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4. BULGULAR VE YORUMLAR

4.1 Ortaöğretim Öğrencilerinin Çevre Sorunlarına Yönelik Tutumlarına

4.1.5 Kişilik Haline Getirme Alt Boyutu Maddeleri

Seguindo a compreensão de habitar de Benjamin (1985), para o qual o ato de habitar é complexo de modo tal que implica nas experiências que o tipo de moradia proporciona ao morador e ao espaço da cidade, além de se relacionar também aos trajetos e às experiências que a vivência do espaço urbano proporciona ao citadino, a análise obtida através do trabalho de campo realizado, busca trazer exatamente as diferentes experiências em habitar proporcionadas através da residência fortificada.

O que se pode observar durante o trabalho de campo realizado neste trabalho foi que a implantação de espaços fortificados residências tem um impacto de alcance bastante extenso, no que se refere às experiências urbanas dos citadinos, sejam eles moradores ou não desses espaços. Sua implantação e posterior comercialização trabalham com demandas como segurança, localização, valorização imobiliária, lazer, exclusividade e qualidade de vida, por exemplo, que para se concretizarem enquanto demandas legítimas reforçam estigmas e preconceitos, além de desvalorizar a cidade e eleger formas de habitação e espaços como elementos simbólicos do que deve ser controlado e isolado.

O trabalho de campo foi bastante revelador da forma distanciada e da constante busca por isolamento entre os moradores dos enclaves fortificados. As tentativas de contato para apresentar a pesquisa e convidar moradores a dar seus relatos participando de entrevistas foram bastante custosas. Grande parte deles, mesmo sendo contatados através de amigos, conhecidos ou familiares para participar da entrevista, se mostrou desconfiados e mesmo aborrecidos em serem incomodados, optando por não fazer parte da pesquisa. Um incômodo que se mostrou presente foi com relação à questão da segurança, com a aparente desconfiança de alguns moradores em participar de uma pesquisa que investigava seu local de residência foi um dos motivos que os desmotivaram a participar.

Alguns dentre aqueles que aceitaram ser entrevistados, optaram por realizar a entrevista via chamada de vídeo online, uma opção considerada mais confortável e adequada ao estilo de vida do morador, em geral, com pouco tempo para atividades fora das habituais. De qualquer forma, tanto o grande número de recusas, quanto o estabelecimento de um

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contato mais distanciado para a realização das entrevistas, demonstram a rotina e o estilo de vida daqueles que optam por esse tipo de residência: a preocupação com a segurança, a intenção de não ser incomodado e o sentimento de desconfiança com relação do outro.

Ao se relacionar com uma demanda por segurança, a justificativa para a presença de enclaves residenciais fechados no espaço urbano trazem as estratégias de isolamento e de restrição como condições básicas para alcançar o objetivo de uma vida tranquila. Esta parece ser uma explicação comum entre aqueles que optaram por habitar tais espaços e a conviver com uma rotina voltada para segurança e a vigilância.

Em todas as entrevistas realizadas com moradores de enclaves fortificados residenciais de Marília e São Carlos a segurança foi mencionada como o principal motivo para a escolha por este tipo de habitação. Na grande maioria delas, a referência à impossibilidade de uma experiência de tranquilidade no espaço da cidade foi citada como característica da vida no espaço urbano, mesmo embora muitos dos entrevistados se sentisse e compreendesse a cidade em que mora, Marília e São Carlos, como uma cidade tranquila e sem grandes problemas no se refere a violência urbana.

Nesse sentido, o que se percebe é uma ambivalência quando se perpassa as questões da violência e da segurança. Isso se nota através dos relatos do sentimento de insegurança com relação à cidade e a casa em um enclave fortificado residencial e a aparente impossibilidade de poder-se sentir tranquilo, mesmo quando rodeado de dispositivos de segurança e residindo no que consideram bairros mais calmos da cidade. Esses sentimentos ambivalentes foram encontrados em relatos dos moradores, como pode ser visto na entrevista de uma moradora de um enclave fortificado residencial de Marília:

A cidade de Marília é uma cidade em que a senhora se sente tranquila com relação à questão da segurança?

