SINAV BAŞLAMADAN ÖNCE KİTAPÇIĞIN ARKA KAPAĞINDAKİ
KİTAPÇIK TÜRÜ A
Como é de conhecimento geral, os três princípios axiológicos fundamentais em matéria de direitos humanos são a liberdade, a igualdade e a fraternidade, que têm sua formação histórica devida à Revolução Francesa. Todavia, os primeiros textos constitucionais só mencionavam os valores liberdade e igualdade. A consagração oficial da fraternidade (solidariedade) em textos jurídicos só se fez tardiamente.
Em verdade, a fraternidade ou solidariedade veio a ser mencionada, pela primeira vez, e, ainda assim, não como princípio jurídico, mas como virtude cívica, na Constituição Francesa de 1791."Serão estabelecidas festas nacionais para
manter a lembrança da Revolução Francesa, promover a fraternidade entre os cidadãos e vinculá-los à Constituição, à Pátria e às Leis."
Lembra Guido Alpa 267 que nesse texto constitucional francês a expressão evidentemente significa “confraternizar”, permitir ao indivíduo fazer amizade, alegrar- se junto, e, ao mesmo tempo, um instrumento político para reforçar o espírito patriótico surgido na Revolução, necessário para combater os inimigos desta.
Per verità la espressione occhieggi in quelque disposizone marginale, como nel penúltimo comme del titolo i, già nella Costituzione del 1791 a propósito della introduzione di feste nazionali in ricordo della Rivoluzione; vi si enuncia il motivo della disposizione, che consiste nel ‘mantenere la fraternitá tra i cittadini e legarli allá Costituzione, alla Pátria, alle Leggi’. È evidente che qui fraternità significa ‘fraternizzare’, consentire ai singoli di fare amicizia, giore insieme; nel contempo significa dalle certezze rivoluzionarie, e necessário per combattere i nemici della Rivoluzione, interni ed esterni al Paese.268
Na Constituição Francesa de 1793, a solidariedade não é mencionada, mas é implícita, defende Guido Alpa. 269 Contudo, na Constituição de 1795, pela primeira vez, aparecem, além dos direitos do homem, os deveres de “não fazer ao
outro o que não gostaria que fosse feito a você” e “fazer ao outro o que gostaria de receber” (artigo 2º). Aqui está a solidariedade, afirma o renomado autor; aqui a
fraternidade apresenta um conteúdo de obrigação e dever. É o dever de fazer o bem que aparece pela primeira vez em um texto normativo.
Nella Costituzione del 1795 per la prima volta compaiono in um texto fondamentale i doveri, oltre che i diritti dell’uomo. Tra i doveri si richiamano i precetti ‘non fare agli altri ciò che no vorresti fosse fatto a te’ e ‘fate constantemente agli altri ciò chi vorreste ricevere’ [...]
Ecco che la fraternità, e la solidarietà, pur sfumate nella loro fisionomia, presentano um contenuto di doverosità: è il dovore di attivarsi, di farei l bene, che per la prima volta compare in um texto normativo. 270
Em 1848, quando da redação da nova Constituição Francesa, o lema
"LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE" foi definido como um princípio da
República.
A Constituição Francesa de 1946 reafirma solenemente os direitos e liberdades do homem e do cidadão consagrados pela Declaração de Direitos de 1789 e, indiretamente, faz menção ao direito de fraternidade, quando menciona reconhecer os princípios fundamentais da república.
268 Na verdade, a expressão se encontra em qualquer disposição marginal, como no penúltimo comando do
título, já na Constituição de 1791 o propósito da introdução da festa nacional em memória da Revolução; se verifica o motivo da disposição, que consiste no manter a fraternidade entre os cidadãos e para ligá-los à Constituição, à Pátria, às leis. É óbvio que fraternizar significa aqui confraternizar, consentir aos indivíduos fazer amizade, mantê-los unidos; ao mesmo tempo significa reforçar as certezas revolucionárias, necessárias, a fim de lutar contra os inimigos da Revolução, interno e externo ao país.
269 ALPA, Guido. op. cit., p. 399.
270 Na Constituição de 1795, primeiramente aparece em um texto fundamental um dever, além dos direitos do
homem. Entre os deveres se recorda “não fazer aos outros aquilo que você não gostaria que lhe fizessem” e “constantemente fazer ao outro aquilo que você gostaria de receber” [...] eis que a fraternidade e a solidariedade, transformados em sua aparência, introduzem um conteúdo de dever: é o dever de agir, de fazer o bem, que pela primeira vez aparece em um texto normativo.
“1. Au lendemain de la victoire remportée par les peuples libres sur les régimes qui ont tenté d’asservir et de dégrader la personne humaine, le peuple frençais proclame à nouveau que tout être humain, sans distinction de race, de religion ni de croyance, possède des droits inaliénables et sacrés. Il réaffirme solennellement les droits et libertés de l’homme et du citoyen consacrés par la Déclaration des droits de 1789 et les principes fondamentaux reconnus par les lois de la République.”271
Não se pode esquecer, todavia, que a expressão na Constituição Francesa de 1946 possui conotação de direito e não propriamente de dever. Nesse sentido, a prestigiosa lição de Guido Alpa272:
Nel premabolo della Constituzione francese del 1946, ad esempio, la solidarietà è affiancata all’egualianza di tutti Francesi di fronte agli oneri derivante della calamità nazionali; ma nulla si dice in ordine ai doveri o allo sviluppo della personalità o ad altre esigenze di cooperazione o collaborazione di pare dei singole e dei gruppi. 273
Por fim, a Constituição Francesa de 1958 é mais enfática ao reconhecer o princípio da solidariedade, e a ele dá uma conotação diversa dos demais textos constitucionais franceses. Confira-se:
Préambule
Le peuple français proclame solennellement son attachement aux Droits de l’homme et aux principes de la souveraineté nationale tels qu’ils ont éte définis par la Déclaration de 1789, confirmée et complétée par le préambule de la Constitution de 1946.
En vertu de ces principes et de celui de la libre détermination des peuples, la République offre aux territoires d’outre-mer qui manifestent la volonté d’y adhérer des institutions nouvelles fondées sur l’idéal commun de liberté, d’égalité et de fraternité et conçues en vue de leur évolutions démocratique.
Article ler
La Republique et les peuples des territoires d’outre-mer qui, par um acte de libre d’termination, adoptent la presente constitution instituent une Communauté.
271Ao dia seguinte da vitória ganha pelos povos livres sobre os regimes que tentaram dominar e degradar a
pessoa humana, o povo francês proclama de novo que qualquer ser humano, sem distinção de raça, de religião nem crença, possui direitos inalienáveis e consagrados. Reafirma solenemente os direitos e liberdades do homem e do cidadão consagrados pela Declaração dos direitos de 1789 e os princípios fundamentais reconhecidos pelas leis da República. (tradução nossa)
272 ALPA, Guido. Il principi nella prospetitiva constituzionale. p. 394.
273 No preâmbulo da Constituição francesa de 1946, por exemplo, a solidariedade é colocada lado a lado à
igualdade de todo o francês frente à calamidade nacional; mas nada se diz no ordenamento aos deveres ou ao desenvolvimento da personalidade ou a outras exigências da cooperação ou da colaboração entre os pares, entre os indivíduos e os grupos. (tradução nossa)
La Communauté est fondée sur l’égalité et la solidarité des peuples qui la composent. 274
Enfim, pode-se afirmar que, uma vez constituídos, os princípios da liberdade, igualdade e solidariedade transformaram-se, ao longo do tempo, em valores supremos do sistema universal dos direitos humanos, cuja força atinge nossos dias.