4. BÖLÜM 4 – ŞİRKETİMİZ TARAFINDAN İŞLENEN KİŞİSEL VERİLERİN KATEGORİZASYONU, İŞLENME
4.3. KİŞİSEL VERİLERİN SAKLANMA SÜRELERİ
Com o intuito de compreender as implicações da falha SMQ na morfologia actual e o seu desenvolvimento na região imersa, foi produzido o modelo batimétrico da área em estudo para efectuar a análise da morfologia do fundo marinho, e uma interpretação sismostratigráfica baseada nos perfis da indústria petrolífera CHEVRON74 e ESSO81 para proceder à análise morfo-tectónica.
4.6.1 Análise Morfológica do Fundo Marinho
Observa-se, entre Quarteira e Faro, um domínio litoral com uma largura de cerca de 6.5 km, até à batimétrica dos 30 metros de profundidade que diminui gradualmente de largura, para cerca de 3.5 km para Este em direcção ao Cabo de Santa Maria (Faro). Este domínio tem com uma inclinação aproximada de 0.2º na zona ao largo de Quarteira até à batimétrica dos 30 metros (Figura 37-A), que vai aumentando para o cabo de Santa Maria (Faro) onde o valor passa para os cerca de 0.3 º (Figura 37-B).
Junto da batimétrica dos 30 metros, ao largo de Quarteira (Figura 37-A), verifica-se uma ruptura de pendor diminuindo a inclinação para cerca de 0.08º-0.1º, adelgaçando para cerca de 6 km na zona do Cabo de Santa Maria até à batimétrica dos 150 metros. A inclinação do fundo marinho aumenta abruptamente junto da batimétrica dos 60 metros (Figura 37-C) para cerca de 0.5º diminuindo
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novamente para sul, para valores próximos de 0.2º até se atingir o bordo da plataforma (-150 m). O aumento de pendor acentua-se novamente em direcção do Cabo de Santa Maria (Figura 37-D) onde a inclinação se cifra em cerca de 1.8º, diminuindo igualmente para sul, para valores próximos de 0.3º até à batimétrica dos 150 m. No entanto a variação de pendor entre Quarteira e Faro não é gradual, verificando-se que na zona intermédia (Figura 37-E) a inclinação média é menor, cerca de 0.3º, chegando a ser nula na direcção SE, originando um pequeno esporão mostrado na Figura 37-F. Junto da batimétrica dos 150 metros, a inclinação varia de modo acentuado para valores médios de cerca de 7º-8º, marcando a passagem para o domínio de talude continental. A rampa do talude regista uma atenuação de pendor na sua zona média, entre as batimétricas dos 250 e 350 m, para valores médios de cerca de 3.5º, voltando a ser mais inclinado na sua parte final, entre os -450 e os - 650 metros, com valores entre 5.5º-6.5º.
No sopé da plataforma continental observa-se um troço de cerca de 40 km, com cerca de 3 km da largura, a Fossa Álvares Cabral, morfologia cuja origem está identificada como resultante da dinâmica sedimentar do ramo setentrional da corrente superficial da MOW (Mediterranean Outflow Water) (Hernandez-Molina et al., 2006).
A Fossa Diogo Cão (Mougenot, 1988, Hernandez-Molina et al., 2006), com orientação NW-SE (Figura 37) apresenta-se como um vale assimétrico com cerca de 25 km de extensão longitudinal e uma largura variável entre 5,8 km a norte e 10 km a sul. No extremo NW o vale vai fechando, sendo gradualmente atenuado a partir da batimétrica dos 850 metros, até fechar completamente cerca da batimétrica dos 750 m (Figura 37-G), sendo limitado a SE pelo Banco de Guadalquivir. A vertente NE, sempre mais elevada e mais inclinada que a vertente SW (mesmo na sua parte mais meridional onde a diferença de cota é menor), prolonga-se para NW até coalescer com a Fossa Álvares Cabral, formando um rebordo que limita uma superfície suave e elevada a nordeste, correspondente à parte frontal do lobo progradante (drift) do contornito de Faro (Roque, 2007). Este rebordo, apresenta uma direcção geral NW-SE, com um comprimento total de cerca de 50 km, localiza-se na continuação da linha de costa de direcção NW-SE da cidade de Quarteira que, por sua vez, é paralela ao traço da falha SMQ.
Assinala-se ainda a existência cicatriz de escorregamento gravítico localizado na zona média da vertente NE (Figura 37-H e Figura 38-C2) em frente à qual, na vertente oposta se localiza uma depressão elíptica (Figura 37-I e Figura 38-C3), com orientação NE-SW cujo eixo menor mede cerca de 1.5 km e eixo maior cerca de 2 km.
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Figura 37. Modelo batimétrico efectuado com os dados da indústria petrolífera, onde são indicadas a características morfológicas significativas.
C1
A
C2A
C3A
C1
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Figura 38. Perfis (x20) da Fossa Diogo Cão. O posicionamento está indicado na figura 37.
4.6.2 Análise Morfo-Tectónica
Com base na interpretação dos perfis sísmicos da indústria dos petróleos (Figura 17), efectuou-se a cartografia estrutural da área imersa, em estudo, correspondente à zona de desenvolvimento da falha SMQ e sua envolvente. Com base na interpretação efectuada, descrevem-se as implicações que as estruturas tectónicas identificadas têm na morfologia do fundo marinho actual e propõe-se o traçado geral da falha SMQ para região imersa. Este é contudo um trabalho preliminar que deverá ser completado com a cartografia dos horizontes sismostratigráficos que concorrerá para um conhecimento mais profundo e que completará a cartografia aqui proposta.
As estruturas cartografadas são apresentadas sobre o modelo batimétrico do fundo marinho (Figura 39), indicando-se quais as idades correspondentes para a actividade tectónica inferida, que foram determinadas com base no modelo sismo-crono-estratigráfico (Figura 33) proposto por Roque (2007).
As estruturas com direcção E-W a NE-SW correspondem a falhas com movimentação inversa durante o Miocénico e o Plio-Quaternário e dispõem-se de ambos os lados da falha SMQ.
Das estruturas N-S salienta-se a presente na zona NW do mapa da Figura 39 que apresenta uma movimentação normal no Jurássico e inversa no Miocénico. Esta poderá corresponder à continuação da falha Areias de Almansil, descrita por Dias (2001) na região emersa, onde o autor sugere que esta foi sujeita a um regime tectónico compressivo no Plio-Quaternário.
As estruturas com orientação NW-SE identificadas na área de estudo correspondem ao desenvolvimento da Falha SMQ na região imersa. A actividade mais recente da falha é observada no
C2
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seu sector meridional (Figura 39). Nesta zona a componente de movimentação normal, com idade miocénica, é claramente identificada, enquanto a componente inversa, de idade plio-quaternária, é apenas identificada num segmento menor. A componente de movimento horizontal direito plio- quaternário (Terrinha, 1998; Dias, 2001) descrita na região emersa não é identificável.
Figura 39. Mapa morfo-tectónico efectuado com os dados da indústria petrolífera.