoveram essa atividade foi a própria população. Os demais 11% entrevistados, elencaram outros agentes (governo juntamente com iniciativa privada; os barraqueiros; buggueiros; nenhum agente promoveu o turismo); e não souberam responder a pergunta.
Sobre o questionamento da participação da população nativa na implantação da atividade turística, verificamos que 61% dos entrevistados responderam que houve a participação da população nativa para a implantação da atividade turística, enquanto 38% dos entrevistados respondeu que não ocorreu participação, restando apenas 1% da população que não soube responder a assertiva.
Não obstante, ao se perguntar sobre o tipo de participação, 64% dos entrevistados responderam que ocorreu participação através de reuniões, seguido de 18% dos entrevistados que não souberam responder, 10% destacaram que houve participação através de reuniões realizadas entre balseiros e buggueiros, e 8% afirmaram que a participação ocorreu através de audiências públicas, audiências públicas e reuniões, manifestação popular e através de abaixo assinado.
Ao se questionar sobre as expectativas da população sobre a instalação do turismo, acerca de oportunidades e benefícios que tal atividade traria, os resultados
196 | P á g i n a mostram uma ascensão da expectativa de geração de empregos para a população local, como apresentado no gráfico 2:
Gráfico 2: Expectativas com a Implementação do Turismo - Extremoz/RN 2013
Dentre o total de entrevistados (população nativa), 43% responderam ter sido absorvido como mão de obra para o turismo, porém a maioria dos que responderam essa assertiva mencionaram que os trabalhadores das balsas de Barra do Rio e os buggeiros, foram os maiores beneficiados. Dentre os empregos mencionados pela população decorrentes da atividade turística, destacam-se também vendedores ambulantes, diaristas, caseiros, garçons, trabalhadores temporários, por exemplo, a maioria sem direitos trabalhistas.
Evidencia-se que o turismo, em seu estágio inicial gerou um número significativo de empregos, mas não diretamente e de caráter formal para os moradores das comunidades litorâneas de Extremoz. Esse fato deixa evidente que há disparidades em termos empregatícios e de geração de renda quando destacamos o turismo como atividade econômica, pois o mesmo se instala sobre a área, usufrui dos aspectos físico-naturais para sua prática, deixando a população local à margem desse processo.
Ao se perguntar sobre os maiores beneficiados pela atividade turística, 56% dos entrevistados afirmaram que os maiores beneficiados foram os empresários, seguido da população local, dos trabalhadores relacionados com a atividade e, por fim, que todos foram beneficiados, sendo destacado e percentagem no gráfico 3:
80% 7%
2% 4% 5% 2% Geração de Emprego
Elevação da Renda Familiar Pavimentação das Ruas
Geração de Emprego e Elevação da Renda
Não Tinha Expectativa Não Soube Responder
197 | P á g i n a Gráfico 3: Maiores Beneficiados pelo Turismo - Extremoz/RN 2013
Podemos concluir, então, que, dentre as respostas dos entrevistados, o que menos se beneficiou foi o serviço público prestado a população, tornando evidente o que é apresentado nas figuras 5 e 6, onde os serviços básicos prestados a população, são considerados precários, gerando sérios problemas nessa área que não há a concretização de práticas resultantes de um planejamento urbano efetivo.
Destarte, o crescimento urbano foi outro aspecto a ser analisado, principalmente quando se trata dos sujeitos que participaram de sua evolução. Quando questionado sobre a forma que ocorreu o crescimento urbano nas comunidades, evidenciou a falta de planejamento, como é apresentado no gráfico 4:
Gráfico 4: Percepção acerca do crescimento urbano Extremoz/RN 2013
Evidencia-se que o desenvolvimento turístico ao tempo que gerou trabalhos para a população, mesmo que informais e de caráter sazonal, também vem a ocasionar uma série de consequências para as comunidades locais, diretamente ou até mesmo de forma indireta. Por isso, é necessário planejar outras atividades além do turismo, que possam melhorar a qualidade de vida da população local.
Ressaltamos que as respostas são díspares de um setor censitário para os demais, pois mesmo estando em uma única unidade territorial, possuem realidades diferentes uma das outras, tanto em termos de infraestrutura como de atendimento ao turismo. Porém, é evidente a falta de planejamento socioterritorial em toda zona litorânea do município, porém de forma mais acentuada em algumas comunidades em detrimento de outras. CONCLUSÕES 12% 17% 56% 2% 8% 5% Trabalhadores População Local Empresários Serviço Público Todos
Não Soube Responder
Fonte: Pesquisa de campo, 2013.
13% 81% 5% 1% Crescimento com Planejamento urbano Sem planejamento Incentivo ao planejamento, mas sem ordenamento Não Soube Responder
198 | P á g i n a O turismo na zona litorânea de Extremoz se desenvolve sem haver um sistema de planejamento eficaz que atenda as reais necessidades para que ocorra o desenvolvimento dessa atividade, resultando numa inclusão não efetiva da população local em relação aos benefícios que tal atividade pode ocasionar.
Constatou-se que o desenvolvimento da atividade turística se resume ao turismo de “sol e mar”, principalmente através de passeios sobre as dunas. Sendo assim, toda a área se caracteriza como passagem dos turistas que buscam o principal destino que é Genipabu.
Verificamos que todas as comunidades apresentam um significativo número de casas de praias pertencentes a pessoas que não residem nas mesmas, caracterizando-as como residências de uso ocasional, apresentando-se fechadas, principalmente em períodos de baixa estação. É evidenciado que o segmento de hotéis e pousadas está em declínio em Extremoz, e que as residências de uso ocasional tanto são usadas para aluguel por temporada, ou fim de semana, bem como se caracterizam como segundas residências.
Nesse sentido, em virtude da dinâmica imobiliária do litoral de Extremoz, o próximo passo a ser realizado pela presente pesquisa será a identificação da origem dos proprietários das residências de uso ocasional no litoral do município.
Podemos concluir que a atividade turística no litoral não é sustentável do ponto de vista ambiental, pois tem provocado a degradação das dunas devido aos passeios de buggy’s e a instalação de segundas residências sobre as mesmas. Porém, o principal problema diz respeito à infraestrutura precária em todas as comunidades presentes na referida área de estudo, com serviços públicos ineficazes ou até mesmo inexistentes, não favorecendo o desenvolvimento da prática do turismo, sendo uma das principais causas para seu declínio. Sendo assim, torna-se necessário uma maior articulação entre os elementos transformadores do espaço, no sentido de planejar o turismo no município em questão, de forma que essa atividade possa promover o desenvolvimento ambiental, econômico e social de forma sustentável.
REFERÊNCIAS
AZEVEDO, Francisco Fransualdo de; Et Al. A Internacionalização do turismo no mundo subdesenvolvido (Brasil e Moçambique): problematizando a sustentabilidade turística. Anais do XIV Encontro de Geógrafos da América Latina. Lima. Perú. 2013. BEZERRA, Sebastiana Guedes; Et al. Atividades Turísticas e Impactos Ambientais Negativos: uma avaliação da área de proteção ambiental Jenipabu, Extremoz/RN. In..
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199 | P á g i n a
_______. IBGE Cidades. Disponível em:
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RODRIGUES, Adyr Balastreri. Turismo e Espaço: rumo a um conhecimento transdisciplinar. 2 ed. São Paulo: Hucitec, 1999.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4 ed. São Paulo: EDUSP, 2008.