3. TÜRKİYE’DE KURUMSAL ELEŞTİRİ TARTIŞMALARI
3.3 Kime ve Neye Göre Sanat?
Segundo Valentim (2008), a automação pode ser considerada como uma área multidisciplinar que envolve linguagens de programação, plataformas eletrônicas e atuação, implicando em estudos abrangentes com uma vasta gama de conhecimentos.
No decorrer do tempo, os hospitais vêm acompanhando um processo de informatização nas atividades relacionadas, utilizando sistemas de informação e novos hardwares para tais tarefas, visando sempre maior segurança, confiabilidade e robustez. Estas melhorias são importantes, devido aos processos estarem relacionados, na maioria das vezes, com vidas humanas (Valentim, 2008).
Todo esse avanço se deve a área hospitalar estar incorporando conceitos aplicados na automação (Nof, 2009), (Brooks e Brooks, 1998), estando em constante crescimento devido aos avanços tecnológicos. A área de automação hospitalar ainda se encontra em processo de consolidação, utilizando muitas das práticas e tecnologias já utilizadas pela automação industrial (Nitzan e Rosen, 1976).
Novas pesquisas surgem e aos poucos novas tecnologias emergentes são introduzidas no ambiente hospitalar, as quais oferecem subsídios sofisticados e eficientes na implementação de soluções orientadas à automação hospitalar (Valentim, 2008). Como exemplos, hardwares reconfiguráveis, dispositivos móveis, software de controle de dados e dispositivos de aquisição de dados.
Um dos processos que vem despertando grande interesse por parte da automação hospitalar é o do monitoramento de sinais vitais de pacientes internados em UTI, que, na maioria dos hospitais, ainda é executado de forma manual. Ele consiste num processo que exige muita atenção, já que o monitoramento é feito sobre dados referentes à saúde de um paciente, podendo indicar anormalidades ou mesmo situações de risco que o mesmo possa estar passando.
Devido a isso, os processos relacionados devem ser automatizados, visando uma minimização de erros relacionados, além de um mecanismo eficiente para comunicação com a equipe médica.
2.8.1. Unidade de Terapia Intensiva
De acordo com o Ministério da Saúde (Brasil, 1998), UTI “São unidades
hospitalares destinadas ao atendimento de pacientes graves ou de risco que dispõem de assistência médica e de enfermagem ininterruptas, com equipamentos específicos próprios, recursos humanos especializados e que tenham acesso a outras tecnologias
2.8.2. Sinais Vitais de um paciente
Segundo Hoerr (2010), basta que um indivíduo esteja sob cuidados médicos para que seja considerado como um paciente. Quando um paciente está internado em UTI, necessita de um acompanhamento por parte de um profissional responsável, que irá acompanhar principalmente seus sinais vitais, podendo detectar antecipadamente situações de risco através de anormalidade nos valores desses sinais.
Os sinais vitais representam informações muito importantes sobre a saúde de um
paciente, que de acordo com Potter e Perrer (2004): “Sinais vitais são medidas que
fornecem dados fisiológicos indicando as condições de saúde da pessoa, evidenciando o
funcionamento e as alterações da função corporal.”
Entre os principais sinais vitais, estão:
A Freqüência Cardíaca (Fc): avalia se o coração está batendo, e se o faz com o
ritmo e freqüência adequados;
A Freqüência Respiratória (Fr): reflete o estado metabólico do corpo, a condição
do diafragma e dos músculos do tórax fornecendo O2 ao trato respiratório e alvéolos por intermédio do ritmo, profundidade e som;
A Temperatura (T): representa o equilíbrio entre a produção de calor, e as perdas
de calor;
A Pressão Arterial (PA): traduz a força que o sangue exerce sobre a parede das
artérias, (PA = Volume sanguíneo versus Resistência periférica). A PA Sistólica (máxima): representa o volume de sangue lançado na corrente sanguínea em cada sístole cardíaca. E a PA Diastólica (mínima): representa a resistência que os vasos oferecem ao volume recebido. Pode sofrer influência da forma e do local de aferição, idade, sexo, ansiedade, medo, dor, estresse, drogas, hormônios, cotidiano, posição, etc.