“Não. Eu acho que não tem mais isso. Eu fico preocupada com alguns horários, em parar no semáforo, mas eu sinto que ela é mais tranquila que outras que ela é bem tranquila, mas eu sinto preocupação em andar a pé a noite.

É uma cidade tranquila em relação a outras, então é uma tranquilidade relativa, mas não dá mais para ficar despreocupado e achar que estamos em total segurança, não.”

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Quando questionada sobre os motivos que a deixa insegura na cidade, mesmo nunca tendo sido vítima de nenhum tipo de violência ou delito, ela explica:

“Eu acho que as notícias, né? As notícias da cidade e também as notícias de fora da cidade, dessas violências de oportunidade de alguém que está passando por você, de saída de banco, ao estar caminhando pelo shopping e tem alguém te observando, ao escurecer (...). Então quando a gente vê isso na televisão ou no jornal de Marília traz insegurança. Esse tipo de informação.”

Segundo ela, sua escolha por uma moradia em um enclave fortificado residencial, teve como principal motivo a segurança e também os planos para uma velhice mais tranquila em um lugar mais adequado com contato com a natureza e de terreno plano. Entretanto, mesmo com a presença de dispositivos de segurança presentes na estrutura do condomínio como ronda 24 horas, câmeras de vigilância, portaria e cerca elétrica ela diz sentir uma segurança relativa em sua casa:

A senhora acredita que exista algum fator de risco morar em um condomínio?

Eu acho que sempre existe porque o movimento são de pessoas diferentes, né? Quem vem entregar as coisas, por exemplo. (...) Quando era no vertical o entregador não passava do portão, então quem tinha pedido a pizza, o jornal, qualquer coisa tinha que descer até a portaria e pegar. Já nesse aqui existe o acesso das pessoas, apesar deles serem identificados, ter a ronda e tudo mais. E essa ronda é o dia todo e a noite, inclusive na rua lateral, mas existem pessoas, né? Acredito que tenha a observação de horários, de vida que seja feito talvez quando você saia ali da portaria.

Quando eu estou na casa a porta da frente da casa e a porta de serviço que dá pra rua eu tranco. Tem uma portinha que a gente abre pra ventilar, mas eu tranco. Eu tranco sim. (...)

Acho que o vertical dá mais segurança, a pesar de que os vizinhos eram de muito tempo e com quatro apartamentos por andar a gente não se sentia tão

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sozinha, tão desemparada e nesse sentido eu me sentia mais segura. Com relação a janela aberta (...)

Mas que nem assim, pra viajar, né? É diferente de casa que você tem que se preocupar em deixar uma lâmpada, com o jornal que por mais que você peça para não entregar eles deixam lá e acumula e qualquer outra coisa assim que já vai percebendo que a casa está sem ninguém, então, essa segurança essa casa que eu moro me traz. Pode empoeirar a área, pode o jornal ficar ali que está sossegado. Nesse sentido sim eu me sinto segura, mas tranco porta e não sou uma pessoa que deixa a porta aberta, entendeu? Mas me sinto segura sim. (Professora universitária, 52 anos, moradora há cerca de um ano em enclave fortificado residencial de Marília)

Este sentimento de vulnerabilidade também foi relatado por uma entrevistada de São Carlos:

Já surgiu em algumas conversas com amigos aqui é que poderia acontecer, como já aconteceu em outras cidades, né? Eu lembro que recentemente, só não lembro onde que foi, que um assaltante entrou em um condomínio fechado e daí acabou matando alguém, parece que morreu uma criança. Mas eu acho que isso tem risco maior fora do condomínio do que dentro. E também por ficar um pouco visado, por as pessoas saberem que quem mora aqui tem um nível de vida um pouco melhor e, às vezes achar que talvez na entrada e na saída do condomínio pode estar mais suscetível a alguma coisa, mas nunca aconteceu nada. Já surgiu esse questionamento em conversas com os amigos, mas nunca aconteceu nada aqui.

