2.3. Örgütsel Adanmışlık (Bağlılık)
2.3.4. Örgütsel Adanmışlığı Etkileyen Faktörler
2.3.4.1. Kişisel (Demografik) Özellikler/Faktörler
A terminologia adotada pelo presente estudo para definir as estratégias de conservação baseia-se no Sistema Nacional de Unidade de Conservação - SNUC (Lei No. 9.985, de 18 de julho de 2000), segundo o qual a conservação da natureza refere-se ao seu manejo, envolvendo, entre outras, a preservação, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural. O manejo é compreendido como todo e qualquer procedimento que vise assegurar a conservação da diversidade biológica e dos ecossistemas.
A definição das estratégias de manejo para cada unidade de planejamento foi baseada na fragmentação da floresta em cada uma das microbacias, sendo que a primeira informação trabalhada foi o mapa de cobertura vegetal nativa do Instituto Estadual de Florestas (Scolforo & Carvalho, 2006). O mapa apresenta 10 classes na região da Mantiqueira: floresta ombrófila densa, floresta estacional semidecidual, campo rupestre, campo, cerrado, eucalipto, pinus, área urbana, água e outras atividades. Para realizar as análises de fragmentação das formações florestais foi necessária a transformação do formato vetorial (original) para o formato matricial (ou raster). Para que não ocorressem grandes distorções, o tamanho de célula escolhido foi 30 metros, respeitando o tamanho original do mapeamento. A nova base de cobertura vegetal também foi incorporada ao BDE.
Para as análises foram considerados somente os fragmentos de mata acima de 40ha. Conforme discutido no capítulo anterior, abaixo desse limiar os fragmentos da área de estudo são constituídos unicamente por ambiente de borda, considerando-se uma borda de 100 metros de largura, conforme discutido no capítulo anterior. Os fragmentos foram selecionados utilizando ferramentas específicas de SIG.
A fim de se criar parâmetros para as comparações e definição das ações de manejo, cada microbacia foi considerada uma paisagem distinta, ou seja, uma unidade de planejamento. Apesar do limite de uma unidade de planejamento ser uma entidade artificial, a subdivisão em parcelas pequenas permitiu detectar diferenças entre as amostras da paisagem, o que não foi muito evidente na comparação entre os núcleos de planejamento do Corredor Ecológico da Mantiqueira ou na comparação entre os ‘domínios’ da floresta ombrófila densa e da floresta estacional, apresentados no capítulo anterior. Por outro lado, a sub divisão em
unidades de planejamento menores atenuou as distorções do mapeamento dos fragmentos florestais, que apresentou situações onde fragmentos muito próximos foram artificialmente unidos, dando origem a fragmentos maiores, provavelmente super estimados.
Para cada microbacia foram calculados os índices da paisagem que apresentaram maior resposta na análise da paisagem realizada no capítulo anterior. Além desses, foi utilizado o índice de proximidade entre os fragmentos. Esse índice, que é inversamente relacionado ao isolamento do fragmento, é calculado pela a soma da área (m2) dos fragmentos dividida pela distância entre os fragmentos em um raio definido. Diferentemente da distância do vizinho mais próximo, o índice de proximidade é influenciado pelo tamanho do fragmento. Assim, quanto maior forem os fragmentos vizinhos e mais próximos estiverem do fragmento alvo, maior o valor do índice. Como o índice é adimensional, isto é, não tem unidade, o valor absoluto do índice tem pouco valor interpretativo, sendo utilizado como um índice comparativo (MacGarigal et al, 2002), ideal para as comparações entre microbacias realizadas no presente capítulo. O raio de busca adotado para o cálculo foi de 5 km.
Assumindo que a diversidade de espécies e a qualidade do habitat são positivamente sensíveis ao tamanho do fragmento de vegetação nativa, distância dos outros fragmentos e área nuclear não sujeita aos efeitos de borda, foram calculados os seguintes índices para cada uma das microbacias: número de fragmentos de floresta; tamanho médio dos fragmentos; índice médio de forma; índice médio de distância do vizinho mais próximo; índice médio de proximidade e; área total coberta por área núcleo na microbacia (vide descrição dos índices no capítulo anterior). As métricas foram calculadas com a utilização do Programa Arc View GIS 3.3, extensão Patch Analyst (disponível em http://flash.lakeheadu.ca/~rrempel/patch/).
Com o propósito de verificar qual o conjunto de variáveis melhor explicavam a variância entre as microbacias, foi realizada a análise de componentes principais. A partir dos valores das combinações de variáveis (componentes principais) foi possível determinar grupos microbacias que apresentavam características similares em termos de fragmentação da floresta, para os quais foram indicadas ações específicas de manejo. Para a análise dos componentes principais foi utilizado o programa Statistica 7. Essas informações foram espacialmente incorporadas às bacias disponibilizadas pela ANA, resultando em um nível de informação (layer) contendo as unidades de planejamento e seus respectivos manejos.
Para cada unidade de planejamento foi indicada uma modalidade manejo. Conforme mencionado, foram consideradas três estratégias de manejo distintas:
i) Proteção – nas microbacias desse grupo deverão ser executadas ações visando a proteção a longo prazo das espécies, habitats, ecossistemas e processos ecológicos. O objetivo de manejo nessas microbacias é a criação de novas unidades de conservação de proteção integral ou a adoção de outras estratégias para preservação da biodiversidade de caráter restritivo, em termos de uso da biodiversidade e ocupação do solo.
A paisagem das micro-bacias selecionadas para esse grupo é caracterizada pela presença dominante de fragmentos grandes e conectados. Uma vez que os únicos critérios considerados foram os parâmetros da paisagem, nesse grupo de manejo podem ocorrer as microbacias que já estão totalmente, ou parcialmente, localizadas dentro das unidades de conservação integral existentes na área de estudo;
ii) Formação de micro-corredores – nesse grupo de manejo estão as microbacias onde ainda ocorrem grandes fragmentos, mas já ocorreu um processo maior de fragmentação, isolando os remanescentes. O objetivo do manejo nessas áreas é incentivar ações para criação de conexões, ou pequenos corredores, entre os fragmentos. O estabelecimento de conexões entre os fragmentos pode ser compreendido como uma forma de restauração orientada. A restauração, conforme definido pelo SNUC, é a restituição de um ecossistemas ou população silvestre degradada o mais próximo possível da sua condição original;
iii) Recuperação – microbacias com alto grau de degradação ambiental e fragmentação da floresta, onde os remanescentes florestais são pequenos e isolados. Nesses locais devem ser incentivadas ações para recompor parte da cobertura florestal, com vistas a ampliar a conectividade da paisagem e criar condições mais adequadas para conservação dos recursos hídricos. A recuperação, conforme definido pelo SNUC, é a restituição de um ecossistema ou uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original.
A figura 23 ilustra esquematicamente os procedimentos adotados na identificação e seleção das bacias hidrográficas segundo as diferentes categorias de manejo.
Figura 23 – Procedimentos adotados para Definição de estratégias de manejo a partir dos índices da paisagem.
4.2.2. Definição de prioridades por categoria de manejo a partir de indicadores de