Tabela 1: Principais Parâmetros dos Sinais Vitais dos Pacientes
Nome Abrev Valor de Referência Normal
Frequência Cardíaca Fc Recém Nascido – 100 a 160 bpm Criança – 80 a 120 bpm Adulto – 60 a 100 bpm Frequência Respiratória Fr Recém Nascido – 30 a 60 mrpm Criança até 6 anos – 20 a 30 mrpm Adulto – 12 a 20 mrpm Temperatura T Axilar:360C a 370C Oral: 36,20C a 37,20C Retal: 36,40C a 37,40C Pressão Arterial PA 04 anos – 85/60 mmHg; 06 anos – 95/62 mmHg; 10 anos – 100/65 mmHg; 12 anos – 108/67 mmHg; 16 anos – 118/75 mmHg; Adultos – 120/80 mmHg; Idosos – 140 a 160/90 a 100 mmHg.
Capítulo 3
Modelo Arquitetural de Comunicação
para Monitoramento de Pacientes
É crescente a necessidade de sistemas que façam um completo e transparente monitoramento das informações nos processos envolvidos, para que não dificulte e atrase a execução das atividades relacionadas. Qualquer ganho no tempo de execução dessas atividades é importante, principalmente em sistemas que envolvam grande volume de informações, ou sistema críticos.
Novas tecnologias surgem a cada dia para dar suporte a esses tipos de processamento, mas geralmente são limitadas para serem utilizadas em sistemas heterogêneos, como é o caso de um hospital.
O ambiente hospitalar apresenta um grande volume de dados, os quais, na maioria das vezes, são considerados críticos, pois estão relacionados com a saúde de um paciente. Esses dados variam constantemente, podendo apresentar anormalidades, as quais devem ser detectadas em um curto espaço de tempo e informadas o mais rápido possível ao profissional responsável pelo paciente.
É o caso dos sinais vitais de um paciente que esteja internado em UTI, pois quando ultrapassam determinados limiares, representa alguma anormalidade, e a vida do paciente pode estar em risco. O tempo para que um alerta seja gerado e chegue até o profissional responsável também deve acontecer em um tempo aceitável, para que se possa tomar uma decisão rápida e adequada em relação aos procedimentos preconizados nos protocolos de atendimentos médico.
Geralmente esses processos ainda são utilizados de forma manual nos hospitais, os quais acabam tornando ineficiente o monitoramento de pacientes, pois podem gerar atrasos, prejudicando o atendimento de pacientes em situação crítica.
Atualmente, o processo de monitoramento é feito de duas maneiras: de forma manual, na qual profissionais responsáveis visitam o leito temporariamente para verificar os sinais vitais de um paciente; e de forma mais automatizada, na qual estão ligados sensores no paciente, e através da tela de um equipamento que gerencia estes sensores, são apresentados os valores dos sinais vitais. No primeiro caso, deve haver uma maior preocupação no monitoramento, pois muitas vezes o paciente apresenta alguma anormalidade no seu estado clínico, que só é detectado pela equipe um tempo depois quando é realizada uma nova verificação dos sinais vitais. No momento da detecção, é chamado um profissional responsável por atender o caso. No segundo caso,
a tela do equipamento apresenta alertas sonoros quando detecta alguma anormalidade nos dados, para que a equipe de atendimento seja capaz de atender o caso ou chamar um profissional responsável por isso.
Em todas as situações, o mecanismo de detecção da anomalia e comunicação com a equipe médica são precários, uma vez que funcionam de forma manual, e também por utilizarem métodos não eficientes para resolução do caso, como o alerta sonoro, que muitas vezes não é escutado pela equipe, e a comunicação com um profissional responsável, que algumas vezes resulta num processo demorado por não conseguirem localizá-lo, como também devido a própria sobrecarga de trabalho da equipe responsável pelo monitoramento.
Neste contexto, o objeto dessa dissertação, demonstrado a seguir, utiliza conceitos de computação distribuída e móvel, com vistas a prover um processo mais eficiente e automatizado de monitoramento pacientes. Para tanto, utilizando-se do envio de mensagens de alerta, proveniente do monitoramento de sinais vitais.