(...) Como em qualquer lugar se chegar alguém com uma metralhadora vai entrar e vai fazer estrago, mas também não dá para pensar que vai sair na chuva e que vai cair um raio na cabeça. Então é mais ou menos a mesma coisa, né? Aqui eu me sinto muito segura.

(Dona de casa, 42 anos, moradora há 15 anos em um enclaves fortificado residencial de São Carlos)

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Assim como analisado por Caldeira (2000,) a fala do crime, realizada tanto pela mídia quanto entre conversas entre os sujeitos, parecem estimular o sentimento de insegurança vividos pelos moradores dessas cidades, mesmo esses as tendo como cidades calmas com relação a criminalidade. A “fala do crime” trabalhada pelos meios midiáticos se mostrou como um veículo muito importante acerca do tipo de informações que chegam até esses moradores, sendo em grande parte formadora de opinião sobre as periferias, e em geral este foi o local mais associado a criminalidade nas entrevistas realizadas.

Além de poder estimular os sentimentos de insegurança, a fala do crime pode colaborar também para reforçar estigmas e preconceitos, na medida em que associa os espaços de criminalidade aos espaços de pobreza e precariedade. Tal aspecto pode ser encontrado nas falas de alguns entrevistados construíram a figura do criminoso como sujeito que se encontra em situação de pobreza e que mora na periferia.

Você acredita que existem bairros mais seguros e bairros mais inseguros na cidade?

Acho. Acho sim. Acho que a vivencia em situações de pobreza e miséria abre espaço para a atuação de traficantes, principalmente. O contato dessas pessoas com o bandido, a situação de miséria e as coisas ruins, vão sair de seus bairros

para cometer crimes em outros bairros. Em São Carlos não é diferente.

Uma concepção do que seja a periferia pobre e seus moradores somados à possibilidade de obter serviços como educação, saúde e segurança através do mercado, promovem a convivência entre pares, e a possibilidade de acesso a espaços privados pelas pessoas de maior renda – perfil da maior parte dos moradores desses espaços –, contribui para que estes convivam e tenham maior contato com aqueles que têm experiências semelhantes as suas. A distância entre grupos de renda diferentes não é apenas espacial, mas também em suas relações e vivências.

Tal distanciamento colabora para o não reconhecimento do outro e na compreensão deste como possível risco, como pode ser visto nos trechos das entrevistas que seguem, nos quais são relatadas as estratégias de segurança do condomínio que, quase sempre, se mostra mais ostensiva aos prestadores de serviço do que aos visitantes convidados por moradores.

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No condomínio que eu moro tem um sistema de segurança privilegiado. O pessoal daqui responsável pela administração da segurança conseguiu desenvolver um sistema que é invejado e até copiado por outros condomínios, até pela rede Damha da Encalso que tem condomínios no Brasil inteiro.

A principal diferença desse condomínio que eu moro é que os funcionários não são terceirizados, eles são contratados pelo próprio condomínio que assumiu a gestão da segurança. Então tem treinamentos dos vigilantes, baixa rotatividade, ao contrário do que acontece quando é terceirizado que volta e meia troca, né? E tem uma rotatividade grande.

Existe a cancela com o controle biométrico que funciona bem no nosso caso, com o cadastramento das digitais dos moradores. Os visitantes são fotografados e cadastrados através do RG, quando dá o número do RG o sistema já mostra se é cadastrado ou não e se não for já é efetuado o cadastro do visitante. Existem motos que circulam pelo condomínio, rondas programadas durante o dia e a noite inteira, então não fica mais que três minutos sem passar uma moto na frente de algum ponto.

Então a parte de segurança é muito bem feita neste condomínio que eu moro. O que é um desafio para os condomínios. A maioria dos condomínios briga muito para acertar seu sistema de segurança e o nosso é um ponto forte, é um privilégio que nós temos aqui. É muito bem feito.

Os prestadores entram pela portaria de serviço, eles são cadastrados, existe uma revista nos veículos na entrada e na saída. É obrigado a abrir porta mala e olhar dentro. Existe essa revista na entrada e na saída e é uma medida que o condomínio adota.

E não temos notícia que os prestadores acham ruim e que se manifestaram contra isso. É um sistema que já funciona há muitos anos e todo mundo já sabe e já está acostumado e o condomínio faz esse sistema. E tem câmeras, né? Tem câmeras nas portarias e em alguns pontos do condomínio que ficam monitorando em um sistema online. Existe uma central de monitoramento de câmeras onde ficam vigilantes 24h ali fazendo a verificação dos muros.

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(Advogado, 45 anos, morador há 2 anos e meio em um enclave fortificado residencial de São Carlos)

Outra entrevistada relata medidas semelhantes de segurança adotadas pelo enclave fortificado residencial em que mora:

Então todas as pessoas que vem aqui fazer serviço são revistadas, é feito um cadastro da pessoa com o documento e eles olham o porta malas do carro. E quando essa pessoa sai para ir embora no final da tarde ou para ir almoçar, algo assim, é feita a vistoria novamente.

E tem uma coisa que eu acho um pouco falho é que às vezes se eu contrato uma empregada, por exemplo, então ela tem um crachá. É feito um cadastro dela para ela entrar todos os dias no condomínio com aquele crachá. Daí o que acontece? Às vezes algumas pessoas que moram aqui deixam de recolher esse crachá. Então eu sei disso porque eu já contratei algumas funcionárias e elas disseram: ‘ah não, não precisa fazer o crachá porque eu ainda tenho o meu antigo.’

Eu sempre que despeço alguém eu sempre preço de volta o crachá, porque para ela entrar aqui ela tem que ter entrado com o crachá, sem o crachá ela não entra. Então o que acontece é dar a desculpa para outras patroas é que esqueceram o crachá, daí acaba não devolvendo para ficar fácil de entrar. Então eu acho isso muito perigoso, porque a qualquer momento a pessoa pode estar entrando sem autorização. É tem certa validade também esse crachá, acredito. Não tenho 100% de certeza disso, mas acaba que trazendo certa insegurança para a gente isso. (Dona de casa, 42 anos moradora há 15 anos em um enclave fortificado residencial de São Carlos).

Durante a realização do trabalho de campo em dois enclaves fortificados residenciais de Marília, foi possível conversar com alguns prestadores de serviço. Eles mencionaram a existência de normas e regras específicas para e realização de seus trabalhos no espaço do empreendimento. Um pedreiro que trabalhava na construção de uma casa mencionou que,

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para ter acesso a obra, foi necessário realizar primeiro um cadastro de toda a equipe, como mencionaram os moradores entrevistados. Além disso, contou que existem horários de entrada e saída, não existindo a possibilidade deles permanecerem no local em horários diferentes, e não sendo permitido também que estes circulem pelas áreas do empreendimento, ficando restrito apenas ao local da obra durante todo o tempo que estiverem trabalhando.

Tanto o pedreiro mencionado, quanto dois porteiros de outro empreendimento da cidade, disseram que a relação com os moradores costuma ser serena, sendo um ou outro que não se apresentava de forma pouca amistosa e receptiva, mas que segundo eles, se trata de uma relação normal entre empregados e patrões. As regras destinadas aos prestadores de serviço dos enclaves fortificados residências pareceram ser encaradas pelos prestadores como necessárias à segurança do local, embora não sejam muito confortáveis para todos, como é o caso da restrição à circulação mencionada pelo pedreiro.

O que esses relatos demonstram é que a definição de quem deve ser alvo da vigilância e dos aparatos de segurança, e de quem deve ser protegido por eles, está bem clara tanto para os moradores quanto para os prestadores de serviço. Parece existir um consenso entre eles do que seria um tipo perigoso e de suas características, do mesmo modo que parece estar claramente definido aquele que não o é.

Embora tenham ocorrido casos de roubo, furto e vandalismo em alguns dos enclaves fortificados residenciais onde residem alguns dos entrevistados e, também, estes tenham conhecimento e mencionem casos de criminalidade ocorridos em empreendimentos do mesmo tipo, a referência a locais nos quais eles consideram inseguros foi em todos os casos a periferia pobre da cidade, tanto em São Carlos onde os bairros mais citados foram o Cidade Aracy quanto em Marília o bairro Santa Antonieta.

A gente tem notícias, né? Ou a gente transita pelo nosso bairro, pelo centro e onde a gente trabalha. Eu particularmente e a maioria das pessoas não transita pelos bairros mais violentos, mas a gente ouve falar muito aqui em São Carlos de alguns bairros violentos, são dois ou três bairros: o Jardim Gonzaga, no passado era uma favela e foi urbanizado tudo, moram pessoas carentes, tem o Cidade Aracy que é um bairro enorme, onde moram mais de 30/40mil pessoas e tem a condição de pobreza, e a gente escuta falar e vê em jornal crimes quase diários. Presidente (...) vizinho do Cidade Aracy, esses são os bairros que a gente associa

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ao crime. (Advogado, 45 anos, morador há 2 anos e meio em um enclave fortificado residencial de São Carlos.)

Questionada sobre a percepção de bairros seguros e inseguros em São Carlos uma moradora que se mudou há pouco tempo para a cidade diz:

Não sei dizer, não conheço muito por aqui, mas sempre ouço falar de bairros que são extremamente perigosos onde moram pessoas de baixa renda. Acredito que meu bairro seja um pouco mais seguro, pois está em crescimento e só tem condomínios fechados.

(Professora/Tradutora, 24 anos mora há 10 meses em um enclave fortificado residencial de São Carlos)

A senhora voltaria a morar em um bairro aberto?

Não, só se eu ficasse muito desgastada de morar no condomínio, pensando em Marília, né? Mas se fosse em uma outra cidade, uma cidade pequena, eu pensaria sim nessa possibilidade. Mas cidades do porte de Marília isso me traria um mal estar, parece que eu estaria vulnerável.

Existe algum bairro em Marília que a senhora não moraria de jeito nenhum?

Se eu pudesse escolher eu não moraria na Zona Norte. Eu ficaria muito triste se eu tivesse que morar ali.Pela questão da segurança, tá? E não porque eu acho que é mais bonito morar aqui que morar lá, não é isso.

Por que a senhora vê ali como mais inseguro?

Pelos noticiários, tem o presídio que está ali também e isso deixa mais inseguro. (Professora universitária, 52 anos, moradora há cerca de um ano em enclave fortificado residencial de Marília)

Você conseguiria me apontar algum bairro que para você é seguro e algum que é inseguro?

Olha eu acho que estão todos mais para inseguros que para seguros, inclusive aqui perto tem um bairro muito bom que tem umas casas grandes e tal, e que era

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inclusive onde nós tínhamos um terreno antes de vir pra cá. Nós ficamos sabendo, direto tem notícia, que para um caminhão na frente de uma determinada casa e leva tudo o que tem dentro da casa. Inclusive fotos, álbuns, levam tudo mesmo (...) desde tapete a utensílios domésticos e tudo mais. Então eu não conseguiria dizer para você que existe esse bairro seguro não, mas esse em específico que eu moro eu acho que é um pouco mais seguro sim, talvez por causa do condomínio e do shopping, tem muita gente circulando, talvez por isso. Que é o Parque Faber.

E tem algum inseguro a ponto de você nem frequentar?

Tem, é um que chama Cidade Aracy, eu não sei se é a I se é a II, mas eu já ouvi falar que é uma região perigosa. Inclusive a menina que trabalhava para mim antes ela morava nessa Cidade Aracy e ela falava que ela não podia ter amizade com os vizinhos porque tinha traficante, e aí ela não se sentia bem, não se sentia segura e de vez em quando tinha tiroteio e daí eles tinham que ficar bem quietinhos em casa e ela não se sentia nada segura em relação a deixar as crianças em casa, deve ter sido isso que acabou forçando um pouco ela ter saído e deixado

Benzer Belgeler